Annelise

27 Capítulo 27: Recuperação


Levar o Matt lá pra casa foi uma das decisões mais legais que eu já tive e não me arrependo até hoje. O único problema é que eu avia voltado com o Nicolas e os dois não se dão nada bem, e digamos que o Matt seja um cara muito, muito mal.

Vamos começar pelo começo. Assim que chegamos do hospital fomos direto pra casa, arrumei o quarto de hospedes que ficava no final do corredor para o Matt ficar. Lucas e o Nicolas me ajudaram a leva-lo para o andar de cima.

_É esse aqui gente. Eu arrumei o quarto o melhor que pude.

_Obrigada roxinha. Eu não sei o que seria de mim sem você.

_Tomou seu remédio? — ele assentiu que sim com a cabeça _ O médico mandou você tomar de seis em seis horas.

O olhar do Nicolas era mortal. Era uma tortura pra ele me ver tão perto do Matt sabendo que ele gosta de mim. Ele só não pensava no trabalho que eu ia ter.

_Vou fazer seu almoço.

_Hei Nicolas. — Matt o chamou e eu gelei na hora _Obrigado também. Sua namorada é muito, muito, muito especial.

_Eu sei disso. — Nicolas falou seco, pegou minha mão, deu meia volta e saímos do quarto direto para a cozinha.

_Hei, espera.

_O que foi?

_Você está estranho e com cara emburrada. Eu não gosto de te ver assim. Você é muito fofo pra isso.

Ele ficou em silêncio e eu agoniada, aquela situação não era nada confortável pra ele e eu sabia.

_Vamos dê um sorriso. Por favor.

Comecei a fazer cocegas nele, se dava certo comigo também daria certo com ele.

_Para Anne.

_Não só se você rir.

_Anne!!

Eu parei e olhei fundo nos seus olhos.

_Eu te amo muito garoto. Tenha sempre isso em mente.

Eu estava feliz, estava com ele de novo eu queria beija-lo, eu iria beija-lo.

_ANNE!

Quando o voz do Matt ecoou pela casa inteira.

_Eu já volto.

_Por que você tem que ir?

_Ele está machucado amor. Machucado.

Subi as escadas correndo e fui até ao quarto quando cheguei lá ele estava sentado na cama.

_O que foi?

_Eu não consigo levantar.

_Mais você não vai. Você quer abrir os pontos? Deitado agora. O que você quer? Me fala que eu pego.

_Eu quero meu celular. Vou ligar pra Mimim.

_Tá com saudades?

_Sim.

_Você quer mais alguma coisa?

_Não roxinha obrigada.

_Tá bem. Já vou indo.

Desci as escadas e fui até a cozinha, lá estavam Lucas e Nicolas conversando.

_Lucas o que o Matt gosta? — essa pergunta fez os dois olharem pra mim.

_Por que a pergunta?

_Eu não sei, ele não parece estar se sentindo a vontade aqui em casa.

_E por que ele não fica com a irmã dele?

_Nico.

_Ele gosta de filmes de terror, chocolate, futebol...

_O time de futebol! — gritei _Você pode trazer o pessoal para visitar ele aqui.

_Mais homem nessa casa não né.

_Nicolas!

_Ele tem razão Anne. É muito cara.

_Tudo bem. Traz os que ele mais gosta pra visita-lo. Ai gente ele acabo de sair do coma sejam mais receptivos.

Preparei uma sopa de camarão com suco de laranja e pudim de chocolate pra sobremesa.

_Lucas vou levar a sopa pro Matt e depois desço pra gente almoçar todo mundo junto.

_Tá.

Subi as escadas com a bandeja mais antes de entrar ouvi a voz dele.

_É eu sei mais me sinto estranho.

Estranho?

_Eu só estou aqui por que a Anne pediu, mais assim que melhorar eu vou embora. Não eu não disse nada a ela. É melhor assim Mimim, minha vida é muito problemática, não quero a Anne envolvida nisso. Quando chegar a hora certa ela vai acabar sabendo.

Bati na porta e entrei com a bandeja.

_A eu te ligo depois. Beijos. Também te amo.

_Seu almoço. — disse entrando com a bandeja e colocando no colo dele.

_Que cheiro bom roxinha.

Ele sorriu mais eu continuei do mesmo jeito. Ele escondia alguma coisa de mim e estava com medo de contar.

_Tudo bem?

_Sim. Eu vou deixar você comer.

_Hei Anne, eu não consigo comer sozinho.

_A é o braço.

Sentei na cama ao seu lado, peguei a colher e comecei a dar colheradas de sopa, não consegui sorrir ou fingir que estava tudo bem.

_Você está triste?

_Não. — disse enfiando a colher na boca dele.

_Então por que está com essa cara? — ele disse de boca cheia.

_É a única que eu tenho. — de novo enfiei a colher na boca dele cheia de sopa.

