Anjos Mortais
7 Por detrás da escuridão
Depois de um longo dia Emilly tomou um banho e logo se deitou e foi fechar os olhos que a jovem começou a se lembrar do beijo que havia ganhado... O tão esperado beijo.
– Sai da minha cabeça Gabriel... – Resmunga ela a si mesma.
Emilly esfregou o rosto assim que sentiu o sono bater olhou em seu relógio no criado mudo marcava quinze para meia noite. Emilly nem ao menos reparou quando pegou no sono foi tão suave que se assustou muito ao acordar com um grito em algum lugar.
A jovem olhou ao redor de seu quarto, não havia nada a não ser a luz de seu relógio que apontava três e vinte da madrugada. Emilly pensou ter sido acordada pelo próprio sonho decidiu encostar a cabeça no travesseiro e fechar os olhos quando novamente ouviu o grito familiar seguido pelo estilhaçar de algo ao chão.
–Roberta! – Resmungou a jovem com as mãos sobre o lábio.
Ouviu os gritos de Roberta mais duas vezes seguidos por um choro de dor. Emilly não conseguiu apenas escutar o que se passava levantou se até sua janela á abriu sorrateiramente sem que sua mãe acordasse.
– Não tenho duvidas é a Roberta o que está acontecendo... Será que eu devo... – Resmungou ela para si mesma um pouco antes de se lembrar de Lucas implorando que a mesma não se aproximasse da casa dos Carmichael. – Eu não sei por que você não me avisou Roberta, mas eu sei que você faria o mesmo por mim.
Emilly pulou pelo parapeito de sua janela descendo cuidadosamente pelo telhado até a calha ansiando para que seus pés nus tocassem o chão gelado. Com muito custo Emilly chegou ao chão andou rapidamente até a grande arvore do jardim por onde invadiu a mansão da ultima vez, ela sabia que se tentasse entrar pelo portão da frente seria impedida por Lucas. Subir pela arvore de galhos grandes e fortes foi fácil ao pisar no muro seus olhos foram surpreendidos por uma pilha de pedras encostadas na parede parecendo ter sido colocadas ali para facilitar sua decida fazendo ter alcance a sua altura... Teria sido Gabriel? A menina correu por volta da mansão achando uma pequena janela um pouco aberta, levantou um pouco mais o vidro sem fazer nenhum ruído, olhou em volta encontrando se em um quarto de limpeza. A mesma segurou a maçaneta e a girou se deparando com um corredor escuro sem presença alguma a jovem começou a andar pé após pé sobre o carpete vermelho quando ouviu três vozes familiares.
– Você sabia que isso poderia acontecer mesmo assim preferiu arriscar! – Resmunga Edmundo irritado.
Emilly visualizou Richard sentando ao chão perto da geladeira com as mãos sobre o rosto parecia muito abatido, Edmundo estava em pé à frente do namorado de Roberta enquanto Gabriel permanecia em silencio sentado sobre a mureta de concreto.
– Ela é a mulher que quero pra toda a minha vida, não aceitaria se outra pessoa a transformasse... Se ele a transformasse... – Resmunga Richard.
“Mulher pra toda vida... Se outra pessoa a transformasse... Se ele a transformasse” – Emilly repetiu a frase mentalmente sem entender o sentido da mesma. – “Talvez ele e Roberta já tenham tido sua primeira vez... Talvez seja apenas isso” – Pensou ela.
– Sabe que somos mestiços e isso tem uma chance enorme de dar errado... Se ele chegar e ela ainda estiver fora de si será sacrificada e você vai conviver com a culpa por toda sua eternidade. – Diz Gabriel com uma expressão triste sem ao menos olhar o amigo.
“-SA-CRI-FI-... CADA... — Soletra Emilly mentalmente chocada.”
– Prefiro morrer por ela... Se for necessário morrerei por ela. – Responde Richard irritado.
–Pare de falar besteiras... Ela continua no quarto de cima? – Pergunta Edmundo.
Richard acenou um sim com a cabeça.
