Anjo Vingador

23 Vingança: Lembranças do passado


Notas iniciais
Oi minhas amadas! Surpresa
Um capítulo hoje. Viram como sou boazinha. Mas estou pensando em postar o próximo só na segunda, bom depende de vocês.
Eu concordo com muitas de vocês meninas a Bella está ratiando em não contar a verdade pro Edward, depois não adianta chorar.
Reviews Capítulo 21 Vingança e decepção.
A todas que comentaram o capítulo (não deu tempo de escrever todos os nomes.. kkkk)
Obrigado de coração.
Até segunda ou não.
Beijos Ju

Capítulo 22 Vingança: Lembranças do passado


Pov. Edward


– Este é muito lindo Sr. Cullen. Tenho certeza que ela ira gostar.

A vendedora disse obviamente entusiasmada por estar vendendo um maravilhoso anel de diamantes.

Mas ela estava certa era um lindo anel de noivado.

Para minha Bella.

Ela era mulher que eu amava.

Eu queria dar este passo.

É claro isso ia depender dela.

Eu não tinha certeza sobre o futuro. Minha vida ainda era uma incógnita. Eu não sabia se iria viver ou não, mas eu queria passar os últimos tempos de minha vida, se estes realmente fossem os últimos tempos de minha vida, com ela. Com Bella. Com minha família e com meu filho.

Cheguei ao apartamento e a encontrei preparando o jantar. Esta semana que estávamos vivendo juntos me deu ainda mais certeza do que queria.

– Oi amor

Ela disse me beijando.

Eu sorri e a abracei sua cintura a levantando do chão. Nos beijamos apaixonadamente.

– Senti sua falta.

– Eu também.

No bolso do meu casaco estava a caixinha preta com o anel.

Eu estava morrendo de vontade de dar a ela agora, mas eu queria a ocasião especial e não ia demorar muito. Na próxima semana seria o almoço de ação de graças. Minha mãe fazia sempre um grande almoço em sua casa e seria a oportunidade perfeita para pedi-la em casamento. Com toda a minha família reunida.

Bella serviu nosso almoço. Estava muito bom. Ela cozinhava muito bem.

– Nossa amor! Sua comida está uma delicia.

Ela sorriu lisonjeada.

– Que bom que gostou. Sua mãe me disse que gostava deste prato. Não sei se ficou tão bom quanto o dela, mas eu tentei.

– Ficou ótimo.

Eu disse a beijando.

– É claro que para superar a super mãe Esme não é fácil.

Eu disse rindo e ela ficou seria.

– Edward eu queria te perguntar uma coisa.

– Fale amor. Pode pergunta o que quiser.

– Você nunca quis saber sobre seus pais biológicos?

Eu estranhei sua pergunta, mas era natural já haviam me perguntado sobre isso.

– Não.

– Por quê? É que já conheci outras pessoas que foram adotadas e essa curiosidade os levou a tentar descobrir algo em relação ao passado.

– Acho que talvez se eu sentisse que faltasse algo em minha vida eu buscaria respostas, mas não. Sou tão feliz com minha família. E não adiantaria nada meu pai disse que meus pais biológicos morreram então não há nada para descobrir sobre meu passado.


Estávamos no sofá na sala assistindo um filme quando meu celular tocou. Vi que era minha avó. Deixei tocar. Não iria atendê-la. Já não estava mais no trabalho e agora eu só falava com ela sobre coisas do trabalho.

– Quem é amor?

– Elizabeth.

– Ah, não vai atender?

– Não.

Um tempo depois. Minha mãe ligou para meu celular.

– Oi mãe.

– Oi querido.

Sua voz era estranha. Ela chorava.

– O que foi o que aconteceu?

– Seu avô, meu filho, ele morreu.

Então era por isso que minha avó havia ligado. Senti-me mal por não atender.

– Edward eu sei que você e sua avó estão... você sabe.

Eu havia contado a meus pais o que Elizabeth havia feito para me separar de Bella. Eles não ficaram surpresos.

– Eu preciso que vá a fazenda querido amanhã de manhã. Eu estou indo pra lá neste momento, mas preciso que vá para resolvermos os detalhes burocráticos do funeral.

– Tudo bem. Eu vou. E como ela está?

Eu não era um homem rancoroso. No fim ela ainda era minha avó. Você não deixa de amar uma pessoa de uma hora para outra.

– Está muito triste. Como era de se esperar.

– Claro mãe.

Despedimo-nos e Bella olhava atenta para mim.

