Anjos Mortais
9 Origens
Notas iniciais
–Então o que exatamente você é?- Perguntou Emilly depois de recolher Gabriel em sua casa sentando de frente para o rapaz.
– Quer mesmo falar sobre isso?
– E por que não? Uma vez você mesmo me disse que para nos acertarmos não poderíamos mentir nem guardar segredos.
– Okay posso te contar tudo que queira, mas antes disso suba e se troque você está toda encharcada.
– Estou bem assim!
– Está morrendo de frio que eu sei!
Emilly não discutiu subiu rapidamente até seu quarto vestiu seu moletom e sua pantufa confortável e quentinha, antes de descer abriu uma gaveta de seu guarda roupa e pegou uma toalha rosa pensando no estado de Gabriel molhando o sofá de sua mãe.
– Desculpe meus modos e... – Emilly foi surpreendida com Gabriel em pé na cozinha seco e com outra roupa. – Demorei tanto assim?
– Isso faz parte daquilo que você quer saber... — Gabriel sorriu olhando a toalha nas mãos da jovem. – Mas meu cabelo ainda esta molhado então me de isso aqui – Continuou ele puxando a toalha para si.
– O que está fazendo? – Perguntou Emilly olhando o bule sobre o calor do fogão.
– Estou fazendo um chá para você.
– Eu nem gosto de chá!
– Não gosta porque nunca provou o que eu faço.
– Você é muito convencido.
– E você é muito chata.
– Sou? E mesmo assim você diz que me ama?
– Amo!- Respondeu ele olhando a nos olhos.
– Como pode?
– Amo suas qualidades... Mas tenho uma paixão imensa por seus defeitos.
– Okay quando termina o chá? – Desvia ela embaraçada.
– Não fale sobre isso se for mudar de assunto.
– Okay!
– Já está pronto!
– Do que é isso?- Pergunta Emilly saboreando o chá quente – É maravilhoso!
– Eu sabia que iria gostar...
– Nunca tomei nada assim do que é feito?
– Está mesmo interessada nos ingredientes?- Perguntou ele erguendo a sobrancelha direita.
– Claro! Quando eu sentir vontade eu mesma faço.
– É simples chá de hortelã com leite com duas gotinhas de limão adoçado com mel.
– Você é mesmo muito bom nisso!
– Sou bom em muitas outras coisas alem disso!
– Onde foi que achou hortelã?- Perguntou ela corando.
– Está de brincadeira não é?
– Não por quê?- Perguntou a menina estranhando a pergunta de Gabriel.
– Sua mãe tem uma plantação de ervas medicinal no quintal... Nunca reparou?
– Sinceramente não!
– Okay você mesmo desatenta.
– Um pouco.
– Muito!
– São apenas plantinhas não sei o nome de cada uma e nem para o que serve, mas me conte como sabe a função de cada uma, ou melhor, como sabe tanta coisa?
– Temos que saber de tudo isso e mais um pouco... Afinal não é tudo que podemos comer muito menos tomar.
– Então o que acha de me contar tudo agora?
– Tem certeza que quer rasgar esse véu Emilly? Depois não tem como voltar atrás!
– Não vai ser melhor você me contar tudo e tirar esse peso que você guarda com você?
– Não sei se é o certo... Mas se quer mesmo saber vou te contar!
– Então comece.
– Okay. – Respondeu Gabriel sentando se ao sofá de frente para Emilly – Era uma vez...
– Esta de sacanagem não é... Isso é serio!
– Isso aconteceu há muitos anos atrás... Havia uma sociedade que queria o poder sobre todas as outras nações, a maioria dos aliados eram cientistas e banqueiros ambiciosos acima de tudo, eles faziam experiências humanas em crianças órfãs tentando desenvolver algo extremamente forte para montar um exercito imortal... – Começou Gabriel quase sem som – Mas as crianças morriam em menos de duas semanas, porem um dia três meninos conseguiram sobreviver à tamanha crueldade, eram três irmãos Rogers era o mais velho com treze anos, Miguel com oito e Victor o caçula com apenas cinco anos. As crianças foram batizadas como filhos do demônio não demoraram muito para perceber que as crianças se tornavam vulneráveis em pouco tempo e que não conseguiam se alimentar como pessoas normais, havia uma mulher que cuidava dos três desde a chegada no laboratório, um dia quando os meninos já estavam em péssimas situações Rogers o mais velho pegou Christine como refém para poder fugir com os irmãos, Christine ao tentar se soltar de Rogers acabou se ferindo com um bisturi que estava em seu bolso os garotos ao sentir o cheiro do sangue se reanimaram com a morte da moça os cientistas descobriram como alimentar as crianças quando Rogers completou seus dezoito anos percebeu nada poderia prendê-lo nem mesmo uma parede de aço, por si sozinho Rogers assassinou a sociedade demoníaca um por um teve o sangue derramado, em dezessete anos o envelhecimento dos meninos cessou fazendo os entender que eram imortais e foi dessa maneira que os três deram origem a família Carmichael...
– Acabou? – Perguntou Emilly ao ver o silencio de Gabriel.
– Isso foi só o começo Emilly... Somos em milhares hoje em dia... Não podemos ficar muito tempo sem sangue humano ou retornamos ao pó... Nós matamos pessoas dia apos dia para sobrevivermos e não apenas nós, há algum tempo descobrimos que cobaias fracassadas daquela época também vivem até hoje e também se alimenta de humanos não apenas do sangue, da carne humana também... Somos bestas matamos pessoas como você.
– E por que você não me matou? – Perguntou Emilly um pouco assustada.
– Ainda tem duvida? – Perguntou ele se aproximando de Emilly.
– Você me ama mesmo? De verdade?
– Trocaria minha eternidade por você! – Respondeu ele tomando Emilly em seu colo em seguida lhe beijando.

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