Another Day in Paradise

21 The History of the Wolfmen


Notas iniciais
Olá! ~Fugindo de bombas nucleares, fazendo-a voar longe. Ok, ok, eu sei que demorei muito novamente! Peço perdão! Desta vez as provas dificultaram minha vida, podem ver que não estou mentindo, eu também demorei para postar na minha outra conta. Esse capítulo também exigiu um pouco de minha criatividade, então peço compreensão por favor. Não se preocupem: Nunca desistirei das histórias, sempre irei terminá-las. E MAIS UMA COISAAAAAAAAAAAAAAA Ok, acho que já chamei a atenção e.e Olha gente, eu sei que estamos no final do mes de maio, mas queria que vissem uma das fanfics que eu postei no desafio de abril ( Mês do Yaoi), é da minha outra conta: Melody s2 Eu e Ele http://fanfiction.com.br/historia/613151/Eu_e_Ele/

Acampamento Wood Camp ( Quinta – 09:40 da manhã)

Ainda que tentassem, não conseguiam deixar de fazer comentários e sorrisos maliciosos. Jujuba até que conseguia disfarçar, porém Marceline, como legitima irmã de Marshall Lee, pouco se importava, cochichando no ouvido da amiga, fazendo-a sorrir.

Finn, sentado na mesa junto com elas, olhava ao mesmo tempo furioso e envergonhado para as duas. Havia acordado péssimo hoje.

Marshall Lee realmente pegara o pequeno no lago, não houve sexo, mas as carícias valeram por uma. E após finalmente terminarem de tomar um banho, foram dormir altas horas da madrugada. Assim que Finn acordou com o uivo de despertar do coordenador, exatamente as nove horas da manhã, dormira muito pouco.

Mesmo tentando se arrumar ao máximo, seus olhos estavam entreabertos e com pequenas olheiras. Tentou colocar uma camiseta de manga comprida para disfarçar suas marcas de sexo, mas infelizmente tinha algumas em seu pescoço que o entregava.

–Vocês querem parar? – Perguntou, já irritado.

–A noite foi boa, hein Finn? – Comentou Marceline sorrindo, recebendo uma cotovelada da namorada.

–O que foi bom? – Perguntou Marshall, chegando na mesa, entregando o café da manhã de Finn.

Os olhos do pequeno brilharam ao ver o grande hambúrguer que Marshall comprara para ele, dando a primeira mordida instantaneamente. Pelo menos algo para alegrar seu dia.

–Você sabe do que eu estou me referindo. – Sorriu a morena, olhando maliciosamente para o irmão.

–Ai, ai irmãzinha. Para onde foi toda a sua inocência?

–Foi embora faz séculos. – Riu. – Literalmente.

Os dois começaram a rir. Marshall sentou no lado do pequeno, enquanto conversavam com o grupo. Pelo menos, a fome de Finn nunca foi inferior do que nada.

Jujuba começou a conversar com Marceline sobre assuntos aleatórios, fazendo o moreno finalmente conseguir dar atenção ao seu pequeno, que só faltava comer o papel do lanche.

–Está bom? – Perguntou, colocando seu cotovelo na mesa e acomodando sua cabeça nas mãos.

–Está. – Falou, sorrindo para o maior.

Marshall Lee retirou o cachecol listrado vermelho e preto que usava e colocou no pescoço de Finn.

–Assim esconde mais. – Falou o moreno, depositando um beijo em sua testa.

Finn se encolheu com vergonha, a sua sorte era que estava frio, assim que, tirando as duas garotas, todos acreditavam que ele estava apenas com frio. Com o ato, sentiu a fragrância do cachecol, reconheceu na hora de quem era o cheiro: Marshall Lee. E... Se havia uma hora que mais sentia esse cheiro... Era quando estavam na cama.

–Algum problema, Finn? – Perguntou, depositando a sua mão carinhosamente nas bochechas coradas do outro.

–N-Nada.... Obrigado.

–E você? Está bem? – Questionou preocupado, acariciando os cabelos dourados. – Parece tão cansado.

