Notas iniciais
Voltei com mais uma! Aviso: +18 =D Observação: A denominação seme é para o ativo de uma relação entre dois homens no Japão.

Escola Ooo (Segunda-Feira – 17:30 da tarde).

–Não vai dar tempo... — O loiro murmurava, com o rosto cheio de tinta. — A feira é amanhã...

–Claro que vai dar, pense positivo. — O vampiro tentava tranquiliza-lo, mesmo sabendo que Finn tinha razão.

Os dois estavam sozinhos na sala de artes, tentando terminar o trabalho da feira, durante toda a semana eles haviam feito os enfeites para a experiência e arrumado as salas da mesma e da pizzaria, porém, faltavam os enfeites da última.

–A gente não fez quase nada! — Finn exclamava enquanto olhava para seu quadro, que colocariam para enfeitar as paredes.

–Claro que fizemos, olha ali. — O moreno disse, apontando para um monte de objetos que fizeram o dia inteiro.

–Estou falando dos quadros, a gente nem sequer terminou um! Como enfeitaremos as paredes?

–Quantos precisam?

Finn olhou para cima, pensativo.

–Pelo menos uns seis quadros.

–Seis?! — O outro exclamou indignado. — Se for tudo isso, então não vai dar mesmo.

–Eu preciso da nota, é caso de vida ou morte. — O loiro explicou, pintando o quadro.

Marshall Lee havia terminado de pintar o seu, colocando ele no chão para secar, até que de repente ele deu um pulo.

–Hey! Tenho uma ideia! Que tal um ir à casa do outro?

–Hoje?

–Sim, você pode ir na minha, não tem problema. Vai dar para você?

–Uma boa ideia, acredito que se fizermos isso vai dar tempo! – O loiro respondeu esperançoso.

–Bem, arrume suas coisas, eu vou pendurar esse quadro na sala e já volto.

Enquanto Marshall ia embora, Finn arrumava sua mochila.

Durante toda a semana, os dois só se dedicaram a feira, pois tinham coisas demais para fazer, acreditem, os grupos pequenos trabalhavam muito mais que os grandes, por isso não precisavam participar no experimento.

O vampiro nunca mais deu em cima de Finn depois da briga que tiveram, ao mesmo tempo em que estranhava essa atitude do moreno, devido a sua famosa frase de não passar vontade, o loiro gostava de poder descansar, sem falar que era uma saída para não contar ao diretor que sofria de abuso e ferrar o moreno.

Quando Marshall voltou, os dois pegaram o restante dos quadros brancos e caminharam para o ponto de ônibus, lá encontraram a Jujuba e Marceline, assim todos entraram juntos no transporte.

–É verdade que estão fazendo os enfeites à mão? — Marceline perguntou surpresa.

–Sim. — Finn respondeu, estranhando a pergunta. — Vocês não fizeram isso também?

–Fazer a mão é muito cansativo. — Jujuba respondeu, sorrindo para o novato. — Assim que compramos as decorações, a única coisa que fizemos foi pintar o papel de parede.

–Para nós ainda falta pintar isso aqui. — Marshall comentou, mostrando as peças em sua mão.

–Vocês vão terminar em casa? — Jujuba perguntou.

–Eu vou ir à casa de Marshall Lee terminar. — Finn respondeu.

Em seguida, um silêncio constrangedor rondou a turma, todos estavam imaginando que algo poderia acontecer, afinal, estava se tratando de ir na casa de Marshall Lee. O único que não compreendia nada era o inocente de Finn.

–Meu ponto chegou. — Jujuba comentou, se levantando. — Vamos Marceline.

–Por que as duas estão descendo? — Finn perguntou curioso.

–Ela mora perto de minha casa. — Jujuba respondeu. — Até mais Finn.

–Até. — Finn sorriu para a amiga, que depois retribuiu o gesto.

O loiro observou as duas descendo e pisando na calçada, em seguida o veículo continuou a andar, cada vez mais longe se observava o cabelo preto e rosa, indo embora...

–O meu é o próximo. — Marshall comentou.

–Espera! — Finn exclamou, raciocinando. — Vocês não são irmãos?

–A Marceline é.

–Então por que moram em casas separadas?

–Ela diz que encho muito o saco, é que meu defeito é ser muito protetor com as pessoas que eu amo. — Marshall respondeu, olhando penetramente para os olhos azuis de Finn.

