Another Day in Paradise
4 Preparations for the Science Fair
Notas iniciais
Escola Ooo (Terça-feira – 12:20 da manhã)
Finn guardava seus materiais, pois logo iria bater o sinal para o almoço e como sempre estava muito faminto. Havia ficado mais com Jujuba e Marceline , mesmo que Marshall continuasse andando com ele, conseguia manter uma boa distância, o garoto havia pensado muito sobre o assunto do beijo e da confissão inesperada do vampiro, chegou na conclusão que iria se manter um pouco afastado, Finn não era gay e uma hora o vampiro teria que compreender.
Mas algo havia mudado em Finn depois do beijo, ele sempre botava os dedos nos lábios involuntariamente quando se lembrava do maior botando os lábios nos dele e em seguida a sua língua o invadindo, derrubando as barreiras e tocando nos pontos certos...Isso o enlouquecia.
O loiro conseguia sentir um clima tenso quando sentava-se para assistir as aulas, afinal Marshall Lee sentava atrás de si, porém não era um clima de ódio ou raiva, mas sim algo pior: Desejo. Finn sentia que tudo o que ele estava fazendo para Marshall Lee não passava para o moreno como um jogo, e o vampiro estava se divertindo muito.
–Alunos! — A professora de Biologia chamou. — Estou com um pedido para explicarem a vocês sobre a feira e também para montar os grupos.
Todos começaram a murmurar entre si, logo a professora voltou a falar:
–A classe 2-A se dividirão em quatro grupos, sendo dois de dois alunos, um de quatro alunos e o último de três. Os que terão dois alunos, serão encarregados de enfeitar a sala dos grupos grandes, é claro, explicarei e indicarei todos, os que conterem mais alunos farão experimentos. Haverá também outras atividades para arrecadar lucros para ajudar a escola, os que estão sendo pedidos para essa sala são Sala do Terror e uma Pizzaria. Nestes para arrecadação, todos irão participar, nos experimentos, apenas o grupo grande.
Em seguida, se encaminhou para a lousa, fazendo quatro colunas verticais.
–Serei legal com vocês, vou deixar que escolhem seu grupo. — Avisou.
Na primeira coluna botou Jujuba, na outra a Flama, na terceira a Fionna e na ultima o Marshall Lee.
–Vão falando que irei anotar. — A professora pediu.
–Eu quero a Cake no meu! — Fionna implorou, abraçando a amiga em seguida.
–Eu vou no da Jujuba. — Marceline falou.
–Com certeza quero estar no da Flama. — Flambo solicitou.
–Ah, eu quero o Chiclete no meu! — Fionna pediu.
–E eu o canelinha! — Flama gritou, sabendo que mesmo que o biscoito fosse o mais lesado da turma, tinha suas habilidades escondidas.
Após anotar, a professora olhou para a lousa e disse:
–Falta um no do Marshall Lee e outro com Fionna. Quem está faltando?
Finn foi o único a levantar a mão.
–Professora, eu gostaria de ter o Finn no meu grupo. — Chiclete pediu. — Ele tem muitas habilidades, seria de grande ajuda.
O loiro ficou surpreso com o pedido vindo de Chiclete, nunca pensaria que um menino considerado metido pelos seus amigos gostaria de formar um grupo com ele, como Finn era de classe média, acharia que logo no segundo dia já seria evitado.
–Porém, gostaria que ele fosse do meu. — Uma voz tão familiar fez Finn se arrepiar de leve.
Marshall Lee estava acomodado na cadeira, olhando para a professora.
–Justificativa? — A professora perguntou.
–Estou vendo que terei que formar um grupo de dois, então ficarei na área artística, não sou muito bom em desenhar, mas Finn é excelente.
A professora Sharlene Taylor ficou pensativa. Porém rapidamente conseguiu uma solução.
–O grupo de Marshall Lee fará a decoração do grupo de Chiclete, sendo assim trabalharão juntos, Finn, você ficará junto com Marshall. — Em seguida, anotou o nome na lousa.
Finn ficou boquiaberto, suas chances de evitar o vampiro estavam todas arruinadas.
