Quando foi que a minha vida se tornou esse inferno?

É isso que eu vivo me perguntando, uma vez que, desde sábado, as coisas ficam dando errando e criou-se uma espécie de novelo de lã cheio de problemas. Vou resumir, não sei de onde veio tanta raiva e nem porquê, mas hoje, aliás, há algumas poucas horas, eu fui trancado em casa pelo meu marido. E cá estou.

Quando Eustass saiu de casa e foi até o hospital, naquela exata hora, minha mente enlouqueceu. Eu me senti preso em uma gaiola e não sabia o que fazer, o desespero que eu senti cegou meus olhos e, durante alguns longos minutos, tudo o que eu sabia era puxar meus cabelos e socar a porta, gritar, esperando que ele venha e me tire daqui. Como se isso fosse possível.

Mas tudo bem, retornei à minha racionalidade. Liguei a água da banheira e sentei, com a temperatura da mesma elevada ao máximo. Agora é hora de pensar exatamente, sem muitos rodeios e da forma mais simples possível fazer uma pergunta à mim mesmo: que porra acabou de acontecer aqui?

O que leva alguém a trancar uma pessoa em casa? Não, não, não. O pior de tudo nem foi o fato dele perder seu tempo colocando madeiras na janela. Isso eu poderia facilmente quebrar e fugir. O que foi realmente chocante de verdade é ele PENSAR que eu iria abandonar o hospital. Tá louco? Abandonar o que eu amo pra virar a “esposa” perfeita?!

É claro que eu não iria assinar qualquer mandato de demissão, não é isso que me preocupa. O que me preocupa é se ele vier a me obrigar a fazê-lo. Que que eu faço? Fujo, troco de nome, mudo de cidade e vou viver uma nova vida? Não mesmo, o ideal seria levar Eustass a um psicólogo, mas acho que ele não iria aceitar.

Eu simplesmente preciso de planos. Por sorte eu havia trago um pequeno bloco de notas e uma caneta para o banheiro, então eu poderia me dar ao luxo de aproveitar a água quente da banheira e pensar em alternativas de evitar essa situação trágica. Uma dessas tem que dar certo, vamos lá:

1) Conversar educadamente e civilizadamente pra ele entender que eu não vou me demitir.
2) Fazer carinha de choro pra ele ficar com pena e não me obrigar a me demitir.
3) Se tudo der errado, eu vou ao hospital sem ele e ele não pode me impedir.
4) Se ele por acaso ficar louco e realmente me prender em casa, eu me demito e fujo pra alguma cidade distante, troco de nome e arranjo emprego em algum hospital lá. Ok, essa é a pior.

(…)

Uma quantidade de horas necessárias passou-se. Eustass logo chegaria em casa, eu já havia arrumado-me perfeitamente, inclusive fiz o jantar que ele mais gostava para que ficasse de bom humor. Tudo pronto, resolvi que iria ter uma conversa normal, já que somos pessoas civilizadas e pode haver muito bem uma comunicação entre nós. Esperei, até que a porta se abriu.

– Yo! – Kid chegou com uma aparência normal, calma. Acho que tá tudo dando certo por enquanto.

– Oi! Eu fiz a sua comida favorita pro jantar.

– Sério? Poxa, obrigado, eu vou comer assim que voltar do banho.

– Tá bom.

Por enquanto tá tudo indo bem, normal, ótimo. Provavelmente ele só disse aquelas barbaridades de manhã por estar, sei lá, nervoso, mas nada daquilo deveria ser sério. Assim que o Eustass retornou do banho, eu já havia esquentado sua comida e servido à nós dois. Sentamos juntos, um de frente para o outro e eu esperei ele se posicionar.

– Então, você pensou no que eu te disse de manhã?

– Sim, pensei.

– E aí?

– Eu não vou pedir demissão. Você tava falando sério quando me pediu pra fazer isso?

– Claro que eu tava falando sério! – Kid exclama. – Pensa só no quão bom seria se você fizesse isso, nós dois teríamos mais tempo pra ficarmos juntos, sem emergências nem nada.

