Anjos Mortais
5 Conto de Fadas
Notas iniciais
– Foi o Gabriel que te trouxe? – Perguntou Karin sorrindo esperando Emilly entrar no quarto.
– O próprio!- Respondeu Emilly desanimada.
– Vocês não estão se acertando?
– Não!
– Nossa Emi eu sinto tanto por isso. – Respondeu Karin sentando se na cama.
– Tudo bem, mas e você melhorou?
– Melhorei sim... Emi e o que você achou do outro rapaz?
– O Lucas? Bom ele é gentil e muito amigável... Mas nem adianta me empurrar para ele, eu simplesmente o vejo como um grande amigo, na verdade não quero que me empurrem para ninguém, sei que você vai se dar muito bem com o Edmundo, mas não quero que você tentem me arranjar um companheiro eu não ligo de ficar sozinha. – Respondeu Emilly pegando uns comprimidos na penteadeira rose.
– Você nunca vai ficar sozinha, Emi você é linda e inteligente pode arranjar um namorado estalando os dedos, mas não é por isso que não ficará sozinha e sim porque eu e Roberta jamais te abandonaríamos. – Respondeu Karin olhando Emilly com seus olhos cor de mel.
– Eu sei minha amiga somos quase que os três mosqueteiros. – Respondeu Emilly sorrindo em seguida tomando o comprimido a seco.
– Emi o que aconteceu? – Perguntou Roberta escancarando a porta inesperadamente.
– Calma Ro não aconteceu nada! – Respondeu Emilly.
– Como não você saiu chorando.
– Chorando? Por que você saiu chorando? – Perguntou Karin confusa.
– Ela e o Gabriel discutiram no Caffé. – Respondeu Roberta.
– Não acredito que ele te fez chorar. – Respondeu Karin irritada.
– Gente eu estou bem, a verdade é que ele me confunde demais quando estamos perto de vocês ele me insulta, mas quando estamos sozinhos ele falta dizer que me deseja... Só que essa bipolaridade dele me machuca e me envergonha por que não sei se ele está brincando comigo e se eu estou caindo... Eu simplesmente não sei de nada... Não sei o que ele quer... E não sei o que eu quero.
– Você gosta dele... – Resmungou Karin quase sem perceber.
– Claro que não isso tenho certeza que não.
– Emilly pensa bem é claro que você esta afim do Gabriel, ele te deixa confusa por que ele chama a sua atenção, porque mesmo ele te esnobando você quer estar perto dele, porque ele é o único que te faz sentir se viva. – Responde Roberta.
Emilly não poderia negar, as opiniões das amigas foram como um tapa na cara mostrando a ela o que no fundo ela já sabia. Emilly se sentou ao lado se Karin fechou os olhos.
– Eu esperei anos por eles, esperei anos para que chegasse algo que me mostrasse o que é a vida fora daqui, eu odeio esse lugar, tudo é sempre a mesma coisa... Tudo é velho, as pessoas são velhas... No meu aniversario do ano passado, minha mãe perguntou o que eu queria de presente, eu apenas disse que queria conhecer lugares distantes... Ela entendeu da maneira dela e me deu um telescópio, aquilo foi à gota d’água, mas eu o montei em minha janela para poder sonhar olhando no céu, a alguns meses atrás vi que estavam reformando a mansão ao lado e eu fiquei em alerta pois seriam coisas novas, pessoas novas... Historias novas... Mas, conheci o Gabriel e enlouqueci me peguei pensando nele varias vezes, pensando no que ele estaria fazendo... Criei minhas fantasias, mas ele quebrou tudo como uma taça de cristal e eu me decepcionei.
– Olha Emi vou te falar uma coisa não quero que fique brava comigo, mas eu acho que você tem que mudar parar de agir como as pessoas que você odeia, mostra pro Gabriel quem você é de verdade, Mostre que ele não pode pisar em você.- Comentou Roberta.
Emilly sentiu uma pontada de confiança dentro de si própria.
– Eu farei isso.
As meninas se divertiram a tarde juntas a noite veio caindo e a ansiedade aumentando.