–Que estranho, está faltando um. — Sharlene murmurou, olhando para a turma. — Lorde!
Todos olharam para ele, o cavalo estava cochilando na cadeira, provocando a risada de todos.
–Agora está explicado porque estava faltando. — A professora riu, encerrando os grupos. — A equipe de Jujuba ajudará o de Flama. Já as atividades para arrecadação, o grupo de Marceline e Flambo ficarão com a Sala do Terror e o de Finn e Fionna com o da pizzaria. Agora, na hora do almoço, podem compartilhar suas idéias, espero que todos façam um bom trabalho, surpreenda-nos! Pois será uma nota que poderá salvar vocês da recuperação do primeiro bimestre.
Em seguida bateu o sinal, todos se levantaram e caminhavam em direção a porta, falando com o seu grupo sobre as idéias.
No fundo, Finn estava ansioso para começar a trabalhar, daria tudo de si para conseguir um dez, pois infelizmente o aluno não era muito bom nas provas, tinha dificuldades, acreditava que seu plano de prestar atenção nas aulas ajudaria, mas mesmo assim estava inseguro. Entretanto, ao mesmo tempo, estava um pouco nervoso em fazer parceria com Marshall Lee, ele poderia tentar alguma outra coisa estranha novamente.
Após pegarem o lanche, Jujuba e Marceline discutiam suas idéias em uma mesa de piquenique no jardim, Finn e Marshall estavam sentados lá também, porém mais quietos do que um mudo.
–Bem, como iremos fazer? — Marshall perguntou, tentando iniciar logo uma conversa.
Finn mastigava seu salgado de frango, logo em seguida engoliu, tentou falar normalmente.
–Acho melhor a gente esperar o grupo do Chiclete decidir o que eles irão fazer e em seguida fazemos uma decoração boa.
–Bem, temos que resolver isso logo, somente uma semana para realizar esses dois trabalhos é muito pouco tempo.
–Verdade... — Finn murmurou, pensando na trabalheira que teriam.
Após terminar de comer seu lanche, o loiro levantou da mesa e se encaminhou para o lixo da cantina, onde jogou a lata de refrigerante e o papel do lanche fora.
–Finn! — Chiclete gritou, sendo seguido pela Fionna.
–Oi! — A loira disse animada. — Vamos combinar então o que iremos fazer?
–Tudo bem. — Disse o garoto, sorrindo.
Eles o levaram para uma mesa dentro da cantina em que estavam sentados.
–Não é melhor chamar o Marshall? — Finn perguntou.
–Depois você fala para ele, ou qualquer coisa ele vai vir aqui logo. — Cake comentou. — Ele não terminou de comer?Terminou?
–Não.
–Então, aí ele vai jogar o lixo e vai te ver, pronto. — A gata concluiu.
A verdade, era que todos do grupo estavam com medo de trocar idéias com Marshall e Chiclete juntos, saberiam que essas duas pessoas juntas no mesmo grupo não daria muito certo.
–Senta aí. — Fionna convidou, no lado de Chiclete.
Finn se acomodou e logo começaram a conversa.
–Bem. — Iniciou a loira, tomando sua coca-cola. — Qual experimento seria o mais legal?
–Um que tenha explosões! — Cake gritou, levantando os braços animada.
–Sim... — Murmurou Chiclete, pensando. — Já ouvi falar de uma, na qual você bota um determinado líquido e em seguida um fósforo aceso, e saí de perto que é uma explosão gigantesca!
–Uau... — Todos ficaram de boca aberta.
–Eu acho que posso conseguir os materiais. — Chiclete declarou. — Alguém tem mais alguma ideia?
Em seguida todos ficaram em silêncio, a verdade era que não tinham mesmo alguma outra ideia brilhante, não gostavam muito de ciências.
–Acho que a experiência do vulcão já enjoou um pouco. — Fionna falou. — Vamos fazer essa.
E assim estava feito.
–Agora, o que mais me interessa: A pizzaria. — A loira em seguida deu pulinhos ansiosos. — Quero fazer algo muito perfeito!
