Another Day in Paradise

16 I Knew you were trouble


Notas iniciais
Nome do cap baseada na música da Taylor XD Demorei um pouco para fazer pois o cap é um pouco grande. Bem, boa leitura!

Ônibus (Mesmo dia -18:55 da noite)

Finn foi para casa junto com as meninas, elas acharam muito estranho a questão de Marshall Lee não estar junto com ele, mas o próprio loiro inventou uma história de que ele iria para a casa de um parente para não ter que contar o que seus olhos haviam visto minutos atrás.

Mesmo tendo deixado ele passar a tarde com Stephanny, o pequeno se sentiu desconfortável e terrivelmente mal quando viu o sorriso dela... Como se estivessem...

Juntos.

O loiro engoliu um amargo, tentando se aguentar até pelo menos chegarem em casa.

Assim que quando seu ônibus parou no ponto, o pequeno se despediu de suas amigas e desceu. Quando finalmente chegou em casa, somente pegou um pote de sorvete e se sentou no sofá, para assistir filmes.

Como que ele conseguia deixa-lo tão pra baixo?

Colégio Ooo (Terça – 7:35 da manhã)

Marshall Lee ficou conversando com o pequeno no ônibus, normal, e graças aos céus que não era nada sobre a menina nova.

Stephanny não pegava ônibus, parecia que ela morava apenas a algumas quadras da escola, o que de alguma maneira era bom para o loiro começar o dia.

Naquele momento, ele estava na sala de aula, estavam tendo literatura. Mas não conseguia prestar atenção em nenhuma palavra do que a professora dizia, apenas ficava olhando para um ponto fixo e se perdia em seus pensamentos.

Juntos... Juntos...

Será que ela conseguiria atingir esse objetivo?

O que Finn mais temia eram suas feitiçarias e seus poderes, ela tinha uma grande chance de conseguir o vampiro quando ela quisesse.

Mas ele é meu!

Finn corou bravamente diante dessas últimas palavras, se tocando do que havia acabado de pensar.

Ele nunca havia sentido um sentimento daqueles, eram incrivelmente ruim e quando ele pensava no assunto, parecia que a saliva que ele engolia estava amarga.

Que sentimento era aquele?

Enquanto o loiro se perdia em seus pensamentos, o moreno apenas o assistia, também não estava um pingo interessado naquela aula.

Estava achando o comportamento de Finn muito estranho, enquanto conversavam no ônibus, Marshall percebeu que o pequeno estava muito incomodado com alguma coisa. Ele tentava procurar em seus pensamentos se havia feito algo de errado, mas nada passava por sua cabeça.

Se não era com ele, então o que era? Ou melhor dizendo, com quem?

Jardim do Colégio Ooo (Mesmo dia – 9:47 da manhã)

Finn comia seu maravilhoso croissant de frango com catupiry, estava incrível.

Enquanto seus amigos continuavam a conversar, ele olhava para a janela da sua sala de aula, e para sua surpresa, avistou Chiclete.

Ele olhava para o pequeno enquanto passava o tempo do recreio. Finn fez um aceno para ele, e o mesmo respondeu.

O loiro se perguntava o que ele estava fazendo ali, sozinho. Será que ele sempre ficava ali? Sem ninguém? Por quê?

–Finn, está tudo bem? – Perguntou Marshall Lee.

O pequeno se assustou, olhando para ele.

–Estou, estou muito bem. – Respondeu.

–Não parece Finn... – Comentou Jujuba. – Você está meio distraído...

–Não! Está tudo bem. – Disse Finn, olhando novamente para a janela.

Ele ainda continuava lá.

–Licença, preciso fazer uma coisa. – O loiro falou, se encaminhando para o cesto de lixo para jogar o papel do seu lanche, em seguida para a sala.

Não haveria ninguém melhor para contar o que estava sentindo do que Chiclete, tinha certeza disso. Afinal, os dois estavam nessa.

O moreno assistiu o loiro caminhando para dentro da escola, ele estava olhando agora pouco para a janela da sala de aula, devia estar rolando alguma coisa.

Quando foi se levantar para seguir o pequeno, Marceline o segurou pela gola de seu uniforme.

–Melhor deixar ele. – Ela sugeriu. – É o melhor que você faz.

–Marceline! Ele está mal.

–Marshall... – Desta vez foi Jujuba. – Ele tem seus próprios problemas, se ele não queria contar para nós... – Ela começou a ficar cabisbaixa. – Então não é por que ele simplesmente não quer?

