Another Day in Paradise
7 The Science Fair
Notas iniciais
Ônibus (Segunda-Feira – 6:50 da manhã).
Finn estava lacrimejando, era inevitável.
O pequeno havia acordado com uma terrível dor muscular na cintura e nas nádegas, depois descobriu que era por causa da relação que havia feito com Marshall na noite anterior. Tentava esconder seu sofrimento do moreno, olhando para o lado da janela, mas não conseguia esconde-la de si mesmo, era difícil de ignorar.
–Ngh... — Gemeu bem baixinho, fechando os olhos com força quando o transporte passou por uma lombada.
Ah... Por que aquilo tinha que acontecer com ele? E justo no dia da feira?
O veículo parou em um ponto, onde Jujuba e Marceline subiam.
–E aí povo?! — A vampira gritava toda animada.
–Oi. — Marshall cumprimentou, fazendo um sinal de paz e amor.
O loiro forçou seu corpo a ignorar o sofrimento, tinha que aparentar o Finn: Aquele garoto sorridente e feliz.
–Tudo bom? – Perguntou.
–Sim. — Respondeu Jujuba, sentando do lado de Marceline. — Pronto para a feira?
–Sim. — Respondeu Finn, mostrando as sacolas de telas em suas mãos.
–Que bom que conseguiram. — Jujuba sorriu. — Mas você parece cansado, deve ter trabalhado muito, não?
–Muito. — Marshall se intrometeu, recebendo uma cotovelada do pequeno.
–Oie! — Fionna surgiu, ficando de pé do lado de sua cadeira de Marshall, se segurando nas barras do ônibus. — Terminaram os enfeites?
Marceline estava sentada perto da janela, assim que conseguia evita-la aquela garota com sucesso. Isso foi um alívio para a turma.
–Terminamos. — Respondeu Finn, mostrando a sacola.
–Que bom! — Gritou a loira animada. — Ah, eu fiquei sabendo dos horários: A feira vai começar às oito da manhã e terminar às seis da tarde. Nesse tempo, os grupos do experimento vão ir a suas salas durante o período da manhã. Quando forem onze horas, perto da hora do almoço, encerrarão as experiências e haverá um show no palco de teatro, onde a turma do coral vai cantar e também a própria turma do teatro vai se apresentar. Teremos uma hora para começarmos a fazer as pizzas e a nos vestir, meio dia todos abrem suas salas para arrecadação. Vocês dois! — Ela gritou, apontando para Marshall e Finn. — Vocês vão ser arrumados por mim, tem que arrasar!
–Tudo bem. — Disse Finn sorrindo.
Marshall e Jujuba reviraram os olhos, inocente.
–Muito bem! É isso! — A loira sorriu. — Ah Finn, o Chiclete está querendo conversar com você, parece que ele quer te pedir um favor na hora dos experimentos.
–Tudo bem. — Respondeu o loiro, saindo dali e seguindo a Fionna.
Jujuba os observou andando até o fundo do ônibus, em seguida sua atenção voltou para Marshall, que estava emburrado.
–Com ciúmes? — Jujuba perguntou, rindo da reação do moreno.
–Você nem imagina. — Marshall murmurou, cruzando os braços.
–Pensa positivo irmão. — Marceline sorria, ainda olhava para a janela. — Você conseguiu.
–Do que vocês estão falando? — Jujuba se preocupou.
–Você não viu o jeito dele?! — Marceline perguntou para a amiga. — Ele estava se segurando para não se contorcer de dor ali atrás.
–É... O sorriso dele estava estranho. — Em seguida, um estalido veio na cabeça da rosada. — Marshall!!!
O vampiro sorriu.
–Como você pode?! — Jujuba perguntava brava.
–Eu não estuprei ele. — Marshall se defendeu, em seguida ficou pensativo. — Foi muito estranho...
–O que? — Marceline olhou para o irmão.
–Ele que pediu. — Marshall continuou ainda confuso.
–COMO?! — As duas perguntaram em uníssono.
O rosado pediu para que Finn se sentasse no seu lado. Fionna e Cake ficariam do lado deles, mas não conversavam, e sim gritavam enquanto falavam animadas sobre a feira, não ouviriam nada.
–Quer que eu te ajude? — Perguntou Finn.
–Na verdade, aquilo foi uma desculpa para eu poder conversar com você. — Chiclete respondeu, sorrindo para o pequeno. — Terminou todos os trabalhos?
–Sim, estão todos com Marshall Lee.
–Compreendo, agradeço muito pela ajuda. Você até aparenta exausto... Se eu pudesse teria te auxiliado nos projetos, mas você sabe, se me pegassem ajudando outro grupo...
