Anonymous... - [ HIATUS ]
22 The return of jane
Notas iniciais
~X~ P.O.V
Eu estava novamente observando Nigh, cada assassinato, cada passo. Ele agora está realmente diferente, talvez fosse isso que Jeff procurava desde o começo. Ele queria que Nigh se tornasse isso, mas eu sei que esse não é ele. Jeff já está atrás dele, e vai lhe trazer pro seu lado, mas para isso ele vai ter que me usar. Eu queria saber qual pensamento se passa na cabeça de um assassino. Eu queria descobrir, mas agora eu não posso falar com ele, eu vou apenas voltar para Jeff e fazer um relatório da minha missão. Eu não queria, mas sou obrigada, desde que aquele cara me hipnotizou eu não sinto mais minha própria vontade de fazer alguma coisa.
–-----------------------------------------------
Jane P.O.V
Depois de mais de uma semana à procura de Nigh, eu achei um acampamento na floresta. Nós todos já estávamos preocupados. Eu mandei os outros irem pra casa, ficando apenas eu e Wendy, ela não quis ir, insistiu em ficar e procurar por Nigh.
Sem ele por perto tudo é diferente, no momento eu não estou gostando de mim, eu mudei por causa dele? Mudei sem perceber? Essa é a influência que ele tem sobre mim? Aconteça o que acontecer eu tenho que voltar a ser quem eu era antes. Rígida, rigorosa, psicopata, e sem pena de nada nem de ninguém.
–Wendy, eu tenho que ir agora, se nós nos vermos de novo eu acho que não estaremos “de bem” eu quero voltar a ser quem eu era antes. Dessa maneira eu sou fico mais tranquila, pois nada mais no mundo importa.
–O-oque? M-mas Jane, você não é mais uma assassina, você tem sido uma verdadeira amiga, você não pode simplesmente ir embora e me deixar só e você também- a interrompi.
–Esse é o problema caralho! Quando se é um assassino insano e que não pensa mais em nada além de matar, quanto mais próxima a pessoa for de você mais você sente vontade de mata-la. Sabe quantas vezes eu tive que esconder e ignorar o meu desejo de matar todos vocês dentro daquela casa? Estou indo agora, não se preocupe tudo vai voltar ao normal- saí correndo
–-----------------------------------------------
Depois de umas duas horas andando por aí, parei e comecei a tentar ser a mesma pessoa que eu era, comecei tentando transformar meu psicológico novamente. O que não foi nada difícil, apenas lembrei-me das coisas que eu vi, das coisas que eu passei.
–Tsc, Minha vida é uma merda, mas quem se importa?
Eu já sinto uma sensação boa, embora minha reabilitação não esteja completa, vou sair para matar alguém, e depois outro e mais um, e assim por diante... Só assim, com certeza vou conseguir o que quero.
Observei todo um movimento em uma casa qualquer, ela parecia de uma família normal, o pai, a mãe e as crianças. Decidi começar por ali, achando que ia ser ótimo pra mim, porém o que eu não contava era com um imprevisto, e dos grandes.
Esperei até que o relógio apitasse novamente, já eram meia-noite, eu destranquei a porta com cuidado e subi as escadas com cautela para que não fizesse nem um pouco de barulho nem fosse notada. Retirei minha faca, a segurei apertando-a bem firme na mão e destranquei a porta vagarosamente. O pai estava morto, com seu braço direito decapitado e quase sem pele. A mãe estava sem a cabeça e a toda a medula óssea dela foi retirada e colocada dentro da gaveta. Nojento, insano, e um pouco assustador confesso. Quem será que fez isso? Fugi de meus pensamentos ao escutar um pequeno grito vindo do quarto ao lado, provavelmente no quarto das crianças. Quando entrei, me deparei com uma cena que eu simplesmente não consegui entender, não pude processar minha reação no momento. Era Nigh. Ele já havia matado uma das crianças, e a outra estava encolhida no canto da cama (me escondi nas sombras para que não pudesse ser vista) Nigh estava completamente sujo de sangue usando um casaco Negro com um capuz longo. Ele se aproximou da criança e sorriu
–Qual o seu nome garotinho?- Não houve resposta e o mesmo perguntou outra vez
–Erm, P-por favor, n-não me machuque, me chamo Billy – o garoto tremia incansavelmente.
–Oi Billy, vamos brincar?- Deu um sorriso sádico e se aproximou do garoto que tentou se afastar mais, porém já estava no limite da parede.
Nigh está estranho, muito estranho. Cabelo branco e olhos vermelhos? Eu certamente não entendo o que está acontecendo aqui, Como ele mudou sua aparência?- saí dos meus pensamentos e me voltei para a cena. Nigh pegou uma faca e fez um corte suave no rosto do garoto, depois que o garoto começou a chorar ele arrancou seus lábios e falou algo que me deixou chocada “Vou te deixar a caminho da estrada para o inferno”. Cortou a barriga do garoto e puxou seu intestino para fora vagarosamente, fazendo-o gritar, gemer e se espernear até morrer engasgado com seu próprio sangue.
Nigh levantou-se e ficou parado de costas para mim
–Eu não sabia que ainda tinha alguém em casa- disse enquanto se virava vagarosamente, porém eu não tive medo, tomei a palavra.
–E eu não sabia que tinha um novo assassino no pedaço!- disse em um tom irônico, e ele olhou para mim com seus olhos brilhantes e vermelhos como sangue.
–Estava com saudades de você Jane- disse em um tom calmo- O que você veio fazer aqui?- aproximou-se de mim.
