Another Day in Paradise
18 Let´s go!
Notas iniciais
Sala de Aula (Quarta-Feira – 07:35 da manhã)
A sala estava agitada, todos murmuravam uns com os outros, felizes, pois a presença da coordenadora da escola só podia significar uma coisa.
–Excursão! – Falou Finn com sua turma, animado.
–Que emocionante! – Comentou Jujuba, ansiosa. – Onde será que vai ser?
–Ouvi falar que vai ser em um acampamento... – Respondeu Marshall.
–Verdade! Você comentou isso ontem no carro. – Recordou Finn.
–Por falar! – Gritou Marceline, batendo com força no ombro do irmão. – Você não ligou para a gente, seu idiota!
–Verdade! – Gritou Jujuba, batendo forte no mesmo ponto que sua namorada, fazendo com que Marshall Lee desta vez gemesse de dor.
–Calma aê! – Gritou o moreno irritado, esfregando o local.
– “Calma aê”? – Perguntou Jujuba, indignada. – Tem ideia do quanto a gente estava preocupada ontem?!
–Desculpa, tá?! É isso o que vocês querem?! – Perguntou o moreno.
–É, e depois nos contar o que houve. – Falou Marceline.
–Atenção pessoal! – Chamou a coordenadora, fazendo todos ficarem calados e olhar para ela. – Eu sei o que vocês estão pensando, e sim, vocês acertaram. Vai ter excursão na escola!
Todos gritaram comemorando, provocando até mesmo a risada da coordenadora e da professora.
–Mas... Quero que saibam que estou dando o recado um pouco em cima da hora, pois a data da viagem será sexta, e hoje já é quarta! Então, quero que tenham em mente que se não trouxerem amanhã o dinheiro e a ficha preenchida, não irão.
Todos concordaram com a cabeça.
–Onde que vai ser? – Perguntou o Flambo.
–Vai ser no acampamento Wood Camp.
–Sabia! – Sussurrou Marshall Lee.
–Vamos sair na sexta as sete e trinta e cinco em ponto, aguardaremos somente cinco minutos para os atrasadinhos, nem um minuto a mais ou menos. Mas quero que todos cheguem na escola no horário normal.
Assim que terminou as instruções, ela entregou para todos a ficha.
Finn olhava animadamente para aquilo, seria realmente demais!
Jardins de Ooo (Mesmo dia – 09:41 da manhã)
Finn mastigava com prazer seu pedaço de pizza, era tão grande que precisava das duas mãos para segurá-la, mas era tão boa!
Depois de terminarem a conversa sobre a excursão (todos iriam ir!), Jujuba tomou um gole de seu chá e começou:
–Podem começar a nos contar o que houve ontem! – Pediu.
Marshall Lee revirou os olhos.
–Não é um assunto muito legal e...
–Tudo bem Marshall. – Falou Finn. — Eu não me importo, o problema é com o Chiclete.
–Chiclete? O que tem ele? – Perguntou Marceline, confusa.
Finn contou detalhadamente tudo o que houve:O conflito que os dois tinham com Stephanny, a armadilha com Adam e seus amigos, a tentativa de estuprar Chiclete, os professores tendo dificuldades em pegá-los e o momento quando eles foram expulsos pela Diretora. As meninas prestaram atenção em cada detalhe, no final, ficaram boquiabertas.
–Que horror... – Botou a mão na boca a Jujuba. – Nunca achei que ela fosse assim...
–Ninguém nunca imaginaria! – Comentou Finn. – Eu mesmo não teria notado nada se não fosse Chiclete!
–Mas como que ele descobriu? – Perguntou Marceline, curiosa.
–Acho que ele sentiu que tinha algo de estranho com ela. – Comentou Finn. – Parece que ele nunca gostou dela, acho que simplesmente descobriu que era uma bruxa.
–E o Adam e seus amigos foram longe demais... – Disse Jujuba. – Pobre Chiclete...
–Fiquei com dó dele também. – Comentou Marceline, de repente, uma ideia veio em sua cabeça. – Hey, Marshall. Por que você foi salvar ele?
–Que? – Perguntou o irmão, com o coração acelerado devido a pergunta, mas fingia indiferença por fora.
–Você não o odeia? – Perguntou a morena.
–Marceline! – Gritou Jujuba indignada. – Você deixaria de salvar uma pessoa de algo tão horrível assim só por que você a odeia? Isso torna você pior do que ela!
–Não tem nada a ver com isso. – Falou Marshall. – Se ele tivesse feito algo de ruim para mim, eu até que deixaria ele com os rapazes, fariam todo o trabalho por mim. Não consigo ter piedade nessas horas...
Jujuba ficou com uma pulga atrás da orelha: Ele não sabia que Chiclete também estava apaixonado pelo Finn?
Talvez o loiro não contou para ele, para evitar conflitos.
–E parece que agora ela vai para a França. – Comentou Marshall.