Marshall engoliu saliva, olhando novamente para a porta da escola.

Ele se sentou novamente, mas estava preocupado. Olhava para a mesma janela que o pequeno observava momentos atrás, estranhando, pois não havia ninguém lá.

O loiro subiu as escadas e foi para a sala de aula, mas quando entrou lá dentro, não viu ninguém.

–Chiclete? – Ele perguntou, olhando para todos os lados.

Mas realmente não havia ninguém, será que ele tinha saído?

Quando se virou de costas para ir a procura dele, porém, avistou Stephanny chegando na porta da sala.

–Perdão. – Pediu do seu jeito doce. – Posso entrar?

Seu coração congelou.

–Pode...

Ela entrou timidamente, indo para a sua carteira e colocando o troco de seu almoço em sua bolsa.

–Eu ainda não te conheço. – Ela sorriu para ele, fechando a bolsa. – Qual é seu nome?

E agora? E agora?

–Sou o Finn.

–Finn... Já ouvi falar no seu nome... – Ela colocou o dedo indicador na bochecha, olhando para cima, pensando. – Ah! O Príncipe de Fogo me falou de você, ele disse que você é ótimo nos esportes.

–Ahh... Não é tanto. – Disse envergonhado.

–Ah! O Marshall Lee também me contou sobre você. – Ela sorriu.

Finn engoliu saliva, agora estava ferrado.

–Ele me contou do romance de vocês... Estão namorando? – Ela continuava sorrindo, chegando cada vez mais perto dele.

–Ahh... Por enquanto não. – Falou o pequeno, tentando se manter firme no local que estava, para não se mostrar intimidado para ela.

–Entendo... – Ela murmurou, assim que chegou na frente dele, olhou para o chão, envergonhada. – Olha, Finn... Você gosta dele?

–Por que essa pergunta? – O loiro ficou confuso.

–Porque... – Ela ficou corada. – É que eu gosto dele também e realmente quero algo sério com ele.

O coração de Finn parou.

Tudo que o Chiclete havia falado era realmente verdade...

–Ele foi tão gentil comigo ontem, me levando para o shopping para tomar um sorvete. – Ela comentava. – Achei que realmente havia alguma conexão entre nós, alguma química.

Mas o que você está falando?!

–Então pensei se você podia me deixar namorar ele, eu realmente gosto dele. – Ela olhou em seus olhos, o que dificultou tudo para o loiro. – Você deixa?

Finn repetiu toda hora a conversa que havia tido com Chiclete no dia anterior, sabia muito bem que ele havia mandado claramente para que ficasse longe do caminho dela.

O loiro era uma pedra na estrada de Stephanny, e uma das grandes. Ela estava sendo até gentil, tentando retirá-lo dali cuidadosamente com essa chance, tudo que o loiro precisava dizer era simplesmente “sim”.

Desculpe Chiclete...

–Eu sinto muito. – Falou Finn. – Mas eu gosto muito de Marshall Lee, não posso simplesmente dar ele para alguém.

Ela ficou boquiaberta, se mostrando triste.

–Vamos... Por favor... – Ela dizia.

Uma segunda chance.

Me perdoe novamente Chiclete.

–Desculpe, não posso mesmo. – Falou Finn, determinado.

Ela abaixou a cabeça, não dava para ver seu rosto. Longos minutos passaram e aquele silêncio constrangedor ainda não havia passado, ela muito menos se mexia. O loiro começou a ficar preocupado se ela estava passando mal.

–Ei... Se você não deixa, tudo bem... Mas... – Ela levantou a cabeça, mostrando sua verdadeira face: Olhos malvados e um sorriso aterrorizante. – Não vai se importar se a gente brigar por ele, não?

Finn arregalou os olhos e cambaleou para trás, com medo dela.

–Afinal... – Ela dizia, chegando perto dele. – É o Marshall que tem que escolher.

–Stephanny... – Murmurou surpreendido.

–E que o melhor vença. – Ela disse olhando bem no fundo dos olhos do pequeno, após um giro espetacular, saiu correndo da sala rindo assustadoramente.

O loiro respirava aceleradamente, o que havia acabado de acontecer ali?

Não conseguia descrever, mas algo o alertava que havia se metido em algo perigoso, muito perigoso...

Jardins do Fundo da Escola (Mesmo dia – 17:30 da tarde)

Príncipe de Fogo havia liberado eles mais cedo, pois parecia que tinha que ir embora mais cedo para ir ao médico, disse que estava com a garganta irritada.

