Notas iniciais
Feliz Halloween atrasado ! 3=]

Escola Ooo (Quinta-Feira – 15:00 da tarde).

Quando as aulas extras haviam terminado, Finn e Marshall Lee caminharam para a sala de artes, onde vários alunos realizavam seus trabalhos para expor na feira.

–Faz algumas coisas relacionadas com explosões com esses E.V.A.s. — O loiro pediu para o vampiro. — Eu vou começar a pintar um papel de parede para colocar na pizzaria.

–Ok. — Confirmou Marshall Lee, pegando uma tesoura.

–Vou ao banheiro para encher o pote de água. — Comentou Finn, saindo com o potinho que limparia seus pinceis mais tarde.

Durante a semana, sua relação com Marshall era sempre o mesmo: Durante as aulas, eles conversavam normalmente e ajudavam um ao outro nas matérias, como bons amigos... Porém, depois das aulas extras... Finn sentia um leve arrepio ao se lembrar...

Era inacreditável, o ser sempre conseguia arranjar um momento perfeito em que os dois estivessem sozinhos, e começava a pegar Finn. Havia tido um dia em que o loiro ficara com os lábios inchados, outro em que seu corpo ficara cheio de marcas de beijo... A única coisa positiva que o pequeno podia pensar sobre isso era que Marshall não foi muito longe: Não havia feito carinhos nojentos ou relações constrangedoras.

Logo após suas carícias, o vampiro falava e reagia normalmente com o loiro, como se nada houvesse acontecido e Finn, que primeiramente ficava inquieto, logo conseguia ser soltar mais, voltando a serem os grandes amigos.

Sempre assim, sempre. Aquilo tinha que parar, Finn tentava dizer para o moreno que não era homossexual, mas era sempre a mesma resposta:

“Eu te avisei, não sou um cara de passar vontade.”

O loiro se arrepiou, lembrando-se dessas palavras que marcaram tanto sua alma... Era uma simples maneira de dizer que nunca terá fim. Mas não iria desistir, um dia Marshall entenderia.

O loiro havia finalmente chegado a um banheiro próximo à sala de artes, entrando no local vazio, abriu a torneira e começou a encher seu potinho. Tinha que ser rápido, afinal, faltavam poucos dias para terminarem aquele trabalho sem fim.

Uma porta do sanitário se abriu, Finn não ligou muito para ver quem era, estava mais concentrado na água.

–Finn? — Uma voz familiar perguntou.

O loiro deu um pulo, deixando cair um pouco de água do pote, assustado se virou para o garoto do seu lado.

–Chiclete?

–Nossa, perdão se te assustei... — O rosado disse, lavando suas mãos.

–Não, tudo bem. — Murmurou o loiro, enchendo novamente seu pote.

–Faz tempo que não o vejo, tudo bom?

–Tudo bem, estou fazendo os trabalhos com Marshall Lee agora.

Chiclete se irritou um pouco com essa notícia, recordando aquelas palavras que ouvira no ônibus... Se já não gostasse do vampiro antes, agora o odiava. Tentou controlar sua raiva, para não mostrar para o pequeno.

–Como está ficando?

–Bem, está ficando bom, o Marshall está fazendo alguns enfeites para a sala do experimento e eu vou pintar um papel de parede para a pizzaria. — Respondeu o loiro, fechando a torneira. — Quer ir à sala de artes para ver como está ficando?

–Não, obrigado. — Respondeu o rosado, forçando um sorriso. — Eu gostaria só de conversar com você um pouco, em um local descente.

–Sobre o que? — O loiro perguntou curioso.

–Depois quando você for comigo te conto.

O loiro ficou pensativo.

–Mas e o trabalho que estava...

–Vai ser só um pouco, prometo.

–Tá bom. – Rendeu-se Finn.

O loiro deixou o pote no banheiro e seguiu Chiclete, que o levava para bem longe da sala de artes: Á arquibancada da quadra descoberta de futebol em que jogou na aula de educação física.

Estava ocorrendo um jogo, tanto que o Flambo acenou para ele, Finn cumprimentou fazendo o mesmo gesto.

–Conhece ele? — Perguntou Chiclete, curioso.

–Sim, nos conhecemos na aula de educação física de segunda. Ele diz que sou bom nos esportes, tanto que entrei em seu clube. — Em seguida o loiro começou a massagear o braço. — Fico dolorido, mas gosto do que faço.