–Caramba! – Gritaram as duas em uníssono.
–Pois é, as coisas mudaram bastante. – Disse Finn, comendo o último pedaço de sua pizza.
–É como dizem: O mundo dá voltas, ou, amanhã é um novo dia. – Comentou Jujuba, de repente, ela ficou com um pouco de medo. – Gente, mudando de assunto, mas necessito contar para vocês: Ouvi dizer que nesse acampamento tem uma casa mal assombrada.
–Uou! – Gritou Finn, animado. – Vamos entrar nela!
–Nem pensar! – Gritou Jujuba. – Só de imaginar aquela casa, já me dá calafrios!
–Mas como assim assombrada? – Riu o moreno.
–Dizem que uma moça vaga pelos quartos daquela casa. – Falou Jujuba, em um tom misterioso.
–Por quê? – Perguntou Finn, curioso.
–Conta pra gente a história, Jujuba! – Pediu Marceline.
–Tá. – Falou a rosada, voltando novamente com seu tom misterioso. – Dizem que quando morremos, não iremos para o paraíso a não ser que descobramos do que morremos, porém, essa moça não sabe o por que dela ter morrido. Após andar pelo mundo todo em busca de uma resposta, encontrou uma casa que parecia familiar a ela, assim que ela entra e até hoje procura por ajuda lá dentro.
–Isso é tão... – Disse o loiro, paralisado. – Legal! Eu quero entrar lá dentro!
–Nem pensar! – Falou Jujuba, tremendo de medo. – Essa história é bastante assustadora! Por que vocês não agem igual as pessoas normais e ficam com medo?
Todos riram deste comentário.
–Eu não tenho medo dessas coisas. – Comentou Finn. – Eu apenas quero buscar uma boa aventura!
–E se você não sabe, eu e minha irmãzinha somos vampiros. – Comentou Marshall Lee. – Essa coisa de ter medo de espíritos não cola com a gente.
Jujuba colocou a mão na testa. Que amigos foi ter?
–Vamos entrar? – Perguntou o pequeno, com os olhos brilhando em excitação.
–Infelizmente não vão deixar, Finn. – Comentou Marceline. – Acho que vamos ser monitorados quando chegarmos lá.
–Que pena... – Disse o loiro, achando aquilo um desperdício.
–Mas lá é legal. – Falou Marshall. – Tem piscinas, sala de jogos, e outras coisas.
–É, vamos nos divertir do mesmo jeito! – Falou a irmã, animada.
Finn ouvia todas aquelas informações com um sorriso no rosto, mal podia esperar para chegar o dia!
Jardins do fundo da escola (Mesmo dia – 17:50 da tarde)
Chiclete realizava suas lições daquele dia em um banco, aproveitando o vento fresco das árvores para relaxar e desfrutar um pouco da natureza. Costumava sempre fazer as lições na biblioteca, mas uma mudança foi realmente uma ideia genial.
Estava terminando a de matemática quando olhou para o relógio, se assustou quando viu que estava quase no horário de ir embora.
Começou a guardar seus pertences.
–Chiclete! – Gritou a última voz que queria ouvir naquele dia.
O rosado fechou os olhos, não acreditando que aquilo estava acontecendo.
–Fazendo as lições, é? – Perguntou Marshall Lee. – Acabei de sair do treino, acho que daqui a pouco o Finn chega também.
–Hum. – Comentou, colocando seu caderno na bolsa.
–E sobre a excursão? Você vai?
–Vou.
Marshall Lee percebeu que desde o momento que ele chegara, Chiclete apenas guardava seus materiais, não havia sequer olhado em seus olhos. Sem falar que estranhava a conversa que estavam tendo... Ele estava dando respostas pequenas para não poder prolongar o papo?
–O que foi? – Perguntou o moreno, confuso.
–Marshall, eu sei que pode ser difícil para você. – Falou Chiclete, olhando pela primeira vez em seus olhos. — Mas queria que voltássemos a ser como antes.
O coração do moreno pulou tanto que quase saía pela boca.
–Quer namorar comigo de novo?! – Perguntou surpreendido.
–Claro que não! – Gritou o rosado, irritado e corado. Logo voltou ao seu normal. – Estou dizendo aquela nossa antiga “relação” de um odiar o outro e não conversamos.
–Por quê? – Perguntou o moreno, triste. – Eu quero ser seu amigo pelo menos, Chiclete.
–Vai ser mais fácil para nós dois. – Falou, colocando sua mochila nas costas e indo embora.
O moreno ficou indignado, correndo atrás dele.
–Até parece que vai uma simples conversa dessas e até mais. – Falou irritado.
–Marshall, não quero parecer ingrato com você por causa de ontem. Mas assim vai ser mais fácil.
–Nem pensar! – Gritou o moreno, bravo.
–Marshall Lee. – Parou o rosado, olhando tristemente para ele. – Tem ideia do quanto dói para mim ficar do seu lado?
