Anjosfera 2 - Destruição Total
2 Proteger a Terra
-Como é que isso foi acontecer? – Quebrai o silêncio.
-Ele estava preso numa jaula nas profundezas do Inferno. – Explicou Deus – Quando destruíram a superfície do Inferno a jaula abriu-se!
-Mas como é que ele cá entrou? – Questionou Bernardo.
-Também não sei! Ele é muito poderoso e se descobriu como passar o portal Sagrado… Estamos perdidos! – Deus parecia estar desesperado e com certeza sem esperanças nenhumas.
-Mas porque é que ele matou o Lionel? – Perguntou Joana.
-Porque o Lionel era o nosso maior anjo que previa o futuro. Provavelmente ele previu que o Diabo viria então ele matou-o. – Explicou Joel.
-Mas nós vamos lutar! – Encorajei.
-Serena… Eu lutei com ele e a única coisa que consegui foi prende-lo mas até isso já desfiz! – Lamentava Deus.
-Eu li as histórias de Anjosfera e lá não falava que o Diabo tinha sido preso! – Disse.
-Fui eu que o prendi… Não contei a ninguém e ao longo dos anos os anjos foram se esquecendo dele. – Justificou. – O único anjo que sabia do acontecimento era o… Lionel.
-Senhor! – A porta da sala abriu abruptamente e um guardião entrou brutamente.
-O que se passa Ricardo? – Perguntou Deus.
-O livro Sagrado está maluco! – Explicou recuperando o folego.
-Maluco?
-Sim! Ele está a abrir e a fechar constantemente e lança uma forte luz negra…
-Bernardo e Joana vocês podem voltar para os vossos postos de trabalho. – Disse.
-Sim. Quando houver alguma novidade avisa-me! – Pediu Bernardo saindo da sala.
-Vamos! – Disse olhando para o meu marido e Deus.
Saímos da sala rapidamente, abrimos as asas e voamos repentinamente para o castelo acima do meu onde permanecia o livro Sagrado.
Em poucos segundos estávamos nas portas do castelo entrando furiosos para saber o que acontecera com o livro Sagrado. Entramos e para não perder tempo abrimos novamente as nossas grandiosas asas e iniciamos uma voada no meio das escadas redondas que davam á torre mais alta onde descansa o livro.
Quando lá chegamos a luz negra cegava-nos mas rapidamente Deus se aproximou e tudo parou. Ele pousou a sua grande mão na capa do livro e este acalmou.
-O que é que se passa? – Perguntei aproximando-me do livro Sagrado.
-Estamos com uma vaga de almas… — Começou Deus. – Muitos humanos estão a morrer!
-Ele está na Terra? – Perguntou Joel perplexo.
-Provavelmente sim! – Confirmou Deus. – Nunca na história houve tanta gente a morrer em tão pouco tempo e não pode ser coincidência!
-Temos que proteger a Terra… Ele não pode apoderar-se de tudo o que quiser porque nós estaremos na linha da frente para o derrotar! Amanhã partiremos para a Terra. – Apesar destas palavras encorajadoras não era isto que eu pensava. Eu tinha medo que tudo acabasse.
Voltei para o meu palácio com o meu marido. Entrei na sala e sentei-me no meu trono ao lado do meu amado.
-Não sei se tenho a coragem suficiente para enfrentá-lo. – Mostrei ao meu marido os meus medos porque eu sabia que ele ai encorajar-me e ajudar-me.
-Sabes bem que és capaz! Lembra-te estou sempre aqui! – E ri-me lembrando da conversa que tivéramos á pouco.
-Amo-te! – E beijei-o. Mais uma vez ele fez-me sentir bem comigo mesma.
-Bah! – Luanda entrara na sala no mesmo instante em que eu beijara o seu pai.
-Filha… — Riu-se o pai.
-Era escusado ter visto vergonhas. – E soltou um breve sorriso da sua boca.
