Notas iniciais
Oi, tudo bem com vcs? espero que sim ^^ kkk Me desculpem pela demora, aconteceram umas coisas aí,...Enfim, vou me dedicar mais a essa fic, blz? Espero que gostem e desculpem os erros de português

...o melhor amor é aquele que acorda a alma e nos faz querer mais, que coloca fogo em nossos corações e traz paz as nossas vidas. Foi isso que você fez comigo. E era isso que eu queria ter feito com você pra sempre...

( Diário de uma paixão) Nicholas Sparks.

Ele parecia irritado, olhando para onde Damien saiu, mas quando olhou pra mim, seu olhar se suavizou.

– Desculpe, sinto muito por tudo isso — disse ele.

Jason veio se sentar na beirada da cama, próximo a mim.

Me afastei. Eu ainda estava com medo, eu não sabia o que esses garotos que invadiram meu quarto, eram, e, acho que nem queria saber. Apenas queria que eles sumissem e me deixassem em paz. Mesmo sabendo que foi Damien que matou meus pais, — (tudo bem, ele não confessou, mas eu o vi e tinha certeza que foi ele. — eu nunca mais o queria ver novamente. Chame-me de covarde se quiser.

Damien era um monstro. Eu não sabia o que Jason era, mas o queria tão longe o quanto possível.

Olhei para ele. Ele olhava para mim, com um olhar de...pena?

Ah, já chega.

– Vá embora. — eu disse, minha voz fria. — Me deixe em paz, eu não fiz nada para vocês, e nem sem o que vocês são, mas por favor, vá embora e me deixe em paz.

– Eu irei, não se preocupe.- afirmou — Mas antes tenho que fazer uma coisa...com você. — ele disse, se aproximou de mim, tentou tocar minha mão, mas a puxei para meu peito e me afastei o máximo que pude.

– Não me toque. Fique longe de mim. — eu disse á ele.

Jason pareceu um pouco irritado.

– Será que sou tão repulsivo assim, para não querer que eu a contamine? — ele perguntou, seu rosto tão sério. Ele parecia muito chateado, o que o deixou assustador e sombrio.

Eu não sabia qual era o problema dele, eu sabia qual era o meu problema. Era ele e seu amigo "esquentadinho" e agressivo que invadiu meu quarto.

Mas, olhando para Jason de cabeça baixa, ele parecia tão solitário, como se precisasse de alguém que lhe dissesse que não é um monstro ou uma aberração ambulante. Me senti mal.

Não sei porque mas, eu queria dizer alguma coisa para consola-lo. E eu ia, mas Jason falou primeiro.

– Me desculpe. É minha natureza ser tão...amargo. — sua voz rouca, como se estivesse magoado.

Ele levantou o rosto e olhou para mim. Seus olhos estavam cheios de coisas que eu não sabia o que era, mas o que pude identificar — e foi que mais me assustou — olhando para Jason, foi vergonha.

Caramba, pensei. Ele era lindo e tinha vergonha disso? Não, deve ser outra coisa...O que faria um garoto bonito se sentir uma aberração?

Oh, merda. Até agora eu não havia pensado em o que Jason era de verdade.

Será que ele era um algum tipo de criatura que...bebe sangue? Ou então, a mesma coisa que Damien é? Mas afinal, o que Damien é? O que eles são?!

– Ei, você está bem? — Jason perguntou e parecia preocupado — Eu disse alguma coisa...? — E agora ele estava envergonhado novamente.

Nossa, qual era o problema dele?

– Não. — respondi o analisando — Eu estou bem, apenas tentando entender o que você é de verdade. Um vampiro? — sugeri.

Jason riu. E foi um som agradável.

É, talvez ele seja um pouco legal.

Ou talvez eu esteja cansada demais para pensar direito.

– Oh, não. — ele disse e riu sem humor. — Com certeza eu não sou um não-vivo, quem dera fosse...Talvez fosse menos drástico — Ele ia abaixar a cabeça de novo, mas sabe, aquilo já estava me irritando. Jason não dizia o que era e também ficava com essa coisa de ''senhor vergonha em pessoa''.