– Eustass, se eu me importasse com tempo livre eu não teria virado médico. Além disso é a única coisa que eu gosto de fazer de verdade, eu sou apaixonado pelo meu trabalho!

– Tá vendo? Você é obcecado demais por esse trabalho, vai fazer mal pra você. E vê pelo lado bom! Você pode ficar em casa, sem precisar se estressar, só lendo o dia todo e vendo filme. Não é a melhor vida que alguém poderia ter?

– Então porque é que você não se demite e fica em casa? Eu ganho muito mais que você!

– Agora você está sendo ganancioso demais.

– Eu tô sendo ganancioso? Meu Deus, eu só não entendo porque a gente não pode continuar a nossa vida do mesmo jeito que era antes!

– Porque não dá! Você sabe o quão horrível é um monte de gente ter visto uma foto sua com aquele cara? Eu quase cometi um genocídio naquele hospital!

– Outro excelente motivo pra você ficar em casa e eu ir trabalhar.

– Ah claro, você não se importa porque foi VOCÊ que beijou! E se isso acontecer de novo? Se você começar a sair com outra pessoa? Eu já entendi que confiável você não é!

– Eu não sou confiável? Que exagero! Eu tô aqui com você, não tô? Esquece essa história de Rosinante, até eu já esqueci!

– Você só esqueceu porque você soube quem ele realmente era. E se ele não fosse o mesmo garoto? Você teria continuado lá com ele? Você teria voltado pra casa?

– Eu...

– RESPONDE! – Do nada, ele bateu na mesa e gritou com raiva.

– E-Eu não sei! E-Eu nunca... parei pra pensar no que eu faria se eu não descobrisse, mas que diferença isso faz?

– Ótimo, era tudo que eu precisava ouvir. – Kid terminou o jantar e se levantou, saindo da cozinha e indo para algum lugar.

– E-Ei, onde você vai? – Eu fiz a mesma ação, indo atrás dele. – Não me deixa aqui falando sozinho!

– Eu já disse tudo o que eu tinha pra dizer.

– Não disse, não! Você ainda quer que eu me demita, sendo que eu não quero fazer isso!

– Ótimo então, nós conversamos amanhã.

– Para de deixar as coisas pra amanhã e vem aqui fala–

– Boa noite.

Antes que eu pudesse falar mais alguma coisa ou tentá-lo fazer retornar ao mundo real, Eustass entrou em nosso quarto e bateu a porta na minha cara, trancando-a em seguida. Fiquei parado, imaginando a cena. Agora, além de me prender dentro de casa, ele também quer impedir a minha passagem para o MEU quarto?!

– EI, EUSTASS! – Fiquei batendo na porta. – ME DEIXA ENTRAR! – Mas ele só me ignorava, o que deixava-me com mais raiva ainda. – ABRE ESSA PORTA! – E ainda ligou a televisão do quarto, provavelmente pra não ouvir mais a minha voz. – Tsc!

Cansei de tentar falar com alguém que não estaria disposto a me ouvir. Simplesmente fui para a sala e realizei a mesma ação, deitei no sofá e liguei a televisão. Dessa nossa pequena conversa, eu consegui tirar uma conclusão: as duas primeiras alternativas não dariam certo. Nem conversar civilizadamente, nem fazer carinha de choro pra ele parar de ser babaca.

O jeito é tentar a terceira alternativa. Mesmo se amanhã ele continuar com a teimosia, eu vou ignorá-lo e ir ao hospital sozinho. Ora, ele não pode armar um barraco no hospital, certo? Não, ele não vai poder me obrigar a me demitir se eu ficar lá dentro! E se ele me trancar em casa, eu fujo e vou andando. Não preciso dele.

(…)

– Ei, acorda. Acorda!

