Notas iniciais
Oie, oie! Fiz o Orange que vocês estavam pedindo, mas gente, não prometo nada! Fiz o melhor que eu pude T-T entendam que esse é meu primeiro Orange e que sou nova nesse assunto T-T Bem, boa leitura!

Acampamento Wood Camp (Mesmo dia – 10:45 da noite)

–Por favor. – Falou Marshall, sorrindo. – Acho que a senhora deve ter se confundido: Eu sou o Marshall Lee.

–Olha, se vocês dois se odeiam, eu sinto muito. Mas de acordo com a lista, o senhor vai com Chiclete. – Ela falou, mostrando a lista para o moreno, e estava mesmo escrito.

–Ótimo. – Falou irônico. – Quarto 69?

–Isso.

Finn olhava assustado, junto com as meninas: Sabiam que coisa boa daquilo não iria sair. Marshall Lee sorriu para eles, tentando relaxá-los.

–De boa, podem ficar tranquilos, não vou estar atrás das grades amanhã por algum assassinato ou algo do tipo.

–Caramba, que azar o seu. – Comentou Marceline, sorrindo para o irmão. – Eu vou com a Jujuba, como eu previ.

–Sua naja. – Xingou Marshall, diante o quanto a irmã estava venenosa diante dele.

–Por favor Marshall, não bata nele. – Pediu Finn. – Ele é gente boa.

–Não prometo nada, mas se caso pensar nisso, vou me relembrar de seu pedido. – Sorriu, depositando um pequeno beijo em sua testa.

Assim que seu olhar se cruzou com o de Chiclete, que também o olhava furioso.

–Vamos? – Perguntou o moreno.

–Vamos... – Respondeu emburrado, andando na frente.

–Ihh... – Marceline fez prevendo a treta, observando o irmão seguir o rosado. – Estou vendo que eles vão ter uma ótima noite.

–Super. – Falou Jujuba, irônica.

–Diferente de nós duas, neh Jujuba? – Falou a irmã, maliciosa.

Finn foi o único que virou a cabeça como um cachorrinho confuso.

Inocente.

–Idiota. – Sorriu Jujuba, retribuindo o olhar malicioso da outra. – Até que já faz um tempo.

–É, desde ontem. – Riu a irmã, fazendo a outra sorrir também.

–Do que vocês estão falando? – Perguntou o loiro.

–Nada Finn... – Falou Jujuba. – Bem, estamos indo para o nosso quarto. Boa noite, Finn.

–Boa noite. – Falou o loiro, caminhando para o seu quarto: 109.

Ele bateu na porta, recebendo o Flambo já com seu pijama.

–E aí Finn? – Falou sorridente.

Os dois fizeram um “toca aí” e o pequeno entrou no quarto, vendo a televisão acesa com o Xbox ligado em algum jogo.

–Ai caramba! É seu?! – O loiro falou com os olhos brilhantes, era um gamer desde que se conhecera como gente.

–É... Resolvi colocar um pouco de tecnologia nesse matagal todo. Quer jogar?

–Quero!

oOo

–Não acredito nisso... – Falou Chiclete ao abrir a porta, olhando com raiva para o quarto.

Marshall Lee ficou boquiaberto quando viu ao o que o rosado se referia: O quarto tinha apenas uma cama de casal.

–Estou vendo que vamos ter uma ótima noite de sono. – Riu o moreno.

–Seu idiota! – Xingou Chiclete, se virando novamente em direção dos corredores. – Vou reclamar, como acham que podem dar uma cama de casal para dois garotos compartilharem?!

–E vai querer o que com isso?

–Como assim o que? Quero duas camas de solteiro!

–Os quartos deste hotel estão lotados, acha mesmo que vai sobrar alguma cama?

O rosado engoliu a saliva, o pior de tudo era que ele tinha razão.

–Deixa de frescura e entra aí, já dormimos na mesma cama várias vezes. – Empurrou o Chiclete levemente, para não o machucar, fechando a porta em seguida.

