Annelise

28 Capítulo 28: Ciúmes


Hoje completaram duas semanas que o Matt está aqui em casa. Eu fazia de tudo pra cuidar dele. Vinha pra casa mais cedo, deixava um pouco minha coisas de lado, mais a cada grito eu estava lá.

Nicolas não estava gostando nada da minha \'\'atenção excessiva\'\', segundo ele, então resolvi que deveríamos sair um pouco nos

distrair.

Me arrumei mais antes passei no quarto do Matt ele dormia, menos mal. Fui até os das crianças e elas brincavam de índio. Depois de ver se meus bebês estavam bem desci até a sala.

_Você está linda. — Nicolas disse sorrindo.

_Obrigada.

_Vamos?

_Vamos.

_ANNE! — Matt gritou.

Nicolas olhou pra mim impaciente.

_Anne eu vou. — Lucas se levantou e subiu as escadas correndo.

Saímos de casa e o taxi nos esperava na porta. Antes de entrar Lucas saiu porta a fora gritando como um louco.

_Anne! O Matt tá sangrando!

_O que?

Corri de volta para o quarto e vi Matt sentado na cama avia uma poça de sangue na sua camisa.

_Matt o que foi?

_Minha barriga.

_Nicolas chama o seu pai rápido!

Nicolas saiu correndo assustado, todos nós estávamos ele parecia uma torneira. Em uns cinco minutos Thomas já estava lá em casa ele tirou a camisa do Matt e começou a custura-lo como uma camisa velha. Depois que terminou deu um remédio a ele e se sentou ao lado da cama escrevendo alguma coisa em um papel.

_Ele está bem Anne. — ele disse vendo minha cara de preocupação. _ Foram só os pontos que abriram.

_Obrigada Thomas.

_Não foi nada. Cuide bem dele e dê esse remédio pra dor. E você senhor – disse olhando para Matt _Nada de levantar dessa cama. Seus pontos estavam quase fechando.

Thomas se levantou e foi embora junto a Lucas.

_Você ficou louco? — perguntei olhando para Matt. O idiota me olhava com cara de \'\'O que?\'\'.

_Eu não fiz nada.

_Então como abriu os pontos?

_Foi... bem nada demais.

_Nada demais? Pois escute bem se você mover um músculo para fora dessa cama eu mesma subo aqui e arranco seus pontos eu mesma me ouviu bem?

Ele se encolheu na cama fingindo medo. Sai do quarto furiosa.

_Agora vejam só. Eu faço de tudo pra ele melhorar e ele faz isso.

_Anne. — Nicolas me chama com aquela carinha de cão que caiu da mudança. _Nosso encontro.

_A é, eu não vou poder sair e deixar ele aqui. — ele ficou triste eu senti. _Mais quem disse que não podemos ter nosso encontro aqui mesmo?

Puxei o braço dele e o levei para a sala. Lucas e Sarah estavam sentados no sofá olhando pra gente.

_Lucas e Sarah – sorri gentilmente _ FORA!

_Como? — os dois perguntara.

_Eu disse fora. Eu e o Nico não vamos sair então vocês vão.

_Nós não íamos ficar com o Nico?

_Ia, mais como o senhor não aguenta ver sangue que já fica gritando como uma galinha de quintal, eu vou ficar em casa.

_Mais...

_Sem mais.

Olhei para Lucas com melhor \'\'Tudo bem, eu vou cuidar de tudo\'\' e ele entendeu.

_Tudo bem. Se comportem. Estou de olho em você senhor cenoura.

_Eu pensei que estivéssemos bem.

_E estamos. — Lucas sorriu mais depois fechou a cara. _Mais ela ainda é minha irmã. Enquanto suas mãos estiveram no violão estaremos bem.

_Lucas fora!

Empurrei ele para fora. Que irmão chato. O Nico ele tratava assim mais o Matt não. Irmãos são estranhos.

_Então o que vamos fazer?

A pergunta me fez lembrar da minha idéia. Sorri. Foi um encontro legal. Pedimos comida japonesa e ficamos olhando as estrelas do terraço lá de casa.

Matt dormiu por causa do remédio, então não me chamou. Pude ficar

com o Nicolas conversando e explicando os meus motivos por estar fazendo tudo aquilo. Ele também me falou como se sentia e nos chegamos a um acordo, ele pararia com o ciúme e eu não trataria o Matt como um bebê.

