Notas iniciais
Boa leitura! ^^

Colégio Ooo (Mesmo dia – 9:30 manhã)

Após bater o sinal, Finn foi ao armário para guardar todos os seus livros e cadernos, pois o peso já estava cansando o garoto.

Pegou o papel dos horários do bolço e colou ele com uma fita na parte de dentro da portinha, onde seria o melhor lugar para ele ver os horários. A próxima aula seria de química, assim que pegou seu caderno e sua apostila e voltou para a sala.

Chiclete estava lá, fazendo algumas anotações em seu caderno.

–Você não vai comer? — Finn perguntou, curioso.

–Ah, sim. — Ele respondeu, não tirando os olhos do papel — Vou só terminar com as anotações de português e já sairei.

–Tudo bem. — Finn comentou, colocando os materiais em cima de sua mesa.

–Você sabe que a próxima aula é de química, né?

–Sim, tanto que peguei o material.-Finn respondeu confuso.

–As aulas de química são no laboratório. — Chiclete disse sorrindo — Esqueci que você era novo, perdão.

–Ah! — O garoto exclamou, entendo a situação.

–Você sabe onde é o laboratório?

–Não... — Ele respondeu, sorrindo sem graça.

–Já terminei de escrever, vou te guiar até lá.

Os dois subiram as escadas, era no terceiro andar, uma grande sala com várias mesas para experimento, vários banners de tabelas periódicas e outros assuntos, na frente e no centro havia a mesa do professor e na parede uma comprida lousa.

–Uau... — Finn murmurou.

–Por aqui. — Chiclete o guiou.

O loiro não havia notado, mas no seu lado havia uma porta que levava aos vestiários, onde os alunos colocavam trocavam de roupa e colocavam o jaleco.

–Bem, como deve ver aqui é o vestiário masculino. Costumamos nos trocar aqui quando bate o sinal do recreio, enquanto o professor não chega.

–Qual o nome dele? — Finn perguntou curioso.

–Richard Collins, um ótimo professor, mas dá um pouco de medo. — Em seguida Chiclete olhou para os olhos de Finn — Ele é maluco.

Finn começou a rir.

–Os melhores são os loucos.

Chiclete se surpreendeu com a conclusão do garoto, normalmente as pessoas ficariam com medo, mas Finn sorria na sua frente.

–Bem, é isso. — Gumball comentou quando o outro se acalmou — Coloque os cadernos nos armários daqui, quando voltar você pega.

–Sim, obrigado por me mostrar. — O garoto sorriu novamente e fez o que o outro pediu.

–Aqui tem vários armários, colocamos nossas coisas no número do mesmo armário de baixo.

–Está no mesmo número. — Finn comentou, voltando para a porta — Bem, bom lanche para você e obrigado de novo.

–Nada. — Chiclete comentou saindo também.

–Eu tenho que correr! A fila deve de estar enorme! Estou faminto!!! — Finn gritou enquanto corria pelos corredores.

–Que menino maluco... — Chiclete disse, botando a mão em sua cabeça indignado, porém havia também um sorriso no rosto.

Assim que entrou naquele imenso lugar novamente, Finn sentiu seu estômago roncando devido ao cheiro delicioso que saia da cozinha, após pedir um lanche grande e suco de morango, pegou sua bandeja e saiu a procura de lugar diante de toda aquela multidão.

–Finn! — Ouviu uma voz feminina o chamando.

O garoto ficou olhando para todos os lados, procurando a voz no meio de tantas, porém depois viu alguém acenando, era a Jujuba!

Ele caminhou até a mesa dela, Marceline sentava-se do seu lado e Marshall Lee do outro lado, sobrava uma cadeira do seu lado onde Finn se sentou.

–Uou! — Marceline gritou surpresa quando olhou o tamanho do lanche de Finn.

–Você aguenta comer tudo isso? — Marshall Lee perguntou, olhando desconfiado para o menino.

–Ah...Eu costumo comer muito, por favor, não liguem.

–Impossível! — Marceline disse rindo — Olha o tamanho disso!

–E é tão magro... — Jujuba murmurou.

–Está com inveja? — Marceline perguntou a amiga, cutucando a testa da outra.

–Um pouco, perdão Finn.

–Não, não...Tudo bem. — O loiro ria, dando a primeira mordida no seu lanche.