–Mas desta vez é diferente... – Falou o rosado com vergonha, olhando para o chão.

O moreno sorriu de canto, bagunçando os cabelos de Chiclete. O garoto rapidamente saiu dali, olhando surpreso para o vampiro.

–Vou tomar banho, está bem?

–Ok... – Respondeu Chiclete.

O moreno pegou duas toalhas do guarda roupa e caminhou para um refrescante banho. Ele colocava a cabeça de baixo da água com alívio, necessitava de uma coisa relaxante dessas depois do dia cansativo na caverna. Pensava na noite anterior que tivera com o loiro, sorria toda vez que lembrava dos toques, dos beijos, do corpo do pequeno ao seu. Realmente, tinha muita sorte em conhecer Finn, e não somente por causa disso: Era um garoto fofo, leal, alegre e o mais importante de tudo – Inocente.

Enrolou uma toalha em sua cintura e saiu do banheiro enxugando seus cabelos com uma outra.

–Pode ir.

Porém, a reação do rosado foi inédita: Ele ficou corado instantaneamente ao ver o moreno naquela situação, virando rapidamente a cabeça para um outro lado.

–Idiota... – Xingou, pegando suas coisas e indo para o banheiro.

–O que? Gosta do que vê?

O moreno apenas viu o rosado mostrar o dedo do meio para ele, em seguida a porta batendo e sendo trancada. O que provocou muitas risadas do moreno, amava irritar ele.

Marshall Lee retirou a toalha, ficando completamente nu, em seguida caminhou para a direção de sua mochila, pegando seu pijama em sua mochila, colocando-a.

Logo, o moreno ouviu barulho de mensagem no seu celular. Viu que era um SMS.

“Boa noite, Marshall.”

Reconheceu o número, era de Finn. O moreno sorriu bobamente.

“Boa noite, Finn.”

Realmente, havia alguém mais fofo que ele? Era realmente uma pena estarem em quartos diferentes.

–Marshall Lee? – Ouviu a voz abafada de Chiclete, após o chuveiro desligar.

–O que foi? – Perguntou, indo na direção da porta.

–Ah... Perdão, mas pode pegar minha mochila? Eu esqueci de uma coisa.

–O que? Pode deixar que eu pego para você.

–N-Não, pode deixar que eu pego. Já me ajuda bastante você pegar a mochila para mim.

–Para de frescura! É sua cueca, não?

O rosado ficou calado do outro lado, o que fez o moreno sorrir maliciosamente.

–Já volto.

–M-Marshall Lee! Pode parar já! Seu idiota!

–Me obrigue. – Desafiou o moreno, abrindo a mochila do rosado.

Seus olhos arregalaram levemente quando ouviu o barulho da porta se abrindo, Chiclete estava se escondendo atrás da porta.

–Me dá apenas a mochila, seu inútil!

–Oh... Que sexy... – Falou o moreno, caminhando em direção da porta, entregando a cueca para o rosado.

Chiclete, corado e muito irritado, fechou a porta do banheiro novamente.

Marshall Lee riu, via que essa noite seria cheia de emoções.

OoO

Jujuba fechou a porta do quarto, quase que de imediato, sentiu braços envolverem sua cintura.

–Você é realmente apressadinha, hein? – Sorriu Jujuba.

A outra riu.

–Prazer, meu nome é Marceline.

–Não quer nem que a gente tome um banho primeiro? Foi uma longa jornada hoje nas cavernas.

–Ótima ideia. – Falou a morena, segurando o pulso da rosada.

–Ei! Marceline! – Falou enquanto a outra a guiava correndo, Jujuba jurava que por pouco não tropeçara e caíra no chão.

As duas entraram no banheiro, Marceline trancou a porta, mesmo sabendo que não havia ninguém do lado de fora. Quando se virou para a outra, percebeu que Jujuba já retirava sua camiseta, mostrando o sutian rosa, típica dela.

