Notas iniciais
Boa Leitura e por favor, não deixem de ler as notas finais.

Casa de Finn (Domingo — 09:30 da manhã)

~Trim Trim

O loiro despertou devido ao barulho do telefone, via que Jake não iria atender, pois devia estar dormindo. Assim que preguiçosamente, o loiro se levantou e atendeu.

–Alô...? – Disse, bocejando.

–Finn? Te acordei? Mil perdões...

O pequeno saiu de seu sono devido ao espanto quando reconheceu a voz.

–Chiclete?!

–Isso. – Ouve um murmuro de risada.

–N-Não, você não me acordou. – O loiro gaguejou.

Finn estava nervoso, porque a última vez que conversou com o rosado ele havia confessado para o pequeno e ainda o beijado. Mesmo que já fizesse alguns dias que isso aconteceu, Finn ainda não sabia como reagir.

–Finn, você quer vir na minha casa hoje? – Chiclete perguntou.

–I-Ir na sua casa? – O pequeno se odiava por não conseguir reagir normal.

–Não! – O outro riu. – Não é para isso, é que hoje eu estou fazendo meu almoço e tive vontade de comer curry, mas eu comprei quatro pacotes e tive medo deles estragarem se demorar mais tempo para fazê-los. Então, aí tem um monte de porções aqui. Me lembrei que você ama comer, estou certo?

–Cur...Cur...

–Finn? – Chiclete perguntou preocupado.

–Curry!!! – Os olhos do loiro brilhavam e seu estômago começou a roncar ansioso. – Faz tempo que não como curry!!

Chiclete começou a rir do outro lado da linha, Finn era mesmo um adorador de comida.

–Quando posso ir aí? – Finn perguntou ansioso.

–Se quiser... Pode vir agora.

–Já estou indo! Até! – Desligou o telefone.

O loiro caminhou direto para seu guarda-roupa e vestiu uma camiseta branca e calças jeans, as primeiras peças que viu. Rapidamente, escovou seus dentes e arrumou seu cabelo.

Desceu as escadas com pressa.

–Jake, tá acordado? – O loiro perguntou olhando ao redor.

Avistou o cachorro deitado no sofá junto com a Lady Íris, eles dormiam em sono profundo.

O pequeno mordeu o lábio inferior, com dó de acordá-los. Assim que pegou um papel e escreveu um recado:

“Jake, um amigo me convidou para almoçar na casa dele. Por isso não se preocupe com meu sumiço!

Finn”

Colocou em cima do controle da Tv, onde seria com certeza a primeira coisa que seu irmão iria pegar ao acordar. Assim que colocou alguns pertences seus na bolsa, Finn saiu de casa.

Sabia onde Chiclete morava, pois pegava ônibus com ele todos os dias e sabia o seu ponto. Sem falar que de acordo com seus amigos, era o lugar mais chique de Ooo, e de acordo com essas características, era óbvio que estavam falando do condomínio Reino Doce.

–Sim? – O guarda perguntou ao ver o pequeno chegando.

–Sou o Finn, vou visitar Chiclete.

–O Senhor Chiclete? – Ele perguntou, se dirigindo para uma cabine. – Só um instante.

Não demorou muito para que o guarda realizasse a ligação e voltasse com um sorriso no rosto.

–Pode ir, meu jovem.

–Eh... É que é minha primeira vez vindo aqui, você pode por favor me indicar onde que é a casa dele?

–É aquela. – Ele apontou.

O loiro olhou na direção da rua que o guarda se referia, viu três casas, a do lado esquerdo tinha três andares, uma arquitetura moderna, havia até algumas partes que era construída de vidro. A do meio era a que mais se destacava: Uma mansão enorme e branca, o loiro podia jurar que haveria de tudo lá dentro e a da esquerda era uma casa de quatro andares, pintada de amarelo, havia um jardim na sua frente.

–Qual das três? – Finn perguntou, mas de acordo com seus amigos, podia jurar que já sabia.