De repente, o menino ficou parado, encarando seu lanche e apenas mastigando.

–Finn, algum problema? — Jujuba perguntou preocupada — Está nos assustando...

–De...De...DELICIOSO!!! — Finn gritou, era o melhor lanche que já havia comido na vida, o pão era macio, a carne suculenta, as verduras fresquinhas e crocantes, o ketchup e a mostarda de primeira, o molho completava ainda mais o sabor...

Todos da mesa começaram a rir, olhando para o garoto que não parava de morder o lanche.

–Mano, esse moleque é uma figura... — Marceline falou, quando se acalmou.

–Pois é... — Jujuba e Marshall Lee disseram em uníssono.

–Onde você foi Finn? Demorou. — Jujuba perguntou, enquanto comia um cookie.

–Fui guardar minhas coisas no armário, aproveitei também para levar meus livros para a aula de química. — Em seguida o garoto começou a rir — Eu achei que seria na nossa sala, mas depois o Chiclete me levou para o laboratório.

–Chiclete? — Marshall Lee perguntou.

–Sim, por que? — Finn olhou para o vampiro, que se mostrava meio bravo.

–Meu irmão não gosta nem um pouco dele. — Marceline respondeu, tomando seu refrigerante.

–Por quê? — Finn perguntou novamente.

–Esse menino é metido, se eu fosse você não falaria com ele, soube que o cara é milionário.

O loiro se engasgou.

–Como?!

–Verdade. — Jujuba comentou — Ele tem uma mansão na parte mais rica da cidade, não é muito longe da escola.

–Mas você também tem dinheiro, não? — Marshall Lee perguntou.

–B-bem... — Jujuba corou — Digamos que meu nível é mais baixo do que o dele.

–Completando, ela é rica mas o outro milionário. — Marceline comentou.

–Mesmo Chiclete tendo dinheiro, eu não acredito que seja metido. — Finn contrariou — Ele foi muito bacana comigo.

–Deve ser porque é novo, depois ele vai te ignorar. — Marshall falou, tomando sua coca-cola.

–Sem falar... — Marceline disse, guiando a cabeça para o lado — Olha com quem ele anda.

Finn olhou para trás da vampira e viu Chiclete com o Lorde, Princesa Caroço, Cake e Fionna.

–Aquele povo não é legal. — Marceline continuava — Por isso é melhor ficar longe deles. Mas isso é só nossa dica, pode fazer o que quiser.

Finn continuou comendo seu lanche, pensativo.

–Tudo bem, obrigado pela informação. — Finn olhou para todos, sorrindo.

–Mudando de assunto. — Jujuba disse — Ouvi falar que a feira de ciências vai começar cedo esse ano, acho que o professor Richard já vai comentar os detalhes na sala.

–Ah... Essa feira é muito louca! — Marshall comemorou.

–Feira de ciências? — Finn perguntou, havia terminado o lanche.

–Sim! — Jujuba exclamou — A escola dá vários eventos ao longo do ano, a que está mais próxima é a feira de ciências.

–Tipo, rola experimentos e shows de física e química. — Marceline completou — Praticamente todas as salas da escola tem alguma coisa, tanto que os visitantes vem durante os dois dias do evento, aí sim conseguem ver tudo.

–Sem falar que é uma ótima maneira de arrecadar dinheiro para a escola. — Jujuba comentou — A gente vende comida e lembranças.

–Caramba... — Finn se surpreendeu com a grandiosidade da feira.

–Porém, o começo é trabalhoso. — Marshall Lee falou, com tédio. — Ficamos uma semana inteira só preparando essa feira.

–Uma semana inteira?! — Finn exclamou.

–É claro, imagina enfeitar e arrumar todas as salas da escola! — Marceline comentou como se aquilo fosse algo lógico.

–Verdade... — Finn comentou, pensando no trabalhão.

–Felizmente, no final tudo sempre dá certo! — Jujuba disse sorrindo.

Em seguida, o sinal bateu.

–Bem, vamos subindo. — Marshall falou se levantando.

Finn engoliu o copo de suco e acompanhou seus novos amigos para o laboratório.

Laboratório da escola de Ooo (Mesmo dia — 10:10 da manhã)

Logo após de todos se vestirem, Finn e sua turma arranjaram uma mesa com quatro cadeiras, assim que se sentaram para esperar o professor.