O rosado ficou observando o loiro massageando aqueles músculos que se formavam, ficaria lindo daqui a um mês... Só de imaginar Finn sem camiseta com um corpo sarado fazia o outro começar a se sentir excitado.

–Do que você quer falar? — Perguntou Finn, fazendo com que Chiclete acordasse de seus pensamentos perversos.

–Primeiro, tem que prometer que não vai falar disso para ninguém. — Falou Chiclete.

–Prometo. — Disse o loiro, sem mais nem menos.

–Promete também que agirá como se nunca tivemos essa conversa e que não está falando comigo agora.

–Ok. — Comentava Finn, cada vez mais curioso.

–É sobre Marshall, estou sabendo de algumas coisas... — Começou o rosado, meio sem graça.

O loiro congelou, nunca havia sequer passado pela sua cabeça que alguém descobriria sobre as carícias de Marshall.

–Finn, ele está fazendo alguma coisa com você?

Espera... Então ele não sabe...

–N-não... É... — Tentava dizer algo, mas estava com medo.

–Bem, não quero força-lo a responder, mas digo uma coisa a você: Marshall é um cara que abusa, um irresponsável e rebelde. Minha dica como amigo é que você se afaste dele.

–Me afastar?! — Exclamou Finn.

–Sim, tenho medo que ele faça algo com você, acha mesmo que ninguém percebe os olhares maliciosos que aquele cara dá em você?

O loiro pensava cabisbaixo, muita gente devia ter pensando besteiras com isso.

–M-Mas... Não tem nada a ver!

–Compreendo, porém como seu amigo, Finn... — Disse Chiclete, segurando em um de seus ombros. — Minha dica é que você se afaste, acabará se magoando se continuar com ele.

–Mas ele é um bom amigo... Não sei, tenho que pensar.

–Eu entendo que não quer se afastar de suas amigas também, Jujuba e Marceline são boas pessoas. Não quero te obrigar a fazer nada Finn, se quiser pode continuar naquele grupo que te faz tão feliz, mas você poderia conhecer gente nova também, se ficar mais comigo, posso te apresentar ao meu grupo e a outras pessoas da escola, tenho certeza que todos querer te conhecer.

–Obrigado Chiclete. — Agradeceu Finn, sorrindo para o amigo um pouco mais calmo.

Chiclete corou com o sorriso perfeito que tanto o derrubava, desviou seu rosto para o lado para que o pequeno não o visse daquele estado.

–É o mínimo que devia fazer Finn, eu gosto de você.

–Eu também gosto de você, você é um grande amigo.

Chiclete suspirou de leve, para que Finn não notasse, queria tanto falar que gostava do pequeno de outra maneira, mais profunda e bonita. Infelizmente estava inseguro ainda.

–Bem, é isso. — Chiclete disse, se levantando. — Te vejo depois?

–Claro. — Sorriu o loiro, se levantando também.

Após se despedir do amigo, correu em direção ao banheiro e pegou seu pote, que ainda se encontrava lá no mesmo modo que deixara e voltou para a sala de artes.

Estava vazio, o único que continuava lá era Marshall, com os enfeites já prontos na mesa. Finn ficou com um pouco de medo, pois o rapaz aparentava furioso.

–Onde que você foi? — Perguntou bravo.

–E-Eu fui pegar água, tive que ir a um banheiro mais longe. — Mentiu Finn.

–E demorou tanto assim? Tem ideia de que horas são?

Finn se assustou quando viu que havia demorado muito mais tempo do que pensara, daqui a alguns minutos começaria seu clube do mangá.

–Desculpa Marshall. — Implorou o loiro.

O vampiro se levantou, fechando a porta.

–Não aceito desculpas, por que além de se atrasar está mentindo para mim... — O loiro congelou com essas palavras, como havia descoberto? — Terá que obter perdão de outro modo... — Disse, olhando Finn de cima para baixo.

–M-Marshall... Eu... — Disse o loiro, nervoso a cada passo que o vampiro dava.

–Eu vi quando você saiu do banheiro com aquele metido do Chiclete, o que aconteceu? — Perguntou, jogando o pequeno na mesa, fazendo-o cair deitado. Em seguida o maior o prendeu pelos pulsos, ficando de quatro em cima do loiro que tremia de medo.