–A do meio.

Bingo.

–Obrigado. – O loiro falou, se caminhando em direção à mansão.

Assim que chegou perto daquele palácio, o loiro se encaminhou para a porta moderna de madeira, então bateu na porta.

Não ouve resposta, assim que raciocinou que o lugar era muito grande para apenas uma batida na porta conseguir alcançar. Então começou a procurar em volta por alguma campainha.

Achou o dispositivo do lado da porta e quando seu dedo ia chegar no botão, a porta se abriu.

–Oi Finn.

–Oi... – O loiro sorriu, mas aquele maldito nervoso percorreu suas veias novamente.

Mas então, surgiu o tão amado cheiro e sua barriga roncou sem querer.

–Uou, você deve de estar com fome. Entre. – O rosado riu, fazendo movimentos com a mão para que entrasse. – Quer que eu seguro sua bolsa?

–Não, valeu. – Finn disse. – Mas e aí? Já faz um tempo que não nos falamos, né?

–Verdade. – Chiclete respondeu, levando os para a cozinha.

Durante a conversa, Finn observava a casa: Havia várias escadas, vários quadros, várias salas... Se pudesse descrever tudo que havia visto, durariam páginas e páginas, apenas tiraria uma conclusão:

Era mais bilionário que Tony Stark, ou pelo menos achava.

Assim que chegaram a enorme cozinha, Finn viu a grande panela no fogo e o delicioso cheiro vinha de lá.

–Nossa, mas acho que nem eu consigo comer tudo isso... – O loiro murmurou assustado.

–Infelizmente não tenho ninguém mais para compartilhar: Lorde é um cavalo, Cake é uma gata, Fionna não come pois não quer engordar. Só tinha você.

–Entendi. – O loiro murmurou, sentando-se em uma cadeira próximo a uma mesa.

Chiclete se encaminhou para a panela, colocando alguns ingredientes na panela.

–Não sabia que você cozinhava outras comidas que não fossem doces... – Murmurou Finn, se lembrando das aulas de culinária: Nenhum doce era páreo para os de Chiclete.

O rapaz riu.

–Gosto de cozinhar, então tento fazer de tudo, mas, minha especialidade é doce. – Respondeu, pegando uma colher e experimentando o molho. – Falta um pouco mais de pimenta.

Ele se encaminhou para um armário e pegou o pote avermelhado, depositando somente uma pitada dentro da panela.

– Você parece um pouco moreno, Finn. O que andou fazendo?

–Ah, é que ontem fui à praia com meu irmão. – O loiro comentou, seria perigoso falar que Marshall estava junto.

–Entendo, estava bom?

–É... – Murmurou Finn, queria disfarçar a questão o máximo que podia. – Normal.

–Nada de muito interessante, como meninas de biquíni?

–Você vê elas? – Finn perguntou surpreendido, ele não era homossexual?

–Não, eu não. É que garotos como você costumam observá-las.

O loiro lembrou-se de Jujuba e Marceline, elas eram suas amigas, não tinha nenhum outro sentimento pervertido como esse. Porém, ao se lembrar de Marshall o loiro quis corar.

–Eu não sou muito disso. – O loiro tentou mudar de assunto. – Você que cuida dessa enorme casa?

–Eu tenho empregadas e empregados que me ajudam. – Chiclete respondeu, mexendo com uma grande colher a panela.

–Que dia eles vêm?

–Domingo eles ficam de folga, mas costumam trabalhar de segunda a sábado.

–Ah... – Finn murmurou.

Caramba! Nem trabalhando sua vida inteira o loiro teria todo esse poder.

–Está pronto. – Chiclete relatou desligando o fogo.

–Vou pegar os pratos. – Finn comentou, abrindo os armários e pegando os talheres.

–Eu fiz arroz também, tudo bem?

–Claro que sim, é comida! – Finn respondeu, havia brilho em seu olhar novamente.

–Você não acabou de tomar café, está mesmo com fome?