Assim que depois de tomar banho, caminhou entre as árvores ao redor da escola.

Pensava em Marshall Lee, eles não haviam conversado mais desde o recreio, nas aulas os dois ficavam calados, ninguém tinha coragem de falar com ninguém.

Ele chutou uma pedrinha do chão, irritado com o quanto aquela bruxa conseguia arruinar sua vida.

De repente, se lembrou que queria ver Chiclete, assim conseguiria falar com ele tudo que havia acontecido no recreio e seus sentimentos... Quem sabe conseguiriam arrumar algum plano e se livrar dela?

Os olhos do loiro brilharam, correndo em direção da escola para ver se o encontrava.

Porém, se ele pudesse prever o futuro, não teria feito isso.

Não demorou muito para que avistasse entre as árvores a figura doce de Stephanny.

–Oi Finn. – Ela sorriu.

O loiro parou imediatamente a alguns metros de distância dela, assustado.

Droga, agora não!

–O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou amedrontado.

–É ele rapazes. – Ela sorriu gentilmente.

De repente, ouviu barulho de folhas sendo esmagadas, assim que olhou para trás, viu Adam e seus amigos o cercando, não havia escapatória.

Justo naquele momento havia deixado seu spray na bolsa, droga!

–Ele que está te enchendo, princesa? – Adam perguntou. – Que feio, hein Finn?

O loiro estava aterrorizado.

–Vocês não entendem! – Ele gritou. – Ela que é a má da história!

–Como? – Perguntou o ruivo, sorrindo.

–Ela é uma bruxa! Ela é do mal! – Gritava Finn.

No fundo de seu coração, Stephanny se assustou, adivinhou que para o loiro saber de uma coisa dessas só podia ter vindo daquele ridículo.

–Eu? Uma bruxa? – Ela perguntou inocentemente, colocando a mão em si em gesto de dúvida.

Os garotos começaram a rir.

–A gata aí do seu lado é a garota mais legal que já conhecemos. – Falou o de cabelos castanhos. – E você está irritando ela...

–Verdade. – Falou Adam, olhando maliciosamente para o loiro. – E sabe o que fazemos quando um homem irrita ela?

O loiro engoliu saliva, andando para trás.

De repente, sentiu alguém segurando seus ombros por trás, ouviu um sussurro:

–Boa tentativa Finn... – Sorriu ela. – Mas ninguém nunca suspeitará de mim.

O loiro fechou os olhos, sabendo que ela estava certa.

–Podem começar, por favor? – Ela perguntou para eles.

–Claro, princesa. – Sorriu Adam, chegando cada vez mais perto. – Desta vez o seu namoradinho não está aqui para te defender, Finn.

–Mas eu estou!

Todos olharam para o lado, avistando Chiclete, correndo imediatamente na frente de Finn, abrindo os braços em gesto de proteção.

–Olha só... – Sorriu Adam. – Se não é o rosado. Que saudades. – Fez um bico, mandando um beijo para ele.

–Seu nojento. – Murmurou Chiclete, irritado. – Deixe Finn em paz!

–Ahh! – Gritou Stephanny, frustrada. – Meninos, novo plano!

–O que foi gata? – Perguntou o de cabelos castanhos.

–Esse garoto, o Chiclete, ele me irrita ainda mais! – Gritou ela, furiosa. – Por favor, deixem o Finn quieto, depois vocês cuidam dele.... Façam aquilo com Chiclete.

–Nossa princesa... – Falou Adam, sorrindo de canto. – Quantas maravilhas você está dando, e essa é ainda mais legal do que o que a gente ia fazer com Finn.

Ela retribuiu o sorriso para eles.

–Obrigada rapazes. – Ela se virou, caminhando de volta à escola.

–Espera! – Gritou Finn muito bravo, correndo atrás dela, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Adam o pegou pelo braço.

–Aonde pensa que vai, loirão? – Perguntou o moreno, sorrindo. – Você vai ficar aqui, se eu tiver energias ainda, aí será sua vez.

–Como?! – Perguntou Finn, assustado.

Ele olhou atrás do moreno, Chiclete estava sendo agarrado pelos braços, haviam colocado fita em sua boca para que não gritasse, todos estavam levando ele para a saída dos fundos da escola.

–Não! – Gritou o loiro.

Adam colocou a fita em sua boca também, pegando sua camiseta e prendendo seus braços na árvore, estava tão bem preso que suas mãos doíam.

