Notas iniciais
Oi amores!!! Voltei!!! Me desculpem a demora é que tudo estava conspirando contra mim. Estou há semanas tentando terminar o capítulo e não consigo. E quando finalmente consegui terminar o capítulo adivinhem o que aconteceu? O meu note deu doideira e apagou ele todo e eu chorei muito, porém fiquei determinada a postar aqui antes de sábado. Obrigada a todas que comentaram! Estou amando cada um dos reviews! Espero que gostem do capítulo!

* POV EDWARD *

Desde que deixei Isabella na escola, minha cabeça estava a mil. Ontem à noite eu não aguentei e fui tentar consola-la em seu quarto, quando ela adormeceu eu não consegui parar de olhar pra ela dormindo, parecia um anjo, uma princesa. Fiquei velando o seu sono quase a noite toda e quando estava quase amanhecendo peguei no sono com ela em meus braços.

Eu não consigo por em palavras a sensação de tê-la aconchegada em meus braços, era tão estranho o que eu sentia quando estava perto dela. Nessas duas semanas tivemos tão pouco contato apesar de morarmos na mesma casa. Ela ainda sofria muito pela perda dos pais, e eu compreendia isso, também foi uma perda grande pra mim. Mas Isabella tinha parado de viver, ela não saiu de casa desde que chegou aqui, eu tinha esperança que a convivência com outros adolescentes na idade dela ela pudesse começar a se recuperar. Eu não aguentava vê-la tão triste, eu queria muito ter o poder de fazê-la sorrir.

Quando acordamos essa manhã, eu fiquei muito sem graça por ter invadido seu quarto de madrugada, ela não falou muita coisa como sempre e na hora do café tentei puxar conversa, eu venho respeitando o seu espaço todos esses dias, mas não está dando certo, talvez se a gente conversasse mais ou ela conversasse mais com qualquer outra pessoa ela melhorasse.

Então tomei uma decisão, eu iria conversar com ela, iria ser o mais sincero possível, vou oferecer minha ajuda, tentar fazer com que ela confie em mim. Não tinha a mínima ideia de como eu iria falar com ela, mas isso eu vejo na hora.

Agora eu estou aqui na cozinha do meu restaurante preparando o nosso almoço, fazia questão de eu mesmo preparar minha especialidade pra ela, além disso, resolvi trazer ela aqui no restaurante porque aqui eu me sinto em casa, na verdade passo mais tempo aqui do que no meu apartamento. E isso é outra coisa que eu tenho que mudar, vou tentar ficar mais tempo em casa, a Isabella precisa de companhia, ela não tem se alimentado direito, e estando por perto posso ficar de olho. A quem eu estou querendo enganar? Eu não faço ideia do porque, só sei que preciso ficar mais tempo perto dela, meu coração pede isso, minha cabeça pede isso, meu corpo pede isso…

– Tá no mundo da lua chefinho? — uma voz me tirou dos meus devaneios.

– Vic?! — virei abrindo um sorriso pra minha amiga e braço direito.

– Sentiu saudades de mim Ed? — fiz uma cara feia, ela sabia que eu odiava que me chamassem assim. — Desculpa Edward. — Victória riu e veio me abraçar me dando um beijo carinhoso no canto da boca. Desfiz a cara feia.

– Você não sabe o quanto! Aconteceu tanta coisa nesse tempo que você esteve fora Vic. Onde você enfiou o celular? — tinha tentado ligar pra ela varia vezes nesses últimos dias mais só dava caixa postal.

– Você acredita que perdi meu celular no primeiro dia de viagem? Aproveitei pra tirar umas ferias de tudo, mas comprei um novo no caminho pra cá, com o mesmo numero.

– Você tirou ferias até de mim? Poxa! Magoou! — fiz uma carinha de chateado. E ela riu.

– Então quais são as novidades desse um mês que eu estive fora? — ela perguntou.

– Tanta coisa aconteceu Vic… — e comecei a contar toda a história pra ela. Victória é a minha melhor amiga, a conheci na faculdade ela era amiga do Emmett, é três anos mais velha que eu, logo nos tornamos amigos inseparáveis, ela terminou sua faculdade de antes de mim e trabalhava numa empresa multinacional, é formada em administração. Ela viajava muito, quase não parava aqui em Londres e quando eu e meu primo Emmett abrimos o restaurante a chamei pra administrar. Ela aceitou de primeira, disse que estava cansada de ficar viajando o mundo todo e não poder parar em casa. E desde então ela é a gerente do restaurante, além de administrar todo o resto.

