Anjos Guardiões

7 Capítulo 7


Então Sarah acordou. Sua mãe estava sacudindo-a.

– Você precisa correr Sarah — disse sua mãe.

– Por que? — perguntou Sarah.

– Você corre perigo Sarah, estão vindo atrás de você — disse Bruno, sentado na cadeira perto da janela — não sei se eu ajudarei muito, mas prometi a mim mesmo que ia te proteger, e vou cumprir.

Sarah levanta correndo, troca de roupa no banheiro e faz uma mochila com mudas de roupa, comida (duas latas de refri, uma de água, biscoito e barras de cereal) e dinheiro. Sua mãe lhe beija o rosto e diz para que fique em segurança. Dona Carmen, a mãe de Sarah, estava assustada, porém sabia o que estava acontecendo.

– Você precisa procurar os guardiões, só eles poderão leva-la para um lugar seguro. Se te acharam aqui, é porque a guerra está se estendendo — disse dona Carmen.

– Que guerra mãe? O que a senhora está dizendo? — perguntou Sarah perplexa.

– Eu não sei tudo, mas sei que eu a amei como minha, você é a minha Sarah, nunca se esqueça disso meu amor, e volte para casa assim que tudo se resolver — disse a mãe de Sarah.

Sarah não conseguia dizer mais uma palavra, Bruno pegou o carro do pai, uma caminhonete velha, mas que ainda andava, e pisou fundo quando Sarah entrou.

– Para onde nós vamos? — perguntou Sarah.

– Não sei, mas precisamos achar os tais guardiões — disse Bruno — será que consegue chamar eles?

– Como eu chamaria eles se nem os conheço? — perguntou Sarah.

– Você os conhece! Só não consegue se lembrar. Sua mãe me disse que foi um guardião que entregou você para ela, e que ela jurou protege-la enquanto pudesse — disse Bruno.

Sarah ficou confusa, tentava na sua mente achar uma saída.

– Bruno, será que eu tenho alguma coisa haver com aquela menininha de meus sonhos? — perguntou Sarah.

– Se minhas hipóteses estiverem corretas, você estava vendo o seu passado — disse Bruno.

– Quer dizer então, que eu talvez seja a garotinha? — perguntou Sarah tentando estabelecer ligações entre os fatos.

– Isso — respondeu Bruno.

A cabeça da menina revirava hipóteses. Se ela era mesmo a garota, aonde estaria sua mãe, o trio estava tentando protege-la. O que a garota quis dizer quando disse para ela tentar ficar viva.

– Bruno, tive outro sonho — disse ela.

– Conte-me então — disse ele.

Ela contou todo o sonho, com todos os detalhes. Sarah não sabia mais o que fazer. Bruno dirigia sem rumo, sem habilitação. Poderiam ser parados a qualquer hora e presos talvez. Mas por sorte, ele conseguiu passar sem problemas pela estrada e chegar num hotel de beira de estrada. Parou a caminhonete e perguntou se poderiam passar a noite. Quando entraram, Sarah e Bruno logo dormiram, mas o sossego não durou muito, cerca de uma hora depois eles acordam com o barulho de uma explosão. Ouvia-se uma gritaria. Eles pegam as mochilas e descem correndo. O hotel estava absolutamente deserto, os atendentes haviam sumido. Quando chegam no saguão dão de cara com criaturas humanoides, com rostos brancos como papel, os narizes sendo apenas dois furos acima do corte que aparentava ser a boca, não possuíam cabelo algum, seus cabeças tinham as veias bem ressaltadas, e riscos, como feridas, trajavam roupas cinzas bem escuras e seus olhos eram totalmente brancos, tinham um corpo magro e alto, eram medonhos. Os dois correram subindo, e os humanoides indo logo atrás deles, quando de repente...

Um feixe de luz vem na direção deles, eles abaixam, o feixe acerta as formas humanoides que voam escada abaixo. Duas pessoas passam por eles, trajando preto, carregando cajados de ouro branco, com um esfera dourada na ponta. Essa esfera emitia bolas de luz, o que deveria ser o feixe que eles viram. Os dois que passaram logo começaram uma batalha com o seres medonhos.

Sarah e Bruno ficam paralisados assistindo a briga, luz espirrando contra o corpo dos seres horrendos, e eles repelindo com as mãos, até tirarem o capuz e repousar as mãos sobre a cabeça, e assim, de seus olhos sai a escuridão. Quando retiram a mão da cabeça, sai uma fumaça negra de suas mãos, os seres do cajado são obrigados a fazer uma esfera invisível, e ficar dentro dela. Mas os dois telespectadores não percebem que a fumaça vem em sua direção. Quando se dão conta, eles correm, mas a fumaça é rápida, chega de uma maneira devastadora e invade as narinas, eles desabam contra o chão.