–Tomar... Café? – Finn se perguntou.

–Você... Não tomou café? – Chiclete perguntou.

Os dois ficaram por alguns segundos em silêncio, então a barriga do pequeno respondeu para eles roncando.

–É, acho que esqueci. – Disse o loiro sorrindo, mexendo em seus cabelos sem graça.

Chiclete começou a rir gostosamente, servindo o loiro.

–Então bom apetite.

Finn repetiu pelo menos umas três vezes, nunca havia comido um curry tão saboroso igual ao de Chiclete.

–Você devia ser cozinheiro! – Ele dizia enquanto comia. – Fazer um curso em Paris e depois abrir um restaurante ou trabalhar em um de cinco estrelas! Já pensou nisso?

–Já, um dos meus sonhos é ser chef de um restaurante de cinco estrelas. – Falou, mas em seguida ficou um pouco cabisbaixo. – Mas é muito difícil, espero que eu consiga.

–Você vai conseguir. – Afirmou Finn, sorrindo para o amigo.

Aquela segurança, para Chiclete, foi tudo. O rapaz deu um sorriso interno, como que o loiro conseguia fazer ele se apaixonar cada vez mais por ele?

Depois do grande almoço, Chiclete colocou os talheres em uma máquina de lavar a louça e logo perguntou:

–Gosta de vídeo games?

–Está falando com um gamer. – Finn disse, levantando os braços.

–Então acho que você vai gostar do meu Xbox One.

–Uou! Você tem?! – Finn ficou surpreso.

–Vamos subir? – Chiclete sorriu, guiando seu amado para seu quarto.

Casa de Marshall Lee (Mesmo dia – 15:35 da tarde)

Quando o vampiro levantou naquele dia, recordou que ficara com uma das toalhas de praia de Finn, assim que resolveu ligar para o pequeno para alertar que passaria lá para entregar.

E quem sabe rolaria mais coisas...

Marshall pegou o telefone e digitou o número, em seguida clicou no botão verde.

–Alô?

–Jake? – Marshall perguntou.

–Isso mesmo! Pera, conheço essa voz... Você é o chapa de Finn?

–Eh. – O moreno riu. – Ele está?

–Hoje não brother, ele foi na casa de um amigo.

Aquela última frase congelou o sangue já frio e parou o coração que já não batia mais dele.

–Espera... Um amigo?

–Isso mesmo.

–Você sabe qual?

–Não, ele não falou na carta que ele deixou. Mas está escrito que esse amigo convidou ele para almoçar na casa dele.

–Entendo. – Marshall respondeu, tentando manter a calma.

–Você está bem? – O cão perguntou preocupado.

O moreno riu.

–Melhor que nunca. Até mais.

–Até.

A raiva percorria as veias do vampiro.

Não é óbvio? Quando se trata de comida, quem mais se encaixa nesse perfil?

Mas ao mesmo tempo, estava animado, agora teria razões para ter um pequeno encontro com ele.

Rapidamente, trancou sua casa e correu para seu destino: Condomínio Reino Doce.

Casa de Chiclete (Mesmo dia — 16:15 da tarde)

–Uou! – Finn gritou quando ouve a explosão no jogo, caindo na cama de Chiclete como se o impacto estivesse no mundo real. Logo, pausou o jogo. – Chiclete, realmente é dez!

–Que bom que você gosta. – Chiclete murmurou sorridente. – Eu ganhei esse jogo de um parente meu, mas não gosto muito de jogar.

–Nunca vi uma pessoa dizer que não gosta de jogar, que raridade. – Finn riu.

–Você se importa em colocar alguma música? – Chiclete perguntou, indo direto para suas caixas de som.

–Pode por, vai ficar mais emocionante.

–Quer rock?

–Por favor.

Logo que colocou um CD seu que tinha sobre esse gênero, a música começou a tocar e Finn começou a cantarolar a música, as vezes até imitava com seus braços como se ele estivesse com uma guitarra.