–Só estou com sono, dormi pouco.

De repente, a conversa foi cortada com um uivo. Todos imediatamente se viraram para o coordenador, que sorria feliz com toda a atenção que recebia.

–Seus cachorros! Hoje dormiremos no hotel, por isso não venham para cá de noite! Os quartos foram divididos pela gerência do hotel, assim que quando chegarem lá, vejam com a secretária em que quarto irão dormir e com quem. Ah, meninos e meninas divididos! Como sempre!

Houveram alguns lamentos, mas para alguns, não era nenhum problema. Já que gostavam do mesmo sexo.

–Beleza! Podem voltar a comer. Daqui a vinte minutos fecha o horário de café da manhã, então aproveitem!

Assim que todos voltaram para suas comidas e suas conversas, o mesmo Finn.

–Com quem será que vamos dormir? – Perguntou Jujuba, ansiosa.

–Eu tenho certeza que vai ser com você. – Falou Marceline, tranquila.

–Como pode ter tanta certeza?

–Porque prevejo o futuro. – Riu a morena, depositando um selinho em Jujuba.

–Marceline! – Gritou Jujuba, se referindo aos meninos que assistiram.

–Normal. – Falou Marshall, abanando as mãos.

–Enfim, aonde vamos hoje? – Perguntou a morena.

–Que tal dar uma volta ali? – Comentou Finn, apontando para uma montanha. – Estou sentindo que tem algo ali.

A montanha era gigantesca, tinha até neve em seu topo. Porém, Finn sentia alguma espécie de atração desde que viera ali, como se fosse algo mágico.

–Tem certeza? – Perguntou Marceline, achando a excursão bem chata.

–Absoluta, vocês não sentem uma força estranha quando olham para lá? – Perguntou Finn, olhando a paisagem com um sorriso no rosto. – Como se fosse magia.

–Nossa, agora o moleque tá delirando, tudo culpa sua Marshall. – Falou a morena, apontando para o moreno, que olhava confuso para ela. – Quem mandou transar tanto com o menino até ele chegar a esse ponto?

–Eu?! – Gritou indignado.

Jujuba ria gostosamente, e com um sorriso no rosto, comentou:

–Vamos para lá então.

Então, assim que terminaram de comer. Pegaram suas mochilas com equipamentos e caminharam entre a floresta.

–Fica na direção norte. – Comentou Jujuba, olhando em sua bússola. – Estamos no caminho certo.

Andavam por um trecho que abriram na floresta. Finn, apesar de toda a sua vontade de finalmente descobrir o que seus sentidos tanto lhe advertiam, estava exausto, ao ponto de as vezes perder o equilíbrio e cambalear para o lado.

–D-Droga... – Resmungou, se encostando na árvore.

–Finn? – Perguntou Jujuba, acariciando os ombros do amigo. – Você está bem?

–Só estou com sono... Não é nada. – Falou Finn, sorrindo sem graça.

–Tudo culpa sua. – Falou Marceline para o irmão.

–Que bosta mulher, cala a tua boca. – Falou Marshall, se encaminhando para o pequeno.

Ele se ajoelhou de costas para o pequeno.

–Sobe aê.

–O quê...? – Perguntou o loiro, confuso.

–Eu te levo até lá. – Olhou o moreno nos olhos do outro, sorrindo.

–Mas eu sou pesado! – Exclamou Finn.

Todos se entreolharam, sérios. Mas logo, Marceline não se aguentou, fazendo com que todos que também se seguravam, rissem também.

–Então a Marceline é uma baleia! – Riu o moreno.

–Ei! Desgraçado! – Xingou Marceline, batendo no ombro do moreno.

O loiro riu, sorrindo para o moreno.

–Obrigado pela gentileza, Marshall.

–O que eu não faço por você? — Perguntou, piscando o olho direito.

–Deixa que eu levo tua mochila. – Pediu Jujuba, pegando-a de Finn.

–Obrigado pessoal. – Agradeceu Finn, subindo em Marshall, que segurou em suas pernas e se levantou.