Chiclete e sua turma sentavam em uma mesa ao lado, enquanto o resto se espalhava pela sala.

–Bom dia, turma! — Uma voz saiu da porta.

Todos olharam, Finn se surpreendeu, pois o professor não tinha a aparência que imaginara. Para o garoto, um cientista maluco teria cabelos brancos e bagunçados, algumas pontas queimadas pelo fogo, usaria óculos grandes e um jaleco branco gigantesco. Entretanto, o professor tinha cabelos negros e curtos, usava óculos modernos e um jaleco comum, o que destacava nele era sua heterocromia, um olho azul e outro verde.

Ele caminhou para a lousa, escrevendo o dia e seu nome.

–Antes de tudo, quero dizer algumas palavras em relação a feira de ciências. Será daqui duas semanas, sendo a outra somente para a montagem do evento, vocês saberão os detalhes do que vocês irão fazer hoje ou amanhã.

Todos começaram a murmurar, em seguida a sala se calou.

–Bem, vamos começar, abrem na página 7.

Finn abriu o livro e se surpreendeu quando viu que começariam com uma experiência.

–Fogo colorido! — O professor começou — Antes de começarmos, alguém sabe me dizer por que acontece?

Jujuba foi a única que levantou a mão, o professor começou a rir.

–Se não é a Dona Jujuba! Diga minha criança!

–Porque quando um elemento recebe energia, alguns elétrons que estão dentro do átomo mudam de posição, quando voltam para sua posição comum eles emitem uma radiação eletromagnética, cada substância emite luz numa frequência diferente, sendo assim vemos cores diferentes dependendo das substâncias que colocamos no fogo.

O professor começou a aplaudir.

–Exato! Exato!

Em seguida correu para a lousa e escreveu:

Chama vermelha: pó de carvão

Chama amarela-violeta: farinha

Chama amarela: sal de cozinha

Chama azul: enxofre em pó ( + )

Chama verde: sulfato de cobre (CuSO4) ( + )

Chama fúcsia: cloreto de lítio (LiCl )

Chama laranja: cloreto de cálcio (CaCl+)

Chama verde: cloreto de bário (BaCl2)

Chama verde: acido bórico

Chama verde-esmeralda: sulfato de cobre

Chama violeta: nitrato de potássio

Chama azul & vermelha: cloreto de potássio

–As substâncias estão nas gavetas de suas mesas, divirtam-se!

Após colocarem tudo em cima da mesa, Jujuba pegou um palitinho de metal que na ponta tinha um suporte para pegar os sais.

–Quem começa? — Ela perguntou.

–Faz você primeiro! — Marceline respondeu.

Jujuba pegou um pouco de sulfato de cobre e colocou na chama, que saiu numa tonalidade verde-esmeralda.

–Uau... — Todos da mesa exclamaram.

–Aê, deixa eu ir! — Marceline pediu.

–Depois eu! — Marshall gritou.

Marceline havia pegado nitrato de potássio, a chama ficou numa tonalidade violeta. Seu irmão havia pegado o cloreto de cálcio, a chama saiu alaranjada.

–Sua vez Finn. — Marshall disse, olhando para o menino de boca aberta.

–Ah! Sim! — O garoto disse acordando de sua hipnose.

Finn simplesmente pegou um pote qualquer e colocou na chama, saiu azul.

–Esse é enxofre em pó. — Jujuba comentou enquanto olhava.

As meninas olharam para a lousa para confirmar, enquanto Finn olhava para a chama, o vampiro comentou:

–Tem a cor dos seus olhos.

Finn olhou para ele, o vampiro estava perto dele, Finn achava que devia ser para olhar melhor a chama.

–Verdade, né? — O loiro respondeu, sorrindo.

O outro sorriu junto.

–Me deixem tentar outro? — Marceline perguntou.

Finn deu o palito para ela, que em seguida pegou sal de cozinha, a chama estava amarela.

Depois de algum tempo realizando os experimentos, havia batido o sinal.

–Turma, para a próxima aula, tragam um relatório dessa experiência.

Finn anotou em sua agenda e caminhou para o vestiário para se trocar, havia ainda um longo período de aulas para assistir.

Notas finais
Até mais!