Por isso, me inclinei, me pondo de joelhos no colchão e, segurei seu rosto com minhas duas mãos em concha.

Ele arregalou os olhos, surpreso, depois começou a corar de uma forma...fofa.

– Pare de abaixar a cabeça, — eu lhe disse — Vai acabar tendo um dano cerebral. — Sorri e olhei em seus olhos.

Ele corou ainda mais e deu um sorrisinho de lado.

– Desculpe. — falou. Jason segurou minhas mãos, e as retirou de seu rosto, ele as pôs sobre seu peito. Agora era a minha vez de ficar constrangida.

– Por favor, não se assuste com o que vou dizer agora. — Jason pediu e me olhou nos olhos. Seu olhar era intenso. Tomou folêgo, respirando fundo disse — Sou um demônio das Sombras.

Tá legal, um demônio. Entendi. Mas que coisa! O que isso significava?

A confusão deve ter aparecido em meu rosto porque Jason tentou explicar:

– Meu corpo é um portal para esse mundo, espíritos do inferno podem fazer a passagem pelo meu corpo. — falou, com o semblante triste.

Respirei fundo. Tá legal. Isso era horrível, pra ele deve ser como uma espécie de maldição, mas, embora eu não quisesse parecer fria, não poderia lidar com isso agora, eu já tinha que lidar com o luto pela morte dos meus pais. E eu não entendia porque Jason, praticamente um desconhecido, estava me contando que era um demônio. Se é que isso era mesmo verdade.

– Sinto muito — eu disse porque parecia ser a coisa certa a se dizer,- Mas o que isso tem a ver comigo? — quis saber.

– Sabe, apesar desse meu ''dom'' ser praticamente um praga, — ele começou a explicar, — As vezes têm suas vantagens, acredite. — Jason sorriu, um sorriso malicioso. — E eu não me refiro a vantagem de está agora no quarto de uma garota bonita, sabe. — ele baixou seu olhar, mas acho que apesar de estar corado, Jason não parecia com vergonha. Baixei o olhar para onde ele olhava e descobri que Jason olhava para meu corpo.

Senti meu rosto pegar fogo. Eu usava um babydol de seda clara, curto e apertado ao meu corpo.

Me afastei, tirando minhas mãos de seu peito. Puxei o lençol da cama para mim, cobrindo meu corpo de seu olhar.

Acho que não adiantou muita coisa. Jason encarava o lençol como se fosse invisível, como se pudesse ver meu corpo nu através do fino tecido.

– É da sua natureza também ser tarado? — alfinetei.

Jason riu e corou.

– Não, desculpe. — pediu. Ele olhou para meu rosto e ficou sério. — Bem, como eu estava dizendo...As vantagens de ser um Demônio das Sombras, é que, além de agradar a garotas bonitas, — ele sorriu e piscou pra mim.

Eu sorri de volta.

Sério, eu não entendo como Jason faz para arrancar sorrisos de mim, mas ele consegue. Sem falar do fato que ele me afeta de uma maneira...boa. É claro que eu desconfiei dele, mas quando eu estava com medo, apavorada com seu amigo Damien, Jason apareceu e tudo se acalmou.

Certo, eu falo como se isso houvesse acontecido á anos. Agora eu só consigo sorrir para ele de forma espontânia, mesmo quando deveria gritar por socorro. Afinal, há um estranho em meu quarto. Mis especificamente um garoto demônio. Acho que tenho problemas.

– E também posso curar qualquer ferimento seja de humano ou criatura sobrenatural. — Jason continuou.

– Sério? — perguntei — Pode mesmo curar qualquer dano? Tipo qualquer ferimento mortal?

Jason assentiu.

– Qualquer coisa — ele afirmou.

– Isso é maravilhoso! — eu disse — Que dizer, então você pode...você pode...Salva-los!

– O que? — disse ele — salvar quem?

– Meus pais! — respondi maravilhada. — Você pode cura-los!

– Seus pais estão mortos. — ele falou suavemente — É por isso que você esta neste orfanato Você sabe disso, não sabe?. — Certo, agora do jeito que Jason falou parecia como se eu tivesse algum problema mental. Demência, talvez.

