Emilly estranhou a cama vazia assim que abriu os olhos ainda de madrugada levantou se um pouco fraca tomou um banho rápido e vestiu seu moletom para a viagem nem se importou em secar os cabelos desceu degrau por degrau até chegar à cozinha onde encontrou Gabriel sentado conversando com Tiffa que preparava um café.
– Ela ainda é muito jovem para entender Gabriel. – Disse Tiffa.
– Ela não é jovem Tiffa ela está sendo infantil e eu odeio isso.
Emilly encostou se na parede do corredor para ouvir melhor a conversa.
– Ela não está preparada Gabriel e pelo que estou vendo nem é amor isso que você sente isso esta parecendo pena.
– Eu amo ela sobre isso não tem discussão.
– Então por que estamos tendo essa conversa?
–Por que eu não estou aguentando mais ela esta me sufocando!
– Então termina tudo!
– Ela vai morrer se algo assim acontecer... Eu não posso deixar que ela morra.
– Se você deixá-la o Victor vai transforma – lá e ela vai ficar melhor do que esta agora.
– Você não entende.
– Eu entendo meu amor sinto te dizer mas isso que você sente se chama pena.
– Não tenho pena dela você não a conhece como eu!
– Claro que conheço afinal ela se parece comigo não é mesmo?
– Não quero falar sobre isso... – Respondeu Gabriel.
– Você não me esqueceu nesse tempo todo não é mesmo?
– Não faz tanto tempo assim.
– Por que não volta comigo?
– Por que você se vendeu... Essa é a diferença de vocês duas. – Respondeu Ele se levantando e indo em direção a porta encontrando Emilly do outro lado. – Emi?!- Assustou se.
Emilly nada respondeu apenas caminhou um pouco pelo corredor.
– Você nos ouviu?- Perguntou o Rapaz encontrando a face pálida da namorada.
– Não muita coisa... Eu preciso respirar um pouco posso ficar sozinha?
– Você está tão branca e um pouco fria tem algo errado. – respondeu ele pegando no rosto da namorada.
– Posso caminhar um pouco eu estou bem.
– Precisamos ir para o hospital.
– Eu estou bem Gabriel peço para me deixar um pouco sozinha. – Disse ela agora brava. – Só um pouco.
– Tudo bem... Eu estarei no quarto sairemos daqui a pouco.
Emilly caminhou com dificuldades pela mansão sem nem reparar que se encontrava mais uma vez no lado que não havia sido reformado encontrando uma porta diferente de todas as outras da mansão ela era estreita e delicada que abriu sem nenhum ruído dando aos olhos de Emilly um jardim maravilhoso iluminado pela luz da lua. Um jardim encantado cercado pela mansão com algumas arvores orientais que faziam predominar o rosa por todo o jardim destacando apenas uma arvore com folhas laranjas tão forte que parecia estar pegando fogo chamando atenção de Emilly que caminhou lentamente até ela encontrando um tumulo cercado pelos vaga-lumes que não se afastaram com a presença da garota.
– Agora é aqui que você vive Clarisse?- Resmungou a menina se sentando no chão encostando as costas na arvore. – Não sei o que esta acontecendo amiga, mas me aproximar dos Carmichael está me matando mais rápido eu já nem sei mais quem eu sou... Talvez seja melhor pra ele se eu partir assim ele vai poder seguir... Quem eu estou querendo enganar eu esperei aquele tolo por muito tempo e se eu morrer agora estarei bem por que ele me fez muito feliz eu amo aquele idiota.
– Ninguém melhor que os Carmichael sabem que o amor mata. – Resmungou alguém.
– Quem é você? – Perguntou Emilly assustada sem conhecer a voz.
– No momento não sou ninguém. – Respondeu o homem parado em pé ao lado de Emilly escondendo o rosto com um longo capuz.
– Você é um Carmichael?
– Nem eu sei te responder isso criança não sei mais quem eu sou.
– Como você entrou aqui se você não... – Emilly sentiu seu corpo amolecer assim que tentou se levantar sentiu os braços do homem segurar seu corpo enfermo deixando a ver seus olhos azuis.
– Você está morrendo... – Resmungou o homem estranhamente.
– Agora que percebeu...
– Quando ela era viva ela lutava por pessoas como você... Mas em certos pontos ela errou recebendo como conseqüência a sua morte.
– Todos erramos... Ninguém é perfeito.
– Nem todos são como você menina nem todos temos um coração bom.
– Isso é desculpa para os fracos... Estou cansada agora quero dormir um pouco.
– Aqui mesmo? – Perguntou o homem.