–Não, o trabalho era nosso, você não precisa se preocupar. — Finn sorriu.
–Entendo. — Falou Chiclete. — Vai ser horas de feira hoje... Vamos trabalhar muito ainda.
–Bem, pelo menos vamos poder comer pizza escondido. — Sonhou Finn, seus olhos brilhavam.
O rosado riu.
–Você realmente gosta de comer.
–Comer é vida! — Exclamou o loiro animado.
Chiclete sorria para Finn, que começou a falar o quanto é bom comer. Mas o rosado estava interessado em outro assunto: Queria arrancar informações do pequeno, o problema era que não sabia como começar a conversa indireta.
–Finn. — Chamou Chiclete interrompendo o pequeno. — Desculpe, mas eu queria saber como que está indo entre você e Marshall.
Droga, fora diretamente no ponto.
–Ah... — Murmurou o loiro, se lembrando da conversa que tiveram.
Em seguida, recordou do que houve quando o loiro tentou esconder o segredo de Marshall... E ontem...
–Ele parou de fazer as coisas comigo. — Mentiu Finn. — Mas vou querer ficar com você também quando conseguir tempo, o Chiclete é gente boa.
–O-Obrigado. — Agradeceu o rosado, envergonhado de ser elogiado pelo seu amado. Mas tinha que ser objetivo. — Ainda bem que ele parou de fazer essas coisas com você.
–É, fico mais aliviado.
Em seguida, Chiclete olhou pela janela.
–Já estamos chegando, Finn.
–Entendi, vou ir lá pegar a minha bolsa. — Disse o loiro se levantando.
–Não. — Falou o rosado, segurando no pulso de Finn. — Fica comigo, na hora que parar você pega suas coisas.
–Tudo bem. — Sorriu o pequeno, Chiclete queria realmente ser amigo dele.
O loiro estava se encaminhando para o lado do rosado, faltava apenas um pequeno espaço quando o que menos queria aconteceu: O ônibus passou por cima de uma lombada, fazendo com que o pequeno perdesse o equilíbrio e caísse sentado com força em cima do colo de Chiclete.
–Ahhhh! — Gemeu o loiro, fechando os olhos com força.
–Finn? — Chiclete perguntou preocupado. — Está tudo bem?
O loiro entrou em desespero, olhando para o rosto surpreso do outro. Não podia acreditar... Havia se entregado!
–Desculpa. — Disse Finn, saindo rapidamente dali, devido à vergonha.
O rosado ficou ali, boquiaberto, não conseguia dizer nada.
O seu amado havia feito... Com ele...
De repente um gosto amargo surgiu em sua boca, um sentimento de raiva se apoderou do rosado. Quando o loiro caiu em seu colo também conseguiu ver algumas marcas de sexo em seu pescoço, transmitindo indiretamente uma mensagem. Será que existia um sentimento mais profundo do que ódio?
Ele respirava fundo repentinas vezes, olhando a janela para que ninguém o visse daquele jeito, apertava a sua bolsa com força, mas só aquilo não o satisfazia.
Deu um soco bem forte no braço da cadeira, fazendo com que todos olhassem para ele, inclusive Fionna.
–Que foi? — Ela perguntou assustada, nunca havia visto seu amigo naquele estado.
Em duas simples palavras, descreveu todo seu rancor.
–Marshall Lee... — Rugiu.
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–Que estranho... — Disse Jujuba, depois de ouvir a história de Marshall.
–Mano, ele realmente queria, dava para ver nos olhos dele. E ainda por cima ele ficou cheirando meu pescoço, existem mais provas do que esta? — Marshall perguntou.
–Será que ele não tá afim de você? — Marceline sugeriu.
–Mas ele sempre, sempre arranjou um jeito de cair fora quando eu ia beijar ele na escola, por que na hora de uma coisa muito pior como o sexo ele iria querer? E justo o Finn?
–O garoto mais inocente... — Marceline pensou. — Verdade.
–Você drogou ele? — Jujuba perguntou.
–Não tenho drogas. — Respondeu Marshall, em seguida sussurrou. — Infelizmente.
–Marshall! — Gritou Jujuba, dando um soco no braço do outro.
–Meu! Não tem outra explicação! — Marceline gritou. — Admite logo!
–É sério! — Marshall se defendeu. — Eu não o droguei.
–O que você deu para ele comer? — Jujuba perguntou.
–A gente jantou pizza e Coca-Cola do mercadinho perto da minha casa. — Marshall concluiu.
–Espera... — Jujuba ficou pensativa. — Coca-Cola? De que tipo?
–Ora, o normal! — Marshall respondeu confuso.
–O que foi Ju? — Marceline perguntou, vendo as reações da amiga.
