Anjos Mortais
1 Gabriel
Notas iniciais
Emilly sempre foi uma garota extravagante, alegre, cheia de amigos. A jovem sempre foi a melhor aluna do colégio onde estudava a perfeita CDF, mas não uma CDF qualquer, ela era extremamente bonita e isso causava inveja de algumas garotas a sua volta, e isso só se agravava ainda mais quando os rapazes a pedia em namoro e a mesma os rejeitava de forma dócil e delicada para não os ferir com sua linguá afiada.
A cidade em que Emilly morou desde que nasceu é uma Cidadezinha do interior sem nada em especial a jovem levava uma vida monótona que a deixava entediada quase todos os dias, nos últimos dias a mesma ficou intrigada com a movimentação na grande mansão abandonada ao lado da sua casa, durante 15 dias a menina espionava o casarão pela varandinha da janela de seu quarto, não podia ver muita coisa mas as informações que conseguia coletar já era uma coisa de diferente na sua vida pacata. Ela já havia ouvido sobre os donos da mansão, se mudaram para a Europa um pouco antes dela nascer, a família havia ido embora junto com o mistério que cercava seu sangue eles se chamavam Carmichael.
Noite passada Emilly havia ficado até tarde esperando os novos vizinhos chegar, mas foi vencida pelo cansaço acordando somente no outro dia atrasada para colégio. A jovem saltou da cama tomou um banho rápido e colocou seu uniforme, desceu as escadas passou pela mesa cheia de guloseimas e parou na porta.
– Emilly e seu café?- Perguntou a mãe.
– Mãe estou muito atrasada.
– Sente se agora se não tomar café nem sabe se vai chegar ao colégio ou empacotar na próxima esquina. — Respondeu a mãe com a cara fechada.
A jovem não discutiu sabia que não poderia sair sem comer nada, nem ao menos se sentou a mesa, pegou uma fatia de pão com peito de peru e o devorou com a ajuda de um suco de laranja e correu para porta novamente.
– E seu almoço Emilly? — Perguntou a mãe estendendo uma sacola para a filha — "Emi" você só não esquece a cabeça porque estou sempre te lembrando, caso contrario nem sua cabeça se salvaria.
– Ok mãe posso ir agora?- Perguntou a jovem em um tom sarcástico.
Assim que a mãe acenou com a cabeça a jovem atravessou a rua em disparada para o colégio, quando chegou ao seu destino sentia seu coração pulsar na boca.
– Quase se atrasa de novo Emilly!- Diz Karin sua amiga de infância.
– Culpa da minha mãe de novo!
– Não culpe sua mãe é só levantar mais cedo!- Responde Roberta sua melhor amiga.
– Bom dia pra vocês também meninas.- Respondeu Emilly irritada.
– Você não devia ficar brava "Emi" justo hoje que...
– Nossa Karin me perdoe tenho que ir devolver o livro do Drácula de Bram Stoker que ainda esta comigo...- Interrompe Emilly.
– Mas "Emi"...- Tentou continuar Karin.
– Depois Karin preciso mesmo ir lá agora ou vou pagar multa ou pior ficar na detenção... — Respondeu Emilly correndo para biblioteca.
A jovem entregou o livro na bancada e correu desesperadamente atras do livro "Crônicas Vampirescas" de Anne Rice. Emilly correu prateleira por prateleira e não o encontrou seu desespero se juntou com sua personalidade um tanto atrapalhada e acabou se chocando com um jovem que estava com uma pilha de livros que com o impacto caíram todos ao chão.
– Me perdoe!- Pediu ela sem tirar os olhos do chão, lá estava seu tão desejado livro-"Crônicas Vampirescas" , demônios não acredito que vou ficar ainda mais tempo sem ler. — Indagou a jovem transbordando de raiva.
– Eu que peço desculpas por não olhar para baixo e ver se não tem nenhum chaveiro a minha frente.
– Chaveiro? — A jovem ficou ainda mais irritada com os livros agora sobre seus braços agora olhou para o jovem para lhe dar uma boa resposta.
Emilly sabia o que dizer com se congelou ao ver a criatura magnifica a sua frente, era um jovem alto, magro e extremamente branco tão branco que dava medo de se tocar e ele manchar, seus cabelos lisos tão negros quanto as trevas, seus lábios em um tom avermelhado parecia que seu sangue se concentrava apenas no contorno dos lábios em sua face tão pálida quase doentia, mas o que paralisou Emilly foi se perder nos olhos que não tinha definição se era verde ou azul.
– Você está bem? — Perguntou o jovem trazendo Emilly de volta a realidade.
– Estou!- Disse Emilly entregando os livros para o jovem — Me desculpe mas preciso ir — Respondeu ela se virando mas foi novamente imobilizada ao sentir a mão do jovem segurar firme seu punho esquerdo. — Oque...-Emilly se surpreendeu ao ver que o jovem estava lhe entregando o livro desejado.- Mas você não vai ler?
– Eu ia mas a verdade é que já o li tanto que já o decorei. — Respondeu ele.
A jovem pegou o livro de couro macio e quando foi agradecer se espantou porque o garoto havia desaparecido.
– Foi uma ilusão só pode! — Suspirou a jovem sorrindo olhando para seu pulso segurado.
Foi olhando para seu pulso que Emilly olhou em seu relógio e viu que estava atrasada e que o sinal havia batido sem que ela percebesse. A jovem correu no balcão e bateu a retirada do livro e correu em direção a classe.
– Atrasada novamente senhorita Emilly.- Disse o professor a entrada da aluna.
–Desculpa senhor é que eu me bati em um ... — Emilly se perdeu em seus pensamentos assim que viu no fim da fileira que ela liderava, lá estava o jovem.
– Se bateu no que Emilly? — Tornou a perguntar o professor.
–Em um... Anjo.- Respondeu Emilly cruzando seus pensamentos com sua língua afiada fazendo todos seus colegas cair em gargalhada — Digo... Bati em um "Arranjo"... Arranjo de flor.
– Tudo bem Emilly você já atrasou demais a minha aula sente se- Responde o professor enquanto passava a mão direita sobre sua careca brilhante.
Emilly se sentou rapidamente.
– O que deu em você bebeu alguma coisa na biblioteca? — Perguntou Karin.
– Claro que não, eu estou sem chão aquele menino me tirou a concentração.- Respondeu Emilly.
– E você viu os garotos novos? — Perguntou Roberta.
– Eu o vi sim... Espera ai como assim G-A-R-O-T-O-S ? — Perguntou Emilly olhando rapidamente para os alunos a sua volta.- Meu Deus quanta perfeição, eles não são humanos não podem ser desse planeta.
– Pois é minha amiga o loiro lindo de olhos castanhos é o Richard. — Respondeu Roberta suspirando e demonstrando um sentimento que suas amigas jamais haviam presenciado.- O Ruivo perfeito é Edmundo e o jovem que esta te encarando desde que você entrou na sala aquele é o Gabriel.
– Gabriel!- Repetiu Emilly.
– Acho que eles são parentes pois o sobrenome deles é o mesmo... É Carmichael! — Continuou Roberta.
– Carmichel? — Perguntou Emilly espantada.- Então eles são meus...
– Seus Vizinhos estamos tentando te dizer isso faz tempo.- Respondeu Karin em tom sarcástico.
– Então ele se chama Gabriel Carmichel e é meu vizinho.- Suspirou Emilly olhando para Gabriel que lhe deu um belo sorriso com seus dentes perfeitos.- Gabriel!

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