– Eu sei disso. — eu lhe respondi irritada — Mas você acabou de dizer que pode curar qualquer coisa.

– Annabeth... — Jason começou. Mas, perai.

– Como sabe meu nome? — perguntei. — Eu não lhe disse meu nome.

Jason sorriu.

– Damien me contou. — respondeu ele.

Ata, como se isso explicasse tudo. Não explicou.

– Não conheço seu amigo, também não lhe disse meu nome. Como ele sabe?

Jason desviou o olhar. Parecia que estava fugindo da minha pergunta, escondendo algo. Não gostei disso.

– Como vocês me conhecem? — perguntei séria. Jason ficou calado, sem me encarar.

– Como vocês me conhecem?!- gritei pra ele. — Responda!

Jason olhou pra mim agora. Olhar cauteloso.

– A verdade pode machucar, Annabeth. — ele disse com calma — E não digo só a você.- Acrescentou sem me encarar.

O que isso significava, afinal? E o que mais poderia me machucar, eu perdi tudo que eu amava.

Quando se perde tudo, o que lhe resta a não ser chorar e lamentar? Bem, eu chorei e ainda estou lamentando.O que de pior pode me acontecer? Como posso me machucar, quando já estou praticamente destruída por dentro? E se isso implica a Jason ou a Damien, eu não me importo. Não me importo com ninguém. Não há ninguém com quem me preocupar...E mesmo que doa, mesmo que seja uma verdade cruel e insensível, eu não posso mais fugir de tudo que esta acontecendo em minha vida agora.

Voltei minha atenção á Jason, que me encarava cautelosamente.

– Dane-se! — lhe devolvi com fúria — Quero que me conte a verdade agora, ou eu vou começar a gritar e todos acordarão e chamarão a polícia. — ameacei.

– Certo. — disse ele com um suspiro — Se quer tanto a verdade, lhe direi. Mas acho que você já sabe. É tão óbvio. — Jason não sorriu, ele parecia tão triste. Como se lhe custasse muito estar aqui, comigo, tentando consertar a merda que Damien fez. Afinal, o que ele veio consertar?... E foi como se uma lâmpada se acendesse na minha cabeça.

Como eu sou idiota. Está tão óbvio. Mas eu nem precisei pensar muito, foi ele quem confirmou.

– Damien te vigiou.. — ele disse — Você o viu naquele dia, saindo da casa em chamas, ele fez aquilo, Damien é um dêmonio do Fogo, ele pode queimar qualquer coisa assim como eu posso curar qualquer ferimento. Eu e Damien trabalhamos para um associação demoníaca. Nosso Mestre que o mandou matar seus pais. Damien os vigiou por semanas, planejando como os mataria sem que envolvesse você no incêndio. É assim que ele te conhece, sabe seu nome. Você não deveria tê-lo visto. Por isso estou aqui. Para consertar as coisas. — Jason se calou. Esperando minha reação.

O encarei. Jason dizia a verdade, disso eu tinha certeza.

Eu não sabia o que pensar depois disso, minha mente dava voltas e voltas, sem se fixar em nada e em tudo o que ele acabara de me dizer. Eu não conseguia entender. Associação demoníaca? O que era isso? Mestre dêmonio? E porque mandar matar meus pais, meus pais que nunca fizeram nada de errado? E porque não me matar junto com eles? Que Damien os matou eu não tinha dúvidas, mas que ele era um dêmonio mesmo, isso eu não sabia. Então ele me vigiou, vigiou meus pais, o tempo todo, sem que eu ao menos me desse conta...Eu poderia ter impedido? Poderia ter feito alguma coisa? Droga, eu não sabia.

Analisei por alguns segundos em minha mente tudo que Jason me disse, e cheguei a parte em que ele entra na história. Jason havia dito que podia curar qualquer ferimento mortal. Que estava aqui para consertar as coisas. Ele veio para trazer meus pais de volta? Jason os curaria? A esperança junto com a alegria queimava em meu peito agora.