–Já ouvi falar de algo relacionado à atual Coca-Cola... Mas não me lembro! — Exclamou a rosada, batendo em sua cabeça.
–Não precisa se agredir também como uma retardada! — Marceline gritou. — Pesquisa na biblioteca depois, a gente não vai ficar a manhã livre?
–Verdade! — Exclamou Jujuba ansiosa.
–Hey, ele está vindo. — Advertiu Marceline.
–Não contem pra ninguém. — Pediu Marshall Lee.
–E você acha que a gente é idiota? — A irmã retrucou.
O Loiro estava corado, olhava preocupadamente para o chão. O pequeno nem sequer cumprimentou eles, apenas se sentou no seu banco e escondeu o rosto com as mãos.
–Finn? — Perguntou Jujuba preocupada.
–Não é nada. — Respondeu o Loiro. — Só estou com vergonha.
–O que houve? — Marshall se preocupou, achando que teria sido beijado pelo inimigo ou algo pior.
–N-Não é nada...
–Finn, a gente já sabe, estava na cara que iria acontecer. — Marceline falou.
O loiro olhou inseguro para as meninas, em seguida voltou para suas mãos.
–Eu me entreguei...
–Como assim? – Todos perguntaram juntos.
–O ônibus passou pela lombada, aí eu perdi o equilíbrio e cai com tudo no colo de Chiclete... Aí... — O loiro não conseguiu continuar, escondendo o rosto novamente.
–Aí você deu um berro de dor. — Marceline completou.
–Eu... Eu me entreguei... — Finn murmurava. – O que ele vai pensar de mim agora?
–Está tudo bem. — Disse Jujuba, colocando sua mão macia nos cabelos de Finn. — Não vai acontecer nada.
–Como não? Ele sabe agora... – O loiro olhava preocupado para a amiga.
–Você não está sozinho, Finn. – Ela respondeu carinhosamente.
O loiro se calou, se tranquilizando mais.
–Obrigado. — Murmurou ele, olhando para a janela.
Marshall disfarçava o caso, por fora aparentava sério, mas por dentro ria de felicidade, havia atacado uma bomba poderosa no inimigo.
Escola Ooo (Mesmo dia – 08:00 da manhã).
–Bem vindos a 35º Feira de Ciências anual do Colégio Ooo. — Dizia as caixas de som que se espalhavam pela escola. A voz era da Diretora Turner.
Finn estava boquiaberto, o local estava completamente lotado pelos convidados e alunos, parecia até que estava para assistir algum show. O loiro seguiu Marshall, enquanto as meninas se separaram, dizendo que iam ao banheiro. Ao passar por eles, Jujuba advertiu Marshall a sua verdadeira intenção pelo olhar, iria à biblioteca.
–Hey, Finn. Vamos indo. — Chamou Marshall, levando o pequeno para dentro da escola.
Teriam a manhã inteira livre, então por que não deveriam desfrutar ela?
As duas correram entre os corredores lotados, subiram as escadas até chegar ao último andar, que por mais estranho que parecia, estava vazia.
–Aqui não vai ter nada. — Marceline comentou, olhando ao redor. As salas não estavam decoradas.
–Deve ser por isso que aqui está tão solitário.
–Mas vamos logo, mesmo não tendo ninguém, duvido que Finn não estranhe se a gente demorar. — A morena correu para a porta da biblioteca, abrindo-a. — Entre.
Jujuba foi na frente, enquanto era seguida pela morena.
–Se eu não me engano... — Comentava Jujuba, caminhando entre os corredores cheios de livros. — Ah! É essa!
A rosada correu, olhando os nomes.
–Histórias sobrenaturais do mundo, a teoria da bomba nuclear no planeta... Ah... Cadê? — Jujuba se perguntava.
–Vou ligar o computador. — Disse Marceline, vendo que o livro já estava emprestado.
–Mas essa área é proibida de levar para casa. — Jujuba explicou, olhando preocupada entre os vários livros.
–Mas pode estar com alguém dentro da escola. – Marceline pensou. – Vamos, a internet é mais prático e...
–Achei! — Jujuba gritou.
A rosada correu para a mesa, sendo seguida pela vampira curiosa.
–Curiosidades sobre o mundo. — Jujuba leu. — É um teorema de que nosso mundo não era assim antes, diz que antigamente existiam somente humanos nestas terras.
–Você tá de brincadeira né? — Marceline contrariou. — Os humanos são raros, os únicos que conheço são Finn e Fionna, nem sequer meus antepassados conheceram um humano.
–Dizem que quase todos foram extintos devido a uma bomba nuclear, na Guerra dos Cogumelos. — Disse Jujuba, foleando as páginas, triste.