–Quem é a apressadinha agora? – Riu a outra.

–Calada. – Falou, retirando as calças.

Marceline assistia Jujuba caminhando em sua direção, suas curvas ressaltavam ainda mais aquele corpo tão sexy, mesmo sendo magra e não tendo muito seio ou a parte traseira, era linda.

–Sua vez. – Falou, envolvendo os braços nos ombros de Marceline.

–E como acha que vou conseguir fazer algo com você assim em mim? – Sorriu.

–Tenta, ou vai mesmo perder tempo com isso?

–Tem toda a razão. – Falou, chegando perto da rosada, colando seus lábios.

Jujuba aproveitou e colocou as suas mãos nos cabelos da morena, acariciando-as. Enquanto a outra segurava em sua cintura, juntando cada vez mais os corpos.

Entre o beijo, Marceline retirou o shortinho que estava usando, jogando-o em um canto qualquer, aquilo não tinha importância naquele momento. Se separou um pouco da namorada, retirando sua camiseta preta do Iron Maiden, mostrando para a rosada um conjunto de sutian e calcinha preta.

Também, bastante típica da morena.

Entretanto, a diferença é que Marceline, mesmo sendo também magra, tinha bastante “poder”. Hipnotizando a Jujuba.

–O que? – Perguntou a vampira, gostando dessa atenção. – Sou gostosa mesmo.

–Até demais... – Falou Jujuba sorridente, colando os lábios novamente.

As duas se encaminharam cambaleando e entre os beijos até debaixo do chuveiro, onde o ligaram. Uma água quente caiu por baixo de suas cabeças, assustando-as um pouco, fazendo com que se separassem.

–Vamos para a parte legal? – Perguntou Marceline, retirando suas peças íntimas.

Jujuba revirou os olhos, também se despindo.

Logo, a vampira foi a primeira, tocando na parte íntima da outra, fazendo movimentos de vai e vem, Jujuba não pode se conter e abrir um pouco a boca para respirar.

–Faz em mim também. – Sussurrou na orelha da outra, guiando sua mão.

Durante o começo, a rosada foi tímida, mesmo já tendo feito isso tantas vezes ou até mesmo coisas piores, entretanto, sendo com a morena, toda vez parecia ser sua primeira vez. Porque era especial. Porque era com ela.

Marceline beijou-a novamente, entrelaçando suas línguas, fazendo com a rosada gemesse ainda mais.

–M-Marceline... – Gemeu seu nome, fazendo com a morena pirasse.

Se encaminhou na direção de seu mamilo esquerdo, lambendo-o junto com os movimentos. Jujuba não pode se conter, parando de fazer os movimentos na outra, enquanto tremia e gemia alto.

–Ahh... Mnn...

Quando viu que a rosada estava tão excitada quanto ela, a soltou, fazendo-a ficar louca.

–Marceline!

–Eu sei... Eu sei... – Falou, dando um selinho na outra. – Você precisa disso agora, não?

Jujuba gemeu baixinho quando sentiu seus dedos começarem a preencher seu espaço, fechando os olhos com força.

–Vamos juntas. –Pediu Marceline.

Jujuba imediatamente fez o mesmo com a outra, costumavam em algumas transas fazerem isso, assim as duas curtiriam, as duas se amariam.

Um novo beijo, um novo toque, um novo gemido. Tudo era tão necessitado. Para que as duas ficassem juntas, foi uma grande batalha, afinal, muitas coisas ameaçavam separá-las: Fosse o preconceito, fosse as brigas, fosse os boatos e fofocas. Porém, ao invés de sentirem raiva dos alunos da escola passada, sentiam pena, sentiam pena dos homofóbicos.

É claro que o amor é mais poderoso do que todas as coisas, a união e a lealdade complementavam, transformando no grande relacionamento quer tinham. Marceline e Jujuba jamais amariam alguém da mesma maneira, pois o destino as fizeram uma para a outra, não havia outra pessoa, fosse mulher ou o homem.