– O que vão vestir? – Perguntou Emilly assim que terminou de secar os longos cabelos escuros.
– Eu trouxe meu vestido preto que tanto amo. – Respondeu Karin.
– Vou usar meu short com minha bata azul. – Comentou Roberta.
– Eu não sei ainda o que vou usar, mas tenho uma saia de cós alto ela deve estar por aqui... – Resmungou Emilly revirando o guarda roupa. – Posso colocar minha camisa branca acho que vai combinar.
As meninas silenciaram se quando ouviram um som alto vindo do terreno do vizinho.
– Show ao vivo? Isso que chamam de festinha de boas vindas? – Pergunta Karin com os olhos arregalados.
– Estamos ferradas garanto que são todos convidados ricos. – Respondeu Roberta empalidecida.
– Respira Ro não seremos o centro das atenções. – Respondeu Emilly.
– Verdade!
– Meninas vamos nos arrumar pelo que “ouvimos” a festa já começou. – Alerta Karin.
– Pronto agora vamos! – Respondeu Roberta uma hora depois. – Vou mandar um torpedo pro Richard saber que estamos indo.
As jovens se despediram da mãe de Emilly e caminharam até a casa dos vizinhos.
– Por favor, a entrada. – Cobrou um dos dois homens altos ao portão visivelmente de ouro maciço.
– Entrada como assim? – Perguntou Roberta.
– A entrada senhorita que fica junto ao convite. – Alertou o segundo homem.
– Mas fomos convidadas pelos próprios Carmichael. – Respondeu Roberta entristecida.
– Desculpe sem a entrada não posso permitir a passagem.
– Licença Roberta deixa que eu converso com eles. – Respondeu Karin entrando a frente de Roberta. – Abram essa porcaria logo se não sou capaz de mandar despedir vocês dois.
Os seguranças caíram na gargalhada ao ouvir Karin.
– Pronto agora que não vão nos deixar passar... E para nossa sorte o Richard não atende o celular. – Responde Roberta apavorada.
– Por favor, deem licença para as outras pessoas passarem. – Pediu um dos seguranças.
– Olha só quem está querendo entrar de penetra na festa. – Diz Helena entregando a entrada ao segurança.
– Droga até ela! – Grita Karin furiosa.
– Aposto que foi o Gabriel que a convidou. – Cochicha Emilly.
– Para de Paranoia. – Responde Roberta.
Emilly fechou a cara e quando desviou o olhar percebeu que Lucas estava passando a sua frente acompanhado de um rapaz de uns vinte e poucos anos dos cabelos negros e olhos verdes.
– Lucas! – Exclamou ela em um suplico chamado.
Lucas parou e olhou para as meninas encostadas na parede.
– Por que não entraram? – Perguntou ele.
– Não temos a tal entrada. – Respondeu Emilly.
– Claro Richard não teve tempo de entregar. – Respondeu Lucas. – Senhor poderia permitir a entrada das três?
– Quem são? — Perguntou o jovem com a voz forte observando as apenas com o canto dos olhos.
– Elas são amigas dos rapazes. – Continuou Lucas.
– Se eles as quisessem aqui teriam entregado os convites de primeira mão sabiam que já estava tudo combinado há meses... Sinto muito, mas rejeitarei a entrada das três.
– O que como assim? – Pergunta Emilly.
– Você até que é bonitinha, eu te deixaria entrar se permanecesse como minha acompanhante.
– Muito obrigada, mas rejeitarei sua proposta. – Responde Emilly irritada.
– Como queira. – Responde ele passando pelo portão sendo acompanhado por Lucas.
– O que foi tudo isso? Que rapaz idiota! – Diz Emilly.
– O que vamos fazer? – Pergunta Roberta quase chorando. – Queria tanto entrar.
– Desista olha o tamanho desses caras. – Comenta Karin caminhando de volta para casa.
– Esperem meninas acho que tem uma maneira. – Responde Emilly sorrindo. – Agora quero mesmo entrar nessa festa.
– Mas que maneira é essa? – Pergunta Karin.
