Annabeth
3 Capítulo 3 Rua Torment 54.
Notas iniciais
Fiquei insegura pra postar esse capítulo. Sério, me desculpem ^^
Avisando que esse capítulo tá totalmente....maluco. kkk
Espero que gostem, eu tipo viajei escrevendo ele. ^^
Narrado em terceira pessoa:
Damien parou em frente á um enorme prédio de construção antiga. Não havia iluminação na maior parte da rua, não era de se surpreender, não é mesmo? Ele sorriu. A tão famosa pela má reputação: rua Torment 54. O centro da putaria.
Para aqueles pobres mortais que pensavam saber o que era diversão pelas madrugadas, — arrumar brigas, comer as putas nos becos, berber até não aguentar mais o peso do próprio corpo, usar drogas,- nada que eles conheciam não se comparava ao que acontecia nesse leito da perdição.
Sim, e poderia até mesmo haver uma inscrição no início da rua dizendo : VENHA E VENDA SUA ALMA AO CAPETA! SERÁ SEMPRE BEM VINDO!
Bem, ele pensou, não havia tal aviso. Não era preciso. Todos os dêmonios, seja Succubus, Inuccubus, Distórios, Denomoção, Mortfirá, — e até mesmo os malditos não-vivos que andam perambulando em disfarce entre os humanos,- sabiam o que acontecia nessa parte abandonada, até mesmo pelos ratos, da cidade.
Cornwet era o centro dos dêmonios, das criaturas sobrenaturais. Ela se encontrava na parte sul da Califórnia. Ah, a tão ensolarada California!
Mas não era por isso que Cornwet era famosa. Todo os habtantes que vivem nessa bosta sabem o porque.
Corrigindo: os 1.752, poucos habtantes que vivem aqui.
Sim, esse era o número de habtantes a 30 anos atrás, Damien já não sabia quantos mais fugira para salvar suas pobres vidas miseráveis quando as coisas começaram a''pegar fogo''.
– Velhos tempos. — ele murmurou consigo mesmo, ainda escondido nas sombras — Bons velhos tempo.- Quando ainda podia fazer humanos de churrasquinho que não seria implicado por isso, ele pensou divertido.
É, mas as coisas mudaram. A trinta anos atrás Cornwet era terra dos humanos. Ou seja: terra de ninguém.
Não é como se um humano fosse capaz fazer qualquer coisa contra um dêmonio que pode arrancar sua cabeça apenas com dois dedos de garras muito afiadas.
Agora quem comanda, quem faz as regras, quem pune quando os dêmonios saiem da linha, quem faz o jogo girar a seus próprios interesses, são eles: Os Closmos. Os Closmos é uma espécie de associação demoníaca.
Damien embora, tenha visto a chegada deles em Cornwet a trinta anos atrás, não sabe muito além do que todos os outros dêmonios que cumprem suas ordens.
As ordens que são dadas aqueles que saiem da linha, mata sem cautela. O caso de Damien por exemplo. Um pequeno deslize e você tem que servir ao ''Mestre'' até que ele decida qual sua setença. Damien estremeceu.
Já ouvira falar de algumas de suas punições para aqueles que fizeram a mesma coisa que ele. Dizem que eles arrancaram cada pedaço do corpo de um dêmonio, e mesmo ele continuando vivo, foi torturado por semanas antes de ter chego o fim sua existência.
Claro, isso eram apenas boatos que se ouvia pelos becos sujos de Torment. Nenhuma fonte muito confiável. Pelos menos, se você for levar em conta que quem lhe disse, foi o mesmo que roubou a alma da própria mãe.
Bem, de qualquer forma, essa noite ele descobriria por si mesmo.
Caminhou até o final da rua, passando por algumas vadias que tentavam a todo custo trepar com ele em qualquer canto, até mesmo em cima do lixo nas calçadas. Beleza, querem jogar, garotas? Ele pensou e sorriu,
Tirou o capus deixando visível seus cabelos brancos, os olhos vermelhos que agora pareciam duas chamas acesas e, as garotas que o cercava, se afastaram assustadas. Humanas tolas.
