Another Day in Paradise

13 Trying to be forgiven


Notas iniciais
Olá! Gente, para os que viram, esqueçam completamente o recado que eu apaguei sobre não dar para escrever. Eu consegui achar um canto ótimo aqui e vai dar para escrever! Êeee! Boa Leitura!

Casa de Chiclete (Mesmo dia — 17:08 da tarde)

Assim que trancou a casa a sete chaves, Chiclete ficou ali na porta, olhando para a madeira como se desse para ver o vampiro através dela.

A verdade era que o coração de Chiclete estava doendo novamente, odiava ter essas brigas com o moreno, e hoje, sofria pelo vampiro forçá-lo a fazer aquelas coisas e depois realizar a brincadeira sem graça com a vassoura. Aquilo poderia ter machucado a sério, e Marshall Lee nem ligava.

Fechou os olhos, se lamentando silenciosamente, até ouvir uma voz atrás de si.

–Chiclete...?

O rosado conteu as lágrimas e se virou para o pequeno, que olhava preocupado para ele.

–Está tudo bem? — Perguntou, chegando perto de seu corpo.

Chiclete mordeu o lábio inferior, seus sentimentos estavam explodindo dentro de si, como se conter?

–Eu estou bem. — Mentiu. — Só vou para o banheiro trocar de roupa...

–Tá. — Interrompeu Finn, olhando a situação do rosado. — Mas depois eu quero conversar com você sobre o que aconteceu, posso?

No fundo Chiclete estava feliz, pois era a primeira vez que alguém se demostrava tão preocupado depois do...

–Claro que pode, Finn. — Sorriu, caminhando em direção ao banheiro.

–Ele não te machucou, né? — Perguntou o loiro, o seguindo.

–Não, pode ficar tranquilo.

Logo que entrou no local, fechou a porta, enquanto Finn caminhava em direção ao seu quarto.

Ali, o rosado escorregou pela porta, caindo e caindo, até encostar no chão. Ali, finalmente conseguiu retirar seu amargo através de lágrimas.

Quarto de Chiclete (Mesmo dia — 17:28 da tarde)

Logo após Chiclete se sentar em sua cama junto ao pequeno e servir finalmente o café da tarde que estava preparando antes de tudo aquilo, começou o interrogatório.

–O que aconteceu? — Finn perguntava preocupado. — Você só desceu para fazer a comida, nem ouvi o telefone tocar para avisar que ele havia chegado...

–Eu também não sabia. — Disse Chiclete. — O telefone realmente não tocou, acho que ele entrou sem falar com o guarda.

–E dá para fazer isso?!

–Sim, tem um canto que só ele sabe que não é vigiado pelas câmeras e nem pelos guardas.

–Que perigo! E se outra pessoa descobrir isso e entrar?

–Isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer, só os vampiros que passam naquilo.

–Por quê?

–Aquele trecho é cheio de espinhos, que perfuram a pele para valer. Só os vampiros que conseguem passar ali sem reclamar, depois se curam mesmo.

–Ahh... — Murmurou Finn, agora fazia sentido. — Mas enfim, por que ele veio?

–Eu não sei como ele descobriu, mas ele soube que você estava aqui e queria te levar de volta.

–Por quê?

–Ele achava que eu queria forçar você a fazer aquilo.

O loiro corou levemente, ficando sem graça diante daquelas palavras, o pior que esse motivo era o estilo de Marshall. Então rapidamente mudou de assunto:

–Eu não contei para ele pois estava com fome e também porque não seria louco. Mas, como ele sabe qual é exatamente sua casa?

Desta vez, Chiclete ficou calado.

–Ele já veio aqui antes? — Perguntou o loiro.

–Já... — Murmurou Chiclete, olhando tristemente para o chão.

–Vocês não brigaram?

–Não na base de soco, mas de palavras. — Mentiu na última parte.

–Que estranho... Desculpa dizer dessa maneira, mas ele fala que te odeia, então por que não te bateu?

O rosado ficou calado, continuando a olhar para o piso de seu quarto, queria evitar de manter contato visual.

–Chiclete, algo não se encaixa... — Finn murmurava, pensativo. — Por que ele já veio para cá? Por que ele não te bateu?

–Finn, não estou a fim de falar sobre isso... — Murmurou com a voz mais triste que Finn já ouvira.