-Anda cá… — Chamei. Havia um pequeno banco ao lado do trono então levantei-me puxei-o e sentei-me nele dando a perceber à minha filha para sentar-se no trono.
-O que se passa? – O olhar de Luanda parecia assustado.
-Filha não te aflijas mas as noticias não são as melhores e basicamente eu e a tua mãe vamos nos ausentar. – Explicou Joel.
-Para onde? – Perguntou alarmada.
-Vamos para a Terra… — Disse.
-Então posso ir com vocês! Tenho que fazer uma missão na Terra e com vocês lá será muito mais fácil. – Rapidamente o seu olhar mudou e vi uma onda de felicidade.
-Não pode ser! E até eu voltar a tua missão na Terra fica adiada… — Eu queria imenso que a minha filha se tornar-se num anjo mas com o Diabo na Terra eu não a podia deixar descer lá a baixo e deixa-la á merce dele.
-Mas porquê? – Interrogou chateada.
-Neste momento é o melhor… Há muitos perigos lá em baixo e por enquanto é melhor permaneceres aqui… — Declarou o meu amado.
-É melhor para quem? – Luanda levantou-se e gritou. – Para a minha mãe? Achas que eu não sei dos perigos de lá de baixo?
-Não! Tu não sabes de nada do que se passa lá em baixo e modera o teu tom de voz menina! – Levantei-me do pequeno banco e pela primeira vez gritei á minha filha.
-Se não o quê? Estou farta de ser tratada como uma criança! Eu tenho vinte anos! Lá que tu não consigas resistir às tentações da Terra não significa que eu não saiba! – Aquelas palavras magoaram-me e a fúria veio á flor da pele. Puxei a mão atras e dei-lhe uma bofetada com tanta força que ela foi levada ao chão.
-Chega! – Gritou Joel – Chega para as duas! Luanda para os teus aposentos! Já! – A minha filha levantou-se com os olhos em lágrimas e subiu as escadas velozmente.
-Eu não queria! – Procurei o Joel e abracei-me a ele.
-Eu sei! Não te preocupes logo falarei com ela… — Consolou-me.
Permaneci assim uns minutos, agarrada ao meu amado tendo arrependimento de como tratara a minha filha e não ajudava nada o que estava a acontecer.
Dirigi-me ao meu quarto para repousar pois o dia seguinte seria muito duro. Fechei a porta do quarto e reparei que estava sozinha pois Joel fora fazer os preparativos para no dia seguinte. Caminhei até à comoda e olhei-me no espelho que estava por cima dela. Os meus olhos estavam vermelhos de estar a chorar e a minha pele branca agora ficara rosada por causa da vergonha que sentira pelo meu ato.
Fui à casa de banho, molhei a cara e fiz as minhas asas recolherem e isso era uma imagem que a mim ainda fazia um pouco de confusão: ver as asas a diminuírem de tamanho até ficarem tão pequenas que se entranham na pele.
Tomei um banho rápido e dirigi-me novamente para o quarto e foi pelo meu espanto que encontrei o meu marido a fechar a porta.
Ele virou-se, viu-me nua e ficou boquiaberto.
-Que foi? – Perguntei envergonhada.
-És tão linda! – Exclamou aproximando-se de mim. – Eu sei que os próximos tempos não serão fáceis e por mais estupido que pareça quero aproveitar a nossa última noite aqui em Anjosfera. Nunca se sabe o que poderá acontecer na Terra.
-Também acho… — A minha cabeça dava pelo nariz dele por isso tive que me por de bicos de pés para o beijar. Encostei o meu corpo ainda um pouco molhado á roupa branca dele que lhe assentava mesmo bem. Era uma t-shirt branca muito justa até dava para perceber o tão musculoso ele era e as calças eram de ganga branca mas um bocadinho menos justas.
