Another Day in Paradise
27 Temptation
Notas iniciais
Casa de Marshall Lee ( Quinta – 9:47 da manhã)
–AH DROGA! – Jujuba gritou tão alto que acordou todos da casa.
Os três garotos acordaram, se sentando de imediato devido ao susto, provocando até mesmo um pouco de tontura devido ao ato repentino. Eles olharam uns para os outros, percebendo que dormiram abraçados a noite toda.
–Ah... Quando que isso aconteceu? – Perguntou Finn, que havia dormido antes de tudo ocorrer. – Por que você dormiu junto com a gente, Marshall?
–Não posso? – Se defendeu o moreno.
–Gente, isso não é o importante agora: O que houve com a Jujuba? – Perguntou Chiclete, preocupado.
Parecia que a porta abriu naquele exato instante para sua resposta: Jujuba estava descabelada, com seu pijama rosa, com o despertador na mão.
–Marshall! Por que isso aqui não tocou?!
–Como assim? – Perguntou o moreno, confuso.
–Já são quase dez horas da manhã! Perdemos a hora!
–Putz... – Falou Chiclete nervoso, se levantando. – Era para a gente está lá as sete e meia!
–É sério que você me acordou por causa disso? – Surgiu a vampira com seu pijama branco, com pequenos desenhos de morcegos ao longo do mesmo. Ela estava praticamente se rastejando para andar. – Pô Jujuba, vamos só faltar hoje, simples.
–Mas logo, logo chegarão as provas, e se passarem algo importante hoje?!
–A gente já perdeu a hora mesmo, não podemos voltar atrás. – Concluiu a morena. – Qualquer coisa a gente pergunta pra Flame ou para o Flambo o que caiu hoje.
A rosada respirou fundo, em uma coisa ela estava certa: Não havia nada que eles pudessem fazer. O ônibus havia passado, só voltaria no horário em que a escola fecha.
–Bem, estamos resolvidos. – Falou Marshall, se deitando novamente no colchão, exausto. – Agora vamos voltar a dormir?
–Tenho que estudar para recompensar o tempo perdido hoje. – Jujuba e Chiclete disseram em uníssono, se encaminhando para baixo, buscando alguma mesa.
–Nem pensar! – Gritou a morena e os outros dois garotos, agarrando seus parceiros e os levando para seus respectivos colchões.
–Eu tenho que estudar! – Reclamou Chiclete, sendo obrigado a se deitar por Finn e Marshall.
–Quer deixar de ser idiota? Já está garantido o seu dez. – Murmurou o moreno. – Eu que estou fodido, e olha só: Não estou nem aí.
–Deve ser porque você gosta disso. – Caçoou o rosado, arrancando um sorriso do moreno.
–Amo. – Riu.
–D-Do que estamos falando exatamente? – Perguntou o loiro corado.
Os dois olharam para o loiro, sorrindo de canto.
–Inocente. – Disseram em uníssono.
Marshall se jogou no colchão, seu corpo estava tão mole que até parecia que não havia dormido.
–Chiclete, me ajuda a estudar depois? – Perguntou Finn, deitando-se, seus cabelos loiros descansavam perfeitamente no travesseiro. – Ainda tenho algumas dúvidas.
–Claro que sim, Finn.
O rosado até tentou se deitar, mas não conseguia mais cair no sono, diferente dos outros dois, que após um segundo já estavam roncando.
Ele bufou frustrado, se levantando dali e se encaminhando para a cozinha. Ficou surpreso ao ver que as duas garotas estavam lá. Jujuba estava preparando café e chá, já Marceline, arrumava a mesa.
–Não conseguiram dormir de novo? – Perguntou curioso.
–Acontece que essa aí não consegue pensar em outra coisa. – Murmurou a morena, visivelmente emburrada.
–Afe, me deixa em paz. – Falou Jujuba, apagando o fogo. Levando os líquidos para a mesa.
–Querem ajuda em algo? – Perguntou o rosado.
–Não, já acabamos. Senta aí. – Convidou a morena.