–Por favor, eu quero te ajudar. — Pediu, colocando suas mãos em cima das de Chiclete.

–Finn... Desculpe. — O rosado murmurou, sentia as lágrimas voltarem. — Mesmo que fosse para você, eu não consigo contar...

O loiro observava as reações do outro, via que ele realmente não conseguia contar. Mesmo que sua curiosidade fosse muito grande, não conseguiria fazê-lo contar com essas condições. Queria fazer com que Chiclete se acalmasse um pouco, dava para ver que ele estava sofrendo do seu lado... Queria fazer com que ele sentisse que podia contar com ele.

Envolveu seus braços no corpo de rosado, abraçando-o.

Chiclete estava surpreendido com esse carinho, o que mais se surpreendeu era que aquilo era realmente tudo que ele precisava: De um abraço. Envolveu seus braços no corpo do pequeno também, compartilhando os dois energias boas e ruins, fazendo com que Chiclete se sentisse muito melhor.

Quando os dois se separaram, o rosado não conseguiu dizer mais nada que não fosse:

–Obrigado.

Ônibus (Segunda – 06:40 da manhã)

Quando chegou em casa no dia anterior, Jake e Lady Íris se despediram do pequeno para irem novamente na faculdade. Jake dizia que era melhor viajarem de tarde, pois no dia seguinte de manhã já deviam estar na sala.

–Mas não se preocupe, chapa. – Falou o cão. – Quando der, nos finais de semana a gente vem pra cá curtir com você e seus chapas.

Finn ficou feliz por Jake e Lady gostarem de seus amigos, afinal, eles não seriam bem que aceitos tão facilmente para a sociedade, mas via que as pessoas em sua volta estavam evoluindo.

Quando levantou no dia seguinte, esperou o ônibus e entrou.

Aí viu ele...

Um estalo surgiu em sua cabeça, esquecera completamente que tinha que ter uma boa conversa com Marshall Lee a respeito de ontem.

As meninas conversavam alegremente com o moreno, assim que chegou do lado de Marshall, o vampiro se calou. Eles se saudaram, mas de uma maneira estranha, reservada. Tanto que isso chamou a atenção das duas garotas.

–Algum problema entre vocês? – Perguntou Marceline.

–Nada muito importante. – Respondeu o irmão.

–Claro que é importante, Marshall Lee! – Gritou Finn, um pouco irritado.

–Eita, a coisa tá feia... – Marceline se assustou.

De repente, Marceline foi puxada para se sentar corretamente no acento pela Jujuba. Deixando os dois sozinhos.

–Converso com você depois... – Falou Finn, virando o rosto para o lado.

–Não, conversa agora. – Pediu Marshall. – Não quero ficar o dia inteiro assim com você.

–Tem muita gente em volta.

–O ônibus já está chegando. – Avisou Marshall, pegando sua bolsa.

–Beleza, quando a gente descer.

Neste momento enquanto Jujuba puxou Marceline e houve um a pequena conversa entre os dois, as meninas conversavam.

–Você está louca? – Perguntou Jujuba. – Ficar questionando os problemas dos outros.

–Mas o Finn estava irritado, não é o normal dele.

–Eu sei! Mas mesmo assim temos que deixar os dois resolverem seus problemas.

–O que você acha que aconteceu?

–O Marshall falou que não tem importância e Finn sim, tenho certeza que é algo a ver com o Chiclete.

–Com o Chiclete? – Perguntou a morena irônica.

–Pode ter certeza, eles têm muita coisa com Chiclete do que você imagina.

–Como assim?

–Infelizmente não posso contar pra você sobre a relação dele com Chiclete, é promessa que fiz com Finn. Mas com o Marshall que é misterioso...

–Por que com meu irmão?

–Você não percebe? – Jujuba perguntou. – Me diga duas coisas que definem o Marshall.

–Ele é rebelde e ciumento.

–Rebelde... Então é violento, certo?

–Nossa! Ele só não ganha do Príncipe de Fogo, mas Marshall Lee sempre foi de brigar com os outros, só agora que ele melhorou um pouco.

–Sim, mas se alguém o irritar... Ele bate?

–Com certeza.

As sobrancelhas da rosada se uniram, estava confusa e pensativa.

Chiclete irritava Marshall, principalmente por ser seu rival no amor: Os dois queriam Finn. Sem falar que se pensar bem, o vampiro ama o pequeno mais do que tudo, é um grande, não, enorme ou gigantesco problema que Chiclete goste dele também.