Se fosse em outra noite e não tivesse um compromisso com seu ''Mestre'' estaria disposto a queima-las de prazer. Prazeres os quais apenas ele sairia ''vivo''
Suspirou e seguiu caminho entre as sombras.
Não sabia o que fez sua mente viajar para a memória daquela garota ruiva, mas lá estava o rosto dela em sua mente: Cabelos cacheados arruivados caindo em camadas longas por seus pequenos e finos ombros. Seu rosto tão lindo, olhos verdes brilhando com as lágrimas que caiam, molhando seu rosto de anjo. Suas buchechas de sardas, lábios roseados. Tão...perfeita...E apetitosa.
Balançou a cabeça. Talvez tenha sido apenas o momento de excitação. Sim, deve ter sido isso. Malditas putas! O deixou excitado a ponto de pensar na garota. Ótimo, era tudo que precisava.
Pensar na tentação, no pecado, no fruto proibido que não poderia provar. Balançou a cabeça e passou as mãos nos cabelos de forma irritada os bagunçando de um lado para o outro.
Sentiu algo em seu interior se agitar, se revoltando e logo lhe veio um pensamento '' Não deveria compara-la a vadias como estas''.
– Maldição! — cuspiu irritado — Devo compara-la a uma cadela se quiser!
– Tudo bem, Damien. Serei sua cachorra essa noite se prefirir.- disse uma voz feminina irritantemente, manhosa como uma gata no cio.
Damien distraído com sua irritação, não percebeu que estava parado em frente a seu destino. O Centro do Purgatório.
Esse era o título que se encontrava escrito numa enorme placa pendurada na parte frontal da porta de entrada. E aonde também estava parada como um enfeite para atrair clientes, a figura sedutora de Safira.
Vestida com um tão exuberante e vulgar vestido vermelho até as coxas, um sorriso malicioso brincava em seus lábios carnudos e um brilho divertido em seus olhos azuis. Levou as mãos dos cabelos pretos soltos até o enorme decote, e apertou os seios.
Damien sabia o que Safira queria com ele. E ela nem ao menos precisava se insinuar para conseguir.
A mulher Succubus trabalhava como secretária para o Mestre, estava sempre ao seu lado, e Damien desconfiava que em cima, embaixo, de costas, em todas as posições possíveis e imagináveis.
Mas mesmo assim o Líder do Closmos não parecia querer nada além que dormir com Safira. E ela era ambiciosa, embora tenha transado com todos os membros do Closmos, a Succubus ainda assim não parava de atirar para todos os lados. E Damien era o alvo dessa vez.
– Safira, como está?- perguntou Damien a ela.
– Não tão bem assim. — ela disse, e fez bico — Você disse que viria me buscar para nosso encontro.- falou a mulher Succubus, mordendo os lábios de forma sexy. -...á uma semana atrás. Você mentiu. — disse desgostosa.
– Ora, minha linda, mas eu vim. — disse Damien — Você estava ocupada na sala do Mestre, não se lembra? — Damien sorriu vendo o efeito de suas palavras sobre a Succubus.
– Argh! — ela deu de ombros, irritada — Foi apenas por alguns minutos a mais do horário que tínhamos marcado de nos encontrar. Admita Damien, está fugindo de mim.- ela disse com seu olhar afiado.
– Mas que tolice, Safira! Por quê eu faria isso? — ele perguntou cínico.
Safira pareceu considerar a pergunta, mas logo um brilho de convencimento se instalou em seu rosto imaculado.
– Tem razão! — sorriu ela, convencida — Ninguém fugiria de mim. Até por que, se isso acontecesse eu teria que usar meus poderes, Damien. — seu tom foi de ameaça.
Damien sorriu em deboche e quase bufou.
– E o que acontece com o livre arbitrio? — perguntou sem humor.
– O mesmo que pode acontecer com você se o mestre te esperar por mais alguns segundos. — falou Safira, abrindo passagem para que Damien entrasse no Purgatório.
Purgatório. O nome nunca pareceu tão perfeito para a ocasião. Que Lucifer o ajudasse!
Notas finais
Deixem riviews, senão demorarei a postar o proximo, ok?
Beijos...
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