–Eu posso ficar na cozinha, sou bom em culinária. — Chiclete sugeriu.
–É claro que você vai ficar na cozinha! — Fionna gritou como se aquilo fosse óbvio. — Finn, depois experimenta os cupcakes e outros doces que ele faz, é realmente delicioso.
–Eu posso ficar no caixa? — Cake pediu.
–Pode. — Fionna sorriu. — Agora, só tenho um pedido: Quero eu, Finn e Marshall Lee como garçonete e garçons.
–Por quê? — O loiro perguntou, curioso.
–O que tem eu? — Uma voz surgiu atrás de Finn.
Todos, por um momento, prenderam a respiração devido ao nervoso. Marshall Lee se encontrava bem atrás do pequeno, estava realmente bem perto de Chiclete, o silêncio constrangedor durou poucos segundos, mas para as pessoas ali sentadas, demorou horas. Para quebrar o gelo, Fionna comentou sorrindo:
–Você ficará como garçom para a pizzaria.
–Por que nós três? — Finn perguntou novamente.
–Para chamar um pouco a atenção. — Ela disse, piscando o olho para o loiro.
–Você é bem esperta, Fionna.-O vampiro riu, chegando bem perto da garota. — Mas lembre-se que haverá crianças no local também.
–Pode ficar tranquilo, darei um jeito nisso. — A garota sorriu maliciosamente. — Esse plano nos arrecadará muito dinheiro, tudo pelo bem da escola, não?
–Tudo pelo bem da escola. — Marshall Lee sorriu, soando um pouco irônico pela justificativa da outra, mas não achava a ideia tão ruim.
Os dois de repente se encararam por poucos segundos, tendo uma conversa entre olhares. Finn não entendia o que estava acontecendo, mas a questão do plano dar muito dinheiro ajudaria o menor a ganhar uma boa nota. Após cada um concordar com a cabeça, a loira se voltou para a mesa.
– Lorde vai ficar na cozinha para ajudar Chiclete, tudo bem?
–toc...toc... — Ele fez com a pata.
–Ele disse que sim. — Cake confirmou.
–Muito bem! — Fionna comemorou. — Finn e Marshall, já sabem mais ou menos como vão fazer a decoração, né?
–Sim. Farei meu melhor. — O loiro sorriu.
–E eu farei o que ele me der pra fazer. — Marshall declarou.
–Assim que fala! — Fionna gritou animada.
–Bem, estamos decididos. — Cake finalizou. — Reunião encerrada.
Depois de agradecer por ter chamado eles, Finn saiu junto com Marshall Lee de volta para onde as meninas estavam sentadas, o loiro havia esquecido sobre a conversa estranha entre Marshall e Fionna, estava muito mais focado em como iria montar a decoração.
–O que está combinado? — O vampiro perguntou.
–Faremos uma explosão com um líquido e fogo que Chiclete vai trazer, assim que teremos que fazer uma decoração com cores mais quentes. Já a pizzaria, nós três vamos ser garçons, Cake no caixa e Chiclete e Lorde na cozinha.
–Como pretende fazer a decoração desta?
–Algo mais moderno.
–É melhor fazer uma coisa mais escura, tipo um bar.-O outro sorriu.
–Um bar? Mas é uma pizzaria.
–Eu sei, só digo para fazer uma coisa mais escura, é mais chique e mais compatível com o plano da Fionna.
–Entendo, então faremos um balcão grande parecido com um bar e deixaremos as luzes apagadas, mas não farei algo nojento que nem nesses lugares, farei algo mais moderno.
–Sim, se quiser pode até acender velas ou outras coisas, só temos que fazer com tonalidades escuras.
–Tá bom. — O outro concordou. — Por falar, que plano é esse?
–Só digo que essa Fionna é mesmo muito esperta. — Marshall riu.
–Por quê?-Finn perguntou
–A gente vai arrecadar muito, digamos que eu e Fionna somos os populares, e também desejados ao redor da escola. E você, é realmente um destaque físico: Loiro de olhos azuis, inocente, você será bem chamativo.