O quarto estava uma barulheira, mas Finn estava gostando. Então Chiclete resolveu deitar em sua cama enquanto só observava seu pequeno.

Mas sua barriga começou a roncar, quando olhou as horas viu que já eram quatro e quinze da tarde.

–Vou fazer café da tarde para a gente, tá?! – Chiclete gritou para que o outro escutasse.

–Beleza! – Gritou o loiro em resposta.

O rosado desceu as escadas, indo em direção à cozinha. Porém, ao chegar ao pé da escada, viu que enfrente a porta de entrada havia uma sujeira, quando chegou perto viu que era apenas poeira. Então para resolver o problema, subiu as escadas e foi até uma porta em que guardava produtos de limpeza, de lá pegou uma vassoura e uma pá, desceu e varreu a sujeira. Deixou a vassoura do lado da porta, depois a guardaria de volta, e com a pá, levou para a cozinha e jogou os resíduos dentro no lixo. Ele deixou a pá encostada no lixo e foi para a pia lavar a mão com detergente.

Chiclete foi para a geladeira, viu que havia bolo de creme e alguns salgados congelados, com o bolo, cortou ele em pedaços retangulares e separou-os igualmente em dois pratos, logo, colocou os salgadinhos em um forninho para esquentarem, regulou em um relógio dessa máquina o tempo que eles ficariam esquentando, estava tudo pronto.

Agora só faltava alguma coisa para beberem...

Resolveu preparar chá de camomila, assim deixaria Finn um pouco mais tranquilo. Pois lá em cima ele explodia adrenalina.

Enquanto pegava a panela de chá, viu outra panela no seu armário, uma de fundo reto, perfeita para fazer panquecas. Finn gostava de coisas novas e não industrializadas, assim que decidiu fazer panquecas caseiras.

~Ding Dong

Chiclete se surpreendeu ao ouvir o barulho da campainha, afinal o porteiro não havia ligado para falar de convidados e ele muito menos convidou alguém para vir. A única explicação era os vizinhos do condomínio.

Caminhou com a frigideira, não se importou, sem falar que sua curiosidade falava mais alto que a sua voz interior, que ficava falando para se comportar e essas outras coisas.

–Sim? – Chiclete perguntou ao abrir a porta.

O rosado se assustou quando viu quem era: Cabelos negros, olhos vermelhos, camiseta listrada da mesma cor e preta, calça jeans um pouco rasgada.

–Onde ele esta? – Marshall Lee perguntou bravo.

–Marshall Lee? Mas o que você está fazendo aqui? – Ele perguntava confuso.

–Onde ele esta? – O vampiro entrou, segurando nos ombros de Chiclete com força e o empurrando para a parede, onde ali os dois ficaram cara a cara.

–Que ódio! Quem convidou você para cá?! – Chiclete perguntou, tentando se livrar do jeito que foi preso, mas era impossível.

–Eu mesmo! – Gritou de volta. – O que você pretende fazer para o Finn?

Chiclete pensou.

–Uma panqueca?

Marshall Lee o empurrou de volta e depois jogou na parede, fazendo com que o rosado batesse as costas com força.

–Onde ele esta? – Perguntou de novo.

A raiva invadiu Chiclete, sem muita dificuldade, conseguiu se livrar dos braços de Marshall devido à força de sua fúria.

–Ele é meu convidado hoje, simples! – Gritou, olhando bravo para o vampiro, que retribuía o mesmo.

–Você vai devolver o que é meu!

–E quem disse que ele é seu?! – Chiclete gritou. – Por acaso namoram?

O moreno ficou calado, como esperado.

–Sem falar que dica minha: Não o trate como propriedade, isso só demonstra o quanto você é o menos indicado para ele.

–Você quer pegar ele que eu sei! – Marshall gritou.

–Eu não sou de usar esse termo “pegar” e nunca farei nada contra a vontade de Finn... – Em seguida sorriu de canto. – Diferente de certa pessoa que o obriga.