O rosado sentou-se, pegando uma fatia de pão e manteiga.
–Vocês dormiram todos no chão? – Perguntou Marceline, curiosa.
–Sim. – Falou indiferente.
–E não rolou nada? – Desta vez sorriu maliciosa.
–Marceline! – Gritou Jujuba.
–Nada. – O rosado deu ênfase nessa palavra.
Mas a cara de decepção de Marceline foi cômica, fazendo todos rirem.
De repente, a campainha tocou, fazendo todos sentados juntos naquela mesa estranharem.
–Oxe, que estranho. – Comentou Marceline.
–Quem é? – Perguntou Jujuba.
–Eu não sei, estou comendo agora, não vou atender. – Murmurou a morena.
–Pode deixar que eu vou. – Falou o rosado, se levantando.
Ele caminhou pelo corredor, indo até a sala. Por sorte, encontrou uma blusa do Marshall Lee, e a vestiu para disfarçar que estava de pijama. Foi até o portão, abrindo-a.
–Sim?
De repente, seu mundo parou.
Quarto de Marshall Lee ( Mesmo dia – 9:56 da manhã)
Finn se encontrava abraçado com o moreno, dormindo.
Infelizmente, foi interrompido com o moreno levantando-se rapidamente.
–M-Marshall Lee?! – Perguntou o loiro, assustando-se com o comportamento tão repentino do moreno.
–Droga... Essa sensação.
–Marshall? – Perguntou novamente, não entendendo nada.
–Droga Finn! Ele está aqui! – Falou, correndo para a porta do quarto, abrindo-a e descendo. – Estou sentindo que tem outro vampiro nessa casa, só pode ser ele!
–Ele quem Marshall?!
–Meu irmão mais velho. – Falou, rangendo os dentes.
Aquilo... Fez o pequeno ficar paralisado.
Portões da Casa de Marshall Lee ( Mesmo dia – 9:56 da manhã)
Chiclete estava em estado de transe: Sua boca abria e fechava, mas nenhuma palavra saia.
Os olhos verdes, seus cabelos negros caiam perfeitamente do lado direito de seu rosto, e do outro lado, estava raspado, dando um corte black perfeito, e sua orelha, que ficava à mostra devido ao fato, estava com um alargador negro. Ele tinha um piercing em uma das sobrancelhas e na língua. Vestia uma camiseta negra com o desenho de uma caveira em branco, uma calça jeans rasgada nos joelhos, all star de mesma cor, sendo que o pé direito estava desamarrado, em sua cabeça, uma touca preta.
Sim, assustadoramente belo.
Chiclete o conhecia, e, infelizmente, o outro também.
Ele abriu um sorriso de canto, perfeito, encarando-o com aqueles olhos penetrantes.
–Oi Chiclete, há quanto tempo...
O rosado engoliu a saliva, dando um passo para trás.
–Marsh Lee...
O moreno carregava uma mala nas costas, entrando no lugar sem pedir permissão, é claro, não tirando os olhos daquele garoto rosa tão vulnerável na sua frente.
–Quanta saudade que eu estava de você. – Murmurou, olhando-o de baixo para cima, provocando arrepios em Chiclete, que continuava andando para trás. – Cresceu bastante.
–D-Digo isso de você também... – Gaguejou, tentando prolongar a conversa até arranjar uma oportunidade perfeita de escapar.
–E está bem mais gostoso também. – Falou, jogando a mala no chão de qualquer jeito.
O rosado engoliu a saliva, não tirava seus olhos do moreno.
Mas, antes que o rosado pudesse sequer pensar em correr, já estava preso na parede: Marsh segurava em seus pulsos, muito forte. A respiração do rosado aumentou desesperadamente.
–Por favor... Não faz nada comigo... – Disse, fechando os olhos com força, virando seu rosto para o lado.
O moreno olhou aquela criatura tão amável pedindo por piedade... Tão... Excitante.
Ele aproveitou o espaço do pescoço que lhe foi dado, lambendo-a, provocando arrepios do rosado.
