Anjos Guardiões

1 Capítulo 1


Notas iniciais

Mais um dia havia começado. Toda aquela rotina habitual. Acordar, escovar os dentes, tomar banho, se vestir para a aula e tomar café, para depois ir para escola. Quando criança, Sarah achava surpreendente o colegial... até estar nele.

Após acordar mais uma vez atrasada, tomar banho correndo e ir comendo o pão na rua de casa, Sarah consegue chegar na escola em cima da hora e corre para sala de aula. Quando entra, ninguém parece notar seu atraso, então se senta em seu lugar cativo, perto da janela e não muito longe do quadro.

A aula decorre de maneira normal, até ela perceber a presença de uma pessoa encostada na árvore no lado de fora da escola, olhando para sua direção. Ela não hesita e fixa o olhar, mas não consegue identificar quem é. O professor de álgebra percebe, mas decide não chamar atenção da aluna. Ao liberar a turma para o intervalo, o professor vai até Sarah.

- Sarah, aconteceu algo? — pergunta preocupado o professor

- Não, por que? — ela responde e o questiona

- Percebi que olhou quase que a aula inteira la para fora — ele responde

-Tinha uma pessoa lá fora olhando aqui para dentro, queria saber se conhecia -responde ela

- Tenha mais atenção na aula, mas, caso isso se repita, avise à mim ou a direção — ele pede à menina, ela concorda com a cabeça e sai da sala

Ela sai da sala e vai para o pátio. Senta-se com seu melhor amigo Bruno, eles dividem o lanche e Sarah conta do rapaz lá fora.

- Você estava meia desligada na aula hoje, era disso que o senhor Ophelio foi falar com você? — perguntou Bruno

- Foi, mas eu não tive culpa — respondeu Sarah

- Como não teve culpa? — indagou o rapaz

- Tinha uma pessoa la fora, perto da mangueira, eu achei que conhecia... — respondeu ingenuamente a garota

Bruno se conforma com a resposta e termina de comer os biscoitos que a mãe de Sarah havia preparado para eles.

Ao voltarem pra sala, Bruno olha para o lado de fora, aonde Sarah havia dito ter alguém, porém, não tinha ninguém la, e quando olhou para cadeira de Sarah, ela ainda olhava fixamente para fora, por sorte, a senhorita Mara não notou, talvez por ser velha, ou talvez porque não se importava se prestavam atenção ou não em sua aula.

Quando a aula termina, a garota sai rapidamente da sala, e Bruno não consegue alcança-la. Sarah estava decidida a falar com a pessoa da árvore, mas quando chegou lá, não havia ninguém, então decidiu ir para a academia.

Ela era esportiva, praticava capoeira e muay thai, além de malhar. Se detonou no treino, esquecendo até do lance da árvore. Voltando para casa, já era de noite, e já estava exausta. Entrou e jogou a mochila no sofá, sua mãe estava sentada numa cadeira. Ela e Sarah não se pareciam nada, o que apenas realçava o fato de Sarah ser filha adotiva. Sua mãe, era morena, tinha a pela no tom castanho e olhos negros, um cabelo preto enrolado em cachos sedosos e brilhantes, sua boca parecia ter sido esculpida na Grécia antiga, era desenhada e tinha um tom de chocolate, tinha os olhos amendoados, e as sobrancelhas impecáveis e enfim, parecia uma boneca, enquanto Sarah tinha a pele branca, os olhos verdes e o cabelo num tom castanho tão claro que se confundia com mel e era liso, vinha até abaixo dos ombros e na frente caía de lado na altura do nariz, sempre estava perfeitamente arrumado num desalinhamento natural. Sarah e sua mãe só eram parecidas em uma coisa, ambas eram pequenas, a mãe tinha 155 centímetros enquanto a filha tinha 157 centímetros.

Após jogar as coisas no sofá, Sarah pulou em cima da mãe.

- Oi mulher mais linda do mundo — disse a garota enquanto enchia a mãe de beijos

- Oi minha filha — disse a mãe enquanto abraçava a filha

- Tem o que pra jantar? — Sarah perguntou

- Fiz uma sopa de carne — respondeu a mulher

- Perfeito — finalizou Sarah

Após o jantar, Sarah contou a sua mãe do que havia visto na escola, e sua mãe diz com indiferença que era coisa de sua cabeça. Sarah acaba indo para seu quarto, entra no banheiro e toma um banho. Acaba refletindo sobre o que viu e não se conforma que possa ter sido algo de sua imaginação, sabe o que viu. Após sair do banho, põe um short e uma camisa para dormir, se deita e adormece profundamente. Até chegar os sonhos, e estranhamente, tinha a sensação de que já havia sonhado com aquilo antes.

Notas finais
Espero que gostem, estou postando aos poucos, a história ja foi escrita por mim em outra época, porém nunca chegava há um final e eu nunca me entendia com o inicio, depois de alguns anos, decidi posta-la de outra maneira e me entregar de vez à ela, espero que se surpreendam.