Finn corou um pouco.
–Não sou tão bonito assim.
–Verdade, você é perfeito. — Marshall comentou, em seguida deu um olhar malicioso. — Garotas e garotos querem te comer.
O loiro puxou um pouco a touca para baixo, tentando esconder seu rosto.
–Cala a boca... — Disse envergonhado.
Marshall Lee sorriu com a timidez do outro, era tão engraçado. O que o deixava feliz é que teria muito tempo para brincar mais com Finn, por causa deste evento, eles teriam muito trabalho a fazer.
Sala dos clubes (Mesmo dia- 16:05 da tarde).
No dia anterior, Finn havia pego um caderno com uma lista de todos os tipos de clubes, Jake tinha realmente razão, existiam milhares de escolhas, muitas páginas.
Os novatos podiam escolher seus clubes em até dois dias, logo tinham que participar, pois era as regras da escola. O loiro pensou em somente dois grupos: O de mangá e esportes. Cujo os horários eram as quatro e dez e o outro as cinco horas, não seria difícil decorar os turnos.
Finn abriu a porta da sala, encontrando algumas pessoas lendo, outras desenhando e até mesmo assistindo animes.
–Bem vindo, sou o representante deste clube! — Levantou um vídeo game da mesa, se direcionando ao novato. — Meu nome é Bmo! E agradeço a sua escolha de se juntar a nós!
–De nada. — Finn sorriu, alegre com a simpatia do outro.
–Infelizmente, nosso grupo é pequeno, pois poucos gostam desse gênero. Vou apresentar a você o resto do pessoal. Com você, temos oito mebros: Eu, Gunter, Brad, Me-Mow, Abradaniel, Tiffany e Princesa Torrada. Pode se sentar, se quiser papéis e lápis para desenhar, estão na prateleira, há computadores para assistir animes e mangás estão na prateleira, qualquer coisa é só falar comigo.
–Obrigado. — Agradeceu Finn, pegando um lápis e papel, sentando-se do lado de Princesa Torrada e Gunter.
–Você gosta de desenhar? — Perguntou ela, interrompendo sua leitura de um mangá.
–Gosto sim, principalmente cenas surreais. — Respondeu o loiro, sorrindo.
–O Gunter também gosta, né? — Ela perguntou para o pinguim.
–Guac! — Respondeu, continuando a desenhar uma garota de cabelos compridos, sentada na areia da praia enquanto observava o pôr do sol.
–Está muito legal... — Murmurou Finn, com os olhos brilhando.
–Guac! — Agradeceu. — Guac?
Ele queria que Finn desenhasse para ele ver também, assim que o loiro atendeu seu pedido, desenhando uma garota de cabelos roxos e olhos de mesma cor, num local cheia de estátuas estranhas, o fundo preto e o piso com as cores preta e branca, como um tabuleiro de xadrez.
–Guac! — Gritou o pinguim, quase tendo um ataque. — Guac!
Ele havia elogiado seu desenho, Finn ficou envergonhado.
–Agradeço.
–Guac, Guac? — Perguntou se podiam ensinar um o outro a desenhar e compartilhar as experiências para dominar a arte.
–Claro que sim! — Finn respondeu, feliz por conseguir mais amigos.
Clube dos esportes (Mesmo dia — 17:00 da tarde)
–Que bom que você escolheu esse clube, cara! — O Príncipe de Fogo comemorava. — Assim podemos treiná-lo para ultrapassar seus limites!
O clube não era em uma sala, eles se reuniam todos na quadra, logo o responsável, o Flambo, falaria aonde treinariam, afinal na escola o que não faltava era lugares para realizar exercícios.
–Pessoal, reunindo! — Flambo chamou todos.
Finn foi apresentado devidamente, a maioria das pessoas ele nunca havia falado ou sequer visto, as únicas que reconheceu foram Marshall Lee e o Príncipe Músculos.
–Bem, hoje treinaremos na quadra. Faremos basquete! — Em seguida apitou, começando o jogo.