Marshall Lee ficou com tanto ódio de suas últimas palavras que pulou em cima de Chiclete, fazendo-o cair no chão, a panela que ele carregava caiu para perto da porta, rapidamente subiu em cima dele.

–E o que você sabe sobre nós?! – Gritou bravo, socando o chão do lado de Chiclete.

–Fica quieto! Você sabe muito bem que você faz isso!!

–Que eu o obrigo, é?! – Marshall gritou.

–Sim senhor!! – Chiclete gritou com tamanha segurança que fez o vampiro se calar.

O moreno se acalmou por fora, mas por dentro estava louco. Queria fazer com que ele pagasse por cada palavra que disse, mas um soco não bastaria, sabia muito bem que bater em Chiclete nunca adiantava. Uma luz brilhou, dando a ele uma ideia bem interessante.

–Entendo... Eu obrigo as pessoas a fazer as coisas, não?

– O Finn... Nem sei sequer se obrigou a Fionna também! Mas duvido que ela quis por conta própria.

Marshall riu.

–Então tenho uma lista, já? – Em seguida olhou maliciosamente para o pequeno de baixo, fazendo com que Chiclete engolisse saliva de nervoso. – Que tal colocar mais um nesta lista?

O vampiro levantou as mãos de Chiclete para cima, prendendo-os com somente uma mão. Em seguida, com a mão que sobrava, rasgou a camiseta do rosado ao meio, mostrando seu peitoral.

–O que você pensa que estava fazendo?! – Perguntou Chiclete, contorcendo os pulsos, tentando se soltar.

O vampiro lambeu de seu umbigo até chegar ao pescoço, fazendo com que Chiclete estremecesse.

–Para você, simplesmente bater não adianta. – Sussurrou no ouvido de Chiclete, fazendo com que o outro ficasse paralisado de baixo de si. – Mas quando a questão é o toque... Aí vejo que te dou mais trauma. – Logo mordeu de leve o lóbulo de sua orelha.

–Ngh... Marshall Lee... – Chiclete gemeu, se odiando por tê-lo feito.

Mas por dentro, o rosado estava com muito medo. Sabia que Marshall queria estupra-lo ali e agora, como faria para escapar disso?

–Ah... – Gemeu quando o vampiro começou a sugar sua pele do pescoço, fazendo o contorcer as pernas.

As pernas!

Chiclete olhou para elas e viu que estavam soltas, entre as pernas abertas de Marshall Lee.

Perfeito.

Assim que com todas as suas forças, chutou o membro do vampiro, fazendo com que o outro caísse de lado, se contorcendo de dor.

Rapidamente, Chiclete saiu de baixo dele.

–Tenho nojo de você, Marshall Lee. – Gospiu as palavras.

Em seguida andou em direção à panela, pegou-a e a colocou na sua frente, em posição de ataque, sabia que era inútil, mas melhor que nada.

–Chiclete... – Rugiu Marshall Lee, desta vez ele estava louco de raiva.

O rosado engoliu saliva, estava com medo do que o moreno faria com ele agora. Mas tentou pegar compostura, ficando novamente em posição de ataque enquanto o outro caminhava em sua direção.

–Se afasta! – Gritou, ameaçando-o com sua arma.

Mas o vampiro o ignorou, continuando a avançar. Seu olhar estava demoníaco e ele não parava de fazer contato visual com Chiclete, o que deixava o rosado mais amedrontado.

–Ou melhor dizendo, vá embora! – Gritou, indo em direção à porta, mas sem dar as costas ao inimigo.

Porém, não ouve mais tempo para nada. O vampiro correu em disparada na direção de Chiclete, o rapaz ficou assustado e a única maneira que conseguiu reagir foi pegar a panela e acertá-la com tudo no rosto de Marshall. O impacto foi tão grande que o vampiro caiu com tudo para o lado, girando e girando, parando a alguns metros longe de Chiclete.