Às vezes, na vida, o final também é feliz.

OoO

Chiclete estava se sentindo realmente muito mal.

–Tem certeza que não quer que eu vá pedir pelo menos um colchão para você?

–Fica frio, Chiclete. – Falou o moreno, deitando-se no chão. A única coisa descente que havia para dormir era o travesseiro.

O rosado mordia o lábio inferior: Estava na cama grande e confortável, com cobertor, quentinha e macia. Enquanto ele ficaria naquelas condições, apenas para não dormirem na mesma cama.

–Boa noite. – Falou o moreno, se virando para o lado oposto do garoto.

Chiclete respirou fundo, observando ele deitado na escuridão, se odiava em momentos como esse pela questão de se importar tanto. Virou-se para o lado oposto do moreno e fechou os olhos, tentando dormir. É incrível como as coisas ficaram daquele jeito, antes era até um prazer para ele ter os raros momentos em que Marshall Lee conseguia dormir na mesma cama que a sua, e agora, quando tinham a chance novamente, isso.

Mas, mesmo depois de tanta coisa, de tanta briga e de tanta proclamação de guerra... Ele o salvou daqueles monstros que iriam retirar dele algo muito importante: Sua pureza. Sabia que isso tinha um grande valor para ele, e não sabia nem como agradecer o vampiro.

E agora... O seu herói dormia naquele estado?

–D-Droga... – Murmurou chorosamente, baixinho para que o outro não pudesse ouvir.

Realmente, não iria conseguir dormir por causa da culpa. Se sentando na cama e olhando para o corpo relaxado do moreno.

Respirou fundo. Tudo bem, para uma situação dessas, precisava fazer um convite, mas não podia ser algo que soasse com ambiguidade, queria apenas que ele dormisse do seu lado como gesto de agradecimento por ter salvo sua pele, que era o mínimo que podia fazer. Nada de mais. Nada de menos.

–Marshall Lee, ainda está acordado?

–Porra, ainda não dormiu? – Perguntou o moreno, irritado, olhando para ele.

–Eu só... – As palavras fugiram, o jeito com que o moreno o olhava estava tornando tudo ainda mais difícil.

–Você só...?

–Olha, eu não estou querendo nada com você, muito menos que a gente volte a ser amigos ou outras relações mais profundas. Mas como meu gesto de agradecimento por você ter me salvado daqueles monstros, você sabe né, eu realmente adoro quando meu corpo não é violentado e...

–Chiclete. – Chamou o moreno, fazendo o outro se calar e olhar para ele. – O que você quer?

O rosado olhou para a cama, levemente envergonhado.

–Você quer... Dormir aqui comigo?

O moreno ficou boquiaberto, surpreso. Mas não iria perguntar se Chiclete estava bem da cabeça ou qualquer outra besteira, antes que ele mudasse de ideia. Não queria demonstrar, mas estava realmente muito desconfortável no chão.

Assim que se sentou no outro lado da cama, pegando a coberta já aquecida pelo corpo de Chiclete, deitando-se no seu lado.

–Valeu. – Apenas disse, sentia o clima ficar meio pesado a cada movimento que dava, o que deixava tudo pior.

O rosado apenas concordou com a cabeça, já deitado e virado para o lado oposto do moreno. Assim que Marshall Lee fez o mesmo, olhando para a parede branca e pobre do quarto, sem nenhum enfeite nem nada.

O silêncio predominou o quarto, um sentia através do colchão e da coberta os movimentos do outro. Porém, o pior de tudo para os dois era que nenhum deles conseguia dormir, algo os incomodava.

Chegou um momento em que a paciência do vampiro se esgotou, fazendo-o se sentar bruscamente.

–Cara, a gente precisa conversar!

–Marshall Lee... Já é meia noite...

–Não vem com essa, desse jeito passaremos a madrugada inteira acordados, e você sabe muito bem disso.