–Estou cansada de bancar a “boa garota”. Só quero que tudo volte a ser como era antes, não me importo como, mas tem de ser feito- falei me sentando na cama e abaixando a cabeça- eu não aguento mais ser normal.
–Sei bem como é- disse pondo a mão sob o meu queixo e olhando nos meus olhos- mas você não deveria se incomodar com isso, não é verdade? Você é bem psicótica. Hm deixe-me te falar quantas vezes eu já não vi, entre todos seus gestos e olhares, a sua vontade de matar todos nós dentro da sala? Muitas vezes, enquanto eu dormia eu via você se levantar na madrugada e pegar uma faca tendo que se controlar para não me matar.
–V-você via?- engoli a seco- Por que então nunca disse nada, nem nunca fez algo para me impedir?
–Porque eu tinha a certeza de que você não poderia me machucar- sorriu e eu fiquei um pouco envergonhada- Mudando de assunto, o que achou da minha obra de arte?- sorriu agora indiferente
–Na verdade eu ainda não consigo acreditar que foi você que fez isso- falei olhando novamente para baixo
–Há algum problema em relação a isso?
–Não, é só que eu nunca imaginei que você pudesse fazer isto com alguém, fora isso, eu realmente admirei o que você fez!- ele fez silêncio, apenas esticou mais o sorriso se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido algumas palavras que me deram certo arrepio na espinha.
–Você deveria voltar a ser quem era antes. Se não me engano mudou por minha causa certo? Deixa eu te dizer Jane: Nunca mude por ninguém, eles não merecem, ninguém merece nada. E mesmo que mereça você não estaria sendo você mesma certo?- Me abraçou e saiu.
Mas que merda mano, ele tem razão! Em que caralhos eu estava pensando? Só acho que se eu não tivesse mudado tudo estaria tranquilo pra mim. Talvez Kate tivesse me matado, talvez Nigh tivesse me libertado, eu sabia que devia ter brincado mais com ele enquanto tive a chance. Eu queria ainda estar na casa dele, o mandando fazer tudo que eu queria, eu iria usá-lo bem, eu iria matar Wendy se ele me desobedecesse. É lembro bem disso. Parece que eu não perdi os meus pensamentos anteriores, ainda posso ser eu de novo. Ainda tenho chances de voltar a ser uma assassina sem misericórdia de ninguém, e tenho certeza de que o “Novo” Nigh pode me ajudar.
Saí de meus pensamentos e observei melhor o “trabalho” que Nigh tinha feito. Parecia glorioso, muito bem feito. Sem dúvidas ele não era o mesmo.
Saí pela porta tranquilamente e fui procurar alguém para matar.
–----------------------------------------------------------------------------------------------
(Agora capítulo narrado por um garoto de 16 anos)
Meu nome é Jean eu sou um estudante, moro com meu pai, e a gente leva uma vida muita tranquila, meu pai é policial e sempre volta do trabalho muito tarde.
Já eram 1:00 da madrugada aproximadamente, meu pai havia acabado de chegar e foi direto para a cama. Eu, porém fiquei sentado na minha cama ouvindo música, mas ao tirar o fone de ouvido e desligar as músicas eu notei que essa noite não seria igual às outras. Estava calma demais, um silêncio amedrontador que fazia meus pelos se arrepiarem, eu chegava a sentir calafrios no meu corpo.
Deitei-me em minha cama e me cobri todo, pensei que podia ser só alucinações minhas, afinal, devia ser uma noite como qualquer outra. Devia ser uma noite tranquila, eu só devo estar sendo besta e “criando coisas”. Mesmo assim eu não conseguia pregar o olho, ouvi então naquele silêncio o barulho do vento entrando pela janela. Estranho, agora eu sei que realmente tem alguma coisa aqui em casa, tenho certeza que fechei a janela.
Saí e fui até a sala, fechei a janela com cuidado tentando não fazer barulho, e fui até a cozinha pegar um copo de leite para tomar e depois tentar dormir, não havia nada na sala, muito menos na cozinha. Fui direto para o meu quarto, agora tranquilo por saber que não havia nada aqui em casa. Subi e fui para o meu quarto, porém quando eu deitei-me novamente na cama pude ver uma faca brilhante e um sujeito se aproximando de mim, ele sorria, tinha os lábios negros (percebi agora que era uma mulher) Eu tremia enquanto me encolhia no canto da parede, tentava gritar, mas as palavras não saíam, aqueles olhos negros me olhando me causava náusea só em sentir a presença daquela mulher perto de mim.
Consegui gritar e meu pai sacou a arma e veio correndo, ao entrar a figura jogou a faca e acertou seu pescoço, o fazendo espirrar sangue em todo o corpo daquela mulher e no meu.
“Eu me aproximei e acertei a cara dele com um soco, logo em seguida cravei minha faca em sua barriga e a mexi, fazendo-a cortar vários órgãos e o garoto começar a ficar pálido por falta de sangue, enquanto abafava os seus gritos com minha outra mão. Retirei a faca de sua barriga e o esquartejei, espalhando seus pedaços por toda a casa. Esse certamente vai ser o caso mais violento que a polícia vai encontrar, entre algum tempo”.
(História encontrada em um diário escrito por o garoto que foi encontrado embaixo do seu travesseiro) (Jane teria dado chance de ele escrever, para que as pessoas reconhecessem que ela havia voltado, ela certamente escreveu o último parágrafo).
Fale com o autor