–E-Ele só estava falando comigo... F-Fazia tempo que não nos víamos...

–Mentira! – Gritou. — Não vai me contar a verdade?

Finn se recordou da promessa que havia feito: Não era para contar para ninguém sobre a conversa.

–Eu não posso... — Disse, virando a cabeça de lado, não conseguia encarar o vampiro.

–Entendo. — Comentou o moreno. — Então terá que ser da pior maneira...

Antes que o menino perguntasse o que ele queria dizer, Marshall tirou sua camiseta e começou a lamber a barriga do pequeno.

–O q-que pensa que está fazendo? — Perguntou o loiro, tentando tirar inutilmente o moreno de cima dele. — Vão nos ver!

–Dane-se... Se eles nos verem, será sua culpa. Não vou parar até que me fale. — Falou decidido.

Antes que Finn pudesse responder qualquer coisa, o vampiro cobriu seus lábios com os do dele. Sua língua estava mexendo selvagemente em sua boca, fazendo com que Finn não se aguentasse de prazer.

–Hmmn! – Gemia.

Marshall pegou seus pulsos e os guiou para cima, fazendo com que o moreno se abaixasse mais, encostando seu corpo no do pequeno, fazendo os dois sentirem cada músculo, cada movimento.

–Ngh...

O moreno se separou, fazendo com que Finn começasse a ofegar. Aquele beijo havia sido muito cansativo...

–Não vai me contar? — Ameaçou.

–Marshall Lee, eu não posso. — Implorou Finn. — Me compreenda, por favor!

O vampiro olhou nos olhos chorosos do pequeno, não havia outro jeito, teria que fazer aquilo...

Marshall soltou seus pulsos, se ajoelhando em volta de suas pernas, suas mãos se guiaram para as calças do loiro.

–Ei! — Finn exclamou, quando o moreno abaixou suas calças. — O que pensa que está...?

Mas Finn não conseguiu terminar suas palavras, Marshall Lee segurou fortemente em suas coxas e abaixou um pouco a cueca do pequeno, fazendo com que seu membro aparecesse.

–Mars...! — Tentou dizer, mas foi interrompido quando o vampiro começou a lamber as laterais. -Ahhh...

O maior soltou uma de suas pernas e segurou com força, fazendo com que o loiro se assustasse, continuava lambendo as laterais, dando um prazer imenso, o pequeno se contorcia em baixo, nunca havia sentindo aquilo antes.

–Ahhh... Para por fa... Waaa... — Tentava falar chorosamente, se segurando nas laterais da mesa.

O vampiro começou enquanto a chupar a ponta.

–Uhhhh.... — O pequeno levantou a cabeça para trás, dava para Marshall ver seu corpo se estremecendo com aquele ato.

–Está bom? — Perguntou o vampiro, rouco.

–Marshall... — O loiro olhou para ele, implorando para que parasse.

O corpo do vampiro esquentou ao ver a expressão no rosto do loiro, ele estava completamente corado, estava começando a suar, tinha um pequeno trajeto de saliva saindo do canto de sua boca e aqueles olhos... Aqueles olhos que ele tanto amava estavam tão chorosos, tão sensuais...

O moreno não podia esperar mais, rapidamente abaixou suas calças e se posicionou em cima do loiro.

–O que você está fazendo?! — Gritou o loiro, tentando sair dali.

Marshall o segurou pelo pulso, fazendo com que ele ficasse imobilizado.

–Só tente não gritar. — Marshall sorriu, quando começou a beijar vorazmente os lábios do loiro.

Finn sentia aquilo entre suas nádegas, se encaminhando para a entrada. O loiro estava tão desesperado, tão frustrado... Marshall iria fazer aquilo com ele e não havia escapatória, estava totalmente perdido e manipulado debaixo do maior.

–Marshall, você tá aí?! — Uma voz feminina abriu a porta.

Finn congelou e Marshall Lee olhou com ódio para a irmã, que observava os dois boquiaberta.

–Ah... Foi mal. — Disse, saindo dali rapidamente.

O vampiro ficou muito bravo, ela havia estragado todo o momento, por pouco que finalmente teria conseguido!

–Que droga! — Gritou Marshall, saindo de cima do Finn e colocando suas calças.