– Isso mesmo. – Respondeu Emilly fechando os olhos e acordando em um quarto de hospedes da mansão.
– Onde você estava? – Perguntou Gabriel vendo a namorada entrar na sala.
– Acabei pegando no sono em um dos quartos.
– Vamos todos estão nos esperando no ônibus. – Respondeu o garoto Pegando a namorada pela mão.
– Ônibus? Isso me parece uma espaçonave! – Resmungou a menina ao entrar no luxuoso ônibus. – Ela vai também? – Perguntou a garota vendo Tiffa.
– Victor vai de jatinho onde ele vai ela e Lucas também irão como cães de guarda.
– O homem do jardim também vai?
– Homem do jardim?
– Sim o homem de capuz dos olhos azuis.
– Emi você deve ter sonhado.
– Tenho certeza que não.
– Okay sente se eu guardei o lado da janela pra você.
– Obrigada. – Agradeceu Emilly sentando se.
– Emi você esta bem? – Perguntou Roberta olhando a amiga.
– Estou sim só um pouco enjoada.
– Nossa vai ver você está grávida... Ou não espera vocês não dormem juntos não é mesmo? – Atacou Karyn.
– Por que você não se preocupa com o modo que Edmundo te trata especial como uma cadela e me deixa em paz. – Respondeu Emilly sem notar sua língua afiada.
– Emilly. – Chamou a atenção Gabriel.
– Estou impaciente hoje. – Respondeu a garota se acomodando na poltrona e olhando pela janela.
– Vai perder as suas amigas desse jeito.
– Estou morrendo mesmo que diferença faz.
– Já antecipamos a viagem meu amor por que Rogers vai vir antes nos visitar assim ele já pode te transformar.
– Eu não quero me transformar.
– O que? Que historia é essa agora Emilly?
– Não é uma historia eu não quero que me transformem.
– Isso é ridículo não se comporte como uma criança.
– Você acha que eu estou brincando Gabriel?... Eu não quero que me transformem quando eu der o adeus vai ser o único.
– Como você me diz isso assim do nada...
– Quer que eu diga como?
– Apenas não diga eu estou cansando das suas besteiras.
– Não meu querido você esta se cansando de mim, mas eu entendo isso me aguente só mais uns dias sei que não vou aguentar muito tempo.
– Para de falar besteiras.
– Você sabe que estou falando a verdade sabe que o meu corpo não esta aguentando e quando eu morrer quero que me enterrem em um jardim tão bonito quanto o da Clarisse.
– Jardim da Clarisse? – Perguntou Tiffa se aproximando.
Emilly esnobou Tiffa e voltou olhar pela janela sem perceber o momento que o sono a tomou novamente.
– Emilly vamos comer algo querida. – Chamou Gabriel acordando a namorada.
– Que horas são?
– Faz algumas horas que amanheceu chegaremos em gramado a noite então vamos parar em bastante lugares.
– Entendo.
– Vamos tomar um café?
– Vamos.
Emilly e Gabriel desceram do ônibus entrando em uma lanchonete em uma cidade estranha.
– Quero um café puro forte, um achocolatado e uma panqueca doce por favor. – Pediu Gabriel.
– Não sei se eu consigo comer.
– Você não comeu nada desde ontem. – Respondeu Gabriel sentando de frente para a namorada.
– Desculpa me intrometer... Emi o que você tem? – Perguntou Roberta assustada.
– Nada minha amiga.
– Você já se olhou no espelho? Nem tente mentir para mim... Não é melhor o Victor dar uma olhada nela?
– Eu disse que estou bem!
– Ela tem razão Emilly. – Respondeu Gabriel.
– Eu quero tomar meu café da manhã em paz tudo bem? – Respondeu ela enquanto a garçonete colocava os pedidos na mesa.
– Tudo bem! – Respondeu Roberta voltando para perto de Richard.
Emilly devorou a panqueca e tomou seu chocolate já frio sentindo seu estomago revirar.
– Eu estou voltando pro ônibus. – Reclamou Emilly.
– Eu vou pagar aqui e já subo.
– Okay. – Respondeu ela seguindo para o ônibus de luxo.
Emilly sentiu a comida lutar em seu estomago pegou sua bolsa de mão e caminhou para o banheiro onde deixou sair tudo o que havia entrado em seu estomago escovou rapidamente os dentes antes que Gabriel voltasse passou seus perfumes fechou a bolsa e saiu do banheiro encontrando Victor em pé no corredor.
– Achei que você estivesse de jatinho. – Disse Emilly.
– E eu estou... Sua amiga me ligou e seu namorado acabou de pedir para eu vir te ver.
– Eu estou bem.
– Vai mentir para um medico?
