– Oi? – Perguntou Lucas ao ver Emilly passar sem reparar sua presença.

Emilly virou se para olhar quem a chamava, um nó em sua garganta apertou assim que encontrou Lucas segurando uma sacola com pães Baguete.

– Você está bem? Não deveria estar no colégio agora? – Continuou o rapaz de cabelos negros.

– Não é da sua conta. – Atacou a jovem friamente.

Emilly voltou andar deixando Lucas parado em choque.

– O que eu te fiz? – Perguntou ele puxando a jovem pelo braço. – Por que me respondeu assim? – Continuou ele antes de encontrar os olhos assustados da garota. – Desculpe! – Disse ele soltando à jovem.

– Eu já sei sobre vocês...

Lucas ficou imóvel ao ouvir a confissão da jovem.

– Aconteceram tantas coisas... Eu fui encontrar Roberta aquela noite... Ela...

Lucas derrubou a sacola com os pães partindo em direção à jovem segurando à em seus braços sem se importar com a mesma se debatendo para afastá-lo, com a mão esquerda livrou o pescoço da mesma dos longos cabelos escuros em seguida abriu três botões da camisa do uniforme da garota liberando as duas marcas ainda visível em sua pele de veludo.

– Ela te feriu... – Indagou ele quase gritando de ódio.

– Não... Não foi ela! – Gritou Emilly ao ver Lucas cerrar os punhos e seguir para casa sem os pães. – Lucas não foi a Roberta. – Chorou ela.

– Se não foi ela foi quem?

Emilly não conseguia responder o jovem sua mente foi tomada pelos flashes daquela noite.

– Quem te fez isso? – Tornou a perguntar ele agora calmamente enquanto segurava os ombros da garota.

– Gabriel! – Resmungou ela quase sem dizer nada.

Lucas foi tomado mais uma vez pela fúria tornando a andar rapidamente em direção a mansão.

– Aonde você vai? Já faz mais de uma semana depois que tudo aconteceu isso já esta cicatrizando. — Grita a jovem quase sem fôlego tentando alcançar o rapaz.

Lucas passou rapidamente pelo grande portão de ouro maciço sendo seguido pela pequena criatura.

– Onde é que está o meu pão? – Perguntou Victor sentado na mesa na companhia de Gabriel e Helena.

Gabriel olhou Emilly atrás de Lucas quase como uma sombra, nem sentiu quando Lucas o levantou pelo colarinho da camisa empurrando seu corpo sobre a parede sendo acertado pelo punho direito do rapaz. Ao sentir a dor aguda em seu maxilar Gabriel logo acordou de sua transe revidando com murros e chutes todos em vão agora ele sabia por que Lucas era o braço direito de Victor ele não era apenas um mordomo e sim um guarda costas oficial.

Emilly entrou em desespero ao ver Gabriel ser derrubado ao chão e levar chutes.

– Lucas pare, por favor! – Grita Emilly chorando tentando segurar o jovem que dava socos na face de Gabriel.

– Você é um idiota! – Grita Lucas batendo em Gabriel com os olhos em chamas.

– Lucas para com isso... – Pede Helena apavorada ao lado de Emilly.

– Isso ai Lucas... Meninas em quem vocês apostam? – Se diverte Victor.

Helena joga um olhar de reprovação a Victor.

– Que foi não esta achando isso divertido?

– Faça os parar Victor... O cão te respeita pare o agora! – Grita Helena.

– Jamais! Adoro isso...

Gabriel não conseguia revidar Lucas tentou muitos golpes nenhum tocava o rapaz.

– Idiota como pode fazer isso... Não vê o que provocou ela nem consegue seguir... Eu odeio você... E ela... Te ama. – Terminou Lucas soltando Gabriel ao chão. – Ela te ama e você à feriu.

– Você o ama mesmo senhorita Emilly? – Perguntou Victor com um sorriso demoníaco.