Finn rapidamente se vestiu, saindo de cima da mesa. A única coisa que queria fazer naquele momento era sair dali, queria ir embora daquela escola, mesmo que fosse a pé.

Rapidamente, correu para a porta, sendo impedido pelo vampiro, que o segurou pelos braços.

–Aonde você pensa que vai? – Perguntou.

–Marshall, ela nos viu! Minha vida está arruinada agora!

–Claro que não. – Falou o outro rindo.

–Como você pode rir numa situação dessas?! — O loiro perguntou incrédulo com sua reação.

–Ela já sabia sobre nós, não se preocupe que ela não vai contar para ninguém, talvez só para a Jujuba.

–Ótimo! — Exclamou Finn, cobrindo o rosto com as mãos. — Elas nunca mais vão me olhar do mesmo jeito.

–Claro que vão! Elas não ligam para isso.

–Por quê? — Finn perguntou curioso.

–Nossa! Você não sabia? — Marshall perguntou. — Elas também são iguais a nós, só que namoram.

Finn arregalou os olhos.

–As duas?!

–Sim, são namoradas. — Confirmou Marshall. — Aqui nessa escola tem casais de todos os tipos, ninguém mais tem preconceito.

Finn ficou calado, uma coisa a menos de se pensar.

–Mas Marshall... — Finn perguntou desapontado. — Você iria mesmo fazer aquilo comigo a força?

Dessa vez quem ficou calado foi o vampiro.

–Eu... Eu não acredito... — Finn falava, com lágrimas nos olhos. — Como que você pode?

De repente, a conversa que teve com Chiclete passou por sua cabeça:

“-Bem, não quero força-lo a responder, mas digo uma coisa a você: Marshall é um cara que abusa, um irresponsável e rebelde. Minha dica como amigo é que você se afaste dele.

–Me afastar?!-Exclamou Finn.

–”Sim, tenho medo que ele faça algo com você...”.

Agora entendia mais ainda aquelas palavras, quase que Marshall Lee havia feito algo com ele.

Finn enxugou aquelas lágrimas, nem um cara irresponsável e rebelde faria o despejar as lágrimas, desta vez, a tristeza foi domada pela raiva.

–Eu devia saber que você não prestava! Devia ter me afastado quando você me beijou aquela vez!

–Hey, calma aí... – Falou Marshall, se assustando pelo loiro estar tão bravo, não era normal.

–Calma?! Sério? — Finn perguntava indignado. — Não quero mais ver esta tua cara, isso sim, você me perdeu Marshall! — Gritou, caminhando para a porta.

Porém, foi impedido, Marshall segurava novamente seu braço.

–Me solta! — O loiro gritava, balançando o braço.

Porém ele rapidamente parou, vendo que Marshall Lee estava olhando para o chão, depressivo.

–Desculpa se estou forçando muito a barra. — Começou o vampiro. — Mas eu estou simplesmente apaixonado por você, Finn!

O rapaz estava surpreso, assistindo a segunda declaração do moreno.

–Eu não consigo me controlar perto de você, porém ao mesmo tempo quero você ao meu lado. Foi mal ter te forçado, mas eu te amo tanto... Mas tanto... — Ele olhava para Finn, pela primeira vez com um olhar de medo e paixão.

O loiro não conseguia acreditar que aquelas palavras estavam saindo da boca de alguém tão descolado e rebelde como o Marshall. Sinceramente, o amor muda muito as pessoas.

Finn respirou fundo, igual havia dito para Chiclete, não queria ferrar Marshall, não queria acabar com sua vida.

–Eu não consigo entender esse sentimento, nunca me apaixonei antes, mas de acordo com os animes que meu irmão vê, é algo muito forte...

–Você nem imagina o quanto. — Marshall sorriu.

–Tá, vou te dar uma segunda chance. — Finn respondeu. — Só não me force a fazer essas coisas que você me obriga.

–Ficará do meu lado? — Marshall perguntou.

–Vou. — Respondeu Finn sorrindo.

Marshall Lee sorriu satisfeito, voltando a ser o vampiro que Finn conhecia.

–Vou ver o que minha irmã quer de mim, e você fica aqui para pintar o papel de parede.

–Mas tenho que ir para o clube de mangá. — Disse Finn, vendo que eram quatro e cinco da tarde.

–Os clubes são fechados dois dias antes de qualquer evento escolar, relaxa.