–Eu estou bem não preciso de nada.
– Sente se Emilly.
Emilly viu que não teria como se livrar do rapaz dos olhos verdes acabou cedendo o pedido.
– Eu estou bem. – Respondeu ela sentando se.
– Bem mal. – Respondeu ele abrindo uma maleta. – Okay vamos ver o que você tem...
Victor pegou algo parecido com uma caneta e iluminou os olhos de Emilly em seguida mediu a temperatura de Emilly umas duas vezes e por ultimo mediu a pressão da menina.
– Está acontecendo não é mesmo? – Perguntou Emilly.
– Você sabe qual é a sua doença?
– Não!
– É um tipo raro de câncer no sangue Emilly ele esta muito avançado se você for para um hospital agora podem cuidar de você... Ou se preferir eu posso te dar mais umas semanas de vida.
– Não obrigada.
– Não? – Perguntou Victor.
– Estou cansada Victor eu não quero nem que me transforme me deixe descansar...
– Você esta morrendo criança.
– Eu sei... E quando eu morrer quero ser enterrada em um jardim tão bonito quanto o da Clarisse.
– Você achou o jardim! – Resmungou Victor sorrindo. – Ninguém nunca andou por aqueles lados.
– Ninguém? Mas e o homem que estava lá comigo.
– Que homem.
– Um homem de capuz e olhos azuis... Disse que não sabia se era ou não um Carmichael.
– Pode ter sido uma alucinação Emilly.- Respondeu Victor inquieto.
– Se foi uma alucinação por que você esta assustado?
– Não estou assustado.
– Está sim!
– Isso não vem ao caso Emilly eu vim aqui por que seu namorado e sua amiga me ligaram.
– Eu não preciso de ajuda será que você não consegue entender a minha vontade?
– Emilly você não vai chegar em Gramado dessa forma...
– Perdi a vontade de conhecer o lugar.
– É um lugar maravilhoso ainda mais bonito que o jardim que você conheceu... A Clarisse amava viajar para Gramado principalmente no inverno. – Suspirou ele.
– Por isso você vai pra lá?
–Não! Eu nunca mais voltei aos lugares que me lembram ela... Dessa vez é diferente eu vou por negócios.
– Vai por negócios ou para implicar com Gabriel?
– Talvez os dois. – Sorriu ele.
– Eu imaginei!
– Não quer mesmo a minha ajuda eu não posso fazer muito mas pelo menos você vai conseguir andar sozinha.
– E vale à pena?- Perguntou a jovem entristecida. – Por mim eu poderia partir agora mesmo.
– No fundo você não quer isso tem uma pessoa que não sabe viver sem você.
– Quem? O Gabriel já está colocando a Tiffa no meu lugar.
– Estou falando da sua mãe! Ela só tem você a vida dela sempre foi cuidar de você sozinha sem o apoio de ninguém não é isso?
– Eu... Não tinha pensado dessa forma...
– Te dou a chance de você escolher o que quer da sua vida nesse fim de semana o que acha?- Perguntou Victor enxergando a duvida no olhar da jovem.
– Não sei fiquei confusa.
– Sua mãe não merece isso Emilly.
–Okay... Ela não merece mesmo! – Concordou Emilly depois de alguns minutos.
Victor sorriu olhando a menina focar os olhos nos seus em seguida começou a desabotoar a camisa preta.
– Espera o que você está fazendo?- Perguntou a menina assustada.
– Quer que eu te beije novamente?
– O que como assim? – Perguntou a menina se encolhendo.
– Achei que não quisesse me beijar... Por isso pensei em um pequeno corte.
– Assim agora entendi! – Respondeu a menina agora tranquila.
Victor ainda sorrindo passou a unha de seu indicador sobre a pele de porcelana que cobria a carne de seu ombro rígido se aproximando de Emilly que não hesitou em encostar seus lábios e tentar sugar o sangue que emergia do jovem de olhos de esmeralda.
– Isso criança tome a vontade.
Emilly sentiu a força voltar pouco a pouco em seu corpo e algo tomar conta de sua mente a sensação de outra personalidade surgir em si controlando seu corpo perdendo o poder sobre sua própria consciência.
– Você está bem? – Perguntou Victor olhando Emilly se afastar com os olhos confusos. – Emilly?
Victor foi surpreendido pelos braços de Emilly cercar seu pescoço lhe presenteando com um beijo sincero que o prendeu a garota por alguns minutos.
– Me perdoe eu não sei o que deu em mim... – Clamou Emilly envergonhada.
– Não precisa se desculpar isso foi muito bom eu só não esperava por uma reação assim.
