Notas iniciais
Genteeee, perdão, perdão mesmo pela demora horrenda T-T Eu tive provas bimestrais nessas ultimas semanas, e por eu não participar da festa junina da minha escola, tive que fazer um trabalho grandiosamente grande T-T Eu sei, muita mancada para meu gosto. Mas enfim! Agora que estou de férias, vocês podem deixar comigo! Boa leitura!

Quarto 69 (Sexta-feira – 11:35 da manhã)

–Hmm... – Murmurou Chiclete, despertando.

Ele tentava mesmo acordar, mas estava tão confortável ali, naquela posição. Sentia alguém envolvendo seu corpo em um abraço forte, sua respiração tranquila e fria em sua cabeça.

Espera, alguém com ele? E respiração fria?!

Marshall Lee?!

Rapidamente, abriu os olhos e empurrou o corpo que o abraçava pelo susto. O vampiro foi jogado para fora da cama, caindo no chão que nem uma pedra. Porém, o som de seu ronco ainda era audível, não havia acordado.

O rosado botou a mão na testa, se tocando no que havia acabado de fazer, rapidamente engatinhou até a beirada da cama, olhando para ele dormindo totalmente distorcido no chão.

Não pode deixar de colocar a mão na boca e rir baixinho, até que foi engraçado.

Se levantou silenciosamente da cama e com um pouco de dificuldade, colocou-o novamente na cama, acomodando seu travesseiro e coberta.

Caminhou em direção ao banheiro para se trocar e fazer a sua higiene pessoal. Mas, quando ele foi ligar seu celular, seu coração congelou quando viu que já era praticamente o horário de almoço.

–Droga.

Rapidamente, abriu as janelas, incomodando o vampiro com a luz que invadiu sua escuridão confortante.

–Hmm... – Murmurou. – Fecha essa cortina, Marceline, sua ridícula...

–Não é a Marceline. – Falou de braços cruzados, vendo o moreno pegando o travesseiro para colocar no seu rosto.

–Ah, você também Chiclete, fecha essa cortina e volta a dormir comigo...

O rosado corou levemente, ele costumava falar aquilo quando estavam juntos.

–Marshall Lee, a gente está no acampamento, lembra?

De repente, o moreno se calou, sentando-se quase que de imediato, encarando o rosado.

–Ah... – Falou, lembrando-se do mundo. – Está tarde?

–É praticamente horário de almoço, perdemos nosso café da manhã.

–Hum... – Falou indiferente. – Bem, vamos lá para fora com os outros então.

De repente, o coração de Chiclete gelou.

–Ah não... – Murmurou, colocando a mão na cabeça.

–O que foi?

–Como que a gente vai encarar o pessoal? A gente demorou para acordar!

Marshall Lee sorriu de canto, conseguiu entender a linha de raciocínio de Chiclete. Era uma equação básica que dizia:

Altas horas da madrugada + sexo = Mais sono x acordar bem tarde²

–Bem, eles já vão responder pela gente, fica tranquilo.

–Até parece! Eu... Eu...

Marshall Lee ria gostosamente com a reação do outro, era tão legal.

–Para de pensar demais em pelo menos em uma vez de sua vida. – Falou, bagunçando o cabelo de Chiclete, indo até o banheiro.

Chiclete viu a porta se fechando boquiaberto, odiava a questão de Marshall Lee ter as palavras certas para tudo.

Sorriu de canto, se espreguiçando, era um novo dia.

Quarto 182 (Mesmo dia – 09:17 da manhã)

Jujuba acordou deitada no sofá, achou estranho, normalmente dormia em sua cama. Bem, a questão mais estranha ainda era de não se lembrar de nada que aconteceu na noite anterior.

Percebeu que havia uma garrafa de vinho em sua mão, e havia mais algumas no chão, bem, isso explicava por que não se lembrava de nada.

Por falar, cadê a Marceline?

Ela se levantou com um pouco de dor na cintura, talvez tivesse dormido de mal jeito... Ou não. Enfim, caminhou pelo quarto inteiro, mas não achou a vampira em lugar algum.

–Marceline? – Chamou.

Mas nenhum sinal da morena, resolveu até mesmo ver se ela estava dormindo com a cabeça na privada, mas nada.

Que estranho, a porta estava trancada, então ninguém saiu. Ela devia estar ali.

De repente, pensou: Vampiros normalmente dormem em caixões nas historinhas de criança... Então...

Rapidamente, correu para a cama box de seu quarto e a levantou, encontrando a Marceline dormindo dentro dela.