Nós somos realmente inseparáveis, e isso causava ciúmes nas namoradas que eu tive principalmente Tanya. Ela não entendia a minha amizade com a Victória e pedia o tempo todo pra eu parar de falar com ela. Tanya dizia que a Vic gostava de mim, e que já tinha até admitido isso pra ela, mas eu contei isso pra Vic e ela negou. Confesso que a nossa amizade era muito intensa, andávamos abraçados e de mãos dadas, trocávamos carinho publicamente, às vezes ela me davas selinhos, mais isso tudo sem nenhuma maldade, eu a via como uma irmã. Mas talvez as minhas ex-namoradas que não foram muitas só se sentiam ameaçadas por que a Vic era muito bonita, um corpo legal, ruiva de cabelos cacheados e compridos e olhar marcante. Mas eu não olhava pra esse lado, nunca tive pensamentos assim com a Vic. E ela também só sentia amizade por mim, ela era minha confidente. Ela estava viajando há um mês, depois de eu muito insistir ela aceitou tirar umas ferias e foi visitar a família.

Quando acabamos a conversa a Vic foi pra casa descansar da viagem. Ela se ofereceu pra ajudar no que fosse preciso com a Isabella. E eu fiquei muito grato por isso, ela era mulher talvez Isabella se sentisse mais a vontade conversando com ela, caso a nossa conversa não ajude muita coisa. Olhei no relógio e já estava na hora de buscar a Isabella na escola. Bem… pro almoço já esta tudo pronto, agora só falta a parte difícil, como eu iria falar com ela, como faria pra ela confiar em mim. Peguei as chaves do carro e parti rumo à escola que ficava a uns vinte minutos do restaurante.

Cheguei ao estacionamento da escola e não vi a Isabella e nem a minha irmã Alice, a maioria dos alunos já tinha saído e se encaminhavam para seus carros. Será que aconteceu alguma coisa? Comecei a ficar preocupado. A Isabella passou dias trancada naquele quarto e estava num estado depressivo bem preocupante. Talvez fosse mais difícil pra ela do que eu pensava, eu conversei com a Alice e pedi pra ela ir com calma com a Isabella, pois minha irmã era ligada a 220 v. Já estava quase entrando pra ver se tinha acontecido alguma coisa, quando vi elas andando na minha direção. Suspirei aliviado.

– Boa tarde. Vocês demoraram.

– Boa tarde maninho. — Alice me deu um beijo no rosto.

– Boa tarde Edward. — Isabella me cumprimentou timidamente, ela estava com o rosto um pouco vermelho. Droga!!! Ela tinha chorado…

– Alie você vem com a gente? Vamos almoçar lá no restaurante. — convidei Alice na esperança de que ela pudesse ajudar.

– Não maninho, vou fazer umas comprinhas agora. Como lá pelo shopping mesmo. Aliás… — olhou no seu relógio. — já estou atrasada. Vou indo. Tchau maninho. Tchau Isabella. — e Alice saiu saltitando em direção a seu Porsche amarelo que ela tinha ganhado de presente no seu aniversário.

– Então Isabella, vamos? — perguntei abrindo a porta do carro pra ela.

– Vamos. — ela disse entrando no carro.

Ela ficou quieta durante todo caminho até o restaurante, parecia pensativa.

Vinte minutos depois, paramos em frente ao meu restaurante, a conduzi até a entrada.

– Isabella, este é o meu restaurante. Há essa hora eu devia estar trabalhando, mas quero muito conversar com você, por isso trouxe você aqui, como meu sócio não está presente preciso ficar de olho em tudo. — eu a levei pro meu cantinho preferido no restaurante. Eram pequenos jardins de inverno, em cada um tinha uma única mesa, era um lugar mais reservado, onde as pessoas podiam ficar mais a vontade.

– Edward eu realmente não quero te atrapalhar, podemos conversar outra hora. — ela não parecia muito animada pra conversar comigo, na verdade ela nunca parecia animada pra nada.

– Você não me atrapalha em nada Isabella, e o quanto antes conversarmos melhor. — sorri pra ela tentando passar segurança. — Eu vou a cozinha providenciar o nosso almoço, não vou demorar prometo. O que você quer beber?

– Uma coca, por favor. — falou tímida. Minhas mãos já estavam começando a suar, eu estava nervoso, ansioso, não sabia direito o que e como eu iria falar com ela.