–Está bem. — Respondeu o loiro, se sentando e começando a pintar a parede com a cor preta.

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Marceline correu para o mais longe daquela sala, estava sentada no jardim onde as pessoas comiam, em baixo de uma árvore, descansando.

–Achei você! — Jujuba gritou, andando até a garota.

–E ai? – Perguntou.

–Tudo deu certo, com a vaquinha que os dois grupos fizeram deu para comprar enfeites para colocar nas duas salas. A única coisa que vamos ter que fazer é pintar um papel de parede para a sala do terror.

–De boa. — Falou Marceline. — Está livre agora?

–Bem, posso descansar um pouco. — Jujuba comentou, sentando do lado da amiga.

As duas ficaram olhando em volta, em um silencio imortal.

–Aconteceu alguma coisa? — Jujuba perguntou, desconfiada pela amiga estar quieta.

–É meio difícil de dizer. Mas descobri ontem que Marshall está apaixonado pelo Finn.

A rosada se engasgou, tossindo sem parar. Até que depois de alguns minutos ela conseguiu recuperar o ar.

–Como assim? — Ela perguntou rouca.

–Não sei se você reparou que Finn está com umas manchas estranhas no pescoço, tenta adivinhar quem fez aquilo? — Marceline perguntou, olhando maliciosamente para a rosada.

Jujuba estava boquiaberta.

–E o Finn? Gosta dele? – Perguntou, sua voz voltou ao normal.

Marceline olhou para os alunos que estavam caminhando para a cantina.

–Não sei, não perguntei para ele. Mas de uma coisa eu sei, Marshall está indo a força.

–Como é que é?! — Jujuba gritou furiosa, se levantando. — Vou falar já com aquele cara!

–Nada disso! — Marceline segurou em seu braço. — Você sabe que isso é um assunto entre eles, não?

–Mas Marceline... Finn é muito inocente, uma alma tão pura...

–Eu sei. — Confirmou Marceline, sentindo um pouco de dó pelo pequeno. — Mas acredito que Finn sabe cuidar de si mesmo.

–Verdade... — Jujuba comentou, olhando para o horizonte. — Ei, aquele não é seu irmão?

Marceline olhou para o mesmo local que a amiga, era ele mesmo.

–Ele parece meio bravo... — Jujuba relatou, observando o jeito brusco que ele andava. — Fez alguma coisa?

–Digamos que o interrompi quando quase enfiou o Marshall Junior dentro de Finn. — Respondeu, caminhando na direção do irmão.

–Como é?! — Jujuba gritou indignada, mas não a seguiu.

Marceline caminhou a uma boa distância até que os dois se encontrassem no meio, o irmão estava realmente furioso.

–Marceline! Foi quase, mano! Por que você fez aquilo?!

–Desculpe se interrompi seu momento de ir para as nuvens, mas tenho uma coisa para te dizer.

–O que? — Perguntou curioso, esquecendo a raiva.

–Eu estava passando pela quadra descoberta quando vi Chiclete e Finn na arquibancada, por sorte eles não me viram, eu não fiquei escutando a conversa, mas quando passei por lá eu ouvi: “Minha dica como amigo é que você se afaste dele”.

–Dele quem? — Perguntou Marshall, achando que havia outro.

–Você sua anta! — Marceline gritou, dando um tapa na cabeça do irmão.

Então, o vampiro ficou um momento quieto. Agora entendia o que aconteceu, o porquê Finn ter falado aquelas coisas... Chiclete estava enchendo a cabeça dele com coisas ruins em relação ao moreno.

–Marshall? — Marceline perguntou, vendo que o irmão não reagia.

Agora tudo estava explicado, Finn havia sumido com o Chiclete, isso ele havia visto. Em seguida falou um monte de merdas dele para o pequeno...

–Alô! Marceline da Terra chamando! — A irmã cutucava sua testa.

–Marceline... Eu já decidi. — O irmão começou.

–O que?

–Chiclete já entendeu o que está acontecendo, pois bem, vou jogar o mesmo jogo. Proclamo guerra contra ele.

–O que você está dizendo? — Marceline perguntava confusa.

–Vou disputar com ele, o prêmio será o Finn. — Em seguida, um sorriso brotou em sua face. – Que os jogos comecem.

Notas finais
u.u