O loiro corou um pouco.

–Você quer parar de me olhar assim? — Perguntou, virando-se de volta para a janela.

O moreno riu.

–Não vou prometer nada.

Após alguns minutos, os dois desceram no próximo ponto. O loiro se surpreendeu pelo caso do ponto ser bem perto da casa de Marshall, sortudo.

A casa do vampiro era também um sobrado, entrando pela porta se encontrava a sala, onde Marshall jogou a mochila.

–Quer pintar aqui?

–Pode ser.

Os dois pegaram um quadro cada um e botaram no chão, abriram os potes de tinta e encheram um copo com água para lavar os pincéis. Sem demora, começaram logo a pintar, afinal eram quase sete horas da noite.

–Vai querer pizza? — Marshall perguntou para o loiro enquanto pintava.

–Eu como qualquer coisa. – Respondeu sorridente.

O vampiro riu.

–Notei.

Ao pegar o telefone, o maior discou o número de uma pizzaria e comprou uma de mussarela, pediu para que a trouxessem em sua casa e deu o endereço.

–Pronto. — Marshall confirmou, se sentando novamente no chão. — Estou quase acabando essa.

–Eu também. — Finn comentou, fazendo o contorno das formas. — Essa aqui é a segunda, a outra em que estava pintando na escola eu terminei quando você estava no telefone.

–Então quer dizer que falta duas? — O vampiro perguntou.

–Sim. — O loiro afirmou, olhando os quadros em sua volta. — Até que não demora tanto assim para pintar.

–Verdade. — O moreno confirmou. — Mas diz aí Finn, fale um pouco sobre você.

–Como assim? — O loiro perguntou curioso com a pergunta tão repentina.

–Ah, você sabe que tenho uma irmã, que repeti de ano, que odeio o Chiclete... Você sabe muito sobre minha vida, porém não sei praticamente nada da sua, somente o seu nome, suas habilidades e o ponto onde você desce.

Finn sorriu.

–Bem, minha família é somente o meu irmão, Jake, ele é um cachorro. Moro em um sobrado simples também. Meu irmão tem uma namorada chamada Lady Íris e os dois estão na faculdade, tanto que moro sozinho, Jake prefere ficar em uma república de lá, pois o caminho da faculdade para a nossa casa é longe.

–Entendo. — Marshall respondeu, limpando o pincel.

–Bem, pode não parecer, mas adoro animes e jogos, sou considerado gamer e otaku. Tudo por incentivo de meu irmão.

–Seu irmão também assiste?

Finn corou bravamente.

–Perguntei algo errado? — Marshall perguntou curioso.

–É que ele assiste mais pornôs do que outra coisa.

–Uou! — Marshall riu. — Você não assiste?

–Claro que não! — Finn gritou, corado. — É muito nojento.

–Um dia você irá fazer, seu inocente. — Marshall sorriu maliciosamente.

–Enfim, trocando de assunto! — Finn implorou, fazendo o vampiro rir. — Eu não conheci meus pais, fui abandonado na casa dos parentes de Jake, onde cuidaram de mim. Os dois morreram, então só restamos nós dois. Meu irmão já cursou o ensino médio do Colégio Ooo, e ele achou excelente, por isso me colocou lá.

–E está gostando?

–É legal! — Finn sorriu. — Nunca me diverti tanto em uma escola, enquanto outros querem manter distância eu tenho vontade de passar o dia inteiro.

–Todos se sentem assim lá, não sei mano... Mas lá a gente se sente diferente, ali a gente não só estuda, mas faz outras coisas também: Tipo ter amigos, as aulas extras, os clubes, os recreios longos, às vezes cria até famílias.

–Verdade. — Finn murmurou. — Marshall, desculpe perguntar, mas no que você repetiu?

–Matemática, sou horrível. — Marshall respondeu, terminando seu quadro e pegando o último.

–Eu sei que não sou um exemplo de aluno, mas se quiser eu posso te ajudar, aí você me ajuda em história?

–Você tem dificuldade em história? — Marshall perguntou como se aquilo fosse inacreditável.

–Desculpe se não vivi séculos. — Finn murmurou, trocando de quadro, pois acabara aquele. — Na verdade tenho dificuldade em quase todas, algumas vou bem, outras mal, por aí.