–Mnnn! – Reclamou Finn, com lágrimas nos olhos.

–Perdão, Finn. – Falou Adam, ficando na frente dele. – Posso ter a aparência de um, mas não sou um príncipe.

Em seguida, depositou um beijo em cima da fita da boca de Finn, saindo andando atrás de seus amigos.

O loiro chorava de frustração, estava morrendo de preocupação por causa do Chiclete, ele ficava mexendo seu corpo para todos os lados, mas a verdade era que ele não escaparia dali nunca.

Naquele horário, a escola estava totalmente vazia, pois todos já deviam de estar em frente do ponto de ônibus para ir embora.

Tudo estava perdido.

Ponto de ônibus (Mesmo dia – 18:05 da tarde)

Marshall Lee andava de um lado para o outro, estava muito preocupado com Finn.

A qualquer momento o ônibus iria parar em frente da escola para todos irem embora, por que o loiro não aparecia?!

–Onde será que ele foi...? – Perguntava Jujuba, preocupada.

–Eu não sei... – Murmurou Marceline, olhando aos arredores.

–Droga! Eu devia ter ido atrás dele ou pelo menos ter conversado com ele na aula! – Falou o moreno, irritado.

–O que será que ele tem? – Perguntou Jujuba.

–Eu não sei! – Falou frustrado. – Mas é algo perigoso, estou sentindo isso...

–Olha. – Falou Marceline. – Ele deve de estar na escola ainda, é melhor a gente ir procurar ele.

Marshall Lee olhou preocupado para ela.

–Nem pensar! Vocês duas vão para casa, eu vou ir atrás dele.

–Marshall! – Falaram as duas, indignadas.

–Está tudo bem. – Comentou, olhando para a escola. – Eu consigo resolver isso sozinho.

–Mas nós duas estamos preocupadas. – Murmurou Jujuba.

–Eu sei... – Falou Marshall. – Olha, não tenho tempo a perder, vão para casa e quando eu pegar ele, eu ligo para vocês.

–Tudo bem. – Falou Marceline.

Naquele exato segundo o ônibus parou em frente da escola, todos subiram, menos o moreno.

Assim que o ônibus ia embora, ele olhou para a escola, correndo para dentro com determinação.

Jardim da Escola (Mesmo dia – 18: 10 da tarde)

O loiro chorava tanto que soluçava, estava muito preocupado com Chiclete, pois sabia exatamente o que eles iriam fazer...

–Finn! – Ouviu uma voz bem longe.

Ele olhou para o lado surpreso, mas era ele mesmo! Marshall Lee!!

O vampiro correu rapidamente para ele, desamarrando o pequeno.

–O que aconteceu?! – Perguntou preocupado ao ver o loiro naquele estado. – O que está acontecendo, Finn?!

Assim que sentiu suas mãos libertadas, pegou a fita de sua boca e a arrancou, provocando um pouco de dor no pequeno, mas o tempo estava se esgotando.

–Marshall Lee, o Chiclete está correndo perigo! – Gritou, lágrimas escorriam de seu rosto.

–O que...? – Perguntou confuso.

–É a Stephanny, ela aprontou tudo isso! Mas não temos tempo! Temos que correr rapidamente para o portão dos fundos da escola e correr atrás de Adam e os outros caras!

–Adam?! – Perguntou Marshall Lee, se exaltando.

–Vamos! – Gritou o loiro, pegando na mão dele e o levando para a portão.

Os dois começaram a correr na direção do destino, mas de repente Marshall Lee começou a ficar pensativo no assunto.

–Espera. – Falou, parando no caminho.

–Marshall...? – Perguntou o loiro, confuso.

O moreno respirava fundo, pensando.

–Marshall... — O loiro começou a chorar ainda mais. — Não me diga que você vai fazer isso...

–O que? — Perguntou o moreno, sério.

–Deixar o Chiclete não mão... — Doeu muito no pequeno estas palavras, mas as suas atitudes e sua expressão revelavam muita coisa.

–É claro que não! — Gritou indignado. — Finn, eu vou atrás dele. Você vai entrar na escola e avisar os professores sobre o que está acontecendo, de preferência trás o professor de educação física, pois ele é forte.

–Marshall! Você não vai sozinho!! – Gritou o loiro. – Tem quatro garotos lá!

–E quem disse que eu vou perder? – Falou o moreno. – Vai logo Finn! Não tenho tempo!

