Anonymous... - [ HIATUS ]
23 Wendy is a Policewoman ?
Notas iniciais
Wendy P.O.V
(Um dia depois que Jane saiu)
Depois que Jane se foi, eu passei um tempo pensando no que eu faria sem ninguém aqui por perto, acho que mesmo depois de tudo eu ainda consigo ter uma vida normal, primeiro preciso descansar um pouco, depois arrumar um emprego e seguir com minha vida. Acho que vou ficar morando na casa de Nigh, já que ele a abandonou.
É realmente triste saber que eu não tenho mais ninguém, agora eu estou sozinha, não tenho amigos e Nigh também se foi. E pensar que as únicas amigas que eu tinha eram assassinas, porém isso não me desanima, pois eu gostava delas. Kate agora está morta, e Jane voltou a matar pessoas, isso não é nada bom, ainda por cima eu perdi o cara que eu amava. É muito doloroso perder alguém, acho que vou trabalhar protegendo o povo. Afinal, muita gente não merece perder seus amigos e parentes. Vou atrás disso amanhã, mas primeiro vou tirar um cochilo.
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Acordei 5:30 da manhã, estava tudo quieto, escovei os dentes, tomei um banho e fui até a janela do meu quarto a floresta estava muito verde, o sol nascendo estava perfeito, ouvia-se perfeitamente o som dos pássaros cantando. Era realmente bom ficar na casa de Nigh, eu acho que de depois de todo o desespero que passei, vou finalmente ter um dia bom.
Vesti uma camiseta branca do Pink Floyd e fui até a cidade caminhando arrumar um emprego. A primeira coisa que pensei foi em me tornar policial, afinal eu tenho algumas habilidades e seria legal proteger as pessoas que não merecem morrer.
Entrei na delegacia e falei com o delegado, ele me descolou um emprego, pois três homens (policiais) haviam morrido na noite passada. Os bandidos fugiram e levaram com eles as armas e quatro quilos de cocaína. Bom, tenho que trabalhar, afinal, não suporto ficar em casa sem fazer nada. Peguei minha farda, recebi um cassetete e uma pistola Desert Eagle, irei começar hoje a trabalhar.
Fui ao banheiro feminino e vesti meu uniforme, estranho, é meio desconfortável, e também é bem apertado. Fui até o comandante resolver o resto das coisas.
–Sabe dirigir Srta. Wendy?
–Posso tentar aposto que não é difícil- sorri
–Sabe, é bom ver alguém aqui que está disposto a trabalhar- me deu a chave da viatura, e chamou um homem que provavelmente seria meu parceiro- Este é James, ele será seu parceiro de agora em diante.
–Prazer em te conhecer James.
–O prazer é todo meu, Wendy.
Peguei a viatura e fui dar uma volta para ver como estava a cidade. Quando eu passei em frente à prefeitura, recebemos uma chamada no rádio, três quarteirões na frente havia quatro homens assaltando uma loja, fomos até lá e começamos a agir.
–Fique aqui no carro James.
–Tem certeza Wendy? Essa é sua primeira vez fazendo isso não é?
–Sim, eu tenho certeza, irei sozinha.
Entrei vagarosamente pelos fundos da loja e apontei a arma para os homens
–Deixem as coisas que roubaram, ou eu atiro em vocês!
–Ah, que medo- respondeu um dos homens- Parece que tem uma “tira” nova no pedaço.
–Acertou- sorri- É melhor vocês irem embora ou vão se arrepender
–Eu quero me arrepender- disse outro cara.
Guardei minha arma saquei o cassetete, depois de dois minutos eu já tinha acabado com todos eles. Coloquei as algemas neles e os joguei no porta-malas do carro.
–V-você é incrível Wendy- James disse impressionado.
–Obrigada- sorri gentilmente
Dirigi até a delegacia e coloquei os patetas no xadrez. James foi até o nosso superior fazer o relatório da missão.
Depois de meia-hora, o superior veio até mim, me dizer algo.