– Entendo como deve ser difícil. — começou Jason. — Sinto muito... — ele abaixou a cabeça — ...por tudo o que vem acontecendo á você, mas agora tudo ficará b...- O interrompi. Me joguei em seus braços, o abraçando. Jason ficou surpreso, o senti tenso quando o apertei contra mim.

– Prometa que os trará de volta! — pedi já chorando. — Por favor, você precisa cura-los. — enterrei meu rosto em seu ombro, molhando com lágrimas seu casaco.- Você pode, não pode?! É por isso que esta aqui, não é? — perguntei me derramando em seus braços. — por favor, por favor, por favor — E eu chorava e repetia por favor, por favor várias vezes. Ele os traria de volta pra mim e tudo ficaria bem. Jason é um bom garoto, ele não seria cruel de ver minha dor e não fazer nada sendo que ele tem o poder de trazer meus pais de volta a vida. De volta á minha vida...Sim, é possível.

Como ele fará isso? Eu não faço a menor ideia. Talvez nós tenhamos de ir ao cemitério aonde está enterrado a três semanas os corpos dos meus pais, abrir seus tumulos, retirar o que restou de seus corpos carbonizados, mas isso não era problema para mim, eu iria até o inferno e faria qualquer coisa para salvar as pessoas que amo.

Eu ri entre as lágrimas, ainda abraçada a Jason. Jason cuidaria disso. E tudo ficará bem novamente.

– Eu não os trarei de volta, Annabeth. — foi a resposta dele ás minhas lágrimas. Levantei a cabeça. Olhei seu rosto. E foi terrível. Não havia mais Jason. Aquilo era monstruoso demais para ser o mesmo garoto tímido e sensível que eu acabara de conhecer.

Seu rosto agora era metade vultos, sombras negras, olhos fundos, — nã-não havia olhos, apenas dois buracos com duas chamas azuis — e a outra metade de sua face — o lado esquerdo — estava podre. A carne era escura e seca, como a de um cadáver aberto em decomposição. E o cheiro, o cheiro era horrível.

Agora eu podia sentir, seu corpo inteiro se modificou. Eu estava em seus braços, presa, e consegui sentir o cheiro de carniça e os seus ossos tão expostos, quase como se Jason estivesse nu. Sem pele, sem alma. Uma caveira horrenda.

E eu? O que eu fiz quando percebi isso? Nada. Não pude fazer absolutamente nada. E não foi porque eu quis, mas sim porque eu estava paralisada não só de medo, mas literalmente, paralisada. Congelada.

Meu corpo inteiro ficou duro e gelado, eu sentia e ouvia o sangue sendo bombeado para meu coração, e respirar se tornou uma tarefa quase impossível. Eu estava sufocando e tremendo com frio, muito frio.

E eu, eu podia sentir exatamente aonde Jason me tocava. Seus dedos ossudos arranhavam delicadamente as minhas costas, sua mão direita estava por debaixo da parte de cima do meu babydol. A sensação era a pior do mundo, como se eu fosse uma pequena faísca de energia sendo sugada por um campo maior. Jason estava sugando a minha vida?

– Sinto muito, Annabeth... — disse a criatura. Sua voz era rouca, arrastada e triste. — Não estou aqui para salvar mais ninguém além de você. — E me beijou. Realmente me beijou. Fechei meus olhos.

Não por ser comum se beijar de olhos fechados, mas sim por nojo daquela coisa.Não queria sentir aquilo. Mas senti.

Lábios secos e destruídos saboreando lábios roxo e congelados. E foi maravilhoso. Mágico. Abri os olhos.

De repente eu não estava mais beijando uma coisa monstruosa, eu beijava agora o garoto lindo de antes. Jason. Ah, sim. Os olhos são os mesmos tímidos e gentis de antes. Eu ainda estava congelada, mas apenas a sensação de ter os lábios mais saborosos em contado com os meus tornava aquela tortura menos agonizante e assustadora.

E foi assim. Assim que aconteceu. O meu primeiro beijo. Fim.

E depois? Depois eu apago e não me lembro de ter visto Damien pela primeira vez, de sua visita essa noite, e do garoto bonito e estranho que apagou minha memória.

Isso até alguém fazer outra merda...


Notas finais
Comenta aí :)
Bjss *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.