–Eu me lembro de algo do tipo. — Marceline se desanimou.
–Eu também.
Após um silencio de respeito aos que foram mortos, Jujuba encontrou a página e começou a ler:
–A teoria da Coca-Cola de hoje em dia. — Jujuba leu em voz alta, em seguida ficou quieta, lendo silenciosamente.
–Não vai ler em voz alta não? — Marceline perguntou brava.
Mas a outra ignorou as palavras da outra, na verdade nem ouviu, de tão concentrada que estava naquelas folhas de sabedoria.
–Ah... — Jujuba murmurou, olhando para o mundo através de outros olhos.
–O que foi? — Marceline perguntou curiosa.
–Descobri o que aconteceu.
Escola Ooo (Mesmo dia – 11:00 da manhã).
Durante a manhã inteira, Finn e Marshall passearam pela escola, assistindo as apresentações de experiências de todas as salas. O loiro até encontrara seus amigos do clube de mangás como o Gunter e o Bmo.
Porém, no relógio já marcavam onze horas, assim que os dois caminharam para a pizzaria.
Eles entraram, fechando a porta em seguida. O local estava enfeitado com papéis de paredes escuros, de uma tonalidade amarronzada bem escura e preta, as paredes estavam cheio de quadros chiques que Finn e Marshall pintaram. As mesas estavam cobertas com um pano comprido e branco, em cima destas, foram colocadas velas acesas. A caixa onde Cake estaria lembrava um balcão de bar: Feita com madeira e várias cadeiras na frente. Atrás deste balcão estaria a cozinha, cuja porta estava do lado. A ideia era que o local fosse chique e escuro.
Lá dentro estava Fionna e Chiclete.
–Vocês viram a Cake e o Lorde? — Ela perguntou preocupada.
–Estamos aqui! — Cake gritou, o cavalo negro a acompanhava.
–Ótimo, fechem as portas. – Fionna pediu.
Lorde se correu e fechou, em seguida todos se juntaram, formando um circulo.
–Bem. Chiclete e Lorde, vocês poderiam começar a fazer as pizzas? — Fionna perguntou.
–Claro! — Gritou Chiclete.
–A roupa está separada lá dentro, com avental, chapéu de chef e tudo. — Fionna sorriu.
O outro começou a rir, andando para a cozinha, sendo seguido pelo amigo, fechando depois a porta.
–Agora vocês... — Fionna sorriu maliciosamente. — Eu e Cake vamos vestir vocês, um por um.
–Mas a gente sabe se vestir. — Finn comentou confuso.
–Você não entende, a vestimenta é meio complicada. – A gata comentou. — Vem você primeiro Finn.
–Aqui mesmo?! – O loiro perguntou.
–Não vai me dizer que tem vergonha? — Cake perguntou irônica. — Você é homem!
–Tudo bem. – Rendeu-se Finn, controlando para não aparentar nervoso. O problema era os olhos de Marshall percorrendo seu corpo, deixando o pequeno quente.
O vampiro sentou-se em uma mesa, assistindo o show que começaria.
Finn ficou de cueca, a loira deu uma calça preta normal, ele a vestiu.
–Bem, agora é a parte difícil... — Fionna comentou.
A garota colocou uma gravata borboleta preta nele, mesmo achando estranho não ter colocado uma camiseta antes, Finn continuava quieto. Em seguida, Fionna e Cake prendiam com dificuldade pequenas correntes ao redor do corpo do loiro.
–Agora, a maquiagem. — Ela comentou, passando batom nela mesma.
–O que você está fazendo? — Finn perguntou, estranhando o jeito com que Fionna se aproximava dele.
Em seguida, ela depositou um beijo no pescoço de Finn, o loiro se arrepiou.
–Meus lábios são tão bons assim? — Ela sussurrou.
–Por que você está fazendo isso? — Ele perguntou corado.
Em seguida, ele sentiu outro beijo nas costas, em sua cintura.
–Cake! — Ele gritou, olhando para a gata.
–Deixa a gente te maquiar Finn, tem que ser assim. — Ela continuava, passando mais batom.
O loiro engoliu saliva, achando tudo aquilo muito estranho, mas pelo bem de sua nota, deixou.
Quando elas terminaram de depositar beijos em seu corpo, as garotas passaram um óleo que deixava sua pele brilhante e realçava seus músculos.
–Isso tudo é mesmo necessário? — Finn perguntou ainda confuso.
–Não, ainda falta o cabelo. — Ela disse, empurrando uma cadeira. — Senta ai.