Se é tão supremo esse problema, por que ele Chiclete ainda não está no hospital com ferimentos graves?

Colégio Ooo (Mesmo dia – 07:15 da manhã)

Os dois se sentaram em um banco do jardim, bem longe dos outros adolescestes. Assim que Finn expirou fundo, a verdade era que não estava bravo com o moreno, e sim um pouco chateado. Queria resolver logo esse problema, porque doía ainda mais no loiro ficar daquele jeito com o vampiro.

–Marshall, por que você acha que Chiclete vai fazer coisas ruins comigo?

–Não é óbvio? Ele é meu rival, ele também te quer... Então ele vai querer uma hora ou outra te pegar.

–Eu só fui na casa dele.

–Mesmo assim, não confio nele!

Finn mordeu o lábio inferior, como podia ser tão ciumento?

Então recordou do que Marshall dissera um dia do porquê de sua irmã morarem separados. O moreno sofria terrivelmente de ataque de ciúmes, será que isso era insegurança em relação de perder as pessoas que ama?

O loiro envolveu o moreno em um abraço, surpreendendo o outro.

–Eu sei cuidar de mim mesmo, você nunca vai me perder Marshall.

O vampiro expirou fundo, envolvendo os seus braços no corpo delicado e encostando seu nariz nos cabelos de ouro do outro, sentindo seu cheiro.

–Seu corpo não está mais doendo?

–Não. – Respondeu Finn, depois saiu do abraço e olhou para o fundo de seus olhos. – Você promete não chatear mais o Chiclete?

–Por que você quer tanto proteger ele assim?

–Porque você não se controla, você não sabe o quanto machucou ele ontem.

–Se o mentiroso não te contou, eu conto: Eu não bati nele.

–Eu sei que vocês não se bateram, ele me contou. – Finn respondeu. – Estou falando de machucar emocionalmente, Marshall! Não sabe o quanto ele chorou ontem.

O coração do vampiro se sobressaltou.

–Ele chorou por causa de ontem?

–Depois que ele trancou a porta, ele estava com um aspecto terrível, disse que iria no banheiro só para trocar as roupas, mas ele demorou demais. Com certeza estava chorando.

O moreno mordeu o lábio inferior, estava sentindo um pouco de culpa... Mal começara o ano e já fez o outro se entristecer duas vezes.

Ele não entendia o rosado, ele sempre falava que o odiava, então por que se importava tanto?

E se ele tivesse lutando contra si mesmo para afirmar uma coisa que ele sabe que não é?

–Marshall? – Chamou o loiro, despertando o moreno de seus pensamentos.

–Desculpe, o que você estava falando?

–Eu não falei nada, estava só assistindo você viajar em um mundo paralelo.

O moreno riu, mas via que o loiro estava pensativo.

–Algo te incomoda? – Perguntou o moreno.

–Sim, o que houve entre você e o Chiclete?

Desta vez o coração já frio do moreno congelou, como ele podia suspeitar?

–Não ocorreu nada. – Afirmou o vampiro, com tanta segurança que podia fazer qualquer um acreditar, mas o loiro tinha suas dúvidas.

–Toda vez que alguém fala de um para o outro, os dois ficam calados e nervosos. Já percebi isso.

–Finn, não aconteceu nada.

–Ocorreu sim que eu sei, Marshall. Eu perguntei para o Chiclete ontem, só que ele não conseguiu falar.

Então aquele filho da mãe ia contar?

–Eu o obriguei a falar, ele realmente não queria contar nada. Mas sei que houve alguma coisa, ontem você me deu mais uma pista sabendo ir exatamente na casa dele sem perguntar ao guarda.

Marshall Lee respirou fundo, reconhecendo o olhar de Finn.

–E você está na esperança que eu conte?

–Sim, por favor.

O moreno deu um sorriso de canto.

–Você é mesmo curioso, mas sabia que isso já matou um gato?

–Marshall, é sério, eu quero saber o que aconteceu.

–Eu não vou contar, Finn. – O moreno se levantou, pronto para ir embora. – Mesmo que seja pra você, eu não posso contar.

–Por que não?!

– A gente prometeu que não ia contar.

–Então vocês fizeram promessa? Por isso não contam?