Emilly rapidamente encontrou a escada que dava acesso ao andar de cima.
“- Sacrifício, transformação, mestiços, morte... Que seita maldita é essa... São todos loucos vou tirar a minha amiga daqui agora! – Pensa Emilly”
Ao chegar ao andar de cima Emilly se deparou com um corredor comprido com treze portas amadeiradas, não sabia qual abrir sem ser descoberta. A jovem começou a andar lentamente pelo corredor silencioso quando ouviu um pequeno soluço vindo da terceira porta no fim do corredor. Encostou-se a porta escolhida tentando ouvir algo antes de girar a maçaneta, esperou alguns segundo quando ouviu novamente o grito seguido pelo choro, um tremor percorreu sua espinha, por alguma razão o medo tomou conta da jovem sentiu uma vontade gigantesca de sair correndo de volta para seu quarto, seus olhos permaneceram fechados desde o grito, recuou a mão tremula dando dois passos para trás. O medo havia controlado a jovem, Emilly desviou o olhar para uma das janelas da mansão e encontrou o seu reflexo abatido pelo medo suas mãos estavam a frente do corpo suas pernas tremiam no pequeno shorts verde e seus olhos estavam arregalados, a menina nem percebeu o momento em que suas pernas se direcionaram para a escada novamente, quando desceu o primeiro degrau escutou o apavorante grito, porem dessa vez Emilly se lembrou da face da amiga e da promessa de nunca abandonar uma a outra.
Assim que conseguiu tomar conta de seus sentidos a jovem respirou e girou a maçaneta encontrando a amiga encostada em uma das paredes agachada visivelmente aterrorizada envolta de estilhaços e pedaços de coisas quebradas.
Emilly se aproximou da amiga que ao sentir sua presença secou o choro, a jovem estendeu a mão e encostou a no ombro direito de Roberta.
– Roberta eu... – Resmungou Emilly.
Roberta rapidamente segurou a mão de Emilly com a mão esquerda.
Emilly nem ao menos percebeu o momento em que Roberta se virou e ficou de pé segurando seu punho com força.
– Ah... – Resmungou Emilly ao sentir a mão direita de Roberta puxar seu cabelo trazendo a mais perto de si.
Emilly se apavorou ao ver a cor dos olhos da amiga, estavam vermelhos como sangue e Roberta estava sorrindo feito um demônio mostrando nitidamente suas presas. Emilly sentiu um calafrio quando Roberta se aproximou de seu pescoço passando lentamente a língua sobre sua pele.
– Roberta o que está acontecendo? – Suplicou Emilly.
Roberta nada respondeu continuou sorrindo com uma expressão doentia.
– Me solte... Por favor! – Tornou a suplicar a jovem.
Roberta parecia estar louca, apertava o pescoço de Emilly com força deixando à sem ar.
Emilly sentiu a unha de Roberta fazer um pequeno corte em sua delicada pele sentiu o sangue escorrer e Roberta parecia ainda mais louca se aproximando sem expressão alguma. A jovem fechou os olhos quando Roberta encostou a face em seu pescoço. Levemente sentiu os dedos de Roberta soltarem seu pescoço libertando seu corpo do peso que a imobilizava, só conseguiu abrir os olhos quando sentiu alguém colocar seu corpo em pé. Assim que tudo tomou forma pode ver Edmundo e Richard segurando Roberta que parecia assustada.
– Emi... – Resmungou Roberta com dificuldade.
– Gabriel leve a daqui. – Diz Edmundo.
Emilly ainda não havia notado a presença de Gabriel mesmo depois de ter sido levantada pelo rapaz.
Gabriel segurou Emilly pela mão caminhando para fora do quarto sem que a jovem resistisse.
– Você está bem? – Pergunta Gabriel assim que chegaram à sala.
– Estou. – Respondeu Emilly sentando se no sofá com as mãos nos joelhos.
– O que veio fazer aqui? – Perguntou Gabriel.
–Escutei a Roberta gritar... O que aconteceu com ela? – Pergunta a garota olhando fixamente para Gabriel que desviava o olhar.