Chiclete engoliu a saliva, ele estava certo. Assim que virou-se para o outro lado, encarando o vampiro.

–Primeiro, que história é essa de não querer mais nem ser meu amigo? Assim como você disse, eu o salvei dos garotos, era o mínimo, não? Já não provei que não te odeio?

–Marshall Lee, a questão não é essa. Ficará muito melhor para nós dois se ficarmos igual antes.

–Não ficará melhor não. – Falou o moreno, chegando perigosamente perto de Chiclete, apontando para o rosto do garoto. – Você está depressivo, já percebi isso, e não fui o único, até mesmo a Princesa Caroço já notou isso!

–Por favor, todos têm seus momentos de tristeza na vida, as vezes alguém da família adoece ou o cachorro morre, entre outros.

–Sua família não está doente e você não tem cachorro! – Gritou Marshall Lee bravo. – E mais outra coisa, olha isso! – Falou, pegando no pulso de Chiclete, levantando-o para cima. – Você emagreceu demais! Eu também vi o seu corpo quando você estava me xingando por eu ter pego sua cueca. Você está louco?!

–Eu apenas emagreci um pouco devido a minhas rotinas de estudo, acabo não comendo o tanto que deveria.

–Isso se chama depressão, seu idiota! – Falou Marshall, irritado. – E aí? Ainda diz que daquela maneira é o melhor?

Desta vez, Chiclete ficou calado.

–Olha... – Falou Marshall Lee, respirando fundo e fechando os olhos na tentativa de se acalmar. Olhando depois normal para o garoto. – Não sabe que isso atinge até a mim, sabe o quanto me machuca ver que você está se destruindo assim por causa do que houve?

Chiclete engoliu um seco, olhando para as cobertas, visivelmente triste e culpado.

–Desculpa...

O moreno expirou fundo, olhando para o rosado. Mesmo estando separados, aquela vontade de cuidar dele não sumia, principalmente nessas horas que via que ele realmente necessitava de sua ajuda.

O vampiro pegou no queixo do outro, guiando os seus olhos com os dele.

–Promete para mim que irá cuidar mais de si mesmo?

Chiclete percebeu que no fundo de seus olhos refletia a preocupação e por mais incrível que parecesse, o seu amor. Odiava a questão de seu coração estar batendo um pouco acima do normal.

–Prometo.

O vampiro o soltou, o clima estava começando a ficar mais tranquilo.

–Agora me diz, podemos ficar em paz?

–O que você quer dizer com isso?

–A gente pode conversar, ir para o cinema ou alguns outros lugares, mas como amigos?

–Você está abusando, Marshall Lee.

–Cara, o que tem de mal nisso?!

–Eu não consigo ficar mais perto desse jeito com você. – Falou, olhando para o lado, triste.

–Por que não?

–E-Eu não sei... Eu não consigo.

–Não, tem que haver alguma razão.

–É... É uma espécie de barreia... – Falou, tentando comparar o que ele sentia. – Toda vez que chego perto de você, sinto que preciso me afastar.

–Está sentindo ela nesse momento?

–Um pouco... – Murmurou.

–Acha que algo que você sente que provoca isso?

Desta vez Chiclete olhou tristemente para baixo, uma sensação sufocante invadiu seu pescoço, um aperto forte. Ele sabia muito bem o que era.

Achava que o moreno não o merecia mais, não conseguia aceitar a questão de Marshall Lee vir sorrindo para ele daquele jeito, isso só o fazia se sentir ainda mais mal. Sem falar que toda vez que o via feliz daquele jeito por causa dele, lembrava dos momentos felizes que já tiveram, como o primeiro encontro, ou até mesmo a primeira vez que o vampiro foi para sua casa ou que cozinhou um mísero bolo para o outro.

Eram coisas tão pequenas, mas tinham um valor tão grande...