–Compreendo. — Marshall comentou, em seguida um assunto surgiu em sua cabeça, mas queria disfarçar o caso até chegar no ponto. — Está conseguindo fazer mais amigos?

–Sim, o Príncipe de Fogo, Bmo, Gunter, Chiclete, Fionna...

–Gosta da Fionna?

–Ah, parece que ela não liga muito para estudar, e sim para namorar, mas ela é legal.

E do Chiclete?

–Ele é legal, também é simpático. Totalmente o oposto do que você diz Marshall, por que não tenta conhecer ele melhor?

–Isso é um assunto chato, mas eu definitivamente não gosto dele, e recentemente, proclamei guerra contra ele.

–Guerra? — Finn perguntou confuso. — Por quê?

–Nós queremos a mesma coisa, então brigamos por ela.

–O que vocês querem?

–Queremos vo...

Em seguida a campainha tocou, interrompendo a conversa. Marshall se levantou e pegou sua carteira na mochila, tirando uma nota de vinte.

–Depois eu pago a metade. — Finn falou. — Tenho dinheiro.

–Hoje você é minha visita, Finn. Não esquente.

Marshall fechou a porta e caminhou em direção á moto, enquanto isso, Finn continuava a pintar seu quadro, faltava apenas completar com alguns detalhes de preto e o quadro estaria finalmente pronto.

–Voltei. — Marshall falou, com a pizza nas mãos. — Vou por em cima da mesa da copa, tá?

–Tudo bem. — Finn respondeu. — Já estou acabando aqui.

–Pra mim também falta um pouco, a única parte difícil é ter que pintar o fundo enorme de preto.

O vampiro se encaminhou para a mesa da copa, que ficava do lado da sala, foi para a cozinha e pegou uma Coca-Cola, pratos, talhes e copos, levando á mesa.

–Pronto. — Finn comentou, entrando na copa. — Eu dei uma pintada no seu, estão todos prontos, só falta secar.

–Seu rosto está cheio de tinta. — Marshall falou, rindo do rosto do outro.

–Onde é o banheiro? — Finn perguntou sem graça.

–Segue pelo corredor, a primeira porta.

Assim quando Finn voltou limpo, os dois se sentaram à mesa para comer.

–Marshall. — Chamou o loiro, comendo um pedaço de pizza. — O que você ia falar antes que o entregador chegasse?

–Ah. — O vampiro disse, se lembrando. — Bem, acho que um dia você descobre, está bem na cara.

Finn continuou comendo, mesmo sem saber o que aquilo queria dizer. Sabia que Marshall não o responderia, adorava fazer drama, pensou em perguntar para Jujuba no outro dia, se desse tempo.

–Você sabe quando que vamos abrir a pizzaria na feira? — Finn perguntou.

–Normalmente começam primeiro as experiências e depois as outras atividades para arrecadação. — O moreno respondeu, terminando de comer um pedaço de pizza e tomando Coca-Cola. — A escola nos avisa.

–Ah. — Murmurou Finn, pegando outro pedaço de pizza.

A janta foi tranquila, eles terminaram com a pizza e com o refrigerante, em seguida se encaminharam para o banheiro, para colocarem pijama e escovarem os dentes, estava tudo indo normal, até os dois chegarem ao quarto do vampiro.

–Onde que eu durmo? — Finn perguntou, se sentando na cama do moreno.

–Vou pegar um colchão, já volto. — Respondeu o vampiro, se retirando dali e caminhando para outro quarto.

O loiro resolver se deitar na cama do moreno, estava cansado, havia trabalhado tanto durante aquela semana, mas felizmente tudo estava terminado, era só levar os quadros amanhã para a escola e tudo estaria feito.

Seus olhos estavam pesados, a cama de Marshall era de casal e com cobertas peludas, sendo bem espaçosa e quente, logo o pequeno começou a fechar os seus olhos, até não ter consciência de estar tirando um cochilo.

–Aqui está. — Disse o vampiro, carregando a peça na mão, mas se paralisou ao ver a cena.

Finn estava dormindo na sua cama, ao mesmo tempo em que mostrava tanta beleza, como se fosse um anjo adormecendo, também era uma imagem sexy, afinal Finn estava dormindo em sua cama, inconsciente.

O vampiro gemeu de leve ao se sentir excitado, tinha que se controlar, mas estava difícil...