Ela estava cheia de marcas de sexo, acho que a noite foi realmente muito boa.

–Meu amor, hora de acordar. – Chamou Jujuba, cutucando a bochecha da outra.

–Oww... Não... – Falou, se virando para o lado contrário da rosada.

–Vamos, se não você não terá meus cookies.

–Tá, aí já é maldade. – Falou a vampira, tentando abrir seus olhos, se sentando.

Quando ela finalmente conseguiu ver o mundo, se levantou da cama, praticamente mancando, com a mão na cintura.

–Nossa, que dor... – Fechou os olhos com força.

Jujuba não pode deixar de sorrir, acho que não foi somente ela que... ahh... está sofrendo de dores pós aquilo.

–Pelo que eu estou vendo, a gente bebeu pra caramba. – Falou Jujuba, encontrando mais uma garrafa na cama junto com a vampira.

–E transou também. – Completou a morena, fazendo a rosada rir.

–Bem, vamos nos arrumar e ir lá para fora, estou sentindo um cheiro delicioso de panquecas.

–Ah... Mas eu quero seus cookies, você me fez levantar por causa disso!

–Quando chegarmos em casa eu faço pra você.

–Vou gravar isso. – Falou, pegando seu celular e colocando no gravador de voz. – Repete.

–Nossa, quanta confiança! – Exclamou Jujuba, rindo.

–Entenda Jujuba, quando se trata de comida, é muito importante.

A rosada revirou os olhos.

–Eu vou cozinhar meus cookies para Marceline quando chegarmos em casa.

–Beleza. – Falou, desligando o gravador e ouvindo a voz da amada sair de seu celular, nenhuma falha. – Perfeito.

–O interrogatório já acabou? – Perguntou Jujuba. – Estou doida para ir lá fora tomar café da manhã.

A morena riu, envolvendo seus braços nos ombros da outra.

–Aww... – Fechou os olhos devido a dor. – Nossa cara, o que que a gente fez ontem? Nunca ficou tão dolorido assim.

–Não faço a mínima ideia. – Riu Jujuba, dando um selinho em Marceline. – Perdão.

–Está desculpada. – Falou, soltando a amiga e retirando sua camiseta de pijama. – Você sabe onde foi parar minha mochila?

Jujuba parou de fitar o sutiã da outra, balançando a cabeça, reprovando a si mesma, e começou a andar em volta do quarto, tentando buscar até mesmo a sua mochila, que também havia sumido.

Após muita busca, conseguiram encontrar as suas mochilas debaixo de vários cobertores e muitos pacotes de salgadinhos.

–Você trouxe a Marceline Junior! – Gritou Jujuba, resolvendo o mistério de suas dores.

Marceline Junior era o nome de um brinquedo que a vampira comprara em um sex shop, digamos assim que o brinquedo é aquilo que as garotas não têm.

–Mistério resolvido. – Riu a outra, pegando a Marceline Junior e a guardando em sua mochila.

Quarto 109 (Mesmo dia – 09:05 da manhã)

Que cheiro era esse?

O loiro respirou fundo, o aroma era delicioso, recém-preparado, era salgado, podia jurar também que era muito gostoso.

Rapidamente, Finn sentou de imediato.

–Panquecas!

Finn acabara despertando Flambo com seu grito, que de imediato se sentou, achando que era um ataque zumbi, pois na noite anterior estava jogando Call of Duty com o pequeno. Viram que o jogo estava desligado, mas os consoles estavam em suas mãos, e suas costas doíam, pois dormiram ali no chão mesmo.

–Delícia que é acordar com dor. – Falou Flambo irônico, se levantando com dificuldade.

–Nem me fale. – Riu o loiro, um pouco malicioso, se lembrando de quando acordava depois de suas noites com Marshall Lee.

–O que você quer dizer com isso, mano? – Perguntou o outro, confuso.

–Nada. – Riu, se espreguiçando.

O maior foi para a janela, abrindo-a, respirando o cheiro da natureza, e da comida.

–Tem razão, são mesmo panquecas...

Finn foi para seu lado, respirando o ar também.

–Do que você acha que é? – Perguntou o pequeno.

–E eu vou saber! Não tenho nariz de cachorro!

–Parece de frango com catupiry... Ei!

–Se você acertar quando chegarmos lá embaixo, vou te chamar de cachorrão pelo resto do dia.

Finn riu, caminhando para sua mochila.

– Que hospitalidade.