O loiro soltou o pulso de Marshall, e o moreno saiu correndo em disparada para fora da escola.

Para sua sorte, sabia exatamente aonde os garotos estavam.

Beco Perto da Escola (Mesmo dia – 18:07 da noite)

Havia pouca luz no local, e era totalmente vazio, não havia ninguém para que ele pudesse chamar por ajuda.

–Mnn! – Reclamava Chiclete, se contorcendo para tentar se livrar das mãos dos amiguinhos de Adam.

–Fica quieto! – Resmungou o de Cabelos Pretos, levantando o punho.

–Não bate nele, cara. – Falou o de cabelos castanhos. – Adam vai ficar furioso se você fizer isso.

Eles estavam esperando ele chegar, pois estava se tratando com Finn. Chiclete se preocupava com o loiro, será que ele estava bem?

De repente ouviu passos, Adam havia chegado.

–Já sabem o que fazer, rapazes. – Falou ele, retirando o cinto de sua calça.

O de cabelos ruivos, que não segurava Chiclete, pegou um latão de lixo e empurrou para o centro, os outros dois colocaram ele em cima da tampa daquilo, cada um segurando seu braço de cada lado.

– O loiro é uma graça. – Falou Adam, chegando perto do latão. – Mas você é uma outra história, não é?

Chiclete olhou para ele furioso, movimentando os braços bruscamente, tentando se livrar.

–Sempre foi esse garotinho que adora provocar, nunca desiste. – Falou, retirando suas calças na frente dele, revelando o volume de sua cueca. – Esse seu jeito provocador me faz ficar doido.

O rosado começou pela primeira vez a ficar com medo da situação.

–Ouvi falar que nunca teve uma relação com seu ex. – Comentou. – Por falar como ele está?

–Mnnn! – Gritou, tentando ver se alguém o escutava.

–Ele já está comprometido agora, né? – Perguntou Adam. – Não será igual daquela vez agora, desta vez ele não irá te salvar.

Sentiu suas calças sendo retiradas e sua camiseta também, estava seminu na frente de todos.

–Que delícia... – Murmurou Adam.

Ele subiu em cima de Chiclete, lambendo seu pescoço de baixo para cima, em uma linha vertical.

–Mnn... – Gemeu o rosado, se odiando por fazer aquilo.

–Ele tá gostando, Adam. – Falou o de cabelos castanhos, sorrindo maliciosamente para ele.

–Não viu nada... – Sussurrou no ouvido de Chiclete, o que fez o mesmo ficar com medo.

Adam guiou sua boca para o peito de Chiclete, lambendo e mordendo sua pele sem dó, fazendo com que Chiclete arqueasse a cabeça para trás.

–Ngh... Mnnn...

– Quero entrar logo dentro de você. — Falou Adam, olhando para o pequeno.

Os olhos do rosado se arregalaram, lágrimas começavam a se formar.

–É mesmo a primeira vez dele. – Comentou o de cabelos pretos. – Se não, não estaria tão desesperado.

–Entendo. – Murmurou Adam. – Vou meter mais forte só para marcar em você. Agora, rapazes, vamos para a parte principal.

Ele colocou as mãos na cueca de Chiclete, massageando o membro para estimulá-lo.

–Mnnn! – Se contorceu Chiclete, tentando impedi-los.

De repente, veio um banque em seu rosto, o de cabelos pretos havia batido em cheio em seu rosto, fazendo com que o rosado ficasse meio tonto e assim parasse.

–Perfeito, Derek. – Agradeceu Adam, depositando um beijo por cima da cueca de Chiclete.

O rosado não tinha mais esperanças, o local que ele estava era tão escuro, não havia um sinal da luz para socorre-lo.

Fechou os olhos, esperando o pior.

Adam abaixou sua cueca, revelando seu membro. Começou a retirar a cueca de Chiclete, não demoraria muito para que a relação começasse...

–Podem parar aê! – Ouviu-se uma voz.

Chiclete abriu os olhos, surpreso. Essa voz...

Todos olharam para trás, inclusive Chiclete que conseguiu se recuperar da batida.

Era ele mesmo...

Marshall Lee estalava os dedos, pronto para uma boa briga.

–De novo você, coisa chata?! – Gritou Adam, irritado.

–Eu que o diga. – Murmurou. – Agora me devolva o Chiclete.

Adam começou a rir.

–Olha lá! Tá querendo o ex de volta, gente!

Todos os outros começaram a rir.