– É melhor você ir para a casa... Agora!
– Jamais... O que vocês querem fazer com ela, eu ouvi tudo... São todos loucos.
– Emilly é melhor você voltar para sua casa e esquecer-se de tudo que viu aqui.
– Não vou sair daqui antes de saber como ela está... – Responde Emilly passando a mão sobre o arranhado de Roberta.
Gabriel rapidamente segurou a mãe de Emilly.
A jovem estranhou a expressão de Gabriel que permanecia arcado a sua frente com os olhos vidrados aos seus não foi difícil perceber a mudança lenta da cor dos olhos do jovem, pouco a pouco se tornaram vermelhos.
– O que vocês são... – Resmungou Emilly sentindo Gabriel encostar sua face em seu pescoço.
– Me perdoe... Mas eu não posso resistir. – Diz Gabriel beijando o pescoço de Emilly.
Gabriel deitou Emilly lentamente sobre o sofá, lentamente lhe entregou um beijo deixando a jovem atordoada. O jovem desceu lentamente até o pescoço da garota, ele parecia estar descontrolado, apertava as mãos sobre o sofá de tal forma que podia se ouvir o tecido estralando.
Emilly sentiu uma dor enorme quando os dentes de Gabriel rasgaram sua pele fina provocando um som parecido com o morder de uma maça assim que perfurou os músculos. O jovem começou a chupar fortemente o pescoço da inocente sugando seu precioso sangue.
Gabriel não se contentou apenas com o pescoço da vitima desceu do pescoço um pouco mais para baixo puxando a blusinha fina do pijama de ursinho libertando seu seio direito quase por completo escondendo apenas o mamilo. Emilly não conteve o gemido de dor assim que as presas do garoto tornou a ferir sua pele.
– Gabriel... Pare! – Suplicou a menina.
Gabriel voltou em si e se distanciou rapidamente.
– Me perdoe... Isso é muito mais forte que eu.
Emilly sentiu o cansaço a tomar, arrumou a roupa e levantou se para ir embora nem percebeu quando suas pernas amoleceram e tudo escureceu.
Assim que o despertador disparou Emilly saltou de sua cama.
– Um sonho isso tudo foi um maldito sonho... Porque não me lembro de nada... – Resmungou Emilly para si própria.
– Emilly acorde ou vai se atrasar para o colégio. – Alertou a mãe batendo na porta.
– Já estou em pé mãe. – Respondeu Emilly enquanto esfregava os olhos.
– Tome logo um banho estou descendo preparar seu café.
– Tudo bem já desço.
Emilly pegava seu uniforme quando sentiu a brisa tocar suas costas, a garota virou se e encontrou sua janela aberta, não deu muita atenção não seria a primeira vez que esquecerá a janela aberta antes de dormir, a mesma deu de ombros sobre o ocorrido e se dirigiu ao banheiro, acendeu a luz em seguida retirou sua roupa. Emilly ficou intrigada assim que se olhou no espelho encontrando pequenas feridas sobre sua pele, nos mesmos lugares onde Gabriel a mordeu em seu sonho.
– Pode ser picadas de insetos. – Pensou ela se lembrando da janela aberta.
– Demorou hoje. – Diz a mãe assim que Emilly senta se a mesa.
– Desculpe, a água estava muito boa...
– Você está extremamente branca... Dormiu bem?
– Não muito, tive pesadelos...
– Sabe filha acho que temos que aumentar um pouco às doses de cada medicação... Esqueci de te falar o Doutor ligou ontem a tarde perguntando se você não está interessada em ir para aquele hospital de Londres, surgiram algumas vagas.
– Que aumentar dose mãe eu estou bem só tive pesadelos como todo mundo tem, e eu já te disse que não quero ir para esses hospitais de aberrações... Anomalias... Esquisitices... Quero isso bem longe de mim.
– Filha talvez lá ache a cura da sua doença.
– Não estou interessada mamãe. – Respondeu Emilly levantando se e pegando sua mochila.