– Venham comigo, mas vão ter que ter coragem. – Pede Emilly.
Emilly guiou as meninas em silencio até o fundo de sua casa onde havia uma grande arvore onde um de seus grandes galhos passava para o quintal dos Carmichael.
– Vejam podemos subir e pular do outro lado. – Diz Emilly apontando para arvore.
– Ficou louca? Nem sabemos o que há do outro lado. – Responde Karin.
– Não seja por isso! — Emilly desceu do salto e começou a subir na grande arvore e em alguns segundos estava no tronco que passava para a casa dos Carmichael. – Perfeito não tem nada aqui apenas um jardim e que jardim... Vamos passem meu salto e subam.
– Já estou indo! –Responde Roberta jogando os sapatos para cima começando a subir na arvore.
– Cuidado se sujar o tronco esta um pouco molhado da chuva. – Alerta Emilly.
– Vocês são loucas! – Responde Karin subindo um pouco depois de Roberta.
– Emi por onde descemos? – Pergunta Roberta olhando o belo jardim.
– Vamos descer pelo ramo que esta preso a parede... Você e a Karin vão primeiro por que são mais altas e verificam se da pé pra mim.
– Certo! – Responde Roberta caminhando pelo muro sendo seguida por Karin.
Roberta desceu bem rápido, Karin acabou se atrapalhando e puxando o ramo com muita força o arrancando da parede.
– E agora? Como você vai descer? Desculpe-me Emi. – Pediu Karin choramingando.
– Tudo bem eu vou pular é até mais fácil.
– Ficou louca você vai se quebrar toda. – Gritou Roberta.
– Quieta ou vão nos achar aqui. — Reclamou Emilly.
– Volte pela arvore, vamos encontrar os meninos e pedir para que um deles te deixe entrar. – Respondeu Roberta.
– Até você encontrar um deles vou perder a festa toda, toma segura meus sapatos... – Respondeu Emilly jogando os sapatos para Roberta.
– Olha só até que ponto as penetras chegaram. – Disse Helena chegando na companhia de Gabriel.
– Não somos penetras não é mesmo Gabriel? – Perguntou Roberta.
– Como não eu vi as três sendo barradas na entrada e agora pegamos as mesmas invadindo o jardim.
– Helena por que não enrola essa sua língua ta caindo veneno até mesmo em você sua cobra peçonhenta. – Respondeu Karin.
– Gabriel querido vai deixar ela falar assim comigo? – Clama Helena.
– Quieta! – Ordena Gabriel. – E você por que não desceu?
– Simples tenho um e cinqüenta e oito de altura não consigo. – Admite Emilly.
– Venha eu te ajudo baixinha! – Responde Gabriel tentando pegar a cintura de Emilly.
– Não. Eu vou descer pela arvore e vou até o portão vá até lá permitir minha entrada.
– Para de ser teimosa já estamos aqui deixa eu te ajudar.
– Nem pensar!
– Emilly pare ou vai se machucar. – Diz Gabriel tentando pegar seu braço.
– Me solta eu disse não!
Emilly puxou o próprio punho muito forte escapando das mãos de Gabriel escorregando para o lado oposto.
– Emilly. – Gritaram as meninas.
– Droga. – Diz Gabriel dando um salto e pegando Emilly pelos pulsos.
A jovem sentiu seu pulso ser puxado, em seguida sentiu os braços de Gabriel envolver seu corpo de forma suave sem força apenas aconchegante.
– Teimosa! – Gritou ele.
– Não pedi sua ajuda!
– Tem razão eu devia ter deixado você quebrar a cabeça no quintal.
– Pode me deixar descer agora.
– Posso, mas sinceramente não quero.
As meninas ficaram de boca entre aberta com a resposta de Gabriel pela primeira vez ele estava sendo amável. Gabriel se abaixou quase ajoelhando se mantendo o corpo de Emilly sentado sobre sua perna direita e colocou seus sapatos.
Emily rapidamente se colocou de pé.
– Obrigada... – Resmungou ela.
– Acho que não ouvi.