Jogou o colchão no chão e se sentou na beirada da cama, observando seu amado dormir. Seus cabelos estavam um pouco bagunçados, descansando nos tecidos, seu corpo respirava tranquilamente e seu rosto estava tão belo, tão em paz.

O moreno não conseguiu suportar mais, ficou de quatro em cima do loiro e de vagarosamente, para não fazer barulho, se abaixou, encostando seus lábios nos do loiro.

–Hnn... — Murmurou Finn, despertando.

Quando abriu os olhos, observou assustado a cena: Marshall Lee o estava beijando.

O moreno estava de olhos fechados, não havia visto esse detalhe, queria aproveitar que o loiro não o estava vendo. Agarrou os cabelos do loiro com delicadeza, abrindo a boca do menor e acariciando a sua língua tímida, em seguida passando para o céu da boca, fazendo o loiro gemer.

O vampiro se separou, se surpreendendo ao ver que acordara o pequeno. Ele estava com os dedos nos lábios, confuso, não olhava para o maior.

–Ah... — Murmurou Marshall preocupado em Finn ficar bravo. — Desculpa, não consegui me controlar.

–Marshall...

–É serio. — O vampiro implorou. Pronto, havia estragado a noite. — Foi mal, não faço de novo.

Porém, o loiro não estava escutando as palavras do moreno, estava com os dedos nos lábios, se lembrando dos carnudos de Marshall no seu, ainda sentia uma leve sensação em sua boca, devido à pressão que o outro botara agora pouco. Porém, ele estranhava a questão de ter gostado, de ter sentido falta de seu carinho... Estranhava a questão de seu corpo estar implorando por mais.

–Marshall... — O loiro disse, ainda estranhando a suas vontades. — Eu quero mais.

–Ein? — O vampiro perguntou confuso.

O loiro estava corado, mas seu rosto transmitia a vontade que o pequeno estava passando, fazendo até mesmo o moreno ficar nervoso.

Marshall se abaixou novamente, encostando os lábios nos de Finn, abrindo sua boca novamente, fazendo um convite para o pequeno, que aceitou, abrindo a sua. A língua do moreno invadiu a boca de Finn, fazendo com que o loiro gemesse entre o beijo, entrelaçando os cabelos de Marshall em seus dedos.

–Mnn...

Finn virou sua cabeça, entrando mais na boca do maior, aproveitando o máximo do beijo, afinal, sua vontade estava sendo insuportável, por que estava se sentindo assim?

O vampiro se separou, para recuperar o folego. Olhou para o pequeno, mas a vontade dele ainda era demonstrada em seus olhos.

–Eu quero mais... — Disse o loiro rouco de desejo, encostando o nariz no pescoço de Marshall, sentindo seu cheiro.

O vampiro se excitou mais ainda com aquelas palavras, o momento era perfeito.

Ele retirou a camiseta do loiro, jogando-a em um local aleatório do quarto. O loiro, impaciente, tirou a do moreno também, vendo pela primeira vez seu corpo. Ele era incrivelmente bom: Seus músculos definidos estavam perfeitos, seu corpo estava cheiroso, devido a um perfume que o maior gostava de passar. Porém a atenção de Finn foi para baixo, dava para ver um pouco da sua cueca branca, devido estar fora das calças.

Sem perguntar, o pequeno as abaixou, se assustando ao ver que o vampiro já estava bem excitado.

–Com medo? — Perguntou o moreno, vendo a reação de Finn.

Ele respirou fundo, a verdade era que tinha medo da dor, mas a questão de estar querendo muito ser tocado ignorava essa questão.

–Não. — Respondeu, fazendo o vampiro sorrir de canto.

Ele pulou no loiro, atacando seu pescoço, fazendo com que o menor se contorcesse debaixo de Marshall.

–Ahh... — Gemia, quando ele sugava sua pele.

O vampiro quis ressaltar alguns pontos em que suas marcas estivessem desaparecendo, afinal, o loiro estava cheio delas que fizeram em momentos passados, sem falar que era uma ótima maneira de demonstrar ao inimigo quem estava na frente. Porém, sua atenção mesmo era para outro lugar.

Ele virou o loiro, o fazendo gritar de susto. O moreno o deixou de quatro, se encostando em cima dele, guiando suas mãos em direção á cueca.