Na manhã seguinte acordei um pouco mais tarde por que era sábado. Me levantei ainda dormindo e fui até o banheiro. Fui até o quarto do Matt dar o primeiro remédio do dia. Ele dormia tranquilo.

O meu \'\'não trata-lo como bebê\'\' seria gritar no ouvido dele pra ele acordar mais eu não tenho coragem de fazer isso com ele. E o Nico disse: não trata-lo como bebê, não disse pra mim ser rude.

_Matt! Matt acorda. — balancei ele mais ele não acordava. _Matt! Acorda! Eu vou jogar água em você.

_Não!

Comecei a rir, ele pensou que eu ia jogar água nele. Que água? Não tem água aqui. E ah, eu não sou tão má.

_Pensou que eu ia jogar água em você? — disse rindo.

_Sim. Do jeito que você me trato ontem. Achei que ainda estava com raiva.

_Você é pior que os meus irmãos fazendo bico. — me sentei na cama e peguei o remédio._Eu não estou com raiva. Estava. Mais não estou mais. Você é muito teimoso. Devia me obedecer mais.

_Certo enfermeira Anne. Prometo não sair mais da cama até melhorar.

_Acho bom. Precisa de mais alguma coisa?

_Sim.

_O que?

_Me levantar.

_O que foi que eu acabei de falar!!!

_Eu preciso tomar banho.

_Mais...

_O Tom me ensinou como fazer sem molhar os pontos. Só vou precisar da sua ajuda.

_Eu não vou dar banho em você.

_E como acha que eu vou fazer isso sozinho?

_Não sei dá seu jeito.

_Tá bem. — ele tentou se levantar mais era visível que não conseguiria.

_Tá espera! — eu parei e fiquei pensando em como daria banho naquele bebê de um metro e oitenta.

_É só me levar pro banheiro.

Eu o ajudei a se levantar e o levei até o banheiro o que não foi nada fácil por que ele pesava.

_Tá e agora?

_Agora você tira minha roupa.

_Oque!!

_Meu braço, eu não posso fazer isso sozinho.

_Tá, faz o seguinte, eu vou chamar o Lucas e ele te ajuda. Fica aqui.

_Eu não consigo nem ficar em pé.

_Espera aqui.

_O Lucas não foi pro treino hoje?

_Foi. Ah!!!

_Calma roxinha. — ele riu. _É só ligar a banheira e eu me viro.

_Só isso? Ótimo.

_Mais a minha roupa e você quem vai tirar.

Tá eu tinha duas alternativas, sair correndo dali e não olhar para trás ou tirar a roupa dele e ir embora como se nada tivesse acontecido. A segunda me pareceu mais racional. E não me deixaria com cara de louca.

_Tá.

Comecei a tirar a camisa dele, com o braço quebrado ele estava usando camisas de botões, o que facilitava a mim e ao Thomas fazer curativos. A essa altura eu já devia estar mais vermelha do que um tomate.

_Pronto.

_A calça.

_Você pode tira-la.

_Você tem medo de mim?

_Não. Por que eu teria medo de um cara que está com um braço e a costela quebrados? É totalmente irracional.

_Então...

_Não é nada.

Comecei a tirar a calça sem olhar pra ele. As vezes o destino te prega peças e o meu parecia jogador de quebra cabeças por que o que não faltava no meu era peças!

_Você de roxa está vermelha. — ele riu.

_Há há muito engraçado.

Tentei disfarçar o nervosismo o que nada adiantou.

_Pronto acabei!

Dei um grito e já ia saindo do banheiro quando ele me chamou.

_Anne?

_O que é?

_Obrigado. Outra pessoa teria simplesmente me deixado no hospital sozinho, mais você cuida de mim. Por que?

_Por que apesar de você ser chato eu te amo.

_Você me ama?

_Você é meu melhor amigo claro que eu te amo.

_A tá.

Ouvi a campainha.

_Eu vou atender. Me chama se precisar. Mais só se precisar MUITO.

_Tá.

Corri até a sala e fui abrir a porta. Meu susto foi imenso quando o homem que estava na porta se virou e olhou pra mim.

_Annelise?

_Pai?

Notas finais
A cada capítulo eu tô pirando mais rsrsrs.
Bem...
Vou postar o proximo bjus. =)