– Para de brincadeira. – Respondeu Emilly.
– Emilly acho que ele merece um obrigado mais alto. – Opinou Karin.
– Concordo... – Completa Roberta.
– Tudo bem... Muito Obrigada Gabriel. – Respondeu Emilly sinceramente olhando o jovem de olhos azuis.
– Ainda não ouvi! – Continuou Gabriel sorrindo.
– O que quer que eu diga?- Pergunta ela extremamente irritada.
– Poderia dizer que sou seu herói e agradecer por ter salvado a sua vida, já é um começo. – Respondeu ele sarcasticamente.
– Serio? Só isso o senhor não quer mais nada não? – Desafiou a jovem.
– Não, só isso já está bom.
– Vai esperando vai. – Responde ela desamarrotando a roupa.
– Eu vou mesmo esperar. – Respondeu ele sorrindo.
– Gabriel quero ir dançar... Agora! – Interrompe Helena.
– É melhor sair dançar com a sua namorada. – Comentou Emilly.
Gabriel sorriu enquanto olhava a jovem de um e cinqüenta e oito seguir com as amigas para o centro da festa.
– O que foi tudo isso? – Perguntou Roberta.
– Nem eu mesma sei, mas foi divertido. – Respondeu Emilly.
– Roberta. – Diz Richard achando a amada em meio à multidão.
– Richard! – Responde Roberta sentindo o coração à boca. – Não viu as minhas mensagens?
– Acabei de ver o celular estava no meu quarto, sinto muito por ter feito você passar por tanto constrangimento.
– Tudo bem... – Responde a mesma corando.
– Venha quero te apresentar um amigo.
–Claro! – Respondeu Roberta sendo levada pela mão.
– Pronto já ficamos nós duas! – Resmunga Karin.
– Pelo menos ela está feliz...
– Isso é verdade Emi eu jamais havia visto a Roberta tão feliz quanto ela esta agora.
– Isso se chama amor.
– E não era pra você estar feliz também?
– Não começa Karin.
– Eu fiquei sem fôlego no momento que ele te pegou fico imaginando o que se passou pela sua cabeça no mesmo momento.
– Não me passou nada!
– Jura?
– Olha Karin eu...
– Emi olha o Edmundo será que vou falar com ele?
Emilly não queria ficar sozinha em festa como aquela, mas ao ver os olhos de sua amiga brilharem feito estrelas cadentes não podia segurar a amiga.
– Vai lá acho que é isso que você precisa para melhorar.
– Mas eu estou melhor já posso comer tudo o que estiver na festa.
– Por isso ele é seu remédio perto dele tenho certeza que você não vai fazer gulosices, assim não vai ter perigo de passar mal.
– Eu não sou gulosa... Só tenho o estomago grande.
– Sei bem... Só não sei como pode ser tão magra.
– Não quer que eu fique aqui com você? – Perguntou ela sem dar atenção a amiga.
– Não... Pode ir...
– Então depois nos vemos... – Respondeu ela seguindo até o jovem ruivo que estava sorrindo a espera dela.
– Até por que não estaria comigo inteiramente se seus pensamentos estivessem focados nele.
– Se quiseres posso te fazer companhia.
Emilly olhou para trás e avistou o jovem que estava com Lucas na entrada.
– Não obrigada!
– Vejo que conseguiu entrar na festa...
– Já foi avisado que não éramos penetras, mas o senhor não nos deu ouvidos.
– Perdão senhorita, mas não poderia permitir a entrada das mesmas sem antes conversar com os rapazes, eles são muito jovens e imaturos costumam brincar com meninas como vocês o tempo todo.
Emilly ficou chocada com a palavra “Brincar”.
– Como assim brincar?
– Simples senhorita, esses jovens sempre tem mais de uma namorada e eu nunca sei com qual delas é à noite.
– Que porcaria está insinuando?
– O que entendeste!
– Está dizendo que eles estão brincando com minhas amigas?
– Minha jovem a vida não é um conto de fadas... Eles são jovens, ricos de sangue azul... Podem ter mulheres de alto escalão... Acha que suas amigas fazem parte desta classe?
