Anjos Da Morte

1 Prólogo, delírios


Ela olhava para baixo, os seus olhos verdes brilhantes estavam direcionados para o precipício abaixo dela. De pé no ponto mais alto da cidade, no topo de um longo prédio de concreto cuja altura é imensurável a garota permanecia imóvel, seus cabelos louros da cor mais clara possível – quase branco – balançavam com o vento.

Ela deu um passo à frente.

Pule. – Uma voz ecoava em sua cabeça.

Pule...

Agora!

Ela correu com seus pés descalços sobre o concreto frio, e sem pensar duas vezes a garota pulou. Tudo que veio a sua frente foi como um borrão, toda a sua infância, toda a sua vida passou diante de seus olhos cintilantes. O primeiro passo, o primeiro beijo e o primeiro amor... Tudo veio de uma vez, como um turbilhão de emoções para ela...

Então várias penas brancas manchadas de vermelho – da cor mais forte possível – voaram pelos ares, eram lindas, brilhavam com a luz do sol que refletia sobre elas. A garota continuava caindo, de olhos fechados ela ergueu os braços como se fosse reverenciar algo, e de um momento para o outro elas apareceram... Suas assas. Brancas e curtas, elas eram delicadas e chamativas, algo divino e poderoso, uma energia sobrenatural percorreu todo o oxigênio envolta dela.

E aí tudo acabou. Com um único suspiro tudo se foi...