–Delicioso como sempre... – Sorriu, encostando seu corpo no de Chiclete, fazendo o mesmo ofegar.
O corpo de Marsh havia também mudado, Chiclete podia sentir a dureza de seus músculos perfeitamente esculpidos. O cheiro de seu perfume másculo faria qualquer um se derreter, e o rosado, tentava ao máximo não cair naquela tentação.
Sentiu ele beijando toda a região do seu pescoço, subindo até chegar à orelha, passando a ponta da língua entre as curvas.
–Ahh... Para, por favor. – O rosado fechou suas mãos em punhos.
O moreno parou, olhando para ele, sorrindo.
Desta vez, abriu um pouco a boca, se encaminhando para a do garoto.
Chiclete podia sentir o cheiro de menta tão clássico do seu hálito. Caminhando-se cada vez mais perto...
Ele fechou os olhos com força, sem esperanças.
De repente, uma mão empurrou o corpo de Marsh, fazendo com que o rosado se libertasse. Chiclete abriu os olhos, assistindo Marshall Lee na sua frente, protegendo-o.
–Ora, ora... – Sorriu o mais velho. – Quanto tempo maninho.
–Marsh Lee... – Rugiu, seus olhos vermelhos encaravam os verdes com ódio.
–O que está acontecendo?! – Perguntou Marceline, com Jujuba e Finn logo atrás.
A morena viu que estavam com visitas.
–Marsh Lee! – Ela sorriu.
–E aí maninha. – O outro retribuiu o sorriso, abraçando a caçula.
–Ah, é só o Marsh. – Murmurou Jujuba, mais aliviada.
–Mash? – Perguntou o loiro, observando a aparência do outro: Mesmo com uma aparência considerada extravagante para a sociedade, Finn não podia negar a incrível beleza do outro.
Enquanto as meninas o cumprimentavam, Chiclete estava abraçando seu próprio corpo: O cheiro do outro ainda se encontrava nele, junto com a sensação de seus beijos.
–Você está bem? – Perguntou Marshall Lee.
–Estou. – Falou, retomando a respiração.
–Tá todo mundo de pijama ainda? – Perguntou o mais velho, rindo. – Seus preguiçosos! Vocês não tinham aula hoje?
–Tínhamos. – Respondeu a morena. – Mas a gente perdeu a hora, então, ficamos aqui mesmo.
–Entendi. – Ele respondeu rindo. – Está certo.
Finn se revelou, chamando a atenção de Marsh.
–Quem é esse? – Perguntou.
–Ah, ele é o Finn. – Falou a morena, segurando o loiro pelos ombros, empurrando-o para mais para frente. – Nosso novo amigo e namorado de Marshall Lee.
O coração de Chiclete pulou.
Droga, ele estava frito.
O mais velho sorriu de canto, encarando o irmão.
–Então você foi para outro, maninho?
–Isso não te interessa, Marsh! – Gritou.
–Que beleza... – Dessa vez, seus olhos se posaram-nos do rosado, maliciosos, fazendo o outro estremecer.
Finn ainda tentava entender a situação de tudo aquilo, mas, antes, teria que se apresentar apropriadamente.
–Prazer, sou o Finn. – Estendeu a mão.
O maior o olhou com um pouco de insignificância, mas disfarçou isso ao máximo, apertando a mão do outro.
Eles entraram na casa, se sentando na mesa de café.
–Come aê Marsh, deve estar cansado da viagem. – Falou a morena.
O mais velho se sentou na mesa, rindo e conversando junto com as meninas. Marshall Lee não desgrudava de Chiclete, que estava extremamente corado, com o temor nos olhos. Já Finn, não estava entendendo nada.
–Você conhece ele, Chiclete? – Perguntou o loiro.
Marsh Lee sorriu.
–Claro que sim, né, meu amor?
–Não ouse chamá-lo assim, seu ridículo! – Gritou Marshall Lee, irritado.
–Amor? – Perguntou Finn, não compreendendo nada.