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Finn estava esgotado após a partida, sua equipe havida ganhado por um ponto, os alunos ali não queriam simplesmente jogar, queriam ter "o" jogo. Quando Flambo finalmente havia apitado para relatar o fim do jogo, o loiro foi o único a cair no chão esgotado, acreditou que o resto já estava acostumado com a dureza do treinador.
Agora estava no banho, relaxando os músculos novamente, que estavam doendo bastante. Após desligar o chuveiro, o garoto se secou e colocou uma cueca e calça, saindo para fora do chuveiro e caminhando em direção aos armários para pegar o resto de suas coisas.
–Hey,hey. — Uma voz familiar chamou.
Finn olhou assustado para o lado.
–Marshall Lee.
–Você demora muito no banho, sabia? — Disse caminhando em sua direção. — A natureza agradece.
–Na verdade eu demorei para entrar. — O garoto murmurou, voltando sua atenção para a bolsa. — Fiquei cansado, não estou acostumado a treinar tanto assim, tipo, a aula de educação física foi ontem e hoje essa partida.
–Mas você sabe que o Flambo gostou de você, né? — Perguntou apoiando as costas na parede do lado do armário de Finn. — Então se prepare. Ele vai acabar com sua raça.
O garoto respirou fundo, cansado.
–Imagino. — Assentiu.
Em seguida sua barriga roncou, fazendo Marshall Lee rir.
–Eu também imagino que esteja com muita fome após esse treino, toma aí só para disfarçar. — Falou, jogando uma barra de cereal para Finn.
–Obrigado! — Disse o menor sorrindo, colocando um pedaço na boca enquanto colocava sua roupa.
Em seguida um silêncio mortal dominou o vestiário vazio, estavam somente os dois naquele lugar e no dia anterior também fora assim...O loiro estava um pouco nervoso.
–Você não vai fazer nada, né? — Perguntou inseguro.
–Talvez...Você quer? — O outro caminhou em sua direção, com um ar dominante.
–Não quero outro beijo... — O outro murmurou, com medo da pequena distância entre seus corpos.
Marshall Lee riu.
–Não estou perguntando se você quer um beijo. — Falou como se aquilo fosse óbvio. — Mas acho que você ainda não está pronto e não estou com tanta vontade assim, não quero apressar as coisas se não a diversão vai acabar rápido.-Continuou, enquanto acariciava o rosto do menor, sua pele era tão macia... — Mas você também não vai sair ileso.
Em seguida, encostou seus lábios nos de Finn, enrolando sua língua na dele. O pequeno se segurou nas roupas do moreno, tentando se controlar para não gemer, estava novamente derrubando mais barreiras...Estava novamente fazendo seu corpo tremer...
–Ahh... — Arfou o loiro, corado, quando se afastaram.
Marshall Lee não havia terminado ainda, abraçou Finn que tremia em seus braços enquanto cheirava seus cabelos recém-lavados.
–Muito bom... — Elogiava o beijo, enquanto também mexia nas mechas do cabelo perfeito.
–Marshall, eu quero que você pare de fazer isso! — Implorou o loiro, enquanto continuava se segurando em suas peças. — Eu não sinto atração por corpo de homens, você sabe...
–Mas não é para sentir nos dos homens, somente no meu corpo. — Disse calmamente, enquanto sugou a pele do pescoço do pequeno.
–Ngh... — Gemeu, em seguida tentou falar normalmente. — Estou querendo dizer que sou hétero...
–Lembra que eu te disse que não sou um cara que passa vontade? — Sussurrou em seu ouvido, fazendo Finn se arrepiar. — Eu não vou desistir.
Aquelas últimas palavras fizeram o loiro ficar de olhos arregalados, estava realmente ferrado.
–Ahh... — Gemeu, fechando os olhos com força, quando o o moreno voltou a chupar seu pescoço, no mesmo local.
Marshall Lee queria deixar uma marca no pescoço de Finn, para mostrar a todos que aquele garoto lhe pertencia, somente a ele e a mais ninguém. Aquilo também serviria de aviso para o ridículo do Chiclete, sabia que o rosado também estava interessado em seu pequeno, ele não deixaria, lutaria até o final.