– Você nem tocou no café.
– Estou sem fome. – Respondeu a filha friamente.
– Emilly eu prometo que não toco mais no assunto, mas, por favor, sente se e coma.
– Tudo bem, mas a senhora prometeu.
Emilly comeu muito rápido e logo já caminha para o colégio.
– Quer carona? – Pergunta uma voz conhecida.
– Está de carro novo é? – Pergunta Emilly olhando Gabriel em um Veloster preto.
–Gostou?
– Qual a importância?
– Sua opinião é muito mais que importante.
– Para Gabriel chega disso... Você me confunde demais.
– Fica tranquila eu não vou mais te beijar.
– Não vai? – Perguntou Emilly desapontada.
– Não! Agora se quiser que me beije.
– Jamais! – Respondeu Emilly sentindo as pernas amolecerem.
– Você está bem? – Perguntou Gabriel saindo rapidamente do carro.
– Estou... É só uma pequena tontura. – Respondeu ela.
– Vamos entre no carro é melhor você voltar para casa eu te levo. – Disse Gabriel tomando a mochila de Emilly. – O que carrega aqui... O seu quarto?
– Eu não vou entrar no carro muito menos ir embora... Minha mãe ficaria desesperada.
– Não seja por isso vamos a outro lugar.
– Eu matar aula? Ficou doido?
– Vamos para qualquer lugar que queira... Para minha casa se preferir.
–Eu na sua casa?
– Você não quer ver a Roberta? Ela está em minha casa hoje ela já pode receber visitas.
– Roberta... Eu gostaria muito de ver como ela está.
– Não seja por isso vamos?
– Acho melhor não!
– Para de ser tão chata e entra logo nessa porcaria. – Respondeu ele começando a se irritar.
Emilly queria recusar, mas era a única chance de ver Roberta sem que Lucas a tirasse da mansão.
– Okay, mas não posso demorar... Assim posso entrar na segunda aula.
– Você que sabe... Quando quiser ir embora é só me avisar.
–Tudo bem! – Respondeu ela entrando no carro.
Gabriel sorriu delicadamente enquanto dava meia volta com o veloz carro.
– O que foi? – Perguntou Gabriel vendo Emilly suspirar.
– Adoro cheiro de coisa nova.
– Você é estranha! – Disse Gabriel sorrindo. – E eu adoro isso...
– Pode ir parando com isso... Não quero que deixe minha cabeça confusa... Prefiro abrir a porta do carro e me atirar. – Respondeu Emilly segundos antes de ouvir as travas das portas abaixarem. – Está me prendendo?
– Claro que não, mas se você se jogar do carro vai ficar ruim para mim.
– Só por isso?
– Quer que eu responda? Pode ficar confusa...
– Se é assim eu agradeço seu silencio.
– Eu prefiro você quando está confusa... Faz caretas fofas enquanto seus olhos brilham.
– É melhor parar eu não gosto de ficar confusa.
– Okay.
O casal permaneceu em silencio, o Veloster passou rapidamente pelo grande portão dourado entrando no impecável jardim frontal com arbustos em formas de animais e brasões.
– Como pode isso tudo ser tão perfeito?- Pensou alto Emilly.
– Nada aqui é perfeito... Estamos longe disso.
– Pra mim está tudo perfeito... Tem um ar de liberdade.
– Talvez um dia você entenda minha pequena. – Respondeu Gabriel estacionando o carro em frente à entrada da mansão. – Vamos? – Perguntou ele abrindo a porta para que Emilly descesse do carro.
Ao entrar na mansão Emilly teve a certeza de que tudo que se lembrava era apenas um sonho, pois na sala não havia nada como em seu sonho nem mesmo o jogo de estofados.
– O que foi?- Perguntou Gabriel estranhando a súbita parada da garota.
– Nada não. – Respondeu ela olhando profundamente os olhos de cristais do amado.
– Vamos, ela vai se animar muito com a sua visita... – Disse ele começando a subir as escadas.
Emilly nem acreditou quando viu Roberta sentada na cama de mãos dadas com Richard.