Emilly não conseguia responder realmente seu sentimento por ele havia mudado, mas ao ver Gabriel apanhando daquela maneira sentiu seu coração apertar de tal forma fazendo uma cratera em sua alma.

– Okay Lucas pode continuar. – Disse Victor.

– Não fiz isso por você! – Responde Lucas agora olhando para Emilly. – Agora vá embora e não volte aqui nunca mais ou eles te matarão.

– Lucas... Você é um “DELES” isso se encaixa a você também. – Responde Emilly.

– Vai ser melhor assim... – Responde o jovem desviando o olhar.

– É impressão minha ou ela sabe o que somos?- Pergunta Helena.

Emilly assustou se ao ouvir que Helena também era algo que ela ainda não compreendia.

– Sim ela sabe! – Respondeu Lucas.

– Então ela deve morrer certo? – Responde Helena sorrindo.

– Já disse ninguém toca nela! – Responde Gabriel aparecendo bem ao lado de Emilly.

Emilly tremia ao lado do jovem.

– Não vai ser necessário! — Responde Victor sentando se novamente.

– Como assim? Essa sempre foi à regra! – Resmunga Helena irritada.

– Com ela não vai ser aplicada essa regra... Afinal ela já está morrendo... Três meses no Maximo quatro se ela tiver sorte! – Respondeu Victor.

Emilly sentiu seu coração parar por alguns segundos, isso não seria possível não fazia muito tempo que havia feito exames que comprovavam seu estado estável.

– Está blefando! – Respondeu Gabriel.

– Estou mesmo? Apenas eu posso ouvir o pequeno coração cansado de bater desregulado? Olha pra ela plaquetas baixas, pressão oscilando, pulmões infeccionados e seu pequeno rim direito está péssimo... Enfim estou mesmo blefando?

Todos presentes na sala permaneceram imóveis.

– Na verdade essa doença não me é estranha muito parecida com alguém que veio até mim a alguns anos... Na verdade presumo que seja a mesma deficiência talvez genética... Não parece mesmo Lucas?

– Talvez meu Senhor, não me recordo de ninguém no momento afinal o Senhor é medico muitos recorrem á sua ajuda. – Responde Lucas.

– Imaginei que não se lembraria... Você ainda não era meu escudeiro fiel.

– Acabamos agora? Ela vai continuar viva? – Pergunta Helena.

– Não faremos nada de mal a você Emilly... Mas você vai mesmo morrer. – Respondeu Victor sorrindo. – Mas mudando de assunto querido Lucas onde está meu pão?

– Perdoe-me Senhor! – Pediu Lucas.

– Bom depois dessa diversão não tenho que lhe aplicar uma penitencia, presumo que isso não vai acontecer de novo, mas me traga uma virgem, por favor.

Emilly havia escutado informações demais deu dois passos para trás e começou a correr para casa, só percebeu que estava chovendo quando saiu ao jardim da frente da mansão.

– Me perdoe. – Pediu Gabriel puxando Emilly pelo braço.

– Que mania idiota vocês tem de me puxar assim... – Gritou ela puxando o braço sem sucesso.

– Emilly... Você me ama mesmo?

– Do que isso importa Gabriel... Nada mais importa. – Respondeu ela chorando.

– Pra mim importa Emilly... Faz uma semana que não vou ao colégio por que não queria te fazer sofrer... Mas eu estou sofrendo sem a sua presença eu que fico naquela maldita janela esperando te ver nem que seja por um lance... Você não abriu mais a janela... Com isso tudo eu consigo entender Emilly que não gosto de você como disse aquele dia... Eu gosto muito mais do que eu pensava... Eu amo você baixinha!- Responde ele.

– Isso não importa mais... Eu estou morrendo não estou... – Responde ela encarando o jovem em seguida lhe dando as costas.

– Você não vai morrer e se isso acontecer eu morro com você e se precisar por você! – Responde Gabriel assim que abraçou a jovem em prantos.