O moreno ficou surpreso diante essas palavras. No começo não teve nenhuma reação, mas logo despertara, entendendo o que ele queria dizer.
–Até quando você vai ficar se culpando por causa daquilo? Eu já falei que a culpa não é só sua, é minha também.
–Não! – Falou decidido. – A culpa é unicamente minha, se eu cedesse mais para você, aquilo nunca teria acontecido.
–A gente era mais moleque na época, além de eu ser um imbecil, você ainda era muito jovem.
–Não! Eu devia ter cedido mais e fim de papo! – Falou o rosado, indo embora.
Porém, Marshall Lee o segurou pelo braço.
–Essa conversa ainda não acabou.
–Marshall Lee, me deixa ir embora por favor.
–Não! Odeio o quanto você é teimoso! Tem vezes que isso é bom, mas pode destruir você também!
–Mas eu estou bem! – Gritou o rosado, indignado.
O moreno deu a ele um olhar irônico.
–Dá para notar de longe que você está bem.
Chiclete mordeu o lábio inferior, o pior de tudo era que ele estava certo. Mas ele era tão transparente assim? Será que todos, igual a Caroço, percebiam que ele estava mal?
O vampiro respirou fundo, tomando uma decisão.
–Vou te deixar livre, mas saiba que essa conversa ainda não acabou e que logo eu irei conversar com você.
Chiclete engoliu a saliva, mas logo ignorou seu medo.
–Tá. – Disse por fim, indo embora.
E o moreno deixou, vendo ele caminhando para longe. No seu interior, ele estava com um pouco de raiva, mas em sua mente a frase que toda hora se repetira era:
"Você não vai sair assim do meu caminho tão fácil, Chiclete. Se prepare..."
Portão de Ooo (Sexta- Feira – 07:30 da manhã)
Finn descobriu que não seria somente sua sala, mas sim o primeiro ano inteiro!
–Caramba! – Gritou o loiro, vendo cinco ônibus estacionado na rua.
–Essa excursão promete! – Gritou Marceline animada.
Assim que chegou a coordenadora e fez a chamada dos alunos, todos tiveram permissão para entrar dentro dos automóveis. Finn e seus amigos pegaram um lugar no meio.
–Trouxe comida para a viajem, alguém quer? – Perguntou o loiro.
Mas a resposta foi as risadas de seus amigos.
–Parece que você só pensa em comer, moleque! – Gritou Marceline, rindo.
–É realmente impressionante o quanto você é magro. — Falou Jujuba, com inveja básica.
–Mas também, acham que ele é pouca coisa? – Perguntou Marshall Lee, levantando a camiseta do loiro, revelando para as meninas seu corpo. – Ele pratica no clube de esportes.
–Uau... – As duas meninas ficaram com seus olhos brilhando.
–M-Marshall Lee! – Gritou Finn, corado, tentando abaixar a camiseta, mas a força do moreno era superior a sua.
Jujuba e Marceline riram.
–Deixa o coitado, Marshall Lee. – Falou a Jujuba sorridente, com um pouco de dó.
–Apesar que acho que ele tá querendo nos mostrar o quão bom é o que pertence a ele. – Falou Marceline, levantando a camiseta de Jujuba. – Isso aqui é o que eu tenho, irmão!
–Uau... – Falaram Marshall Lee e Finn, com os olhos brilhando.
–Kyaaaa! – Gritou Jujuba, com vergonha, abaixando rapidamente sua camiseta. – Marceline!
Todos começaram a rir, e finalmente Marshall Lee soltou a camiseta do pequeno.
–Está demorando, né? – Perguntou Marceline, emburrada.
–A gente acabou de entrar! – Exclamou Jujuba.
–Parece que tem gente que ainda não compareceu. – Falou Finn, se ajoelhando em cima da cadeira e olhando aos arredores.
–Quem? – Perguntou Marceline, fazendo o mesmo que o pequeno.
–Com licença, coordenadora. – Pediu Jujuba, aproveitando que ela passava do seu lado. – Tem alguém faltando?
–Falta o Chiclete, Jujuba.
O coração de Marshall Lee pulou, havia reparado que o rosado não estava lá. Mas ontem ele não contou para ele que ia? Será que foi só por causa daquele papo que tiveram?
–Verdade... – Comentou Finn. – Falta só ele.
Será que havia feito o rosado chorar novamente? E se ele acabasse mudando de escola?
–Mil perdões, coordenadora!
Todos olharam na direção da voz, Chiclete estava parado na porta do ônibus, ofegante.
–Somente três minutos, tudo bem, Chiclete. – Sorriu, marcando o comparecimento de Chiclete no papel. – Muito bem, pode pôr o ônibus para andar na estrada James! Vamos lá primeiro ano!
Todos gritaram animados, fazendo com que o ônibus começasse a andar e finalmente partir em destino ao acampamento Wood Camp.
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