No dia seguinte, eu acabei acordando no próprio sofá com o Eustass me balançando. A televisão havia ficado ligada, só espero que isso não tenha piorado mais ainda o humor dele, porque já tá insuportável. Mesmo assim, sentei-me e baguncei rapidamente meu cabelo para que ele ficasse arrumado.

– Bom dia. – Disse, emburrado. – E aí, vai fazer o quê?

– Cala boca e vai colocar uma roupa. – Mas Eustass me respondeu pior ainda. Notei que ele já tinha tomado banho e tudo. – Nós dois vamos juntos pro hospital.

– Ótimo, já se cansou dessa história ridícula e resolveu me deix–

– Para de ficar parado aí e levanta de uma vez! – Ele segurou meu braço e me puxou pra fora do sofá. – Além de traíra também esqueceu das suas responsabilidades? Vamo logo que eu não tô afim de me atrasar por sua causa!

– N-Nossa, calma...

Quanto estresse, eu hein. De qualquer jeito, fui para meu banho e tomei uma rápida ducha, me arrumando logo em seguida. Coloquei minhas roupas em silêncio, sem nem mesmo encará-lo ou falar algo. Ele já estava pronto e, assim que finalizei, fui encontrá-lo na porta de casa. Ela ainda estava trancada e Eustass me aguardava.

– Você vai pedir demissão hoje.

– Ainda com isso? Mas que saco, eu já disse que nã–

– CALA A PORRA DA BOCA E ME ESCUTA. – Do nada, ele gritou e segurou meu braço com força. Era tanto ódio que apertava meu músculo tão forte que, além de ficar vermelho e quente, ainda quase o torceu. Pra piorar, Kid me lançou contra a porta e colou sua testa na minha, fazendo-me encará-lo e quase cuspindo na minha cara. – PARA DE TENTAR ME FAZER DE IDIOTA!

– D-D-Do que você tá falando?! – Fechei meus olhos e virei meu rosto. Ele estava tão perto e gritava tão alto que me assustava, além de quase estar arrancando meu braço esquerdo. – M-Me larga, por favor...

– ESCUTA AQUI! – Ele me prensou mais ainda contra a parede e continuou gritando. – VOCÊ VAI PEDIR DEMISSÃO SIM E EU NÃO QUERO SABER! TÁ ENTENDENDO?

– M-Mas eu–

– EU NÃO LIGO! Eu não ligo se você quer ou não ficar na porra do hospital, mas lá você NÃO VAI FICAR! Se você gostava tanto da nossa vida como era antes, pensava bem nisso antes de fazer todas as merdas que você fez!

– D-D-Desculpa, mas–

– VOCÊ ACHA QUE PODE FAZER O QUE QUISER? HEIN?! – Eustass grita mais alto e continua praticamente torcendo meu braço. – DIZ! DIZ LOGO QUE VAI PEDIR DEMISSÃO!

– N-Não, para, eu não vo–

– VAI SIM! Só me diz, você vai por BEM ou por MAU?

– E-Eu... eu...

– RESPONDE DE UMA VEZ! – Ele soltou meu braço, mas segurou o espaço entre minha garganta e o queixo, levantando meu rosto e me obrigando a encará-lo. – VAI SE DEMITIR OU EU VOU PRECISAR TE OBRIGAR?

Eu... – Eustass apertava aquela parte com tanta força que até me faltava ar. – Eu... – Não dava pra dizer nada direito, só o tentava afastar segurando seus braços, mas sem sucesso.

– VAI OU NÃO?

V-Vou... – Como doía dizer aquilo. O fato dele apertar a minha garganta nem era tanto quanto jogar todos os meus sonhos fora, mas pelo menos ele me soltou.

– O que você disse?

– Eu vou... pedir demissão.

– Ótimo, vamos.

O ruivo abriu a porta e arrastou-me pelo braço, indo direto para nosso carro e me jogando no banco da frente. Ao mesmo tempo que ele dirigia em silêncio, eu dava um jeito no meu rosto. Tentava fingir que estava tudo bem para que ninguém notasse o desespero interior em que eu me encontrava. A última coisa que eu queria era precisar usar essa última alternativa.