–Deus Wendy, você é impressionante, estamos tentando pegar estes marginais há dois anos! Eles são responsáveis por agredir policiais, além de roubo, tráfico de drogas e homicídios contra inocentes por pura diversão. James disse que pegou os quatro com o cassetete enquanto eles estavam armados com facas e tacos de Baseball, e você não levou um arranhão!
–É mais ou menos isso Senhor.
–Impressionante. Você vai ser promovida bem rápido assim.
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(Atualmente)
Depois de duas semanas eu estava saindo em todos os jornais, e na TV. Eu já tinha pegado tantos idiotas fazendo burrada que a cidade tinha ficado calma. De acordo com meu superior os bandidos estavam com medo de mim, eu apenas ri. Eu estava gostando de meu trabalho, estava tudo tranquilo, eu já tinha subido algumas patentes rapidamente, mesmo assim eu continuava agindo em vez de ficar parada dando ordens. Foi aí que fui chamada para um caso diferente.
Vítimas mutiladas com a espinha vertebral da mulher guardada em uma gaveta, uma criança que havia morrido engasgada com o próprio sangue e com o intestino do lado de fora. Realmente assustador, que maníaco teria coragem para fazer isto? Então foi achado outro caso, um diário escrito por um garoto, enquanto seu pai chegava do trabalho. Eles foram esquartejados, o que me intriga é o diário. O assassino teria dado chance para o garoto escrever? Talvez não, e se... Fosse alguém que quisesse aparecer de novo? Algum assassino que tinha sumido há algum tempo? Eu tenho que considerar todas as possibilidades.
Depois de muito tempo pensando finalmente cheguei a uma conclusão. Não, não pode ser... Mas, e se for? Seria Nigh que teria matado essas pessoas? Jane? Ou Jeff? Intriga-me que eu tenha me esquecido que se eu quisesse começar uma vida normal eu não poderia ser policial, pois se não acabaria achando um caso que nem esses, e nunca conseguiria esquecer a minha história.
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(conversa com meu superior)
–Wendy, você é a melhor policial que já vi! Faz parecer que as lendas são reais! No entanto, eu queria lhe dizer que esses crimes de gente mutilada são impossíveis de resolver, os psicopatas que praticam esse tipo de crime não deixam provas. É impressionante que eles tenham a habilidade de nunca ser pegos. Ao menor sinal da polícia eles fogem.
–Eu sei disso. Já verifiquei todos que morreram, eles têm fichas limpas, são todos inocentes e parece não haver um padrão entre as mortes. É difícil dizer que essas pessoas matam apenas por diversão, elas escolhem um alvo aleatório e mata quem estiver dentro da casa no momento, eles matam desde criminosos até padres!- Eu disse um pouco estressada
–Sim! Esses depravados marginais escolhem um alvo aleatoriamente, você acha que conseguiria pegá-los?
–Com certeza!
Esse caso me preocupa se for Nigh, Jane ou Jeff temo que consiga não consiga derrotá-los. Mesmo assim eu posso tentar. Vou ficar disfarçada em alguma das casas da cidade, vou avisar as famílias que é uma investigação, pois se eu falar a verdade eles ficarão preocupados.
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Duas da manhã, eu estou ativa, vigiando cada pedaço da casa. Escuto um barulho na porta da frente, alguém a abriu, escondi-me rapidamente, não poderia ser pior, era um ser deformado, sem pálpebras, e um sorriso que se estendia até as orelhas. Seria esse o famoso assassino Jeff? Sim era ele, eu me lembro perfeitamente de uma conversa com Nigh outro dia, ele me falou todas as características de Jeff.
E agora? O que eu faço? Acho que eu vou tentar parar ele, afinal, esse é o meu trabalho e eu vou fazer o que tiver que fazer.
Observei Jeff entrando em um dos quartos, e quando eu abri a porta para atirar nele, ele não estava mais lá, muito estranho, estava tudo normal, a família ainda estava dormindo normalmente, nada errado. Saí do quarto e fechei a porta, para minha surpresa não havia mais nada na casa, eu havia acabado de olhar todos os cômodos da casa detalhadamente.
É acho que ele saiu e não vai voltar mais hoje.
Esperei até o relógio marcar seis horas da manhã- a hora em que o pai sai para trabalhar- e voltei para casa.