O rosado ofegava pesadamente, de repente o pânico o dominou: E se o tivesse matado?

–Marshall Lee...? – Tentou perguntar.

Mas a resposta foi bem pior, o vampiro se levantou, seus olhos brilharam o vermelho puro. Seu lado demoníaco havia despertado.

–Quer mesmo me desafiar assim, Chiclete?

O rosado ficou sem resposta, dessa vez, algo maior que o pânico o dominava. Não haveria mais escapatória agora, se corresse para fora da casa ele conseguiria o seguir com sua velocidade sobrenatural, se o atacasse, estaria na cara que perderia.

–Agora você fica quieto, não é? – Ele falava, caminhando em direção dele.

–F-Foi... Foi você que pediu Marshall Lee! Chegando assim na minha casa e ainda querendo fazer aquilo comigo!

O moreno sorriu de canto.

–Amo como você não desiste, faz tudo ainda mais interessante...

–M-Marshall Lee! Se afaste! Ou eu bato em você de novo!!

O vampiro continuava andando, ignorando completamente as ordens do outro. Quando Chiclete viu que ele já estava perto demais, fechou os olhos e contra a sua vontade deu mais uma investida.

Seus olhos abriram surpresos: Marshall havia pegado a panela antes que acertasse sua cabeça.

Chiclete começou a tremer de leve, dava para perceber porque a panela tremia levemente em suas mãos. Fazendo com que o vampiro sorrisse contente.

Marshall Lee abriu a boca e mostrou as suas presas e pulou em cima de Chiclete, fazendo com que os dois caíssem novamente no chão.

–Não! Me solta!!! – Chiclete se virou de costas e tentou sair engatinhando, mas o vampiro o pegou pelo tornozelo e o devolveu para de baixo de si.

O maior desabotoou suas calças, com um pouco de dificuldade porque Chiclete lutava para que nenhumas de suas ações fossem concluídas, logo que conseguiu, pegou as duas mãos de Chiclete e as colocou para trás, prendendo-as com somente uma mão.

Logo, o moreno colocou uma de suas mãos, passando os dedos de leve em cima do membro de Chiclete, a única coisa que ficava entre eles era sua cueca.

–Ngh... – Chiclete mordeu o lábio inferior, continuando a se contorcer para tentar se livrar.

Marshall Lee estava ficando sem paciência, o rosado não parava de se mexer e isso só dificultava as coisas. Assim que resolveu primeiro deixa-lo exausto.

–Ah! – Chiclete gemeu quando as mãos pervertidas do moreno entraram dentro de sua cueca.

–Isso... Gema para mim...

–N... Nunca... – O rosado se segurava.

Marshall Lee começou a fazer os movimentos de ida e volta, mesmo que Chiclete não soltasse um piu, podia sentir seu corpo gritando: Não parava de estremecer e tremer.

–Deve de estar uma delicia, hein? – Provocou.

–Ngh... – Chiclete mordeu o lábio inferior, lágrimas de prazer começavam a se formar.

Marshall Lee resolveu fazer algo para que o outro ficasse louco, assim que fez movimentos ondulatórios na ponta.

–Uhg... – Chiclete fechou os olhos com força, tentando aguentar, mas estava impossível.

O moreno observou as mãos de Chiclete se fechando em punhos, sorriu de canto, estava dando certo.

Ficaram assim por alguns instantes, observou que Chiclete começou até a suar frio. Com o que sentia em suas mãos, podia prever que ele não aguentaria mais.

De repente o seu corpo começou a tremer violentamente e Chiclete deu o grito mais sensual e erótico que o moreno já ouvira, deixando até o mesmo um pouco excitado.

O vampiro retirou as mãos que estavam com um líquido branco.

–Que graça, Chiclete. – Sorriu de canto.

–Ah... Ah... – O rosado arfava pesadamente.

Mesmo que não tivesse conseguido se conter, Marshall Lee sorria internamente pelo rosado ter lutado, ele não havia mudado em nada.