–Bem, vamos nessa! – Gritou Marceline, levantando o punho direito para cima, animada.

No começo da estrada, Finn ainda não pegara no sono, olhando as paisagens em volta. Apesar de quase não ter animais, Finn observava alguns esquilos colhendo suas comidas para os dias de inverno, alguns pássaros voando, e até mesmo alguns lobos, andando por aí. Finn imaginava se eles não atacavam, mas pareciam mansos.

De repente, os olhos começaram a ficar pesados, e aos poucos se sentia cada vez mais confortável.

Assim que Finn dormiu, sentindo o maravilhoso cheiro da fragância que tanto amava, o cheiro de Marshall Lee.

OoO

De repente, o loiro foi cutucado, acordando-o.

–Hmm... – Murmurou despertando. – O que foi?

Todos olhavam para ele, e pareciam assustados. Já começava a escurecer, Finn havia dormido demais.

–A gente caminhou na direção norte e acabamos aqui. – Apontou Jujuba.

Finn viu que se encontravam em frente de uma caverna, ela parecia incrivelmente escura, e por consequência, assustadora.

–E não foi só isso, acho que ouvimos alguma coisa vindo dali. – Murmurou Marceline.

–O quê? – Perguntou o loiro, saindo do colo de Marshall, agradecendo-o.

–Não tem como explicar, nunca ouvi nada do tipo. – Comentou Marshall.

–Nem eu. – Falaram as meninas em uníssono.

–Bem, o que estamos esperando? – Perguntou Finn, pegando a mochila das mãos de Jujuba, agradecendo-a também. – Vamos entrar!

–Você tá louco? – Perguntou a rosada. – Acabamos de dizer que ouvimos algo estranho de lá dentro!

–Exatamente, vamos descobrir! – Falou o loiro, pegando um isqueiro de sua mochila. – Alguém aí está vendo um tronco de árvore que pode servir como tocha?

Marshall e Marceline foram para perto de algumas árvores, encontrando rapidamente três com suas visões superiores.

–Serve? – Perguntou a morena.

–Perfeita. – Falou o loiro, pegando uma faca e lixando a parte de cima até ficar com um formato perfeito, acendendo-a em seguida.

Marceline, Jujuba e Finn ficaram com as tochas, Marshall Lee iria acompanhando o pequeno.

–Vamos! – Falou Finn, animado.

A sensação estava ainda mais forte, ele sentia que era ali mesmo que encontrariam uma boa aventura.

–É impressão minha ou Finn está bem melhor agora? – Perguntou Jujuba, rindo feliz em seguida.

–Preferia ele antes, assim a gente não teria que entrar aqui. – Comentou Marceline, emburrada.

–Que maldade. – Riu a rosada.

–Vocês não sentem mesmo nada entrando aqui? – Perguntou Finn, olhando as paredes do local.

–Nada. – Comentaram todos.

Talvez fosse porque Finn nunca entrara em uma caverna como aquela, mas ela era bem comprida por dentro. As paredes estavam úmidas, eram da cor cinza, por enquanto parecia inabitável por nenhum animal.

–Cuidado! – Gritou Finn, vendo que na frente havia pequenas pedras, poderiam ser escorregadias, elas os guiavam para baixo.

–Tem certeza que é seguro descermos assim? – Perguntou Jujuba, acompanhando os passos dos amigos com dificuldade.

–Não, por isso que é divertido. – Falou Finn, sorrindente.

Os dois irmãos não puderam deixar de rir.

–Só ele mesmo. – Comentou Marshall.

–Gente, é impressão minha ou o cheiro deste lugar está mudando? – Falou Jujuba, mudando de água para o vinho de repente.

Todos pararam, sentindo o ar. Realmente, o cheiro estava mudando, era como se fosse madeira queimando.

–Que estranho. – Comentou Marshall.

Eles desceram cada vez mais, até aparecer uma ponte, em baixo, um enorme precipício.

–Oloco. – Comentou Marceline, olhando a profundidade daquilo.

Porém, o pior era que a ponte rangia, a madeira do piso era velha.