O loiro, mesmo contrariado com tudo aquilo, obedeceu ela. Fionna colocava algumas mechas loiras para aumentar o tamanho de seu cabelo, agora eles batiam até os ombros, fazendo com que o loiro aparentasse mais rebelde e sensual.
–Pronto. – A loira completou. — Agora você Marshall.
O pequeno sentiu o olhar pervertido do vampiro em cima dele, deixando Finn ainda mais envergonhado. Após alguns passos, o loiro se sentou em uma cadeira, assistindo o moreno colocar suas calças negras.
Após colocar a gravata borboleta, Fionna passou novamente batom, mas desta vez ela abraçou Marshall, depositando sensualmente um beijo em seu pescoço. Ao assistir aquilo, Finn sentiu uma sensação estranha, estava incomodado em ver aquilo, também provocava uma sensação de raiva. O jeito que ela beijava o corpo do moreno estava sendo muito diferente do que havia feito com ele, e o idiota do Marshall ainda deixava!
–Vou beber água. – Finn disse, querendo sair dali o mais rápido possível.
–Cuidado com seu corpo. — Fionna comentou, depositando um beijo no peito do vampiro.
Finn praticamente corria, em seguida fechou a porta, sentindo se um pouco mais confortável, afinal, o que os olhos não se veem o coração não sente. Mas ainda assim achava aquela sensação muito estranha, nunca sentira algo do tipo.
Chiclete não olhou para a porta, botando a pizza no fogo alto. Lorde abria a massa com seu rolo.
–Vou pegar água, tá? – O loiro perguntou.
–Claro Finn. — Disse amigavelmente o rosado, se virando para ver o amigo. — UOU!
Os olhos de Chiclete percorreram totalmente o corpo de Finn, fazendo com que o pequeno se sentisse sem graça novamente.
–A Fionna que está nos vestindo assim. — Corou o pequeno, virando o rosto para o outro lado. — Não sei o que está passando pela cabeça dela...
–N-Não... Q-Quero dizer... — Gaguejava o rosado, estava muito nervoso com aquela imagem de seu amado. — P-Perdão estar te deixando sem graça.
–Tudo bem. — Disse o humano, botando água em seu copo e em seguida bebendo-o.
Chiclete voltou para sua pizza, assim pelo menos conseguiria falar normalmente com ele.
–Está pronto para trabalhar?
–Estou só um pouco confuso de estar vestido assim... Você sabe por quê?
–Fionna adora coisas sensuais, ela escolheu vocês dois por terem corpo e beleza, assim chamaria mais atenção na pizzaria.
–Espera! — Exclamou o loiro. — Quer dizer que esse era o plano dela para arrecadar mais dinheiro?
–É, sinceramente, você não entraria para ver as garçonetes vestidas desse jeito?
–Meu irmão entraria, mas eu não gosto dessas coisas.
–Seu irmão? — Perguntou Chiclete, retirando uma pizza do forno.
–O Jake, ele é um cão, está fazendo faculdade.
–Entendo.
–Você tem irmãos?
–Não, sou filho único.
–Ah.
–Finn! Chiclete! — Gritava a Fionna lá fora. — Já vai começar!
O loiro correu para fora e Chiclete acelerou mais o processo de fazer as pizzas.
Quando saiu, se assustou ao ver Marshall Lee totalmente perfeito, com os músculos brilhantes e os cabelos rebeldes e Fionna, que usava apenas sultiãn, uma minissaia preta com babados branco e saltos altos negros.
–Vem cá. — Pediu ela. — Estão vendo que em cada mesa tem três sinos?
Os dois olharam e confirmaram.
–Bem, eu botei uma placa grande em cima do balcão de Cake, cada mesa terá direito de escolher quem quer que os sirvam. O meu vai ser esse som.
“Drim...Drim...”
–O de Marshall esse aqui.
“Pim...Pim...”
–E o de Finn esse.
“Tim...Tim...”
–Mais uma regra importante. — Disse Fionna, olhando nos olhos dos dois. — O cliente sempre tem razão, tudo que eles quiserem que você faça você vai ter que fazer, todo pedido deles é uma ordem. Caso eles assediarem vocês, tentem sair com educação. Bem, é isso, bom trabalho!
A loira abriu as portas e se juntou novamente aos dois garotos, não demorou muito para que chegassem as pessoas.
“Drim...Drim...”
–Sou eu! — Exclamou a loira feliz. — Observem garotos.
A menina foi desfilando até um grupo de garotos do basquete, ela levava o cardápio, que em seguida entregou a eles. Os adolescentes pediram para que Fionna desse uma volta, ela assim os obedeceu, em seguida anotou o pedido e voltou.
–É simples. – A loira falou, entrando na cozinha para pegar o pedido.