–Ué, você não está mais com... – Marshall Lee correu para a boca do outro, tampando-a com a sua mão, sussurrando nos ouvidos, para que somente o mais velho escutasse.
–Se você falar algo, eu te mato.
O mais velho sorriu.
–Então ainda está em segredo? – Cochichou de volta.
Marshall Lee não respondeu nada, voltando a sua posição original, olhando ameaçadoramente para ele.
Finn assistia aquilo com muita confusão, o que estava acontecendo?
–Quando Marshall Lee e Chiclete eram amigos. – Começou Marsh, sorrindo. – Eu vivia junto com meu irmão, e claro, me apaixonei por aquela gracinha ali. – Falou, depositando seus olhos no rosado, fazendo o mesmo corar bravamente, virando a cabeça de lado, tentando evitar o contato visual. – Mas Marshall nunca me deixou pegá-lo, porque ele é um chato.
–Vocês já foram amigos? – Perguntou Jujuba, sobressaltada.
–Já... – Falou o mais velho, curioso. – Por que essa surpresa toda?
–Eles sempre se odiaram durante todo esse tempo, nunca imaginei.
Chiclete se amaldiçoava cada vez mais: Ele estava descobrindo tudo!
–Nossa... Sério? – Sorriu de canto, olhando para Marshall Lee.
O moreno mordeu o lábio inferior, encarando os olhos verde-esmeralda.
–E está namorando com ele? – Falou, olhando para Finn, indignado.
–Qual é o problema? – Perguntou o caçula, nervoso.
Finn sentia os olhos do maior percorrerem ele, mas, com um desprezo total.
–Nada. – Falou Marsh, resolveu não comentar.
Finn ficou boquiaberto.
–Por que está me olhando assim? – Perguntou o loiro.
Ele tomou uma xícara de café, olhando novamente nos olhos azuis do pequeno.
–Nada, só estou pensativo se o gosto do meu irmão mudou para pior.
–Ora, seu! – Falou Marshall, correndo para cima do irmão, sendo segurado por Chiclete e Marceline.
–Não fale assim do Finn, Marsh... – Murmurou Jujuba. – Aposto que só sua primeira impressão sobre ele que não caiu bem, não se preocupe Finn, logo, logo ele para com isso.
O loiro acenou com a cabeça, ainda mais confuso ainda com a situação. Cara, Marsh o odiava. Dava para perceber com o olhar que ele o dava.
–Bem, continuando a história. – O mais velho retomou a conversa. – Eu fui estudar fora do país por alguns meses, e agora, voltei para cá. E olha só: Irei ser transferido para o Colégio Ooo.
Chiclete ficou boquiaberto, Marshall Lee cerrou os dentes e as meninas comemoravam.
–Você vai cursar o terceiro ano, não é? – Perguntou Marceline.
–Sim, as pessoas lá são legais?
–São sim! – Falou Jujuba. – Você vai gostar de todos.
–Ah, meu Gloob. – Chiclete se lamentava silenciosamente.
Infelizmente, Marsh ouviu.
–Não se preocupe Chiclete, a gente vai se divertir bastante.
Marshall Lee cerrou os dentes.
–Marsh, você no meu quarto, AGORA.
O maior sorriu de canto, se levantando, seguindo o caçula até os andares de cima. Deixando as garotas, o loiro e o rosado ali.
Chiclete respirou fundo, todos os olhos pousavam sobre ele agora.
–Não sabia que você era amigo de Marshall antes. – Falou Finn, virando a cabeça, confuso.
–A-Ah, faz muito tempo. – Disse, pegando um copo, colocando um pouco de água do refil. Suas mãos estavam tremendo, era percebível por todos.
–Chiclete, está tudo bem? – Perguntou Jujuba.
Ele respirou fundo, tomando a água, tentando ao máximo se acalmar, mas nada adiantava.
–Não, não está nada bem.
Quarto de Marshall Lee ( Mesmo dia – 10:37 da manhã)
–Você não estava fazendo a mínima falta, seu desgraçado, e agora você volta aqui para infernizar minha vida de novo! – Gritou Marshall ao fechar a porta.