– São todos mentirosos e egoístas...
– Está certa!
– Preciso avisá-las.
– Espere... – Chamou ele enquanto segurava seu punho. – Quer mesmo acabar com a alegria delas assim? Pensa bem... Agora elas estão felizes como nunca... Não precisa acabar com isso eu os conheço bem, são extremamente gentis... Primeiro é a sedução, depois a troca de olhares, o beijo em seguida vem o segundo passo do firmamento e mesmo depois de ter conseguido eles permanecem com elas por mais umas duas semanas e depois acharam uma maneira de despachá-las de forma indolor... Elas nem vão perceber quando acabar.
– Elas não são bonecas... Elas têm sentimentos não podem simplesmente brincar isso é extremamente errado. – Diz ela puxando o punho sem sucesso.
– Você não pode mudar nada... Elas estão apaixonadas nem acreditariam em você.
– Tenho certeza que irão acreditar... Por que elas me conhecem... E você não! – Respondeu ela soltando o punho.
Emilly olhou a sua volta e não avistou nenhuma das meninas, correu para o jardim onde entraram na festa estava tudo muito escuro não podia ver muita coisa, mas sentiu o momento em que alguém apareceu centímetros atrás da mesma. Emilly tentou virar, mas sentiu seu corpo paralisar. A jovem sentiu uma mão gelada subir por seu braço esquerdo até o ombro em seguida colocou todo seu cabelo do lado direito do corpo cheirou seu pescoço.
– Como pode uma pessoa tão chata ser tão linda. – Resmungou o jovem no pé do ouvido de Emilly.
– Gabriel! – Gritou ela sentindo o medo passar e força voltar.
Emilly virou se e deu de cara com o peito de Gabriel tão próximo a ela.
– Qual é a sua alem de idiota agora também é tarado. – Continuou ela.
– Idiota não sou nenhum pouco... Agora tarado é outro assunto... – Respondeu ele constrangendo a garota.
– Por que não vai procurar a sua namoradinha e não me deixa em paz tenho coisas melhores a fazer.
– Ela não é minha namorada... E que outra coisa tem a fazer?
– Não é e o que você estava fazendo com ela aqui no escuro?
– O que você acha? Eu sou tarado lembra? – Respondeu ele sorrindo enquanto passava a mão direita nos cabelos.
– A claro ela deve ser apenas uma de suas diversões... – Respondeu Emilly fechando ainda mais a cara.
– Por que o bico? Está quase do tamanho de uma tromba de um elefante o que não combina com a sua face angelical. – Responde ele segurando o queixo da jovem enquanto passava o dedo sobre seus lábios.
–Pode ir parando acha que vou cair na sua? Não sou como as minhas amigas e falando nelas tenho que achar as duas para alertar o tipo de pessoas que seus amigos são.
– Opa espera ai do que você está falando? – Pergunta ele agora seriamente.
– Como se você não soubesse... Seu amigo me contou que vocês de sangue azul tem varias namoradas e que todas elas são para divertimento carnal. – Responde ela corando.
– Que amigo?
– Aquele rapaz estranho de sotaque diferente que anda com o Lucas. – Respondeu ela.
– Sabia que ele iria aprontar algo... Emilly me escuta o fato é que nós costumamos nos divertir sim, mas...
– E você admite ai que nojo.
– Deixa eu terminar... O fato é que eles realmente estão gostando das suas amigas... Eu não sei o que elas têm em especial, mas nós jamais convidamos meninas para festas... Não as meninas com que nos divertimos ao menos que gostemos mesmo delas e queiramos apresentar as mesmas a nossa “irmandade”.
– Primeiro que “irmandade” soou como uma seita e outra se é assim então você está apaixonado pela Helena porque ela esta com você.- Ataca a jovem novamente fazendo bico.
– É modo de dizer será que não percebeu que quase todos aqui são da nossa família ou apenas nossos conhecidos de confiança?