Enquanto nos beijávamos fui colocando a minha mão na sua cintura e puxando a t-shirt para cima e reparei que ele já tinha recolhido as suas asas. Por breves instantes paramos o beijo para eu poder-lhe arrancar a t-shirt. Ele pegou-me ao colo e deitou-me na cama e pode sentir tal como naquela manhã os lençóis de seda. Fi-lo virar e fiquei por cima. Beijei o seu pescoço passando pelos mamilos e chegando ao abdómen. Desapertei o botão das calças e filas desaparecer com um grande puxão. Ele ergueu o tronco e procurou os meus lábios e avançou para um beijo caloroso por consequente fez-me ficar outra vez por baixo e atacou nos meus mamilos. Fiz a mesma jogada que ele e levantei o tronco porem ele foi mais inteligente e investiu no meu pescoço dando pequenos beijos e por fim chegou outra vez à boca. Aproveitando a distração dele virei novamente e fiquei do lado de cima contudo sai de cima dele com a minha super-velocidade e fui ter á porta do guarda-roupa.
-Que foi? – Perguntou ele deitado na cama.
-Anda cá! – Ergui o dedo em forma de chamamento.
Ele levantou-se em cima da cama e ficou muito alto. Deu pequenos passos por cima dos lençóis de sede até por fim chegar á orla. De cima da cama atirou-se a mim com a sua super-velocidade e fez a porta do guarda-roupa rachar. Os nossos lábios juntaram-se mais uma vez e aproveitando o momento rasguei-lhe os boxers. Desta vez parecia que dançávamos até a cama e quando lá chegamos ele atirou-me e atacou o resto da noite.
Quando acordei não sabia o que acontecera mas uma coisa eu tinha a certeza aquela teria sido uma das minhas melhores noites. Estava de barriga para baixo e olhei para o lado e vi o Joel a dormir com o tronco destapado e o lençol a dar-lhe pela cintura e subitamente senti a seda por completo no meu corpo, foi quando percebi que mais uma vez estava nua. Levantei o lençol e pude ver que ele também estava nu. Levantei-me devagarinho para não o acordar e foi aos poucos que fui vendo a roupa dele rasgada no chão. Quando toquei na roupa algumas imagens da noite passada vieram ao de cima e por minutos fiquei a sorrir feita uma parva. Apanhei-as e dirigi-me á casa de banho e colocai-as no balde do lixo posteriormente tomei um banho.
Sai da casa de banho e fui direta ao guarda-roupa e por meu espanto ele estava rachado. Fiquei de boca aberta e passei a mão na ranhura...
-Queres mais? – Gritei de susto e senti as mãos do meu amado agarrarem na minha cintura. – Não tenhas medo! – Virou-me de frente para ele ainda a rir-se e atacou os meus lábios.
-Joel! – Disse terminando o beijo – Temos muito que fazer hoje.
-Hum… Mas ainda temos tempo – Riu-se em tom de brincadeira.
-Vai te vestir… — Disse empurrando-o para trás e ele obedeceu.
Ele foi á comoda e vestiu uns boxers a atirou-me um sotia e umas cuecas. Retirei um vestido do armário e vesti-o e de seguida como ele fizera tirei umas calças e uma t-shirt e atirei-lha mostrando um sorriso irónico.
Estava tudo pronto para avançarmos em proteção da Terra e o que mais me custava era ter que deixar a minha menina para trás depois da discussão que tivéramos.
Depois de atravessar o portal Sagrado aterrei num campo de trigo juntamente com Joel e Bernardo e os outros anjos foram deixados noutras margens do planeta.
Atravessamos o campo e vimos uma placa que dizia “Saint Martin” por isso presumi que estivesse-mos na América. Procuramos um motel e instalámos-mos.
Comunicai com os outros anjos e estava tudo em ordem parecia que o Diabo tinha sentido a nossa presença e parado com os ataques agora que protegíamos a Terra mas a qualquer deslize que ele tenha nós iremos lá estar para o travar.
Notas finais
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