Marsh deitou-se na cama do caçula, jogando os sapatos para qualquer canto, cruzando as pernas uma em cima da outra, com os braços esticados horizontalmente. Relaxando-se completamente.
–Quanto ódio, irmãozinho.
–Não me chame de irmão! Pra mim você é totalmente o oposto disso!
–Por falar. – Falou, sentando-se, apoiando as costas na cabeceira da cama. – Sua história mudou pra caramba hein? Terminou com Chiclete, ficou brigado com ele por todo esse tempo, e agora tá pegando aquele loiro sem graça. Que isso, perdi muita coisa enquanto estava fora.
–Qual é o seu problema com o Finn, Marsh?!
–Não gostei dele... – Murmurou, cruzando os braços.
–Que ridículo! Ah, por falar: Mesmo que minha relação com o Chiclete tenha acabado, fique longe dele!
–Por quê? – Sorriu de canto. – Afinal, ele está livre. E você não pode fazer nada contra isso.
O Marshall engoliu a saliva.
–Devia aprender a compartilhar as pessoas, maninho. – Falou, se espreguiçando. – Você sabe que eu amo aquela gracinha, e agora, é o momento perfeito para eu finalmente conquistá-lo.
–Mas eu...
–Você não está com o Finn? – Perguntou ele. – Está vendo, aquele loiro é tão desprezível que você já tá pensando em ir correndo atrás do Chiclete.
–Eu NUNCA irei abandonar o Finn, eu o amo! – Gritou o moreno, totalmente puto dessa vez. – Não entenda as coisas para esse lado, Marsh!
–Então, me deixa em paz. Deixe o Chiclete em paz.
O moreno ficou calado, surpreendido.
Marsh pegou seu tênis, caminhando para a porta com eles na mão.
–Aprenda, irmãozinho: As pessoas nem sempre serão suas.
Marshall Lee se virou, olhando as costas do irmão.
–E acha mesmo que se comportando assim com o Chiclete você vai conquistá-lo?
–Assim como? – Perguntou, parando de andar, mas não se virou, ainda olhando para a porta.
–Ele não gosta de ser aproveitado desse jeito, ele tem medo de você, temor. Acha que irá conseguir alguma coisa nessas condições?
Porém, Marsh começou a rir, surpreendendo o caçula.
–Estou entendendo porque a relação de vocês não deu certo. Você é um fracassado, maninho.
–Como é que é?! Eu...
O maior se virou, fazendo o outro se calar.
–Não sei se você notou, mas ele se excitou bastante quando eu o toquei: O volume de sua calça aumentou bastante, ouvi seus batimentos cardíacos acelerarem, prendeu sua respiração... Ele ama um cara dominador, que não hesita em nada, que sabe o que quer. E também, Marshall Lee, ele só não me aceitou até agora porque, sim, ele tem medo, mas não é de mim, e sim, da vontade descontrolada de seu corpo.
Marshall Lee ficou boquiaberto, assistindo o irmão saindo do quarto.
Sala ( Mesmo dia – 10: 56 da manhã)
Enquanto os irmãos conversavam lá em cima, todos que antes comiam na copa se encaminharam para a sala, assistindo TV. Já estavam trocados e higienizados, as meninas estavam abraçadas em um sofá, trocando beijos, carícias e conversas. Já Finn, assistia o seriado que passava na televisão com atenção total, deitado de bruços no chão. E Chiclete, bem, ele estava sentado no sofá que restava, aproveitando a falta de atenção que as pessoas da sala prestavam nele para se acalmar.
Ele olhava para a ereção em suas calças, odiava o irmão do Marshall Lee, ele sempre o despertava violentamente.
Sorte de Chiclete que sua blusa rosa que trazia consigo era grande, cobrindo sua parte.
Entretanto, ele não conseguia esconder sua excitação de uma única pessoa: Dele mesmo.
Suas pernas se contorciam, ele ainda estava com um pouco de dificuldade para respirar.