Assim que não tinha mais com o que esperar, o deixou com a bunda empinada para cima, de repente algo caiu em cima dele. Quando foi ver, sorriu malvadamente: Uma vassoura.

Chiclete olhou para trás e viu que Marshall Lee segurava a vassoura que trouxe para baixo quando foi varrer o chão. O jeito com que o vampiro olhava para aquilo deixava Chiclete cada vez com mais medo.

–Ah! – Chiclete gritou quando Marshall Lee pegou seus braços e os prendeu para trás das costas novamente, mas desta vez com mais força, como se não quisessem que eles se soltassem nem por acidente. Em seguida, abaixou as calças dele, deixando tudo à vista.

–Marshall! O que você vai fazer?! – Perguntou o rosado com medo.

–Você nunca vai esquecer, Chiclete... Nunca...

Em seguida, posicionou a ponta da parte de madeira da vassoura para a entrada de Chiclete.

–O que?! Para! Você está louco!!! – Chiclete gritava, se contorcendo e tentando se livrar daquilo.

–Vamos lá! – Cantarolou, começando a levar a vassoura.

–Ah... – Chiclete gemeu quando sentiu aquilo tocar sua entrada.

–Marshall Lee...? – Uma voz veio de cima.

Os dois congelaram ao ouvir a tão doce e familiar voz. Os olhos de Marshall Lee voltaram a ficar normal e rapidamente, Chiclete conseguiu se vestir novamente.

–Chiclete...? – Ele perguntou, descendo as escadas.

O vampiro saiu de cima de Chiclete, dando um empurrão para que o outro batesse no chão, mas sorte de Chiclete que ele já estava preparado para alguma travessura do moreno.

–Por que você estava em cima dele? – Finn perguntava, não compreendendo nada do que aconteceu.

–Não importa, Finn. – Marshall disse. – Eu vim para te levar de volta para casa.

–Por quê? – Perguntou indignado.

–Não confio em te deixar aqui. – Respondeu, dando um olhar bravo para baixo, na direção onde Chiclete estava sentado, tentando se acalmar do medo que acabara de passar.

–Como não? Chiclete é uma boa pessoa! Eu não sei como que você consegue desconfiar dele!

As sobrancelhas do vampiro se uniram, estava ficando irritado.

–Já disse, eu não gosto do Chiclete, por isso que não quero você com ele.

–Marshall, hoje eu vim para a casa dele para almoçar e depois ficar um pouco. Queria você ou não, Chiclete também é meu amigo, por isso vou ficar com ele hoje.

–Mas Finn...

–Não, Marshall. – Interrompeu Finn. – Já cansei desse seu ciúme, o pior de tudo é que você vem para machucar ele. Respeito Chiclete por te aguentar.

Aquelas palavras fizeram o moreno ficar um pouco boquiaberto, havia acabado com ele.

–Por favor, vá embora. – Pediu Finn. – Depois a gente conversa sobre isso.

O moreno caminhou para a porta, enquanto o rosado o seguia para fechá-la, desta vez trazia a chave da casa consigo.

Quando Marshall chegou até lá fora, ele se virou para o Chiclete.

–Desta vez você foi salvo pelo gongo, mas da próxima não me escapa.

–Marshall, eu não fiz nada e não vou fazer, só para você ficar tranquilo. – Disse olhando nos olhos do moreno, fazendo com que o vampiro visse que ele realmente falava a verdade.

Chiclete foi fechando a porta, mas antes de concluir a ação, quando faltava pouco, ele falou:

–Essa sua maneira de nunca pensar nos meus sentimentos também me magoou muito no passado.

Em seguida fechou a porta, deixando o moreno sozinho do lado de fora, com o barulho da porta sendo trancada.

Notas finais
Oi novamente. Gente, desculpe para quem não gosta por causa de eles serem rivais, mas para mim briga em um yaoi n tem graça se for na base de soco, por isso, me entendam >< Feliz Natal e Ano Novo!!