–Fim da linha. – Comentou Jujuba, pronta para ir embora. – Vamos?

Porém, Marceline a puxou, e todos foram caminhando com dificuldade pela ponte. A adrenalina era forte, a ponte não parava de ranger, como se fosse cair a qualquer instante.

–Ahh! – Gritou Finn, quando seu pé pisou em uma madeira e ela se soltou, caindo. Antes que o loiro fosse junto, Marshall Lee o segurou.

–Droga! – Gritou o moreno, mordendo o lábio inferior. – Vamos logo antes que essa merda caia em pedaços.

–Ei, mas agora que estou pensando. – Murmurou Jujuba. – Não é estranho ter uma ponte aqui? E velha desse jeito?

De repente, todos pararam, raciocinando.

–Eu não disse que era pra vocês pararem! – Gritou Jujuba, frustrada. – Eu quero pisar em terra firme!

–Verdade... – Murmurou Marceline, ignorando o pedido da garota. – Por que tem uma ponte aqui?

–Isso só indica uma única coisa: Há ou pelo menos houve humanos aqui. – Comentou Marshall.

–E esse cheiro de queimado, talvez uma fogueira? – Falou Finn, começando a andar.

Todos os outros continuaram a andar, olhando para os lados, pensando em alguma hipótese.

–Bem, estamos em uma caverna, quem sabe alguém mora aqui? – Falou Jujuba.

–Aquele coordenador malucão? – Comentou Marceline.

–É uma boa. – Disse Finn. – Mas por que em um lugar desses? Não seria melhor construir alguma casa lá em cima ou até mesmo ficar no hotel?

–Só se... Ele estiver escondendo algo aqui. – Comentou Jujuba.

Todos se entreolharam, ficando com um pouco de medo. Quem sabe que mistérios que aquele lobisomem podia estar ocultando num local como esse?

–Bem, vamos descobrir. – Falou Finn, seguindo em frente.

Não demorou muito para que finalmente atravessassem a ponte. Jujuba quase faltou beijar o chão de tanta cerimônia. Mas, logo, continuaram a caminhada.

O loiro sentia o cheiro aumentando cada vez mais, até que ele parou.

–Gente, aquilo que estou vendo é uma luz? – Perguntou.

Todos olharam para frente, vendo que havia mesmo um pequeno ponto no final. Uma cor alaranjada.

–É realmente uma fogueira. – Disse Marshall.

Sem pensar duas vezes, todos correram em direção ao local, dominados pela curiosidade.

O coração do pequeno batia forte, a sensação aumentava a cada passo.

–Uou... – Falou o loiro.

Quando chegou no local, todos os outros estavam boquiabertos, se olhassem para cima, encontrariam uma altura infinita, eram grandes paredes, todas desenhadas com desenhos rupestres. No centro, uma enorme fogueira crepitava, pequenas luzes voavam pelo ar e logo desapareciam, era incrível como apenas ela conseguia iluminar um local gigantesco como aquele.

–Que da hora... – Murmurou Marceline, olhando animada para cima.

Jujuba estava boquiaberta, sempre vira desenhos desta espécie em livros de história, entretanto, essa era a primeira vez que ela via isso pessoalmente. Analisava todos, um por um, em alguns momentos ela não resistia, tocando com sua mão a parede amarronzada. De repente, suas sobrancelhas se juntaram confusas, afinal, em todos haviam algo em comum: Lobos.

–Gente, não acha estranho terem lobos em todas as paredes?

Todos somente prestaram atenção neste detalhe depois da rosada comentar, era verdade: Mesmo que houvesse outros animais, árvores e até mesmo mãos, haviam lobos em todos os lugares.

Jujuba analisava tudo com extrema atenção, aquilo estava incomodando ela: Ela pousou os olhos em uma de lobos juntos em seu bando, logo, os lobos fugindo de algo.

–Ai caramba...

–O que foi, Ju? – Perguntou Marceline.

–Vocês não estão percebendo?! É uma sequência!

–Como assim? – Perguntou Finn, curioso.