–Isso. – O moreno confirmou, indo para escola, estava com medo de contar demais para o pequeno. Mas Finn era insistente, perseguindo-o.

–Qual é Marshall! Eu fico preocupado! O que houve é tão ruim assim?

–O que aconteceu não foi nada incomum, qualquer um já passou por isso.

–Mas por que vocês tratam isso como se fosse algo tão horrível?

–Porque dói, Finn! – Exclamou o moreno. – É tão ruim assim deixar um problema do passado para trás?

–Claro que sim! Não adianta fugir, esse problema vai sempre te perseguir!

O moreno ficou calado, o pior era que ele tinha razão.

–Tá! – Respondeu por fim. – Pode ser que não seja um bom caminho para se seguir, mas pra nós dois está ótimo.

–Marshall!

–O que você quer que eu faça Finn? – O moreno parou, estava em frente da escola. – Só me diz isso.

–Eu sei que vocês não vão me contar tão cedo o que houve, mas pelo menos pense sobre o assunto.

O moreno olhou para o chão, pensativo.

–Tá bem, aí você deixa quieto esse assunto e fica de boa comigo?

–Não prometo nada na questão de deixar quieto, no futuro vou continuar a perguntar para vocês dois. Mas a questão de ficar de boa com você eu faço.

–Beleza. – O moreno confirmou, entrando na escola com o loiro.

Sala de Aula (Mesmo dia — 09:45 da manhã)

Estavam em pleno recreio, um ótimo momento para a sala de aula ficar vazia e sem ninguém por perto. Lá, Fionna e Chiclete se encontraram.

–Convidou ele para sua casa? — A loira foi direto no assunto, ansiosa.

–Convidei.

–E aí?

–Eu não consegui beijá-lo e muito menos fazer aquilo. — Afirmou o rosado, mas quando viu a cara de fúria da outra, continuou: — Mas acho que aconteceu algo melhor.

–O que? — A loira perguntou um pouco desconfiada se era tão bom mesmo.

–Marshall Lee foi para minha casa e começou uma briga comigo sem motivo, Finn viu que ele não é o "bonzinho" da história como ele pensava antes.

–Ótimo... — Fionna sorriu. — Acho que foi um bom passo mesmo, assim Finn não vai ver mais coisas como via antes.

–O que você vai fazer agora? – Perguntou preocupado.

–Eu? Nada. Não lembra que você que teria que conquistá-lo? Assim eu não contaria sobre a Coca-Cola.

Chiclete ficou calado, olhando pensativo para o chão. Como faria para continuar?

–Mas, tenho uma boa notícia para você. – A Fionna disse sorridente.

–O que?

–A Caroço vai dar uma festa nesta sexta-feira, vai ser bom, não?

–Uma festa...?

–Sim, tudo fica melhor em uma festa. Há bebidas, dança, o escurinho...

–Tá, tá. – Falou Chiclete, um pouco envergonhado na onde ela queria chegar. – Então continuo na sexta.

– E tenta falar com ele um pouco durante a semana também, se não nada do que você fez vai adiantar.

–Claro. – Falou Chiclete, como se aquilo fosse óbvio.

–Bem, te vejo depois então, agora vou ir junto com a Cake.

–Tudo bem. – Respondeu Chiclete.

Assim que a loira foi embora, Chiclete continuou na sala de aula. Observando seu pequeno pela janela: Ele estava sorrindo, conversando com a Marceline e Jujuba com um grande lanche de dois andares na mão.

O rosado sorriu e apoiou sua cabeça nas mãos, continuando a assisti-lo.

De repente, a porta se abriu. Ele olhou para trás um pouco surpreso, mas era apenas a Caroço.

–Oi gostoso. – Disse ela, ajeitando seus caroços.

–Olá Caroço. – Falou com indiferença.

–Vim só trazer alguns convites da minha festa muito massa. Você vai ir, né? – Disse desfilando em sua direção.

Ao contrário de Fionna, a Caroço não sabia que Chiclete era homossexual, então assim como todos os outros garotos, ela dava em cima e passava dos limites.

–É sexta, não?

–Isso, começa as nove horas da noite e termina só no dia seguinte. Vai ter DJ, bebidas e tudo de bom.

–Aonde vai ser?

–Na minha casa, meus pais vão viajar e voltam só segunda. Vou ter a casa inteira para mim!

O rosado sorriu de canto e voltou a janela.