– Roberta... – Disse Emilly vendo à amiga ainda mais linda quanto antes.
– Emi... – Respondeu Roberta com os olhos transbordando de lagrimas.
– Roberta por que você está chorando? – Perguntou Emilly se aproximando e envolvendo a amiga entre seus braços.
– É só a emoção de te ver...
As horas voaram enquanto Roberta contava tudo o que havia passado.
– Emilly vamos almoçar você está ai há horas sem comer nada. – Reclama Gabriel.
– Você parece minha mãe falando... Que horas são?
– Já é quase meio dia.
– Como assim?- Pergunta Emilly se levantando rápido.
– Vamos descer te faço um lanche... Estamos sozinhos hoje e a cozinheira nem veio.
– Não tudo bem Gabriel... Acho que vou para casa.
– Não Emi... Almoce comigo. – Pediu Roberta.
– Tudo bem! – Respondeu Emilly após uma pausa.
– Gabriel, podemos pedir comida japonesa o que acha?- Pergunta Richard.
– Ótima ideia... Eu e Emilly podemos arrumar a cozinha enquanto você liga para o restaurante.
– Por que sou sempre eu que ligo para os restaurantes? – Pergunta Richard erguendo as sobrancelhas.
– Se quiser posso ligar é só descer e arrumar a mesa. – Respondeu Gabriel sorrindo.
– Qual o numero mesmo? – Perguntou Richard sorrindo.
– Como pensei! – Respondeu Gabriel.
– Eu tenho o numero de um ótimo restaurante oriental... Espere eu vou procurar na minha agenda. – Responde Emilly procurando o celular na mochila em cima da cama.
– Emilly ele sabe o numero. –Respondeu Gabriel colocando a mão direita sobre o rosto.
– Então por que ele perguntou?
– Ele só está enchendo o saco... – Respondeu Gabriel sorrindo. – Vamos descer?
– Claro!- Respondeu ela largando a mochila e segurando a mão do jovem.
Emilly desceu com Gabriel até a cozinha seu coração parecia sair pela boca enquanto lembrava se do sonho em que os jovens discutiam como encerrar com a vida da amiga.
– Você está bem?- Perguntou Gabriel observando o silencio da inocente.
– Sim... Então por onde começamos?
Gabriel sorriu e seguiu próximo ao armário branco.
– Estenda essa toalha sobre a mesa fazendo-me um favor. – Pediu ele.
– Claro. – Respondeu ela pegando a toalha vermelha enquanto percorria os olhos envolta do cômodo.
– Ele não está aqui.
– O que? – Perguntou ela surpresa.
– Lucas ele não está aqui. – Respondeu ele com a expressão extremamente fria. – Nem ele e nem o “Dono” dele.
– Eu não estava procurando ele.
– Jura? Vou fingir que acredito. – Respondeu ele olhando a garota estendendo a toalha.
– Por que você gosta tanto de me irritar? – Pergunta Emilly chegando bem perto de Gabriel.
– Por que você tem pavio curto e... Eu amo isso em você... Amo te ver irritada e confusa... Tão agressiva e tão frágil... Isso me atrai de tal forma... – Respondeu ele prendendo Emilly entre a mesa.
Gabriel encostou os lábios macios nos de Emilly que fechou seus olhos lentamente.
– Espero não interromper nada. – Resmunga Richard puxando a cadeira para Roberta sentar se.
Emilly rapidamente se solta de Gabriel rodopiando até a outra extremidade da mesa onde Roberta se encontrava segurando um copo d’água que se chocou ao chão com um leve impacto do corpo de Emilly com a mão de Roberta.
– Droga... Eu sempre desastrada. – Diz Emilly chateada com sigo mesma.
– Tudo bem Emi eu limpo. – Diz Richard pegando os cacos no chão.
– Não... Tudo bem eu vou buscar umas coisas pra limpar essa bagunça. – Responde Emilly andando em direção a uma porta ao corredor a sua direita.