– Então tá, eu já volto. — eu disse e sai rumo à cozinha.

Fui à cozinha apenas verificar se estava tudo certo para o almoço e mandei o garçom nos servir em quinze minutos.

Quando voltei encontrei Isabella chorando, me cortou por dentro vê-la assim. Isso não podia continuar, eu tinha que fazer alguma coisa.

– Esta tudo bem Isabella? — perguntei e ela se assustou, quando ela olhou pra mim a sua cara de sofrimento piorou mais ainda. Ela tenteou enxugar as lagrimas com as costas da mão.

– Sim. Apenas lembranças. — sua voz estava embargada e quase inaudível.

Não sabia o que fazer, só sabia que não podia a deixar continuar sofrendo assim. Não aguentava mais ver a dor nos olhos dessa linda menina.

– Isabella… — me sentei a mesa olhando diretamente nos olhos dela. — Eu não sei o que fazer me desculpe, mas… Eu não consigo mais… Eu não posso…

Estava difícil pra falar, mas eu iria falar tudo o que eu precisava. Eu tinha que ter forças, por ela.

– Eu entendo você Edward. Desculpe-me por esta atrapalhando sua vida. Eu me viro, posso trabalhar, sei lá… fazer qualquer coisa, você não precisa se preocupar comigo… — ela começou a falar tudo de vez ainda entre lagrimas e eu fiquei estático a encarando. Ela pensava que eu não queria mais cuidar dela? Que eu iria mandar ela embora?

Ela abaixou a cabeça e começou a chorar, eu imediatamente sai do meu lugar e me abaixei ao seu lado, segurei seu queixo e levantei seu rosto pra olhar em seus olhos. Olhar profundamente dentro dos seus olhos era uma experiência incrível, apesar de toda a tristeza que se podia ver neles, bem lá no fundo eu podia ver uma Isabella diferente, uma Isabella que eu não conhecia. Mas jurei pra mim mesmo que eu conheceria aquela parte dela, eu conheceria a Isabella feliz que existiu um dia e eu sei que ainda existe dentro dela, eu ainda a faria sorrir de novo.

– Eu não vou te abandonar. — disse devagar ainda olhando em seus olhos para que não lhe restasse duvidas.

– Mas… — ela começou a falar mais eu a interrompi.

– Isabella, eu só quero te ajudar, como eu estava dizendo… eu não consigo mais te ver triste assim. Eu não posso mais te ouvir chorar toda noite e não fazer nada. Eu não posso mais deixar você ficar sem se alimentar direito, não posso te ver dia após dia trancada em um quarto com a vida toda acontecendo do lado de fora. Eu sei que é difícil pra você, também doí em mim, mas a vida tem que continuar. E você pode contar comigo pra tudo que você precisar Isabella, qualquer coisa. Eu vou ser sincero com você, eu não sei o que é isso que eu estou sentindo, só sei que é mais forte que eu, existe uma coisa dentro de mim que diz que devo cuidar de você, te proteger, fazer você voltar a sorrir e eu vou fazer isso. É o que meu coração tá me mandando fazer… vou te proteger do que tiver ao meu alcance e do que não estiver também, você nunca mais vai ficar sozinha, eu vou esta sempre aqui pra você Isabella… serei seu anjo protetor!

* POV BELLA *

Eu ainda olhava o profundo mar de esmeraldas que eram os olhos de Edward, as palavras dele giravam na minha cabeça, meu coração batia acelerado. Eu estava surpresa e… como posso dizer admirada com tudo que ele disse. Ele era um estranho pra mim, mas naquele momento olhando em seus olhos parecia que a gente se conhecia uma eternidade.

Eu fiquei o tempo todo pensando que ele não me queria na vida dele e que ele iria me mandar embora, meu Deus como eu pude pensar tão mal de um homem tão maravilhoso! Ele era sem duvida um príncipe, ou melhor, ele era realmente um anjo. O meu anjo. E eu faria de tudo pra não deixa-lo triste, eu tinha que me recuperar eu iria superar tudo isso, por mais que fosse difícil, mas eu iria vencer, por ele, eu iria voltar a viver, pelo Edward.

Notas finais
E então? gostaram? Personagem nova na área! O que acharam da Victória? Qual será a dela em? E esse final? Quero um anjo desse pra mim também!!!! Comentem!!! Estou amando cada comentário de vcs!!!! E ficaria muito feliz se ganhasse minha primeira recomendação! Até breve! beijinhossss... xx