– Como vou saber? Por acaso acha que isso é um jogo de RPG onde aparecem nomes e sobrenomes acima das cabeças de cada um? E você e a Helena?
– Como você é mal educada... E o que tem eu e a Helena?
– Eu não agora você... Não respondeu minha pergunta.
– Nossa que teimosia... Aquilo era uma pergunta? Para mim pareceu uma afirmação.
– Que seja... Agora estou indo.
– Não somos namorados. – Respondeu ele prendendo a atenção de Emilly. – Ficamos algumas vezes... Nada alem de diversão... Mas ela parece que se apaixonou mesmo eu sempre alertando a ela que aquilo era apenas para minha diversão... Um dia a diversão perde a graça e eu me cansei e acabei com tudo... Ela tentou de tudo, mas eu me enjoei mesmo dela... Hoje ela ainda tenta voltar atrás com tudo, mas o meu interesse não muda... O rapaz que conversou com você se chama Victor ele é o namorado da Helena... Mas ele não tem interesse algum nela a não ser brincar ainda mais, mas Victor tem maneiras diferentes de fazer isso e ela não se contenta ela continua a me procurar, no começo eu a amparava da forma que ela queria apenas por pena, mas desde que nos mudemos meu interesse despertou e as coisas mudaram... Nós a mandamos antes a cerca de um ano para ver se tinha possibilidades de nos darmos bem aqui e quando chegamos ela não havia mudado de opinião sobre mim, mas eu havia achado algo melhor para desvendar.
– Isso é muita informação para meu pequeno cérebro.
– Foi você que me perguntou.
– Acho que no fundo já imaginava que você tinha algo com ela.
– Você não entendeu nada, nós “tínhamos algo”, agora não mais.
– Tudo bem Gabriel nem sei por que estamos falando sobre isso eu nem ao menos sua amiga sou.
– Não é porque não quer!
– Na verdade eu quis, mas é só nos aproximarmos que sai farpa por tudo quanto é lado.
– Eu sei e sinto tanto por isso.
– Eu também.
– Emilly o que é isso no seu punho? – Perguntou Gabriel olhando o punho roxo de Emilly.
Emilly olhou o próprio punho vendo o hematoma e somente assim sentindo a dor.
– Deve ser o momento que eu subi na arvore posso ter machucado.
– A arvore tem mãos? Porque isso aqui são sinais de dedos e quando eu te peguei tenho certeza que não te machuquei.
– Assim então deve ter sido o... – Começou Emilly parando assim que se lembrou de Victor.
– Não me diga que foi o Victor?
– Eu estou bem, isso nem é nada acho que ele não percebeu a força que me pegou...
– Ele... Te tocou... – Grunhiu ele.
– Que cara é essa? Onde você vai? – Perguntou Emilly olhando o rapaz andar rápido por onde Emilly havia entrado. – Gabriel eu estou bem... – Continuou ela o seguindo.
Emilly sofreu para alcançar Gabriel e se assustou no momento em que Gabriel entrou ao meio da multidão dando um murro com a mão direita na face de Victor.
– Gabriel o que está fazendo? – Perguntou Richard segurando o amigo juntamente com Edmundo.
O silencio tomou conta da mansão, nem os músicos ousaram a fazer algum som.
– Querido você está bem? – Pergunta Helena correndo ajudar Victor que havia caído ao chão com a mão na boca.
– Estou bem... – Disse Victor se levantando. – Só quero entender o que deu em você Gabriel.
– Gabriel pare com isso. – Diz Edmundo segurando Gabriel.
– O que deu em mim? Esse idiota gosta de machucar mulheres é, mas nela você não vai tocar não nunca mais. – Responde Gabriel visivelmente irritado.
– Não sabia que ela tem tanta importância para você... Justo você e seu grupinho que troca de namorada como troca de roupa.
– Espera ai Victor chamamos as meninas aqui é porque estamos mesmo interessados nelas. – Responde Richard olhando para Roberta.
– Ele está apenas fazendo intrigas... Você é especialista nisso não é mesmo Victor? – Continuou Gabriel.
– Gabriel chega ou vai sobrar pras meninas. – Pede Edmundo.