Céus, aquelas lembranças dos lábios de Marsh em si não saía de sua cabeça, aquilo estava deixando-o louco.
Assim que se levantou, ajeitando a blusa para esconder aquilo, se encaminhando urgentemente para o banheiro, a fim de se aliviar.
Entretanto, Marsh descia as escadas, olhando em sua direção.
O rosado mordeu o lábio inferior, voltando para o sofá. Rezando interiormente para que o maior fosse embora, entretanto, ele se sentou do seu lado. Ficando o mais próximo do rosado que conseguia.
–O que é isso? – Perguntou ao loiro, olhando para a televisão.
–The Walking Dead, gosta?
–Gosto. – Falou, murmurando algo para que o loiro não o ouvisse. – Finalmente algo que preste.
–Poderia parar de falar assim dele, por favor? – Perguntou Chiclete, de reflexo, se odiando em seguida.
O maior devorou o outro com o olhar, sorrindo.
–Verdade, a onde a gente estava mesmo...? – Falou, chegando cada vez mais perto do rosado.
Entretanto, antes dos lábios encostarem em Chiclete, Marshall Lee colocou a mão entre os dois. Fazendo com que o irmão mais velho beijasse a mão do caçula.
–Porra, Marshall Lee! – Gritou bravo.
–Vê se desgruda um pouco do garoto, Marsh! – Falou Marceline, com a Jujuba beijando seu pescoço.
–Olha só quem fala. – Falou, provocando a risada da morena.
–Tá bem, me venceu dessa. Mal aê Chiclete.
O rosado se levantou do sofá.
–Eu vou ter que ir embora agora, preciso retornar à minha casa.
A única sorte de Chiclete é que Marsh não fazia a mínima ideia aonde ele morava. Fazendo de sua casa seu único refúgio.
–Mas, Chiclete! – Murmurou Finn. – Você não ia estudar com a gente?
O rosado mordeu o lábio inferior, havia mais essa ainda...
Marsh sorriu aliviado.
–É Chiclete, fica aí. – Em seguida, olhou para o loiro. – Ganhou mais um ponto comigo, carinha.
Finn não sabia se levaria isso como um elogio ou não. Mas deixou quieto.
Chiclete respirou fundo, olhando para o pequeno.
–Quer ir agora?
–Pode ser. – Falou, dando o controle para Marsh.
Já o moreno, pegou o controle e jogou para as meninas, seguindo os dois garotos. E claro, Marshall Lee seguia os três, irritado.
Quarto de Marshall ( Mesmo dia – 15:08 da tarde)
Passaram o resto da manhã estudando, e depois de almoçarem, continuaram estudando até agora.
Chiclete tentava ao máximo se concentrar nos estudos, Finn e Marshall mesmos estavam entendendo perfeitamente tudo que explicavam. Entretanto, sua atenção não podia ser deixada de lado também pelo mais velho, que sentava-se exatamente do seu lado, assistindo tudo.
–Vão ficar aí até quando? – Perguntou Marsh, emburrado.
–Até entendermos tudo. – Respondeu Marshall Lee, seco.
–Cara, isso é uma chatice. Que tal irmos para o shopping ou algo do tipo?
–Vamos! – Falou Finn, empolgado. – Já estou entendendo as matérias bem melhor do que antes, a gente poderia dar uma paradinha.
–Perfeito. – Disse Marsh, pegando a chave de seu carro do bolso. – Vão se arrumar que a gente já sai.
Isso foi uma estratégia perfeita, já que Finn foi até lá em baixo avisar as garotas e Marshall Lee foi se trocar, assim, Chiclete ficaria ali.
O rosado olhava para o maior, com medo.
Marsh colocou a mão descaradamente em cima do membro do rosado, arrancando um gemido de prazer misturado com de supresa.
–Duro. – Falou ele, sorrindo de canto, olhando maliciosamente para o rosado.
O rosado bateu na mão do outro, tirando-a dali, levantando-se com pressa.
Ele não disse nenhuma palavra, apenas saiu daquele quarto.
Marsh sorriu novamente.
Cara, como amava ele!
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