Quando viram que ela estava longe deles, o loiro começou a entrar em pânico.
–Isso é um absurdo, Marshall! — Ele disse com medo. — Estamos praticamente pedindo para que façam algo com a gente.
“Pim...Pim...”
–Mas essa é a lógica. — Ele disse, piscando o olho direito para o loiro. — Relaxa, vai dar tudo certo.
“Tim..Tim...”
Droga, este é o dele.
O loiro se virou na direção do som, era uma mesa cheia de garotas da liga de torcida. Ele engoliu saliva e tentou agir normalmente, ou estragaria todos os esforços que todos colocaram naquilo, pegou o cardápio e foi até elas.
–Oi bonitão. — Chamou uma garota de cabelos roxos e olhos de mesma cor, ela tinha realmente seios enormes.
–Olá senhoritas. — Finn cumprimentou todas. — O que vão querer?
–Você! — Uma garota de olhos azuis brincou.
Finn deu uma risada sem graça, em seguida continuou:
–A pizza madame. — Ela corrigiu.
–Ah, sim. — Ela disse, olhando o cardápio. — O que vocês acham meninas? Uma de calabresa?
–Pode ser. — Comentou uma de cabelos pretos e compridos, seus olhos verdes e frios realmente destacavam em sua beleza. — Uma de calabresa.
–Algo para beber? — Finn perguntou.
–Traz uma coca cola para todas. — Falou a de cabelos roxo de antes.
–Aguardem só um momento. — O loiro sorriu, indo até a cozinha.
Quando fechou as portas, o loiro voltou a entrar em pânico.
–U-Uma pizza calabresa. — Finn gaguejou.
O rosado riu.
–Calma, ninguém vai pegar você aqui. — Ele comentou, dando a caixa para ele.
O loiro respirou fundo.
–Eu sou tímido, isso me mata! — Disse, pegando uma garrafa do refrigerante na geladeira.
–É só teatrar. – Aconselhou Chiclete.
–Tudo bem. — Finn murmurou, respirando fundo novamente e indo em direção das garotas.
–Aqui está. — Ele disse, servindo todas.
–Obrigada, gostosão. — Agradeceu a de cabelos roxos, picando o olho para ele. — A gente se vê mais tarde, Finn.
Finn forçou um sorriso.
“Tim...Tim...”
Ele se virou em direção ao som, outro grupo de garotas, só que mais velhas. Ele caminhou na direção delas com o cardápio.
–Boa tarde, madames. — Ele cumprimentou sorrindo, entregando os papéis a todas. — O que vão querer?
Todas olharam maliciosamente umas para as outras.
–Tem bebida? — Uma de cabelos azuis perguntou.
–Tem. — Confirmou Finn.
–Traga três garrafas dos mais fortes. — Pediu ela, olhando de cima para baixo o corpo do pequeno.
–Certo. — Ele forçou um sorriso e partiu para a cozinha.
Ao voltar com as garrafas e os copos, ele serviu todas, enchendo suas taças.
–Quer um gole? — Perguntou uma de cabelos vermelhos, dando seu copo para ele.
–Ah, agradeço, mas eu não bebo...
–Vamos lá, sente-se com a gente e bebe um pouco. — Pediu uma garota loira.
“Todo desejo de um cliente é uma ordem”.
Finn odiava essas palavras, do fundo de seu coração.
Ele se sentou do lado da loira, que era a única cadeira que sobrava.
–Um brinde! — A de cabelos azuis gritou, levantando seu copo.
Todos levantaram e encostaram os copos uns nos outros, engolindo o líquido por completo. O loiro engoliu tudo rapidamente, assim sofreria menos, mas o gosto forte fez sua garganta arder, fazendo-o tossir.
–Opa! — Disse a loira sorrindo, dando leves tapinhas nas costas do loiro. — É sua primeira vez bebendo?
–É. — Respondeu o loiro, conseguindo recuperar o fôlego.
“Tim...Tim...”
Finn revirou os olhos, quando que aquela tortura teria fim?
–Com licença, senhoritas. — Pediu, saindo dali e se encaminhando para a mesa.
Desta vez, o pequeno ficou com medo, não era mesa de mulheres, e sim de homens. Eles deviam ser do grupo dos modelos da escola, pois um tinha mais destaque do que o outro.
–Boa tarde, senhores. — Cumprimentou Finn, entregando os cardápios a todos.
–Boa tarde. — Disse o moreno do seu lado, que em seguida segurou em sua cintura e o obrigou a se sentar em seu colo. O loiro se controlou para não gemer com a dor de sua cintura. — Você está cheirando a álcool. Andou bebendo?
–Sim, perdão enquanto ao cheiro. — Falou Finn, olhando com medo nos seus olhos verdes e penetrantes.