– Edward o que aconteceu?

– Meu avô faleceu, Bella.

– Ah, Edward eu sinto muito.

Ela disse me abraçando.

– Não éramos ligados como eu e minha avó, mas eu gostava muito dele. Em minha infância quando ele não era doente ele era muito divertido e tinha um amor incrível por minha mãe. Ela vai sofrer bastante.

– Sua avó gostava dele?

– Eu acho que sim. Era seu marido afinal.

Eu realmente fiquei triste com a morte de meu avô.

No outro dia levantei cedo para ir à fazenda. Bella me acompanhou, mas ficou no bordel. Ela precisava resolver alguns assuntos.


Cheguei à fazenda e minha família já estava lá. Abracei minha mãe assim que a vi. Ela chorou amparada em meus braços.

Já haviam vindo de outras fazendas alguns parente e amigos.

Fui ao escritório tomar as providencias necessárias para este tipo de situação.

Ao sair encontrei minha avó que estava ao lado de minha mãe.

Ela estava abatida e pelo jeito havia chorado.

Quando me viu ela veio ao meu encontro e inesperadamente me deu um abraço. Não pude recusar de abraçá-la. Havia muitas pessoas ali. Não daria motivos para um escândalo.

Afastei-me dela e tentei a todo custo evitá-la.

A tarde sai de lá para buscar Bella.


Pov. Bella


Eu estava em meu quarto me aprontado para ir ao velório do Sr. Antony Cullen. Edward viria me buscar em 30mim.

Bateram em minha porta e Rose apareceu.

– Oi Rose.

– Bella sei que tem que sair, mas tem uma moça ai que quer trabalhar no bordel e eu queria que conversasse com ela.

– Que bom que apareceu alguém né, Rose.

– É ela foi a única até agora.

– Ok vamos lá, Edward vem me buscar em meia hora.

Fomos ao meu escritório e uma mulher ruiva me esperava.

– Olá sou Bella Swan

Ela sorriu, era bonita, mas um pouco vulgar para nossos padrões.

– Oi eu sou Victoria.


**

– Então Rose, ela começa amanhã. Depois você fala com ela sobre as roupas que ela deve usar. Ela é meio vulgar, mas com umas aulinhas vai ficar ótima.

Rose estava emburrada.

– O que foi Rose?

– Serio que foram só as roupas dela que você achou estranho?

– Não estou te entendendo Rose.

– Ela é estranha Bella, não sei te dizer só não gostei do jeito dela parecia que estava bisbilhotando tudo.

– Rose deixa de ser desconfiada. É natural ter curiosidade sobre este lugar.

– Não sei não em todo caso vou ficar de olho nela.


Edward chegou e fomos para a fazenda Mansen. Havia muitas pessoas Sr. Mansen apesar de muitos anos doente, era muito conhecido.

E lá estava eu novamente frente a frente com Elizabeth Mansen.

Seus olhos se arregalaram a me ver chegando de mãos dadas com Edward.

Não me aproximei dela. Fui cumprimentar a família de Edward.

Esme parecia estar sofrendo muito com a perda do pai. Ela era constantemente amparada por Carlisle.

Nessie também chorava bastante abraçada a Emmett.

Eu não gostava muito de velórios por isso me mantive mais afastada.

Eu e Edward estávamos abraçados perto de uma janela quando Elizabeth se aproximou.

Aparentemente abatida e sofrendo, mas eu duvidava que aquilo fosse verdadeiro.

– Eu queria pedir perdão a vocês pelo que fiz. Num momento como este é que vemos as besteiras que fazemos, e que a vida não vale nada sem a companhia das pessoas que amamos.

Que vaca! Bruxa!

Ela estava usando a morte do marido para tentar uma aproximação com Edward. E além de tudo pedindo desculpas num momento como este. Ela sabia que não iríamos revidar.

– Agora não é hora para isso v... Elizabeth.

Edward disse sério.

Até eu me surpreendi com sua reação. Imaginei-o caindo na lábia dela.

Mas não.

Meu homem realmente abriu os olhos.

Ela teria que fazer mais que isso para conseguir sua confiança de volta.

Ela se afastou visivelmente abalada.

Eu já estava me sentindo sufocada e pedi a Edward que déssemos uma volta pela fazenda. Ainda era dia claro.

Ele me levou aos estábulos e mandou selarem dois cavalos para passearmos.

Saímos pela fazenda que era realmente linda.

– Não era bem num momento destes que eu queria passear com você pela fazenda.