–Espera... – Pediu Jujuba, tentando ver se encontrava o começo da história. – Aqui!

Ela apontou para um desenho, era exatamente o desenho que havia visto antes: Lobos em bando.

–A história deve começar por aqui... – Disse, andando conforme os desenhos passavam. – É um grupo de lobos, eles estavam andando em grupo. De repente, algo chamou a atenção de um, estão vendo as orelhas dele levantadas?

–Sim. – Falou Marshall, seguindo a linha de raciocínio.

–Eles começaram a correr, todos. Mas você está vendo que conforme os desenhos vão caminhando, o número de lobos vai diminuindo?

–Caçadores... – Murmurou Marceline, triste com o final que tiveram.

–Mas restou apenas dois, um grande e outro pequeno. Deve ser a mãe e seu filhote. Mas, depois de mais um pouco, você só percebe o filhote.

–O que é esse ponto no outro desenho? – Perguntou Finn.

–Está mostrando apenas o filhote cheirando alguma coisa, que é o ponto que você está falando, Finn. Parece que depois ele pega isso na boca e corre, até chegar em uma tribo indígena.

–Mas que raios ele foi fazer lá?! – Perguntou Marceline, indgnada. – Isso é suicíd...

De repente, todos se calaram. O filhote havia se transformado em uma criança.

–Mas o que...? – Perguntou Finn, assustado.

–Ah caramba, lobisomens! – Jujuba colocou a mão na cabeça. – Gente, essa é a história dos ancestrais do coordenador e de todos os outros que moram aqui!

Todos ficaram boquiabertos.

–Mas ainda não acabou... – Comentou Finn, apontando para o outro desenho.

–Certo. – Respirou fundo Jujuba, tentando se acalmar diante de tantas informações. – Depois a criança dá esse “ponto” para um senhor, que devia ser o chefe da tribo. Depois, parece que ele se zangou, olha como ele aperta o objeto com ódio.

–Talvez uma tribo inimiga? – Perguntou Marshall.

–Que estranho.... Acabou... – Comentou Jujuba.

Todos se entreolharam, pensativos.

–Posso só perguntar uma coisa que me lembrei agora? – Comentou Marshall.

–O que? – Perguntou Jujuba.

–Se a fogueira está acesa, quer dizer que alguém a acendeu, certo?

–É... – Murmurou Marceline, de repente se tocando, ficando em posição de ataque. – Não estamos sozinhos...

De repente, ouviram um som de aplausos. O coordenador saíra da escuridão que até agora se encontrava, assistindo-os.

–Vocês até que são espertinhos, vou contar depois que merecem uma boa nota em questão de interpretação.

–Coordenador... – Murmurou Finn, ainda tentando raciocinar tudo que estava acontecendo.

–Essa criancinha no desenho é você? – Perguntou Jujuba, assustada.

Ouve um grande silêncio na caverna, até que o lobisomem sorrisse de canto.

–É, sou eu.

–Mas como...? – Perguntou o loiro. – Esses desenhos devem ter milhões de anos!

–Humanos vivem tão pouco, garoto. – Murmurou, se encaminhando para as paredes, passando a mão cuidadosamente.

Finn estava boquiaberto, o coordenador tinha uma aparência jovem. Se contasse pela idade humana, daria para ele no máximo 21 anos.

–O que houve depois? – O vampiro arranjou coragem para perguntar.

O lobisomem respirou fundo, fechando os olhos em tristeza.

–Isso não é uma das coisas que gosto de recordar.

–Talvez a gente possa ajudar! – Falou Finn, se encaminhando para frente.

–Claro que não, pois a sua espécie que causou isso em nós, é ridículo de sua parte tentar concertar tudo.

Finn engoliu saliva, dando um passo para trás.

–Foram humanos?

O coordenador olhou para o pequeno com ódio.

–Foram.

–Ei, ei. – Falou Marshall, se aproximando do loiro, envolvendo o ombro do pequeno com sua mão, em gesto de apoio. – Não foi Finn que fez isso, ele não merece esse tipo de tratamento.