–Não fique apavorado... — Comentou, chegando cada vez mais perto. — Não vou fazer nada muito cruel com você.
Todos os outros começaram a rir.
–Depois passa ele para mim! — Gritou um de cabelos castanhos.
–Opa! Depois sou eu! — Exclamou um de cabelos negros.
–Por favor, senhores. — Pediu Finn, saindo rapidamente do colo do rapaz. — Sou apenas um humilde aluno que quer fazer seu trabalho na feira, que pizza vocês gostariam?
–Traz uma de frango catupiry e calabresa. — Pediu o de cabelos castanhos.
–Alguma bebida?
–Pega uma Coca-Cola. — Falou um ruivo.
–Tudo bem, aguardem só um instante. — Disse Finn, se virando para ir até a cozinha.
Em seguida, sentiu uma mão apertando seu traseiro com força. Arrancando um grito de dor do loiro. Ele olhou para trás, o rapaz que o havia segurado que tinha feito aquilo, mas desta vez o olhava com raiva.
–Que droga... — Murmurou aos seus amigos. — Ele já tem dono.
Finn corou diante o comentário dele e correu para a cozinha, pegando o pedido e depois os servindo, mas desta vez eles não mexeram com ele, Finn agradeceu muito a quem quer que faça milagres.
“Tim...Tim...”
Desta vez era um grupo misto.
–Boa tarde. — Cumprimentou entregando os cardápios. — O que vão querer?
Enquanto olhavam, uma garota de cabelos negros e ondulados o chamou:
–Vem cá.
Ele engoliu saliva, ela tinha o olhar malicioso, teria que encontrar uma maneira muito boa para escapar depois. Quando chegou perto, a garota se levantou e começou a beijar o pescoço de Finn.
–Quem andou beijando você? — Sussurrou ela. — Eu que tenho que beijá-lo, você é muito perfeito para qualquer uma manusear.
–Senhorita, por favor. — Pediu o loiro, tentando afastar-se.
–Xi... — Um rapaz de óculos falou. — Quando essa aí quer alguma coisa, ela sempre consegue.
–Sou apenas um humilde aluno que quer trabalhar na feira, por favor, compreendam. — Ele pediu, em seguida tentando se afastar dos braços insistentes da outra.
–Só mais uma coisa, Finn. — Ela disse, guiando suas mãos para sua cueca, abaixando-o.
–Não, por favor! — Implorou Finn assustado, levantando sua cueca.
–Vamos, deixe-me ver. — Ela sussurrou com desejo.
“Todo desejo de um cliente é uma ordem”.
Finn fechou os olhos com força e se rendeu.
–Hey moça. Aqui ninguém quer mostrar mais o corpo do que já está. — Disse uma voz masculina, entrelaçando Finn com seus braços e o guiando para seu peito.
–E o senhor é? — Ela perguntou irritada.
–Marshall Lee. — Respondeu, olhando friamente para a garota. — Esse aqui já tem dono.
A garota se surpreendeu com o comentário, mas em seguida começou a rir.
–Você? – Ela perguntou irônica, em seguida em um tom desafiador. – Prove.
Lentamente, Marshall virou o rosto do pequeno com as mãos, ele tentava se afastar do vampiro, pois sabia o que veria em seguida. Porém, o moreno conseguiu com sucesso dar um beijo técnico no loiro, fazendo movimentos com a cabeça e mexendo a língua selvagemente dentro da boca de Finn, fazendo com que o loiro estremecesse.
–Não... Marshall... — Ele implorou, tentando sair, mas o moreno adorava ganhar as apostas com estilo, provocando ainda mais a menina que assistia entrelaçando os seus dedos nos cabelos loiros do outro.
–Tá bom, tá bom. – Ela falou desistindo totalmente de seu desejo sexual.
O vampiro afastou os lábios, fazendo com que Finn arfasse de cansaço em seguida. Com os olhos frios, perguntou a garota:
–O que vai querer?
–Apenas traga uma pizza a moda e Fanta de laranja. — Ela pediu, se sentando desapontada junto com os amigos, que olhavam os dois boquiabertos.
O vampiro guiou o pequeno que tremia em seus braços para a cozinha.
–O que você pensa que estava fazendo? – Finn perguntou, ainda não acreditando no que havia acontecido.
–Salvando sua pele daquela vadia. – Ele respondeu.
Em seguida, o loiro lembrou que a adolescente estava realmente partindo para cima dele. Marshall o havia salvado apesar de tudo.
–Obrigado.
–De nada. — Disse o moreno, depositando um beijo em sua testa. — Descansa um pouco que eu levo o pedido.