Marshall Lee se exaltou interiormente ao perceber que o outro colocou a mão na boca, tentando esconder os gemidos que dava entre o choro.

Chiclete estava preso nisso a bastante tempo... Preso nessas lembranças tão felizes, que nunca mais poderão ser alcançadas novamente, somente recordadas. A verdade, era que o que mais o fazia sofrer não era a questão de não conseguir chegar perto do moreno, a barreira que o machucava tanto era algo ainda mais profundo...

Estava com saudades.

O vampiro o olhou sorrindo amorosamente e com compaixão.

–Você é mesmo muito, muito idiota. – Falou com carinho em cada palavra, acariciando os cabelos do rosado.

Pela primeira vez depois do conflito, Chiclete deixava Marshall Lee tocá-lo daquela forma, a depressão e a carência estavam matando-o naquele momento.

–Sabe o que eu faço com uma pessoa que está triste desse jeito?

O rosado olhou timidamente nos olhos do outro, perguntando mentalmente.

–Isso. – Respondeu.

Antes que Chiclete pudesse raciocinar algo, sentiu Marshall Lee cair em cima de si, o abraçando com tanta força que chegava a sufocar o rosado. Nos primeiros segundos, estava bastante surpreso com tudo aquilo, seus braços estavam tensos e meio afastados do corpo do maior, seus olhos também estavam arregalados.

Porém, depois, quando sentiu aquela deliciosa sensação... Depois que sentiu o calor do abraço... Nada mais importava, nem seu maldito orgulho.

Envolveu os seus braços com força no moreno, enterrando sua cabeça no pescoço do outro, amando ser sufocado daquele jeito. Fazia tanto, tanto tempo que nem ao menos se abraçavam... Sentia novamente o aroma daquele que tanto o confortava, os cabelos lisos e macios, a sensação de que tudo ficará bem.

Lágrimas e mais lágrimas escorriam de suas bochechas, mesmo fazendo de tudo para tentar parar, não conseguia. Sentia a dor da barreira começar a fraturar.

Finalmente, Chiclete estava tendo esperanças de ter sua liberdade novamente.

Quando se acalmou, Marshall Lee o soltou, deitando no seu lado, fitando-o.

–Está melhor? – Perguntou, tocando levemente na bochecha, secando uma lágrima com o seu dedo indicador.

–Estou... – Falou, um pouco cansado.

–Chiclete, quero que entenda que tudo ficará bem, podemos tentar ser amigos, do que isso irá nos prejudicar? Caso você não se sinta bem, a gente conversa novamente. Mas por favor, não me faça te ver desse jeito de novo.

Chiclete engoliu a saliva, jamais pensara que poderia ter esse tipo de relacionamento com Marshall Lee.

–Tudo bem.

–Então... – Falou, sorrindo e estendendo a mão para o rosado. – Amigos?

Chiclete olhou surpreendido para o moreno, depois, para sua mão. Aquilo era um acordo, uma promessa. Não havia certeza de que tudo ficará bem se concordasse ou não, talvez as coisas pudessem até piorar.

Mas estava ali, não haveria esse tipo de chance novamente, era agora ou nunca mais.

Chiclete segurou na mão de Marshall Lee. A resposta era sim.

Marshall Lee sorriu, estava bastante feliz com a nova conquista, que era tão importante para ele.

–Acho que é tudo, não? – Perguntou. – Algo que você quer tratar comigo?

Chiclete sorriu.

–Não, isso era tudo.

O moreno se cobriu com a coberta, se acomodando melhor na cama, até achar uma posição confortável.

–Bem, boa noite.

–Boa noite. – Falou Chiclete, fechando os olhos.

Depois de alguns minutos, o silêncio foi quebrado.

–Hey, não é engraçado?

–O que? – Perguntou o rosado.

–O número do nosso quarto é 69.

Chiclete riu com a malícia do outro, detalhes que somente Marshall Lee prestaria atenção.

–Idiota.

Notas finais
... *-*