_Tem certeza?

_Tenho.

Antes que eu pudesse sufocá-lo com mais comida ele gritou.

_Espera!

Eu parei a percebi o que estava fazendo se eu não parasse teria o matado com sopa de camarão.

_O que deu em você?

_Estou com raiva de você.

_De mim? Por que?

_Por que você é homem.

_A. — ele riu e depois disse _Desculpa mais eu não posso mudar. Bem até daria mais a cirurgia é muita cara e demora um tempo pra cicatrizar o...

_Não seja idiota. Não tô falando disso.

_Então está falando de que?

_Você não confia em mim.

_Claro que eu confio.

_Então por que não me diz a verdade.

_Hã... que verdade?

_Eu não sei me diz você.

O idiota começou a rir e eu fiquei irritada. Eu aqui preocupada com ele e ele achando tudo engraçado.

_Do que você tá rindo posso saber?

_Garotas. Vocês se preocupam demais. — ele segurou minha mão e eu olhei pra ele. _ Eu nunca faria nada pra te magoar. Eu sou muito grato por tudo o que você tá fazendo por mim. Mais eu nunca fui de ficar assim em casa, preso. Eu sempre fui livre, sai pra onde eu queria voltava a hora que eu queria. É estranho ter alguém cuidando de você.

_Entendo.

_Mais, por mais que seja estranho é muito bom que esse alguém seja você. Minha princesa dos cabelos roxo.

Desculpa esfarrapada. Tá dessa vez eu acredito ou melhor vou fingir que acredito. Vou descobrir o que você esconde Matheus Salinger.

_Agora...Posso comer? Sem você tentar me matar?

_Eu não mataria você.

_Não? Sei.

_Não. Você é irritante, bobo, chato...

_E os elogios continuam.

_Posso continuar? Bem, irritante, malvado, contador de lorotas... enfim eu não consigo viver sem você.

_Eu também não consigo viver sem mim.

_Seu chato.

Comecei a bater nele mais de leve claro.

_Anne? — Nico apareceu na porta com uma cara MUITO feia.

_Nico.

_O almoço.

_A tá eu já vou descer.

_Tá. — ele deu as costas e saiu.

_Tchalzinho Nicoooo.

_Para Matt.

_Desculpa não resisti. Ele só veio aqui para ver se estávamos fazendo algo demais.

_E nem poderíamos. Você não aguenta um sopro.

_Você é que pensa roxinha. Ai!

Tratei de dar um belo tapa nele. Dessa vez doeu mesmo.

_Come logo.

_Você é tão má pra mim.

_É por que você é muito chato.

_Isso magoa sabia? Você nem cumpriu com o trato.

_Que trato?

_O uniforme.

_Argh! Vê se cresce Matheus. Daqui a pouco eu trago seus remédios.

_Anne?

_O que foi.

_Obrigado.

_Por que você não pode ser fofo o tempo todo?

_Não se pode ter tudo baby.

_Você vai ver o baby.

Depois que terminei com meu trabalho de babá voltei pra cozinha. Todos já estavam e comendo.

_Nem pra me esperar. — disse pegando meu prato.

_Você não deixava o bebezinho lá no quarto. — Nicolas disse com um tom nada agradável.

_Ele não pode comer sozinho. O braço dele tá quebrado.

_Que seja. — ele bufou.

_Tá bem não precisa me tratar mal só por causa disso.

_Eu não estou... Deixa pra lá. É melhor eu ir embora. Tchau Lucas. Tchau crianças.

Ele se levantou e foi até a porta.

_Espera Nicolas.

_Anne. — Lucas fez sinal com a mão para que eu me sentasse. Ouvimos a porta da sala bater e eu disse:

_Eu não acredito. Como ele pode ser tão infantil?

_É ciúmes Anne, vai passar.

_Espero.

Depois do almoço fui levar o remédio do Matt quando cheguei ao quarto ele dormia. Eu tinha que dar o remédio mais ele dormia como um bebê. Olhei para a mala que estava no chão e peguei para colocar no guarda-roupa com o impulso um papel caiu no chão eu peguei e vi, era uma foto, era de uma garota. Ela era loira e muito bonita. Sera que é isso que ele esconde um amor secreto. Pensei. Depois de um tempo ele voltou a se mexer.

_Mamãe.

Ele repetia isso várias vezes. Tadinho devia sentir falta da mãe. Talvez a garota da foto fosse a mãe dele. A eu não tenho que pensar nisso. Coloquei a foto no lugar e fui até a cama.

_Matt! Matt acorda.

_Que foi?!

_Hora do remédio.

_A tá.

Ele levantou, tomou o remédio e voltou a recostar a cabeça no travesseiro. Eu fiquei ali pensando com os meus botões quem era aquela garota?

Notas finais
Capítulo fofis.
Tadinho do Nico, mais ele vai ser recompensado.
Bjusss