–Ah... — Gemeu Finn, ao sentir sendo tocado em seu membro.

Com o polegar, o maior fazia movimentos ondulatórias na ponta, arrancando gemidos chorosos do pequeno, que se segurava fortemente nas cobertas.

–Own... Ah...

–Você nunca foi tocado por ninguém aí, né? — Perguntava o vampiro. — A não ser por mim.

–Marshall... — Gemeu o loiro, encostando seu peito na cama, não estava conseguindo suportar seu próprio peso.

O maior sentiu que ele estava tremendo, a qualquer hora ele gozaria.

–Ahhh! — Gritou o loiro, se despejando nas mãos do moreno.

O loiro caiu exausto na cama, havia sido sua primeira vez tendo orgasmo, e podia concluir que era muito cansativo.

Aproveitando que sua mão estava molhada, o vampiro virou o pequeno ofegante de barriga para cima e retirou a cueca do pequeno.

–Abra um pouco as pernas. — Pediu rouco.

O loiro somente fez, não queria raciocinar os seus movimentos, colocou as mãos no rosto, com vergonha. O moreno observou a cena, era tão bela... O loiro era mesmo perfeito... A cueca estava ficando apertada demais. Ignorando esse último detalhe, rapidamente, enfiou dois dedos dentro do traseiro de Finn.

–Uhhhh... — Gemeu Finn, com dor, arqueando a cabeça para trás.

Marshall ficou em cima do loiro novamente, de quatro, observando as expressões que ele fazia. Finn viu as intensões de Marshall, virando a cabeça de lado enquanto gemia, sentindo os dedos do moreno fazendo movimentos ondulatórios dentro de si.

–Olhe para mim. — Pediu Marshall.

O loiro fechou os olhos com força, devido à vergonha, mas de vagarosamente virou o rosto de volta para seu seme, abrindo os olhos para ele. Marshall Lee ficou boquiaberto com a perfeição que seu amado era, principalmente quando estava com dor e vergonha.

Não aguentou, abaixou-se para beijá-lo novamente, arrancando mais gemidos do pequeno.

–Ahhhh! — Gritou Finn, se separando da boca de Marshall, ao sentir os dedos dele fazendo um movimento tesoura, abrindo ainda mais espaço.

O moreno sorriu ao sentir as mãos tremulas de seu pequeno o segurando com força, encostou seu nariz nos cabelos perfeitos do loiro, sentindo seu cheiro. Observou que o espaço estava bom, mas quis enfiar os dedos mais fundo, tentando achar a próstata do seu pequeno.

Ele tocava em vários pontos, porém ele continuava o mesmo: Com os olhos fechados, tremendo pela dor. O vampiro enfiou um pouco mais, e em seguida o loiro estremeceu.

–Ahhh! — Gemeu prazerosamente, agarrando o maior com ainda mais força.

O vampiro sorriu orgulhoso, havia achado.

–Está bom. — Comentou Marshall, retirando os dedos.

Finn sabia o que veria em seguida, tremendo levemente, observando o maior pegando um lubrificante no armário do lado de sua cama e passando em seu membro.

–Vou fazer o melhor para não doer. — Disse Marshall, colocando um pouco mais de lubrificante entre os dedos, inserindo no menor.

–Hmmm... — Murmurou, o líquido estava gelado demais para sua parte tão quente.

O vampiro lambuzou o interior dele e em seguida retirou o dedo, se posicionando em cima de Finn. O moreno abriu as pernas do loiro e começou a entrar.

–Ngh... — Gemeu o loiro, incomodado.

O moreno foi abraçando o pequeno enquanto se afundava. Finn sentia uma dor insuportável, gritando sons chorosos incontroláveis, era como se estivesse enfiando uma agulha dentro daquela região, só que uma agulha muito maior e mais afiada.

Quando havia se entrado por completo, o vampiro se deitou em cima de Finn, o loiro continuava gemendo, se segurando fortemente em seu corpo, aquilo machucava a pele de Marshall, mas o vampiro deixava.

Ele ficaria um pouco parado, para que o loiro se acostumasse com sua invasão. Queria distrai-lo um pouco, para não se concentrar na dor que tanto o torturava, assim que se encaminhou para seu peito, chupando de um lado enquanto mexia com os dedos no outro.

