Anjos Guardiões
11 Capítulo 11
Sarah tinha acabado de levantar, Marcela já estava de pé. Os garotos estavam esparramados pela sala. Marcela estava preparando o café com a ajuda de Felipe. O dia parecia normal, até o ressoar de uma bomba nos fundos da casa. A sorte é que todos estavam com as roupa pretas, pois iam treinar em instantes. O desespero foi completo. Marcela voou pra baixo da mesa da cozinha. Sarah, Bruno e Gregor estavam pelo chão da sala. Felipe estava ao lado de Marcela. Toda a casa estava com poeira. O trio não conhecia a origem daquela estouro, mas sabiam que estava feridos, e Bruno e Sarah não tinham ideia do que acontecia. Gregor levantou a garota e Bruno o ajudou. Sarah não conseguia andar, procurava desesperadamente por Marcela. Felipe puxou Marcy debaixo da mesa, e assim que a garota levantou ela correu para os fundos da casa.
– Marcelaaaaaaaaaaaa!!! — gritou Sarah.
Marcela mergulhou em meio a fumaça, conseguiu chegar na mesa da área externa. Estava tudo destruído. Marcy conseguiu achar os cajados e uma arma para Bruno em meio a poeira e os pegou. Eles estavam no canto oposto a porta. A garota voltou correndo para a parte de dentro da casa e ajudando a carregar Sarah e entregando os cajados aos meninos. Deixou seu cajado com Bruno e disse ao menino que desse cobertura para ela levar Sarah. Bruno concordou com a cabeça e foi correndo atrás das garotas acompanhado de Felipe. Eles conseguem chegar até a caminhonete e sair na fuga, porém agora já sabem que foram descobertos.
Sarah estava arrasada, não sabe como seria a partir de agora. Em parte porque estavam sendo perseguidos novamente, em outra, porque não sabia se suportaria dormir sem Marcela ao seu lado.
Gregor estava ao voltante, Bruno no banco do carona, Felipe de joelhos no banco de trás, Sarah estava no meio, sem reação, olhando perplexa para frente. Marcela notou o estado da menina, e a puxou pra um abraço. O ato surpreendeu todos no carro. Sarah a abraçou e as duas ficaram assim por um tempo, até perceberem os olhares voltados para elas.
Marcela percebeu e não se importou. Gostava de abraça-la e estava feliz por ela estar bem. Sentiu-se envergonhada. Sarah que estava de olhos fechados os abriu. Elas foram se soltando aos poucos e mantiveram as mãos dadas. Os meninos pararam de prestar atenção. Sarah estava nervosa, com medo e sem chão. Marcela sentia tanto medo quando Sarah, talvez até mais, temia perde-la.
Após algumas horas de viagem, Sarah adormeceu no ombro de Marcela, e a outra a envolveu em seus braços. Bruno dormia no banco da frente. Felipe estava quase dormindo também. Decidiram então parar em um hotel de estrada.
A noite havia acabado de cair, as sombras assustavam Bruno, ele não sabia o que fazer, não sabia se dormia ou se ficava de guarda, mas Gregor tomou iniciativa.
– Podemos fazer turnos de vigia? Temos duas camas só eu acho que ficaria incomodo a divisão de camas, pelo menos entre os meninos — disse Gregos sem jeito.
Todos concordaram.
– Quem vai dormir primeiro? — perguntou Bruno — eu prefiro ficar na primeira guarda — completou o garoto.
– Eu e Sarah vamos dormir na mesma cama — disse Marcela que tinha Sarah abraçada à sua cintura.
– Felipe, durma então, eu fico de guarda com o Bruno — disse Gregor.
Sarah e Marcela se deitaram, usando os trajes mesmo, Sarah se recusava a soltar-se de Marcela. Felipe desabou na cama. Gregor sentou-se perto da janela e de frente para porta, Bruno ficou ao lado da janela olhando para fora. Sarah abraçou com mais força do que o normal a Marcela, e a outra garota envolvia a garota baixinha. Marcela estava cada vez mais apega a garota.
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