– Eu sei amor. Como é lindo aqui.

Estávamos andando há alguns minutos quando vi.

Uma árvore.

Mas não era qualquer árvore.

Já fazia muito anos, mas se eu não estava enganada era árvore que ficava ao lado da minha casa.

Eu arfei e senti minha respiração presa. Desci do cavalo.

Eu olhava para tudo e as lembranças começaram a tomar conta de minha mente.

Senti Edward próximo a mim.

– Edward onde estamos exatamente?

– Ah, aqui são as terras que minha avó comprou depois. A fazenda era dividida em duas e esta parte ficava bem no meio. Parece que morava uma família aqui. Um casal e uma menina. Minha avó me falou que a casa deles pegou fogo e o homem morreu. Uma coisa horrível. Então a viúva e sua filha venderam as terras para minha avó e foram embora.

Eu já não escutava mais o que ele dizia. Minha mente estava repleta de lembranças.

“Bella desce da arvore filha você vai cair.”

“Não vou não papai.”

“Por favor, amorzinho desce dai, eu prometo cavalgar com você agora mesmo.”

“Promete.”

“Prometo filhinha. Agora desce dai.”

“Papai vamos cavalgar?”

“Vamos sim minha princesa até escurecer.”

“A mamãe vai brigar com você que nem ontem.”

“Não tem problema, quando chegarmos vamos encher ela de beijinhos e ela não briga.”

“Papai! papai!”

“Calma meu amor papai já vai sair.”

“Mas tem muito fogo mamãe e ele não ta saindo. Mamãe porque está chorando?”


As lembranças fizeram lágrimas rolarem por meus olhos. E eu mal ouvia Edward.

– Bella? Bella? Amor está tudo bem?

Mas eu não ouvi mais nada e a escuridão me tomou.


**


Eu senti meu corpo em algo macio. Eu não sabia bem onde estava. Abri os olhos e encontrei Edward, Carlisle, Jasper e Alice me encarando.

Era estranho. Por que eu estava aqui?

Então me lembrei.

As lembranças.

– Bella amor está bem? Por favor, amor fale algo não me assuste assim.

– Edward...

– Ah graças a Deus.

– Edward onde eu estou?

– Calma Bella. – Carlisle disse — Você estava passeando com Edward pela fazenda quando desmaiou. Estamos em um dos quartos da fazenda.

Meus olhos arderam novamente. E eu tentei segurar minhas lágrimas, mas não obtive sucesso.

– Pai ela está bem?

– Pelo que pude ver sim Edward. Acredito ter sido uma queda de pressão.

– Acha que devo levá-la a um hospital?

– Não Edward. Não acho que seja necessário. Como se sente, Bella?

– Eu estou bem. Só gostaria de ir embora daqui.

Edward se aproximou.

– Eu vou pegar o carro e deixá-lo na frente da casa e ai vamos.

Edward e Carlisle saíram ficando Alice e Jasper comigo.

– Jasper eu vou com eles, está bem?

– Claro Ali.

– Não precisa Alice eu estou bem.

– Não discuta Bella.

Alice se sentou pegando minha mão.

– Eu sei que precisa de mim.

Ela tinha razão eu precisava desabafar e não poderia ser com Edward.

Eu, Edward e Alice fomos para o apartamento. Chegando lá Edward me fez tomar um comprimido que Carlisle havia receitado.

Foi difícil convencê-lo a voltar ao velório do avô. Somente quando Alice garantiu que não sairia do meu lado que ele finalmente se convenceu que deveria mesmo retornar. Sua família também precisava dele.

Alice entrou no quarto de Edward onde eu estava deitada.

– Ele já foi?

– Sim. Foi com a cara amarrada, mas foi. Nossa Bella ele ama muito você.

– Sim. Vamos ver até quando.

– Por que está falando desta forma?

– Quando eu contar a ele que vim para esta cidade para me vingar de sua avó e que o usei a principio. Ele vai me deixar.

– Bella ele ama você. Se você souber como falar ele vai te perdoar.

– Aí é que está Alice. Eu não sei como falar para ele. Fora que tem outras coisas.

– O que?

– Não posso te envolver nisso amiga. Sabe disso.

Ela suspirou.

– É eu sei. O que aconteceu hoje, Bella?

As lágrimas voltaram com força.

– Eu... voltei lá Alice. Onde era a minha casa. Onde morava minha família. E tudo voltou com força... eu vi os momentos que passei com meu pai... o incêndio...tudo.