– O que quer fazer Gabriel? Espancar-me? – Desafiou Victor.
– Sim eu adoraria!
Os cochichos pelo local começaram.
– Então venha! – Respondeu Victor abrindo os braços a espera do primeiro golpe.
Gabriel se desviou dos braços dos amigos e correu em disparada para acertar Victor, mas foi interrompido com a aparição de Emilly a sua frente em desespero.
– Por favor, pare! – Pediu ela.
Gabriel parou frente a frente com Emilly, o jovem apenas estendeu o braço alcançando à cabeça da jovem puxando a para seu peito envolvendo a em um abraço protetor.
– Obrigada! – Agradeceu ela.
– Me perdoe Emilly eu não sabia que você era tão importante para o Gabriel. – Disse Victor ao passar pelo casal sendo seguido pelo seu fiel empregado.
– O que deu em você?!- Perguntou Edmundo extremamente irritado.
– Eu não admito que ele a machuque a... – Respondeu Gabriel olhando Emilly ainda abraçada a seu corpo.
– E precisava disso tudo? Sabe a dor de cabeça que isso pode te dar? – Continuou Edmundo.
–Por favor, rapazes vamos para dentro. – Pediu Richard encontrando olhares para todos os lados.
Os seis se dirigiram para o interior da mansão, passaram por um grande salão onde havia algumas pessoas e seguiram por um longo corredor de carpete vinho até uma grande porta de madeira que ao abrir fez um som horrível parecendo uma porta velha.
– O que foi tudo aquilo?- Perguntou Richard.
– Ele marcou os punhos da Emilly. – Respondeu Gabriel se sentando em uma poltrona.
– Ele marcou os punhos dela? E por esse motivo você arrebentou o cara? – Perguntou Richard.
– Olha o estado que estão os punhos dela... – Respondeu Gabriel se levantando e mostrando os braços de Emilly. – Não sei qual foi o motivo mas ele não tem razão alguma para deixa lá assim.
– Gabriel isso são apenas hematomas eu estou bem. – Respondeu Emilly recolhendo os braços.
– Poderia ser uma unha lascada Emilly eu bateria nele com a mesma força... Eu não deixarei que ele te faça mal algum.
– Ele pode ter feito sem querer...
– Oh menina teimosa entenda ninguém aperta o punho de outra pessoa até ficar roxo sem intenção alguma. – Respondeu Gabriel jogando o cabelo para trás com a mão esquerda. – Entenda isso eu tenho certeza que se fosse com a Roberta ou com a Karin os menos teriam feito o mesmo.
– Ele está certo pensando por esse ângulo. – Responde Richard.
– Prefiro nem pensar por esse ângulo, ou farei besteira. – Respondeu Edmundo.
– Entendeu agora? – Perguntou Gabriel.
– Sinceramente... Não! Achei que foi exagero seu. – Respondeu Emilly.
– Qual seu problema? Vou ter que desenhar pra você entender? – Pergunta Gabriel começando a se irritar.
– Pronto já começaram. – Começou Karin. – Acho melhor irmos para outro lugar.
– Concordo! – Responde Richard pegando a mão de Roberta.
– Você é muito exagerado Gabriel tem que ter paciência... – Responde Emilly sem notar os amigos saírem da sala.
– Eu exagerado... Você invade uma festa, quase morre tentando pular um muro que dá o dobro da sua altura...
– Para de implicar com a minha altura! – Interrompe ela.
– Não estou implicando baixinha!
– Para Gabriel... Você que é muito alto...
– Baixinha...
– Chega não tem graça...
– Bai... Xinha...
– Eu disse pra parar... – Respondeu Ela andando para cima de Gabriel. – Você é irritante achei que fossemos nos acertar e...
Emilly continuou indo para cima de Gabriel e o jovem andava de costas como uma criança sem perceber a mesinha de centro atrás de si. Gabriel enroscou o pé na mesinha e caiu ao chão levando consigo o corpo de Emilly que permaneceu imóvel por cima de Gabriel.