–Pode ser muito imaturo de minha parte, mas não consigo evitar. – Falou, olhando seriamente para o vampiro. – No dia em que todos do bando morreram, encontrei isso no chão.

Ele encaminhou sua mão para os bolsos, retirando dali uma espécie de pedra, porém, com formado pontudo, como se antes pertencesse a uma lança.

–Os únicos que usaram isso foram os humanos. – Concluiu.

–Você viu humanos te atacando? – Perguntou Jujuba.

–Não, mas um por um do bando sumia, estávamos sendo mortos. – Murmurou. – Mas quando encontrei isso, é totalmente uma prova de que foram eles, não?

A rosada engoliu saliva, não tinha como recusar.

–Como sobreviveu à guerra? – Perguntou Marceline, curiosa.

–A tão famosa guerra dos cogumelos... – Falou o lobisomem. – Bem, eu e meu povo sobrevivemos nessa caverna, habitada por nossos ancestrais.

–E como que ela não desmoronou?! – Perguntou Jujuba.

–Magia... – Respondeu o loiro, com os olhos brilhantes.

Pela primeira vez, o coordenador sorriu para o pequeno.

–É, realmente um presente que recebemos dos deuses.

–Incrível, então era essa a sensação que eu estava sentindo...

–Espera, você sentiu? – Perguntou o lobisomem, com extrema curiosidade.

Mas antes que o pequeno pudesse responder, o vampiro se intrometeu, achando estranho todo aquele interesse.

–E isso é algo importante?

–Ninguém sente essa presença, somente os lobisomens, pelo menos pelo que eu saiba. Você é parte lobisomem, garoto?

–Não... Só humano mesmo.

–Impossível, por quê...?

O lobisomem parecia aflito, revoltado. Andando de um local para o outro.

–Mas não são todos os humanos. – Comentou Jujuba. – Fionna não sentiu nada.

–Se não ela teria vindo para cá. – Completou Marceline.

–Realmente, é algo sem explicação. – Falou o coordenador. – A não ser que esse garoto tenha nosso sangue.

–Não, isso eu tenho certeza: Sou filho de humanos. – Falou Finn, com confiança.

Todos se calaram diante a afirmação do pequeno.

–A não ser... Que você seja especial. – Falou o lobisomem, demonstrando admiração.

–Como? – Perguntou Finn.

–Você não deve ser igual todos os humanos, que só pensam em matar, subir um em cima do outro em busca de poder... E no final, esperar piedade na reta final de suas vidas pelos seus pecados, para assim conseguirem passagem ao paraíso.

–Profundo. – Falou Marceline, sorrindo de canto. – Humanos são mesmo interessantes.

–Esse fato é realmente curioso. – Completou o lobisomem. – Ficarei de olho em você, garoto.

Finn engoliu saliva, o olhar penetrante do outro lhe dava calafrios. Os outros perceberam segundas intenções no lobisomem, parecia começar a estar se interessando pelo loiro.

–Hey, hey. – Falou Marshall, abraçando o pequeno. – Ele já tem dono.

–Marshall! – Gritou Finn, corado.

–Ah, entendo. – Sorriu de canto o lobisomem. De repente, ele parou, olhando para cima, como se estivesse ouvindo alguma coisa. – O apito do hotel, já deve estar tarde.

–Mas já?! – Desta vez o grito surpreso veio da rosada.

–Eu tenho que correr, a saída mais próxima daqui é andando por ali. – Falou, apontando para um túnel. – O final dele é a parte oeste da floresta, assim que voltem pelo sul.

Jujuba confirmou com a cabeça, entendendo as informações.

–Bem, tenho que ir, até mais crianças. – Falou, sorrindo de canto.

De repente, todos ficaram boquiabertos: Pelos começaram a dominar o corpo, as orelhas cresceram, ao invés de mãos, surgiram garras profundas que rasgariam suas peles sem muito esforço.

Um lobo. E era dos grandes.

Rapidamente, perderam a fera de vista conforme ele corria.