Hoje é sexta-feira, o Capitão me deu o dia de folga, acho que não tenho nada para fazer em casa, mas bem, é melhor que ficar na delegacia com aqueles marmanjos tarados dando em cima de mim. É, parece que eu tenho muito azar de ser a única policial daquele lugar. Devo aproveitar o dia escutando um pouco de música e assistindo um bom filme.
Está uma bela manhã, essa floresta é realmente linda, não me admira que Nigh tenha se mudado para cá. É, Nigh, estou com saudades, o que será que está acontecendo com ele neste momento? Ah- suspirei- Acho que vou até a fonte.
Eu estava com uma camiseta branca e uma calça preta. Peguei meu celular e selecionei uma música aleatória, caiu exatamente em “When the Darkness Comes”. (Pra quem não conhece vou deixar link nas notas finais).
“Eu estarei esperando
Esperando e rezando para que
Esta luz o guie para casa
Quando você se sentir perdido
Vou deixar o meu amor
Escondido no sol
Quando a escuridão vier”
Rapidamente eu tentei mudar a música, mas o celular tinha travado. Por que esta música me faz lembrar tanto dele? Por que nesse lugar? Nessa manhã tão semelhante aquela outra. Nesse dia tão tranquilo, tudo poderia estar perfeito agora, mas não está, pois ele não está do meu lado. Eu devia ter aproveitado meu tempo com ele- Meu celular mudou de música para “Seize The Day” de Avenged Sevenfold.
“Aproveite o dia ou morra lamentando o tempo que você perdeu”
Não entendi ainda o porquê de eu sentir tanto a sua falta. Mesmo assim, eu sei que ele é especial demais para mim, não posso simplesmente esquecê-lo. Eu queria que fosse simples assim, mas não é. Eu acho que agora vou dar um pequeno cochilo debaixo dessa árvore.
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Eu abri os olhos devagar, verifiquei o relógio, eu havia dormido duas horas. Esfreguei os olhos, dei uma espreguiçada exagerada e comecei a avistar, um pouco longe de mim alguma coisa, eu acho que era uma pessoa. Fui até onde ela estava para saber quem era, pois não era todo mundo que conhecia aquele lugar. Ao me aproximar fui diminuindo a velocidade, o sujeito estava lavando um casaco preto sujo de sangue, e uma blusa de um policial. Estranhei, um belo homem de cabelo branco e de cabeça baixa lavando essas roupas, como eu estava desconfiada saquei minha arma, e dei um grito.
–Ei você, levante as mãos para cima e não se mexa! O que é isso? Você matou alguém?- Eu perguntava, mas não havia resposta, o sujeito, porém se levantou, revelou um sorriso muito grande, ainda de cabeça baixa ele falou:
–Oh, Wendy, como sempre destemida, como você está? Eu já estava começando a ficar com saudades- Olhou para mim, vagarosamente levantando a cabeça abriu o maior sorriso que pode, estava tranquilo, tinha os olhos vermelhos, me parecia muito familiar. Eu o conheço, o cabelo e os olhos me enganam, mas esse sorriso...
–Nigh?!- abaixei a arma, eu estava sem palavras, eu realmente não sabia o que fazer, certo que eu estava com saudades, mas eu em hipótese alguma queria me deparar com aquela cena. Abaixei a arma e a guardei, enquanto ele chegou até mim.
–Uuh, me admira que você tenha me reconhecido. Eu estava com saudades de você, agora nós podemos brincar- começou a sorrir novamente; Eu não conseguia fazer nada, não me mexia, não recuava, eu apenas estava parada ajoelhada, enquanto via Nigh esconder o corpo do policial que eu provavelmente tomei o lugar. Eu estava tremendo, estava muito nervosa.
–Não vai se mexer? Assim não tem graça, você estava com saudades de mim Wendy, mas não consegue me reconhecer? Não quer brincar? Eu tenho muito tempo livre agora!
Eu tentei acordar e correr, o fiz, e Nigh não se mexeu, quando eu estava começando a me distanciar dele parei ao ouvir o que ele disse.
–Eu só queria que nós dois tivéssemos tido mais tempo Wendy.
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