E que o melhor vença.
Quando separou sua boca da pele do outro, percebeu que havia deixado uma mancha bem avermelhada, sorriu satisfeito.
–Vamos embora, por hoje você está livre.
Finn terminou de arrumar sua bolsa em poucos minutos, Marshall Lee o acompanhou para fora do vestiário.Os dois estavam com suas bolsas prontas para irem embora, assim que caminharam para fora da escola, onde havia um ponto para os alunos pegarem ônibus.O loiro estranhava a naturalidade do vampiro enquanto conversava com ele, como se nada tivesse acontecido, pelo menos isso deixava o clima menos tenso. Após um tempo Finn falava normalmente com o rapaz.
O garoto olhava pela janela do automóvel, eram seis e vinte e estava com fome, não quis parar na cantina pois achava que isso os fariam perder o horário. O loiro também estava tão cansado, seus olhos estavam semi-abertos, estava se controlando para não cair no sono, jurava que iria comer e depois dormir.
O vampiro sentava do seu lado, conversando com Marceline e Jujuba que estavam na frente e tomando alguma coisa na sua garrafa de plástico.
–E para a Sala do Terror a Marceline e os outros dois que irão assustar as pessoas. — Jujuba continuava. — Já tenho até um plano perfeito!
–O do nosso café eu não tenho muita certeza, acho que vai sair merda. — Marshall Lee comentou, depois de dar um bom gole da garrafa.
–Por quê? — Marceline perguntou curiosa.
–A Fionna que vai fazer os figurinos, e eu, Finn e ela que serão os que irão servir as pessoas.
A irmã começou a rir, a rir tanto que o loiro continuava se perguntando qual era a graça.
–Só sei que vou querer entrar no café só para ver vocês vestidos! — Disse enxugando uma lágrima.
–Sua escrota. — O vampiro murmurou, sorrindo, aquilo não fora bem um insulto.
Em seguida o ponto parou bem perto de sua casa, onde Finn se levantou para ir embora.
–Tchau gente. — Se despediu, saindo do ônibus.
–Até mais! — Os outros gritaram.
As portas se fecharam, o ônibus partia, indo cada vez mais longe, até se tornar um ponto amarelo.
Finn havia gostado muito do seu segundo dia na escola, mesmo que seu corpo quase não se aguentasse devido ao cansaço e as pegadas do Marshall Lee, o loiro não discordava de estar passando os melhores dias de sua vida.
Quando Jujuba foi embora, Marceline sentou do lado de seu irmão.
–Você tá pegando o Finn? — Ela perguntou interessada.
O outro sorriu, orgulhoso com a dedução rápida da irmã.
–Estou.
–Caracas! — Ela gritou surpreendida. — Mas vocês estão namorando?
–Não, algo muito mais interessante:Estou forçando ele a ficar comigo.
A irmã sorriu.
–Você é realmente do mal.
–Estou indo devagar, por enquanto não tirei a virgindade dele ainda.
–Por quê? Essa é a melhor parte!
–Eu não sou apressada igual a você, por falar como estão as duas?
–Ótimas, Jujuba está me enrolando um pouco, mas um dia eu pego ela de jeito.
–Assim que se fala. — O outro sorriu.
–Mas não acha muita mancada fazer isso com o Finn? Ele é muito inocente ainda.
–Ainda estou fazendo a bondade de ser pouco a pouco! — O outro falou indignado, em seguida voltou ao normal. — Eu realmente me senti atraído quando o vi ontem, não quero perder tempo com besteiras.
A irmã sorriu malvadamente.
–Por falar, vocês estão no mesmo grupo, não?
O outro sorriu da mesma maneira, não dava para dizer que não eram irmãos quando sorriam dessa maneira.
–Estamos, só te confirmo que não demorará muito...
Eles não sabiam, mas longe dali, Chiclete ouvia a conversa dos dois. Ele estava tão furioso que o papel de seu trabalho que antes se encontrava em suas mãos...Estavam amassadas e rasgadas.
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