Finn se sentou na cadeira, exausto, enquanto o vampiro saia da cozinha para levar a pizza.
–O que houve? — Perguntou o rosado, se aproximando do pequeno, preocupado.
–Quase me deixaram nu naquilo... — Respondeu Finn, ainda tremendo com as lembranças.
Chiclete pegou um copo de água e deu para o loiro.
–Descanse um pouco, você merece.
–Obrigado... — Agradeceu Finn, fechando os olhos e saindo por alguns momentos daquele pesadelo.
Pizzaria (Mesmo dia – 17:30 da tarde).
Faltavam apenas trinta minutos para que encerrassem oficialmente a feira, sendo assim muitas pessoas já iam embora para suas casas.
Finn agradeceu a todos os seres místicos e deuses por finalmente ter acabado: Havia sido realmente uma tortura, várias garotas e até mesmo homens assediaram o pequeno, ele havia até sido convidado a participar no grupo de modelos da escola, mas depois de ver com quem ele trabalharia, via que não era louco o suficiente. O que deixou o pequeno mais envergonhado foi que Marceline realmente cumpriu sua promessa, ela foi à sala deles somente para os verem vestidos, realmente nunca viu a amiga rir tanto enquanto Jujuba ficava mais rosa do que já era.
Um dia muito vergonhoso... Mas felizmente acabado.
Lorde fechou as portas da pizzaria, todos se reuniram em uma mesa para comer uma pizza que Chiclete havia feito, pois não haviam comido praticamente nada.
–Eu quero agradecer a todos. — Disse Fionna, sorridente. — Deu tudo certo.
–Também, vestida assim. — Brincou Cake, fazendo a loira rir.
–Quanto que a gente conseguiu?
–Uma boa grana, tenho certeza que vamos tirar dez. – A gata respondeu.
–Que bom... — Finn se aliviou, pelo menos tudo valeria a pena.
Todos riram.
O lanche fora realmente delicioso, mas depois todos já se arrumaram apressadamente para ir ao ponto de ônibus. O loiro se encaminhava para a porta, nunca se sentiu tão feliz de estar usando uma camiseta.
–Finn. — Chamou alguém atrás dele.
O loiro se virou, era Chiclete.
–Posso só falar uma coisa com você? — Ele dizia preocupado. — É muito importante.
–Claro. — Disse Finn.
Os dois entraram novamente na pizzaria e fecharam a porta, estavam completamente sozinhos.
–O que foi? — Perguntou o pequeno.
Chiclete respirou fundo.
–Faz uma semana e um dia desde que nos vimos pela primeira vez, eu sei que talvez eu não seja muito próximo de você como amigo, sinto muito.
–Não! — O loiro negou. — Você é um bom amigo para mim.
–Mas talvez não tanto igual com o Marshall Lee.
–Ele foi a primeira pessoa a falar comigo, por isso fico mais com ele.
–É... — Falou Chiclete desanimado. — Mas você acha que a gente poderia ser algo mais?
–Que tal melhores amigos? — Perguntou o loiro sorridente.
Chiclete sorriu de canto, ele era tão inocente.
–Finn, não é isso que estou querendo dizer. — Ele explicou, em seguida pegou nas duas mãos do pequeno. — Eu quero ser algo maior, uma relação ainda mais bonita.
–Como assim? — Perguntou Finn, já ouviu essas palavras antes.
–Desde o primeiro dia, eu me senti atraído por você... Não sei, mas além da aparência você tem uma alma tão boa e tão encantadora. Não tem como não reparar em você. — Em seguida ele parou, pensando sobre as próximas palavras. — Finn, eu gostei de você.
–Gostar do tipo...? — Perguntou, temendo a resposta.
–É. — Chiclete respondeu, olhando no fundo de seus olhos. — Eu te amo.
O pequeno ficou boquiaberto.
Mas o que o deixou ainda mais surpreso foi que o outro olhava penetramente em seus olhos assustados e se aproximava cada vez mais.
–Chicl... — Finn tentou dizer, porém foi interrompido por seus lábios.
O loiro entrou em desespero, nunca imaginaria que o rosado gostasse dele, nunca imaginou sequer que seria beijado por ele um dia. Ele tentava sair, mas Chiclete também era insistente, acariciando sua língua de vagarosamente, provocando agonia no loiro.
–Nnnn... — O loiro gemia assustado.
Chiclete colocou a mão direita no rosto de Finn, acariciando sua pele tão macia e aproveitava para aprofundar o beijo. Logo após os poucos segundos que durou minutos para os dois, o rosado abraçou o pequeno.
Finn fechou os olhos com força em seu peito. Ah... Por que aquilo tinha que acontecer com ele?
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