– Victor eu não sei o que aconteceu... Não sei o que foi isso.
– Está tudo bem menina... Foi uma reação do meu sangue só não imaginei que ele teria tanta influencia sobre você... Se um dia você se transformar será uma pessoa dona de uma forte personalidade. – Respondeu o rapaz colocando um curativo sobre seu ferimento.
–Achei que vampiros se cicatrizavam instantaneamente... – Resmungou Emilly ainda corada.
– Vampiros?! É disso que nos chama?
– Sei lá!
– Somos uma experiência feita com seres humanos... Emilly eu já fui normal assim como você e eu adoraria ter continuado humano... É detestável ser quase imortal e não ter a pessoa que se ama ao lado.
– Quase imortal?
– Não vou te contar minha fraqueza eu não sou louco. – Sorriu ele. – Depois de tudo isso é melhor eu ir seu namorado já está ai fora.
– Victor... – Chamou ela antes que o galã saísse do ônibus – Obrigada!
O rapaz nada respondeu apenas sorriu enquanto escondia os olhos brilhantes debaixo dos óculos escuros.
– Como você está?- Perguntou Gabriel assim que se aproximou da namorada.
– Estou melhor. – Respondeu Emilly. – Que perfume é esse? – Perguntou a jovem sentindo um cheiro diferente na roupa do rapaz.
– Que perfume? Acho que é o meu mesmo.
–Meus sentidos estão mais aguçados agora Gabriel e isso é perfume de mulher você estava com a Tiffa?
–Só estávamos conversando.
– E você aproveitou para passar um pouco do perfume dela?
– Ela esta muito mal com o que aconteceu entre você e ela...
– E em que parte o perfume dela grudou em você?
– Ela estava chorando.
– Claro você tinha que consolar ela afinal você é o bom moço.
– Já vamos brigar?
– Não Gabriel nós não vamos brigar. – Respondeu a garota se afundando na poltrona fechando a cara.
– Você fica ainda mais linda quando esta brava. – Cochichou ele encostando a cabeça no ombro da menina.
– Por que temos que passar por isso... — Resmungou Emilly.
– Passar pelo que?
–Eu não sei mais o que sinto por você Gabriel isso está me deixando louca... Não consigo mais sentir aquele amor louco que vinha de você.
– Eu não estou entendendo. — Respondeu o garoto se endireitando na poltrona. — Você não me ama mais?
– Amo... Mas não sei se quero continuar a amar.
– Ontem você me amava o que mudou nesse tempo?
– Você encontrou seu antigo amor e me magoou.
– Qual é Emilly vai bater na mesma tecla de novo?
– Você ainda a ama... Não ama?
–Por que isso de novo? Já não te disse que te amo?
– Isso não me é suficiente!
– O que é suficiente pra você?
– Eu já não sei.
– Você está assim pelo que aconteceu ontem a noite?
– Pelo que não aconteceu ontem a noite.
– Esse é o real motivo?
– Claro que não Gabriel... O motivo está por detrás do que não aconteceu ontem.
– Emilly se for pra continuar assim não dá.
– Esse é o ponto que você quer chegar Gabriel vai pode dizer eu sei que você não me quer mais eu sei que sou descartável uma mera humana.
– Eu trocaria minha eternidade por você... — Respondeu Gabriel levantando se desesperado.
– Não seria uma troca inteligente... — Levantou a garota também — Eu não aguentaria viver estando na sombra dela... Mesmo em uma vida como a minha prestes a acabar.
– Deixa isso no passado Emilly... Eu amo você meu amor eu tinha um pedido muito importante e quero que seja em Gramado mas com essa situação não sei se isso vai acontecer.
– Não quero isso Gabriel você é o grande amor da minha vida mas eu não aguento mais.
– Tinha uma coisa muito importante pra te falar.
– Não quero mais Gabriel vá viver o seu amor... — Respondeu Emilly saindo para fora do ônibus correndo feito uma louca.
Gabriel correu atras da amada puxando a pelo braço como antigamente.
– Não me deixe. — Pediu ele.
– Não consigo sentir o amor que vinha de você. — Respondeu ela puxando o braço para si própria.
– Eu comprei isso pra você. — Respondeu ele mostrando uma caixinha pra Emilly.
– Isso não vai acontecer Gabriel... Eu sinto muito... Posso ver nos seus olhos que você à ama... Estou enganada? — Perguntou Emilly vendo Tiffa se aproximar.
– Não estraga tudo assim. — Pediu ele tentando alcançar os braços da amada.
– Responde! — Grita ela chamando a atenção de todos ao seu redor.