Eu soluçava.

Alice me abraçou.

– Calma Bella.

Ela me deixou chorar até não ter forças. E então finalmente o remédio fez efeito e eu dormi.


Eu acordei bem melhor. Alice passaria a noite comigo. Edward ligou e ficou aliviado quando eu disse que estava melhor. Ele ficaria na fazenda no velório, no outro dia pela manhã seria o enterro de seu avô então ele só retornaria após isso.

No outro dia ele retornou após o enterro e foi tomar um banho e dormir já que havia passado a noite em claro.

Alice retornou para a casa dos Cullen para ficar com seu Jasper.

Eu ficaria ali no apartamento velando o sono do meu amor, mas a ligação de Jacob fez com que meus planos fossem alterados.

– Oi Jacob. Algum problema?

– Oi Bella é que a égua que te falei está dando cria.

– Nossa! Já é a época?

– Sim.

– Droga! Nós precisávamos de Edward, mas ele passou a noite no velório do avô e agora está dormindo.

– É eu sei Bella. Na verdade eu sei fazer tudo. Acho que não vamos precisar de um veterinário. Tenho bastante experiência e acho que está tudo normal. Eu só vou precisar de ajuda.

– Eu estou indo para aí, tchau.

Deixei um bilhete para Edward explicando o porquê de minha ausência.

Ao chegar à casa da colina fui diretamente aos estábulos ajudar Jacob.

Foi meio estranho ajudá-lo. Ao mesmo tempo em que foi emocionante ver o nascimento do potrinho. Foi nojento. Não sei se teria estômago para ser veterinária. Meu pai ficaria orgulhoso de mim. Ele sempre sonhou em ser veterinário.

Eu estava vendo a potrinho se alimentando da sua mãe. Eu estava fascinada.

– É Charlie Swan você ficaria orgulhoso de sua filha nesse momento.

– Charlie Swan?

Jacob me perguntou estranho.

Eu ri.

– É. Meu pai. Ele sempre sonhou em ser veterinário. Fazer isso que fizemos hoje. Ele deve estar orgulhoso de mim.

Eu sorri e Jacob me acompanhou.

– Acho que está tudo bem com o potro Bella, mas se quiser pedir para o Edward o examinar seria bom. Você deve dar um nome a ele.

– Hum... não tenho nenhuma idéia. O antigo proprietário gostava de dar nomes de deuses gregos aos cavalos, mas não sei. Vou pensar e depois te aviso.

Cheguei ao bordel e Rose me criticou por estar toda suja e fedendo. Eu ri. Fui tomar um banho. Eu havia ficado tempo demais longe de Edward eu estava morrendo de saudades do meu amor.



Notas finais
E ai o que acharam do capítulo?
Preciso de reviews e recomendações.
Vocês vão surtar com o spoiler.
Spoiler.
A sala do diretor do hospital era muito bonita nem parecia um consultório médico.
Havia duas salas. Na principal a ampla mesa que estava repleta de fotos da família. Sorri ao ver uma foto de Edward e Gabe. Ao lado da de Esme e Carlisle. Eles formavam um casal lindo. Havia outros porta retratos com fotos de todos os filhos. Fiquei andando e entrei na outra sala que era como uma biblioteca. É claro que os livros me chamaram atenção.
Fiquei distraída olhando os títulos dos livros, muitos eram livros médicos, mas havia também literatura.
Ouvi passos na outra sala e fui em direção para mostrar que eu estava aqui, mas as palavras de Carlisle me fez parar onde eu estava.
- Já falei que não quero que venha aqui Elizabeth.
- Se você atendesse minhas ligações não seria necessário que eu viesse até aqui.
Eu deveria me mostrar e dizer a ele que eu estava ali e escutando tudo. Mas a curiosidade foi maior que a razão do que era certo.
A secretaria dele não deveria ter voltado. Ele não tinha como saber que eu estava aqui. E como ainda era cedo ele nem desconfiava que eu estivesse escutando sua conversa.
Fiquei quieta escutando e espiando tudo.
Carlisle estava atrás de sua mesa com uma cara feia. Nunca o tinha visto assim antes. Elizabeth estava sentada em uma das poltronas de frente para Carlisle e de costas para onde eu estava.
- O que quer Elizabeth?
- O que eu sempre quero Carlisle.
Ela disse com a vos macia. Carlisle não disse nada.
- Agora que aquele velho nojento morreu nada pode ficar entre nós, meu amor.