Emilly abriu a porta rapidamente antes que os jovens pudessem lhe dizer qualquer coisa deixando a em estado de choque ao encontrar o quartinho de limpeza que havia visitado em seu sonho, o quarto estava levemente empoeirado mesmo assim Emilly podia ver as marcas de seus pés descalços sobre o piso, a janela continuava entre aberta como em seu sonho com marcas de suas mãos sobre o parapeito da janela, mas o que acordou Emilly foi a fita vermelha que amarrava seu cabelo todas as noites enroscada em espanador bem perto a janela balançando com o vento que entrava pela mesma, a jovem não tinha duvidas aquilo tudo nunca foi um sonho.
Emilly se virou em direção aos três jovens que permaneciam sorrindo sobre a mesa.
– Emilly esta tudo bem? – Perguntou Gabriel.
Emilly com os olhos arregalados levantou a mão sobre o pescoço ferido.
– O que... O que exatamente vocês são. – Perguntou ela em um sussurro.
– Como assim Emi? – Perguntou Roberta aflita.
– Você sabe do que estou falando... – Continuou ela desesperada.
– Emilly você não me parece muito be...
– Não muda de assunto Gabriel... Eu tenho certeza que estive aqui ontem... Eu entrei por aquele quarto... Eu vi vocês debatendo sobre sacrificar a Roberta... O que você fez comigo Gabriel... O que você é? – Perguntou ela agora gritando.
– Emi isso tudo foi um sonho se acalme. – Pediu Roberta.
– Aquilo não foi um maldito sonho... Eu ainda estou fraca e meu pescoço está ferido... Nem pesadelos ferem de verdade... O que...
– Não somos algo que você possa entender... – Resmunga Gabriel aparentemente nervoso.
– Tenta... – Pediu Emilly chorando.
– Conte a ela... – Disse Richard.
– Eu estaria quebrando todas as regras. – Respondeu Gabriel sem tirar os olhos da garota amedrontada a sua frente.
– Se não passar por isso vai perde lá... O que prefere? – Pergunta Richard enquanto segura Roberta pela mão saindo pela porta a sua direita fechando à em seguida.
– O que você é? – Pergunta Emilly sentindo o nó em sua garganta se desfazer deixando mais lagrimas deslizar sobre sua face.
–De que vai me adiantar te dizer? Só vai se confundir ainda mais.
– Você realmente me atacou ontem à noite? – Perguntou ela ignorando o comentário do jovem.
Gabriel nada respondeu permaneceu imóvel com uma expressão de dor.
– Diga! – Gritou ela.
Gabriel em uma manobra muito rápida se colocou a frente da jovem a envolvendo sobre seus braços.
– Não me toque! – Gritou ela.
– O que quer que eu diga?- Gritou ele expressando dor.
– O que você é... – Soluçou ela.
– Como posso te explicar o que sou se nem eu mesmo sei ao certo... – Respondeu ele calmamente. – Somos demônios... Experiências mal sucedidas... Eu não sei o que somos. – Terminou ele enfim.
Emilly continuou a chorar sem entender nada que se passava em sua cabeça.
– Aquilo realmente aconteceu... Roberta... Você! – Resmungou Emilly com as mãos na cabeça tentando arrancar tanta informação.
– Me perdoe. –Pediu ele tentando segurar a mão da garota.
Emilly assim que sentiu a mão de Gabriel se aproximar o empurrou.
– Fique longe... Some da minha vida... Você é um monstro!
– Tem razão eu sou mesmo um monstro... Mas eu jamais quis te ferir... Eu gosto muito de você.
– Eu tenho nojo de você. – Respondeu Emilly se distanciando ainda mais de Gabriel.
Gabriel nada respondeu a ofensa.
Emilly correu para fora da mansão chorando desesperada, correu até sua casa em prantos sabia que a encontraria trancada pois sua mãe já havia saído trabalhar, agachou se até o tapete de boas vindas e pegou uma pequena chave ao chão coberto. Assim que abriu a porta disparou para seu quarto trancando tudo em seguida se trancando ao banheiro desesperada.

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