– Que merda Emilly você destruiu tudo que eu vinha sonhando para nós... Quer saber a verdade aquela menina marcou minha vida eu a amei com todas as minhas forças eu à pedi em casamento... Tínhamos planos e um dia tudo simplesmente acabou como o que esta acontecendo aqui ela estragou tudo e eu nunca mais me envolvi com ninguém até você chegar e mudar tudo e agora estou vendo que você não é diferente dela e eu quero que saiba que se você virar as costas para mim eu nunca mais vou voltar para você.
– Eu não era igual a ela... Você me tornou assim fazendo me usar aquela fantasia idiota... Eu não quero viver na sombra de ninguém!
– Então é isso? Acabou?- Perguntou Gabriel irritado.
– Acabou...
– Espero que saiba pedir carona. — Respondeu ele grosseiramente
– Vai deixar ela aqui?- Grunhiu Helena.
– O que você tem a ver com ela? Sua inútil. — Respondeu Gabriel. — Não sei por que esta com pena dela deveria estar feliz já que eu posso usufruir de você de novo.
Helena ergueu a mão acertando o rosto do rapaz.
– Você é inútil... — Respondeu a garota magoada. — Eu me deitei com você por amor... E a única coisa que sinto por você agora é pena.
– Devia sentir pena de você mesma que não passa de uma garota de programa. — Retrucou ele.
Helena novamente ergueu a mão mas sentiu Victor segura la suavemente.
– Senhor!- Saudou ela.
–Emilly venha vou te levar para casa. — Chamou Victor.
– O que você tem com ela? — Gritou Gabriel partindo para cima de Victor sendo interrompido por um punho de direita vindo de Lucas. — Cachorro veio salvar seu dono.
– Você sabe que eu não preciso dele... Ele veio salvar você e não a mim. — Respondeu Victor passando por Gabriel e seguindo até Emilly. — Vamos?- Estendeu ele a mão.
Emilly nada respondeu apenas alcançou a mão do rapaz.
– Você é igualzinha a ela — Gritou Gabriel — Não passa de uma vadia.
Lucas não se conteve e nocauteou Gabriel e caiu sobre o chão do estacionamento.
– Ele vai ficar bem... — Resmungou Helena abraçando Emilly.
A volta para casa foi rápida Emilly nem pode aproveitar a viagem de jatinho ou toda a mordomia que Victor tinha.
– Não quer que eu fique com você? — Perguntou Helena deixando Emilly na porta da casa. — Pelo menos até sua mãe chegar.
– Está tudo bem Helena ela chega logo pode ir para casa.
– Qualquer coisa é só gritar.
– Tudo bem.
Emilly desmoronou assim que fechou a porta deixou o buraco em seu peito gritar. A dor era real.
"Meu Deus o que é isso... Maldito Gabriel.... Maldita vida"
Com o peito estraçalhado a dor incontrolável só piorou em cada foto deletada em cada presente encaixotado. Como poderia apagar os melhores dias de sua vida.
Emilly pegou todas as caixas e caminhou até a mansão.
– Emilly.
– Lucas... Eu trouxe isso sera que você pode colocar isso no quarto dele?
– Claro... Não fique assim menina você merece um cara melhor.
– Prefiro não pensar nisso agora.
– Desculpa!
– Está tudo bem. — Respondeu a garota colocando as caixas no chão sendo surpreendida pelos braços de Lucas a cercar com um abraço aconchegante.
– Tudo vai passar... Eu te juro que um dia passa.
– Obrigada. — Agradeceu ela vendo Victor a olhando pela janela sorrindo.- Preciso ir.
– Claro! — Respondeu ele soltando a jovem.
– Até logo.
– Até!
A noite caiu rapidamente e se alongou por algumas horas até melissa entrar em casa assustada.
– Que cara é essa mãe? — Perguntou Emilly olhando a mãe armada. — O que é isso? É um spray de pimenta serio mesmo?
– Emilly não era pra você estar viajando?
– Não deu certo e eu voltei.
– O que foi você esta bem ?
– Estou mãe... Falando nisso a senhora ainda tem os números das clinicas de fora?
– Tenho sim por que ?
– Vamos para alguma delas.
– Está falando serio? — Perguntou Melissa transbordando em alegria. — Chegou hoje mesmo é de uma clinica na França com tudo pago podemos retirar as passagens em São Paulo amanha de manha se pegarmos o ônibus de madrugada.
– França está perfeito e eu já fiz nossas malas.
– Espera ai está fugindo de que matou alguém?
– Não mãe só estou tentando não morrer certo?
– Claro filha... Vou ligar para o hospital e tomar um banho ai podemos ir para rodoviária.
Emilly se alegrou ao ver a mãe animada.