Ele pode ter-me tirado o celular, mas pelo menos o computador ainda estava comigo. Botaria o plano quatro em ação. Me demitiria, conforme seus desejos e, assim que voltasse sozinho, faria de tudo para fugir de casa e ir até a cidade mais longe possível. Tentaria falar com algum policial, sei lá, pra ver se haveria como modificar meus documentos e começar uma nova vida. Era o jeito.

Já estava no hospital. Todos os médicos, enfermeiros, me olhavam sem nem ao menos tentar disfarçar. Fingi que não via. Fui até a sala do nosso chefe e pedi-lhe o contrato de demissão. Minhas mãos tremiam mais do que nunca em ter que assinar aquele papel; o que eu sentia era se como estivesse assinando minha própria sentença de morte. Tudo o que eu consegui acabaria ali?

Mas estava feito. Por mais que eu odiasse a ideia, teria que tentar a quarta opção. Eu não posso simplesmente viver em casa, longe do hospital, longe de tudo que eu gosto, à mercê de uma pessoa controladora. Nem pensar. Assim que eu saí do escritório do meu ex-chefe, Eustass Kid estava à minha espera.

– E aí? – Ele me perguntou, de braços cruzados.

– Eu fiz o que você queria. – Respondi seco. – Satisfeito?

– Ah, Law! – Eustass me abraçou. Não sei porquê, ele simplesmente me abraçou. Eu não senti vontade nenhuma de retribuir. – Desculpa ter feito tudo aquilo, é que eu queria que você entendesse que é a melhor solução pra nós dois e eu sei que um dia você vai poder enxergar que é verdade.

– … tá bom. – Me afastei dele. – Eu vou pra casa. Você traz as minhas coisas mais tarde? Eu não tô afim de me despedir do meu consultório.

– Não quer que eu te leve? Eu posso te dar uma caron–

– Eu vou apé. Não quero te incomodar.

Virei de costas e fui embora. Sequer me despedi dos meus colegas aqui no hospital, aliás, acho que sequer sabiam que eu pediria demissão. Não tenho coragem de encará-los. Me formei como cirurgião aos vinte e quatro anos pra quê? Ser obrigado a realizar tal ação no auge da minha carreira. Sem dúvidas, eu não saberia como reagir a isso senão ir embora e nunca mais vê-lo na minha vida.

Talvez. Talvez eu até volte algum dia, quando Eustass for maduro o suficiente para não querer falar por nós dois, mas isso não é hora de pensar nesse tipo de futuro. É hora de pensar no meu futuro. Em meio a tantos Rosinantes e Eustass, acho que eu vim ao planeta Terra para ser solteiro mesmo. E o pior é que eu sinto que ainda amo cada um deles. Talvez eu seja um masoquista...

Quer dizer, é difícil eu começar a odiar o Kid de uma vez só, por mais que ele tenha feito o que fez. Eu ainda tenho esperanças de que ele jogue esse ciúme doentio no lixo e volte a ser a pessoa que era no começo do nosso casamento, mas pra isso acontecer, precisaria de muito tempo e eu sinto que não tenho mais como esperar.

Eu o amo e o odeio ao mesmo tempo. Eu quero poder abraçá-lo em dias difíceis e ignorar sua presença em certos momentos. Quero fazer-lhe entender o real sentido de confiar em alguém, para que pudéssemos ter nossa vida juntos, como éramos felizes antes. Não quero abandonar meus sonhos se for por desejos egoístas e insanos.

Isso é o que eu sinto por Kid. Amor e ódio. A diferença é que um deles sobressaí-se de modo avassalador.

Já o Rosinante, caralho, na hora que eu soube quem ele era de verdade eu não sei o que deu em mim. Isso sim foi ódio. Eu não conseguia enxergar nada ao meu redor, parecia tudo uma grande névoa branca, meus nervos à flor da pele, minha raiva corroendo minha garganta, um sentimento de rancor tão grande. Naquele momento eu esqueci totalmente quem eu era e fiz coisas horríveis, eu disse coisas horríveis e bati nele. O coitado nem deve saber o porquê.