De repente, sentiu duas mãos em sua cintura, o abraçando de costas.

–Você vai, não?

–Caroço, por favor... – Disse olhando para trás, na direção dos olhos dela.

–Te solto só se falar que vai. – Falou com os olhos travessos.

–Eu vou. – Respondeu emburrado.

–Você tá meio tristinho ultimamente, tem algum problema?

–Caroço, me solta. – Pediu, tentando tirar os braços dela de sua cintura.

–Você não respondeu minha pergunta. – Cantarolou. Não deixou de abraça-lo, pois sabia que a única maneira que daria para ele descolar dela era a força, e sabia muito bem que o rosado não era de machucar garotas.

–Eu não estou triste. – Insistiu.

–Está sim, já faz um bom tempo que você parou de sorrir, acho que desde a metade do ano passado.

–Caroço! Por favor, pare de inventar histórias!

–Nunca invento, apenas digo a verdade. Agora me conte ou serei mais radical.

Caroço sempre fora a filinha do papai, as pessoas sempre tinham que fazer o que ela mandava, e se não fizessem ela os obrigaria ou faria alguma brincadeira ou esculacho para se vingar no futuro. Por isso, Chiclete estava em uma situação difícil.

–Já disse que não tenho nada.

–Como você é insistente! – Disse, guiando suas mãos para de baixo de sua cueca.

Rapidamente, Chiclete colocou as suas mãos em cima das dela, a impedindo.

–O que você pensa que está fazendo?! – Gritou o rosado.

–Me conta!

De repente, a porta da sala se abriu e o coração de Chiclete congelou, olhou de vagarosamente para trás e viu quem ele menos queria e mais suspeitava.

–Poderia parar de fazer isso com ele? – Perguntou encostando-se na parede.

–Marshall Lee! – Gritou a caroço, indo até o moreno. – Ele não confia mais em mim...

–E o que eu tenho a ver com.... – Ia dizendo o vampiro.

–Ele anda triste desde a metade do ano passado, e eu estou querendo saber o porquê e ele nunca conta.

O coração de Chiclete congelou, agora estava frito, ela havia contado tudo para ele o que havia escondido por muito tempo...

–Ele é assim mesmo, reservado. – Respondeu Marshall Lee indiferente, mas por dentro estava um pouco feliz: Suas suspeitas estavam certas.

–Bem, enfim, vou dar uma festa na sexta feira as nove, quer ir? Vou chamar todos da sala.

–Vou sim.

Caroço abriu um sorriso enorme.

–Ah, que bom! Te espero lá.

Logo, saiu da sala em busca de mais convidados.

Estavam sozinhos agora, Chiclete imaginava que ele havia esquecido alguma coisa na sala, assim que se virou novamente para a janela.

–Não sabia que mudou de lado. — Começou Marshall Lee, brincando. — Agora tá a fim da Caroço?

–Claro que não. — Respondeu, ainda olhando para a janela. — Ela que veio para cima de mim.

Marshall sabia disso, pois quando chegou na porta da sala ficou assistindo a Caroço o convidando para ir para sua festa e logo fazer aquilo, até ver que ela ia passar dos limites, então resolveu ajudá-lo.

O silêncio predominou a sala novamente, até ouvir passos que chegavam cada vez mais perto do rosado. Logo, viu um corpo encostado na parede do seu lado.

–Por que você está triste desde o ano passado?

Droga, o rosado só estava esperando para surgir essa pergunta.

–Eu não estou triste, ela que está inventando histórias.

–Tá bem. – Afirmou, mas sabia que o outro estava mentindo. – Então por que você está deprimido?

–Eu já disse que não... – Falou irritado, indo olhar na direção do vampiro, mas quando se encontrou com seus olhos ficou calado e surpreso: Ele estava sorrindo de canto.

–Você não muda mesmo. – Sorria enquanto bagunçava os cabelos do rosado, brincando.

O vampiro se encaminhou em seguida para sua mochila, retirando dali uma toalha de praia, e foi em direção a porta. Mas antes de sair, falou:

–Até mais.

E a porta se fechou.

Chiclete estava confuso. Ele não estava bravo e muito menos furioso como ontem, pelo ao contrário, estava de boa.

O que o mais deixava confuso é que a carícia que ele fez em sua cabeça parecia ser um pedido de desculpas por ontem.

Notas finais
Até mais! XD