–Estou vendo que não está me levando a sério. – Disse Marshall Lee, andando até eles. – Me devolva ele ou vai se arrepender.

Adam saiu de cima de Chiclete, levantando a cueca para se cobrir e caminhando na direção do moreno.

–Só para avisar, eu treinei muito desde aquele dia. Não será mais fácil ganhar de mim agora.

–Dá pra notar. – Falou o vampiro, olhando o rapaz seminu na sua frente.

Adam mordeu o lábio inferior com raiva do moreno estar olhando para seu corpo e se posicionou pronto para a luta.

Os dois correram e um barulho terrível se fez quando se chocaram: Barulho de socos.

–Mnnnn! – Gritou Chiclete, preocupado com o moreno.

–Droga, e agora? – Perguntou o ruivo.

–Deixa ele comigo. – Disse Derek. – Segura ele pra mim, John.

O ruivo se direcionou para o braço que antes Derek segurava, o moreno abriu o zíper da calça e retirou seu membro. Fazendo com que Chiclete começasse a se contorcer apavorado.

–Vai ficar de gracinha outra vez? – Perguntou Derek, levantando o punho, pronto para dar outro soco no rosado.

Chiclete sentiu o murro novamente, mas desta vez foi muito mais forte, fazendo com que sua cabeça girasse.

–Só digo uma coisa... – Falou uma voz atrás do moreno. – Nunca bata em uma pessoa quando ela estiver injustamente em desvantagem, seu covarde.

Derek se assustou, quando foi virar para trás, um soco já o havia acertado, fazendo sangue jorrar de suas narinas no mesmo momento.

Marshall Lee estava praticamente matando Derek, depois de vê-lo bater em Chiclete, seu ódio por ele estava ainda maior. John e o de cabelos castanhos soltaram Chiclete para ajudarem o amigo.

O rosado gemeu de dor, sentiu as mãos livres, assim que ele retirou a fita de sua boca.

Ele podia ouvir os barulhos de pancadas e gemidos, não podia distinguir os sons e muito menos quem era quem.

Ele fechou os olhos com força, assim que os abriu novamente, ficava piscando repentinamente até tudo se tornar claro.

Se sentou com dor de cabeça, mas viu que todos já estivam no chão devido as agilidades sobrenaturais do moreno, mas infelizmente, Marshall Lee havia se machucado bastante: Havia marcas terríveis e arroxeadas em seu rosto.

O vampiro se levantou, caminhando na direção do rosado com um sorriso de canto.

–Te salvei de novo.

Os olhos de Chiclete começaram a lacrimejar, ele estava tentando fazer de tudo para engolir o choro, mas estava muito difícil.

–Por quê você... Veio me salvar?

De repente, ele sentiu o moreno o abraçando, respirando fundo relaxadamente.

–Porque mesmo que tudo esteja acabado, ainda quero cuidar de você, quero te ver sorrir, Chiclete.

O coração de Chiclete acelerou, lágrimas começaram a escorrer em seu rosto. Ele levantou os braços e retribuiu o carinho de Marshall Lee.

O moreno sentiu as lágrimas quentes em seu ombro, ouvia também os gemidos do choro dele.

–Vai ficar tudo bem agora... – Falou tranquilamente, dando tapinhas nas costas desnudas do outro.

–Marshall Lee... – O outro pronunciava o nome dele repentinas vezes, ainda não conseguia acreditar que ele havia sido seu herói mais uma vez.

O moreno o abraçou fortemente, fazendo com que o rosado ficasse mais confortável e seguro.

–Agora está tudo bem. – Repetia o moreno, sentindo a fragrância doce que tinha em seu corpo.

–Uuu... – Chorava Chiclete, envolvendo os braços nos ombros do moreno.

–Aquele cretino deve ter te batido muito forte. – Resmungou Marshall Lee, com ressentimento em cada palavra. Olhava também para as marcas de mordidas em seu corpo. – Está tudo bem com você?

–Marshall... Uuu... Você está terrível... – Chorava Chiclete, enterrando seu rosto nos ombros do moreno.

O moreno sorriu.

–Está tudo bem comigo, vampiros se curam rápido.

Mas somente isso não deixava o rosado satisfeito, depois de todos aqueles anos separados, Marshall Lee ainda teve a capacidade de ir salvá-lo.

Ele sempre prometera que queria fazer com que o rosado sorrisse. Podia ser que não exteriormente, mas por dentro, estava tão feliz que nem conseguia transmitir em palavras.

Notas finais
Até mais gente!