Mas e se ele não fosse o Cora-san, como o Eustass havia sugerido? O que teria acontecido àquela noite?

Isso já não importa. Minha última lembrança é de litros de sangue vazando de sua cabeça, junto com o cheiro de queimado quando eu o atingi com um abajur. Pessoalmente eu não acho que ele tenha morrido, até mesmo porque a polícia não veio me procurar.

A única certeza que eu tenho é: eu quero esquecer esse cara. Se antes eu já queria, imagina agora? Foi graças a ele que eu fui obrigado a pedir demissão! Que merda... se eu for realmente fugir como eu quero, certamente farei uma promessa a mim mesmo. Uma última promessa, dessa vez verdadeira. Esquecer o passado e seguir em frente.

Vamos voltar à realidade. Meus pensamentos estavam corroendo minha mente enquanto eu andava em direção à minha casa, até finalmente chegar à frente dela. Peguei minhas chaves, coloquei na fechadura e abri a porta, preparando-me para entrar. Contudo, assim que dei o primeiro passo em direção à sala de estar...

– Oi.

– Oi? – Não sei porquê caralhos, mas tinha uma pessoa à minha frente. – Q-Q-Q-Quem é você? É um assalto? Puta merda mano, hoje é um péssimo dia pra me assaltar! – Ok, que comentário foi esse?!

– Hahaha, não se preocupa, não é um assalto! Você é Trafalgar Law, certo?

– C-Como você sabe o meu nome?

– Seu marido, Eustass Kid, me mandou até aqui.

Foi só eu chegar em casa que deparo-me com a presença de um verdadeiro brutamontes. É um sujeito alto, musculoso, com longos cabelos negros e costeletas cumpridas. Não fazia ideia do que significava aquilo, tão pouco imaginava porquê infernos Eustass mandaria esse cara pra cá. Aliás, quem é ele?

– Quem é você?!

– Ah, foi mal! Meu nome é Jean Bart. Eu sou o seu novo guarda-costas.

– Hã? Guarda-costas? – Que doidera é essa agora?

– Eu vou ser bem direto. Seu marido me contratou pra garantir que você fique em casa e não saia sozinho na rua, então, a partir de hoje, eu e você moraremos juntos enquanto o Eustass não estiver aqui.

– COMO É QUE É?

– Mas não se preocupa! Eu vou respeitar a sua privacidade. Você nem vai saber que eu tô aqui, é claro, se você quiser falar comigo você pode, mas se quiser me ignorar também fique à vontade, eu recebo mesmo só pra garantir que você não saia daqui.

– P-P-Pera aí, o quê? O Eustass te contratou... pra me vigiar?

– Isso aí! Ah, ele também me pediu pra instalar um videogame pra você se distrair. Eu tenho um sobrinho, então eu sei jogar, se você precisar de ajuda e tudo mais.

– Eu não quero saber de videogame! Ei, que porra é essa? O Kid não pode fazer isso comigo, eu vou AGORA pro hospital falar com ele!

– N-Não, espera aí!

No mesmo segundo que eu me virei pra sair de casa, esse tal de Jean Bart segurou meu braço e fechou à porta. Eu tentei fazê-lo me soltar, mas ele simplesmente não me largava, somente me arrastou para o sofá e me jogou lá, como se fosse dono da minha própria vida. Que palhaçada é essa agora? Isso sim é inaceitável!

– Ei, quem você pensa que é?!

– Eu já te disse, eu sou o responsável por garantir que você fique em casa e não fuja.

Notas finais
Então, galerinha da pesada, algumas considerações finais! First: Esse capítulo foi meio depressivo também, né? O próximo será do mesmo naipe, mas aí no seguinte acho que já dá pra colocar uma corzinha nesse arco-iro trevoso. Second: A minha previsão é pra acabar com a fic no capítulo 015.