–Esse coordenador é mesmo uma figura. – Riu nervosamente Marceline. – Por falar Marshall, vê se cuida melhor do seu namoradinho, até lobisomens querem pegar ele.

–Namoradinho?! – Gritou Finn, corado.

–Pegar ele?! – Gritou Marshall, assustado.

Marceline revirou os olhos.

–Garotos, todos os mesmos. Bem, vamos voltar então?

Após muito caminharem, chegaram exaustos e famintos no hotel. Estava em horário de janta, assim que logo arrumaram uma mesa e se serviram do belo bife. Finn, claro, repetia várias vezes.

–Pelo menos ele está melhor. – Jujuba tentou ver pelo lado positivo, sorrindo ao ver o garoto se caminhar para se servir mais uma vez.

–Mano, imagina como fica a situação do banheiro depois que esse menino saí. – Comentou a morena.

–Que nojo, Marceline! Estou comendo! – Exclamou a rosada.

Marshall Lee não pode deixar de rir.

Após uma hora de refeição, o misterioso coordenador surgiu das sombras, uivando, chamando a atenção de todos:

–Toque de recolher pessoal.

–Caramba, mas já? – Perguntou Finn, entre o tumultuo.

Marshall Lee olhou as horas em seu celular, eram dez horas da noite.

–Pois é. – Comentou. – Ainda está cedo, mas fazer o que.

–Ah caramba! – Exclamou Jujuba. – A gente não foi ver ainda o número de nossos quartos!

–E com quem dividiremos o quarto. – Completou Marceline, achando aquele detalhe mais importante.

–É só ir na secretaria. – Comentou o moreno, dando de ombros.

Rapidamente, os quatro correram para o local, por sorte, ainda havia uma moça atendendo.

–Perdão moça, podemos pegar o número de nossos quartos? – Perguntou Jujuba, com polidez.

–Claro. – Respondeu sorridente.

A rosada expirou aliviada, a moça não se incomodou de estarem em cima da hora.

Finn esperava ansiosamente na fila, entretanto, Marshall Lee estava de boa, afinal, iria dormir no mesmo quarto que Finn. Em um momento, teve vontade de ir ao banheiro, e a moça não havia achado o nome de Marceline ainda.

–Finn, vou ir no banheiro e já volto. – Falou sem pensar duas vezes.

O loiro confirmou com a cabeça, e o moreno se virou para ir em direção do banheiro. Enquanto caminhava, viu Chiclete andando e passar pelo seu lado, sem ao menos olhar para sua cara, o moreno balançou a cabeça em negação, mas com um sorriso no rosto: O Chiclete não havia mudando nem no seu jeito irritadinho.

Após finalmente se relaxar, lavou as mãos e voltou para a secretaria. Percebeu que Finn acabava de sair com o papel na mão, enquanto Chiclete, era o próximo da fila.

–E aí Finn, vou ficar com você hoje? – Perguntou o moreno, andando até atrás de Chiclete.

O loiro o olhou meio triste.

–Infelizmente não, vou ir com o Flambo.

Aquela resposta acelerou o coração já morto de Marshall, como assim não ia com ele?

–Próximo! – Gritou a secretária.

–Moça, eu exijo que mude isso aqui. – Pediu Chiclete, nervoso.

–Eu já disse que sinto muito, eu não posso mudar nada. – Falou a mulher novamente, paciente.

Chiclete bufou frustrado, fazendo Marshall Lee sorrir internamente. Seu companheiro de quarto devia ser o Príncipe Músculos, um cara mais fedido que aquele não existia.

–Marshall Lee. – Citou seu nome.

A mulher não precisou de muito esforço, seu nome já se encontrava na mesma folha de suas mãos.

–Quarto 69.

–Só por curiosidade, com quem dividirei o quarto?

–Deixe me ver...

Se fosse com o Gunter, ou qualquer outro príncipe, de boa. Felizmente era amigo de todos.

–Chiclete.

Ok, menos desse.

–Como é que é?! – Perguntou o moreno, exaltado.

Notas finais
'-'