–Ahhh... — Gemeu o loiro, sentindo o prazer que aquilo trazia.

Ele assistiu o moreno passando a língua na ponta, em seguida se direcionando para o outro, enquanto o que já estava lubrificado pela saliva, Marshall conseguia mexer com mais facilidade.

–Isso... É um pouco estranho... — Finn comentou, com vergonha, ele se sentia uma garota.

Em seguida, o vampiro deu uma leve estocada.

–Uhh! — Gemeu o pequeno, fechando os olhos com força.

–É claro que é estranho... — Marshall respondeu, dando mais estocadas, fazendo o loiro gemer sem parar. — Mas estas que são as melhores e mais marcantes.

O vampiro posicionou de quatro, queria ir para seu objetivo: A próstata do loiro.

–Waaaaa! — Gritou o pequeno prazerosamente, sentindo Marshall estocar em um ponto fundo, satisfazendo-o com a sensação tão oposta do sofrimento.

O vampiro sorriu, havia achado facilmente. Estocando repentinas vezes, fazendo o pequeno ir ás loucuras.

–Marshall! — O loiro gritava, suando, arranhando as costas do maior.

–Você é incrível... — Elogiou o vampiro, rouco de prazer.

O pequeno entrelaçou a cintura do moreno com suas pernas, fazendo com que o moreno não escapasse. Finn havia esquecido completamente a dor, estava se acostumando com as estocadas, mas o que não conseguia ignorar era a sua próstata sendo atingida várias vezes pelo moreno. Ele não conseguia se controlar, machucando as costas do maior e gemendo alto, praticamente gritava, e isso era nada mais que incentivos para o vampiro, estocando ele cada vez com mais força.

–Ahh... Marshall... — O pequeno gemeu, sentindo que iria vir.

O vampiro pegou no membro do pequeno, acariciando rapidamente.

–Marshaaaall! — Berrou o loiro, bravo e ao mesmo tempo enlouquecido.

Ele se despejou nas mãos do moreno. Seu corpo caiu inteiramente na cama, esgotado. Porém o vampiro não havia chegado ainda, mas sentia que estava a caminho, tanto que os sintomas do pré-gozo estavam começando a vir: Sentia seu corpo tremer e sua visão estava embaçada.

O loiro estava tonto e cansado, estava sendo uma tortura para ele ter que gastar mais energia com a continuação da relação.

–Ahhh! — Gemeu o maior, tremendo violentamente.

–Uhhhh... — O pequeno se contorceu, sentindo algo gelado se despejando dentro dele.

O moreno caiu exausto em cima do loiro, enquanto o outro tremia devido ás sensação de agonia por ter aquilo dentro dele, sentia entrando cada vez mais. Depois de poucos segundos, a sensação foi embora, fazendo com que o loiro pudesse finalmente descansar em paz.

Cansado, o vampiro saiu de Finn, se jogando para o outro canto da cama. Os dois estavam cansados e ofegantes.

–Acho que agora vou dormir rapidinho. — Murmurou o moreno, botando seu braço direito em sua testa.

–Ahh... Ah... — Ofegava o loiro, o pequeno ainda estava tonto de cansaço, mas ele ignorava, por que por mais estranho que aquilo tivesse sido, foi bom.

Depois de botarem suas roupas quando recuperaram o fôlego, Marshall decidiu fazer Finn dormir com ele, afinal, nada faria a noite ainda mais perfeita.

–Está doendo? — Perguntou o moreno, na escuridão do quarto, abraçando seu pequeno entre as cobertas.

–Um pouco, mas não é nada. — Respondeu o loiro.

O vampiro sorriu, pobre inocente, ele veria no dia seguinte.

Mas não queria dar essa trágica noticia a ele, não era idiota. Pegou o pequeno pelo queixo, guiando-o para cima, depositando um beijo.

–Boa noite. — Disse por fim, acomodando-se nos cabelos do pequeno, sentindo seu cheiro.

–Boa noite. — Respondeu Finn, deitando no peito definido de Marshall.

Era confortante ficar naquela posição, o pequeno se sentia protegido e amado, sem falar que aquilo transmitia uma estranha sensação, nunca sentira algo parecido, era algo forte, bonito e incontrolável. Seu coração batia forte, respirou fundo tentando se acalmar, achando que era apenas cansaço.

Pobre inocente.