Porém, Finn percebeu que o maior não saíra da janela ainda, observando algo. O menor, curioso como sempre foi, caminhou para seu lado novamente. Viu lá embaixo a Flama, conversando com suas amigas, esperando o café da manhã, que um dos cozinheiros faziam numa lareira ao ar livre.

–Não é linda? – Perguntou Flambo, sorrindo bobamente.

–Tem razão. – Sorriu Finn bobamente também.

–Tão delicada, tão amiga...

–E parece ser muito gostosa também... Imagine você comendo-a...

–Como é que é o negócio?! – Exclamou Flambo, olhando bravo para o amigo.

–Calma, calma! – Finn levantou os braços em gesto de rendição. – Mas não é verdade? As panquecas parecem deliciosas!

Flambo não pode deixar de em um segundo se acalmar e no outro de rir, bipolar.

–Estou falando da Flama, gênio.

–Ohh... – Exclamou Finn, voltando para a janela junto com o maior. – Sim, ela é bonita.

–Mas não tá a fim dela não, né tio?

–Não! – Gritou Finn, indignado.

–Bom mesmo. – Sorriu ele, rindo novamente, olhando a outra.

–Você está gostando dela? – Perguntou o pequeno, curioso.

–Não estou gostando dela... Estou amando ela.

–Ohh... – Falou Finn, a coisa estava realmente séria. – Você já tentou falar isso para ela?

–Nem. – Falou. – Sou muito trouxa, Finn. Eu não consigo falar isso para ela.

–Por que não?

–Eu... Eu travo, entende? Ela é minha melhor amiga, e ela me considera com a mesma intimidade, eu tenho medo de que quando eu me declarar para ela, ela não me aceite e arruíne a única relação que tenho com ela. E ao mesmo tempo... Falar eu te amo... É tão difícil, porque...

–São tão poucas palavras para revelar tantos sentimentos. – Completou Finn, fazendo o maior ficar boquiaberto.

–Olha só, pelo que estou vendo o cupido não atirou a flecha só na minha bunda, quem é Finn?

–O q-que? – Perguntou o pequeno, tímido.

–Você tá gostando de alguém também, conta aê. É da Fionna?

–Não!

–Da Princesa Yogurte Frio?

–Não!

–Da Caroço? – Perguntou sério, rindo em seguida. – Aí cara! Tá, admito, fui cruel com você agora.

–Não! – Gritou Finn. – E tadinha da garota, Flambo, ela tem chances de ter alguém sim.

–Verdade, tem o Príncipe Caroço, os dois realmente são almas gêmeas. – Riu. – Dois que se acham os gostosões.

Finn não pode deixar de sorrir, mesmo sabendo que era feio ficar rindo dos defeitos dos outros.

–Mas diz aí, que eu não tenho preconceito, pode confiar. – Falou, chegando perto do pequeno. – É um garoto, não é?

O loiro não pode deixar de corar um pouco.

–É.

–Entendo. Nossa, nunca que iria pensar que você era homossexual.

–Eu não era antes, mas aí...

Mas aí ele apareceu...

–Se quiser, não precisa me contar quem é, mas acho que até já sei, você vive andando com Marshall Lee.

Finn contorcia sua camiseta, como que ele poderia ser tão bom?

Apesar que era óbvio, se pensar de um lado.

–Eu não tenho preconceito, nem ninguém da escola, pode ficar tranquilo com isso. A Marceline e a Jujuba são outras, mas acho que você já sabe.

–Faz um tempinho. – Sorriu Finn.

–Sabe do Chiclete também?

–Sei.

–Bem, esses são os que eu sei da nossa sala, mas lá fora tem muito mais, e ninguém critica e tals, por isso, relaxa.

–Obrigado. – Sorriu Finn, aliviado.

–Mas sabe, dizem que gays são muito românticos, e você acabou de provar isso falando aquela frase sobre o “Dizer que ama uma pessoa”, então me diz aí umas boas. – Falou, pegando seu bloquinho de anotações e um lápis.

–Você quer mesmo conquistar a Flama, hein? – Riu Finn.

–É claro! Ela é linda demais! E gentil, e simpática, e ao mesmo tempo tem um temperamento que me deixa de boca aberta, ela pode muito bem bater em garotos e ainda por cima vencer! Perfeita!

O loiro riu, percebeu o brilho nos olhos do amigo enquanto ele falava isso dela, realmente, estava amando.

–Você só tem que falar as coisas que vierem de seu coração, ficar decorando palavras de poetas e outras pessoas não adianta muito.

–Mas Finn...