Emilly sentia a respiração de Gabriel muito próxima, suas mãos estavam arcadas sobre o peito do jovem que parecia assustado.
Gabriel se deparou com os olhos de Emilly arregalados seus cabelos cobriam parte do olho direito deixando a com uma expressão de indefesa.
A jovem sentiu a mão direita de Gabriel desenhar seu braço esquerdo e subir até o pescoço, seu coração disparou.
Gabriel estava puxando a face de Emilly ainda mais perto.
Emilly sentiu seus lábios roçar nos lábios gelados de Gabriel, ela esperava por aquilo assim que fechou os olhos ouviu a porta abrir.
– Que diabos está acontecendo aqui? – Grita Helena enraivecida. – Gabriel o que você...
Emilly levantou se rapidamente enquanto Gabriel permaneceu ao chão, agora sentado de cabeça baixa, Emilly deu uns passos para trás.
– Me diga Gabriel o que é isso? Você estava beijando a? – Perguntou Helena vermelha de raiva.
– Quase isso... – Respondeu ele.
– Nós não nos beijamos Helena... Nós caímos foi só isso. – Explicou Emilly.
– Estou falando com ele! – Gritou ela. – Você iria beija lá Gabriel?
– O que você tem com isso Helena? – Perguntou ele.
– Três anos Gabriel ficamos juntos por Três anos isso é um bom tempo para mim não posso te esquecer assim... Tenho que te apagar de dentro de mim mas não consigo... Eu não quero isso!- Diz Helena começando a chorar.
– Helena você está namorando... Você precisa entender que entre nós não há e nunca vai haver mais nada.
– É por isso que você está ficando com essa menina?
– Helena nós não estamos ficando. – Diz Emilly.
– Cala a sua boca! – Responde Helena indo para cima de Emilly. – Ele não sabe amar... Vai brincar com você também! – Grita ela levando a mão ao pescoço de Emilly.
Gabriel segura o pulso de Helena no ar.
– Eu disse que ninguém vai tocar nela... Nem mesmo você! – Responde ele com olhar vazio.
Emilly assustada com o rumo da situação foge pela porta a sua direita.
– Emi onde vai? – Pergunta Karin ao ver a amiga saindo pelo portão principal.
– Karin eu vou para casa já estou cansada... Você e a Roberta vão dormir em casa? – Pergunta Emilly.
– Não. Vamos para casa mesmo o Edmundo vai me levar para casa mais tarde, presumo que o Richard vá levar a Roberta.
– Entendo. Pois bem nos vemos no colégio amanha. – Responde Emilly acenando um tchau.
A jovem correu até sua casa entrou sorrateiramente em sua casa andando nas pontas do pé até seu quarto onde se jogou na cama lembrando se dos olhos de Gabriel. Emilly colocou seu pijama quando ouviu seu celular alertar.
“- Abra a Janela” – Dizia a mensagem de um numero desconhecido.
Emilly abriu a janela e se deparou com Gabriel debruçado na janela da grande mansão.
“-Belo pijama de ursinhos...” – Dizia a outra mensagem de Gabriel.
“- Se for para me irritar estou fechando a janela” – Respondeu ela por sms sorrindo.
“- Estou brincando... Por que saiu sem se despedir?”
“- Preferi voltar inteira! :3”
“- Já te disse que ninguém vai te ferir... Não acredita em minha palavra?”
“- Eu não sei por que, mas acredito sim... Como tem meu numero?”
“- Não tem o que eu queira que eu não consiga”
“- Você se acha!”
“- Bem que você gosta...”
“- Acho que preciso dormir...”
“- Quer companhia?”
“- Não obrigada!”
“- Acho que vou dormir também... Colégio amanha bem cedo!”
“- Sua festa nem acabou...”
“- Quem me prendia nela já foi embora” – Respondeu ele sorrindo enquanto escrevia a mensagem.
“- Boa Noite Gabriel.”
“- Boa Noite Emilly.”
“- Até amanha baixinha!”
“- Até amanha GABRIEL” – Respondeu ela fechando a janela.

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