–Você é bom nisso, você fala bonito, mas precisa ficar calmo quando for falar isso para ela.

–Entendi. – Comentou.

–Bem, vamos lá para fora? Estou morrendo de fome!

–Vai ir mesmo de pijama assim?! – Perguntou o maior, quando Finn ia abrir a porta. – Não fica muito relaxadão assim, se não Marshall Lee não vai gostar.

–Idiota. – Sorriu Finn, voltando para o quarto para se trocar.

Praça do Acampamento (Mesmo dia – 11:56 da manhã)

Finn e as meninas se encontravam em uma praça de frente pro hotel, estavam tomando um sol, enquanto conversavam sobre assuntos aleatórios, mas aí a morena se tocou.

–Não estou sentindo o cheiro da praga do meu irmão, será que ele ainda está dormindo? É quase hora do almoço, cara!

–Ai caramba, eu não vi o Chiclete hoje também! – Gritou Finn, preocupado.

–Vish... Será que eles se mataram? – Perguntou Jujuba.

–É possível, ou estão tendo uma conversa séria com o coordenador do hotel e a coordenadora da escola.

Finn estava um pouco mais preocupado com Chiclete do que com o moreno, sabia que Marshall Lee era forte, e sabia também que o rosado poderia estar seriamente ferido.

–Galera! – Gritou uma voz tão conhecida.

–Falando da praga. – Riu a irmã, acenando para seu irmão.

–Onde você se meteu, Marshall Lee? – Perguntou Finn.

–Nossa, dormi até agora. – Comentou o moreno, alongando seus braços.

–Percebe-se. – Comentou a morena. – Conta aí pra gente, bateu no Chiclete ou só brigou com ele?

–A gente só conversou. – Comentou o moreno. – Percebi que havia algumas coisas com Chiclete que eu nunca percebi, e ele comigo, então, milagrosamente estamos...

–De boa?! – Exclamaram os três, surpreendidos.

–Nossa, que coral. – Riu o moreno, sentando-se do lado de Finn.

–Cara, esse evento histórico é um milagre! – Gritou a vampira.

–Mas como? Você não odiava ele?! – Perguntou Jujuba.

–Como que isso aconteceu? – Perguntou o loiro.

–Ah, gente, não vão me fazer contar a conversa inteira. Mas a gente ficou de boa no final.

–Difícil de acreditar, e fizeram o que a noite toda depois para comemorar? – Perguntou Marceline, maliciosa, pois o moreno acordara tarde demais para seu gosto.

–Marceline! – Gritou Jujuba. – De onde você tira essas ideias?

O moreno riu.

–Não, querida irmãzinha, perdão por estragar seu cineminha.

–Que droga! Queria muito comer uma pipoca.

–Por falar em comida. – Comentou Finn. – Não está com fome, Marshall Lee? Você não tomou café da manhã.

–Não, estou de boa.

–Ah... Você não se importa então se eu comer o pão de queijo?

–Que pão de queijo?

–Bem... Eu... Eu guardei um pão de queijo para você, pois vi que não iria no café da manhã, achei que poderia ficar com fome. – Falou o pequeno, com a comida embalada em suas mãos.

As meninas somente olhavam aqueles dois, achando muito fofo aquela cena.

–Finn... – Falou o moreno, surpreendido.

O loiro estava olhando para o chão e levemente corado com o olhar que o moreno dava para ele, segurava o alimento em suas mãos com força.

–Só vou querer um pedaço então. – Falou o moreno, olhando amorosamente para Finn.

–Pode ficar com ele, é para você mesmo. – Falou o loiro, dando o pacote para o vampiro.

–O que você está fazendo?

–Ué, você não quer? – Perguntou o pequeno, confuso.

–Eu quero, mas você não vai dar para mim?

O loiro corou bravamente, mas queria muito fazer aquilo.

O pequeno, timidamente, tirou o pão de queijo do pacote e levou em direção à boca do maior, que o mordeu olhando nos olhos do outro, retirando um bom pedaço daquilo.

–Muito bom. – Falou o moreno, entre a mastigação.

–Os cozinheiros daqui são bons, né? Mas não se comparam com a Dona Tromba.

–Verdade. – Respondeu, engolindo e abrindo a boca novamente.

Jujuba e Marceline olhavam Finn dando a comida na boca de Marshall Lee, e o olhar, o clima que ali se formava...

–Isso me dá boas lembranças. – Riu Jujuba.

–Verdade. – Falou a morena, olhando para a outra, sorrindo.

Notas finais
E é isso! Até mais! E boas férias!