Anjo Protetor
15 Noite Feliz!
Notas iniciais
*POV EDWARD*
Eu adoro o Natal! É uma época feliz onde a família se reúne em harmonia, pra conversar e relembrar antigas histórias, trocar presentes e comer bastante. Bem, no meu caso cozinhar bastante, esse era o único dia no ano que eu tinha permissão pra entrar na cozinha da dona Esme, hoje e amanhã na verdade.
É véspera de Natal, e estou eu, Emmett e minha mãe na cozinha preparando a grande ceia, nesse ano eu quero me superar, pois agora eu tenho alguém a quem quero impressionar, Bella. Ela merece o melhor de mim, e tudo que faço pra ela tem que estar perfeito, ela já me disse varias vezes que esta ficando mal acostumada, mas essa é a intenção, mimar ela de todas as formas possíveis, quem sabe assim ela fique tão mal acostumada que não me largue nunca. O que posso fazer e só serei feliz se tiver ela pra sempre ao meu lado? E cada um usa as armas que tem, eu cozinho muito bem, e se ela casar comigo nunca vai precisar ir pro fogão, não é sonho de toda mulher? Nossa eu já to pensando em casamento! Preciso ir mais devagar, é que ás vezes esqueço que a Bella só tem dezessete anos, ela não parece em nada com uma adolescente, pelo contrario ela é minha perdição, desde aquele dia que a Vic foi lá em casa e a Bella ficou com ciúmes, eu evito momentos mais quentes com ela, vai que eu me anime de novo? E que ultrapasse os limites? Bem, não que a Bella tenha estabelecido algum limite, pois se eu não tivesse parado naquele dia eu a faria minha, e eu tenho certeza que ela não seria contra. Sei que ela confia em mim, e acredito que ela sente algo muito forte por mim, talvez ela me ame. Eu seria o homem mais feliz do mundo se ela me amasse se sentisse por mim metade do amor que sinto por ela. Mas a questão é que eu tenho medo, tenho medo de que ela se arrependa, ela é tão nova e não tem outras experiências, isso é novo pra mim, eu nunca me envolvi com alguém tão inexperiente, na verdade todas as minhas ex-namoradas eram mais velhas que eu, e elas tiveram outros relacionamentos antes de mim, e sabiam muito bem o que estavam fazendo, elas tinham outros a quem comparar e o principal de tudo eu não senti por nenhuma delas um décimo do que sinto por Bella.
E isso era complicado, eu era tutor de Isabella, e ela era minha namorada, até aí já é complicado, ainda mais adicionando o fato de que ela é menor de idade e que temos que namorar escondido por isso. Céus! Isso é tudo tão confuso! Eu sou o namorado dela, e tenho vontade de fazer muitas coisas com ela, mas também sou o tutor dela e tenho que protege-la de todos os perigos, e o maior perigo pra ela nesse momento sou eu. E isso era uma…
– MERDA! — gritei, a sentir que a lamina mais uma vez tinha acertado o meu dedo ao invés do legume que eu estava picando. Vê se pode isso! Eu um chef renomado tendo que picar legumes.
– Edward Anthony Masen Cullen! O que eu já falei sobre palavrões! — Minha mãe brigou comigo.
– Desculpa mãe é que eu cortei o dedo. — falei colocando o dedo machucado na boca para não sangrar.
– De novo Pequeno Ed?! — eu olhei feio pro Emmett. Ele não tinha parado com essa mania de ficar me chamando de pequeno Ed. Ele só parava quando precisava de algum favor meu, como naquele dia que precisou dormir lá em casa.
– Quantas vezes vou ter que falar pra não me chamar assim?! — falei bravo.
– Okay grande Ed. Melhor assim? — ele perguntou.
– Emmett nem pequeno e nem grande, e nem Ed! — eu respondi.
– E por que a Bella pode e eu não posso? — ele perguntou contrariado.
– Por que a Bella é a Bella. — Por que ela é a mulher que eu amo. Eu queria poder dizer isso em voz alta. — Mãe pelo amor de Deus, me deixa fazer alguma coisa útil, eu sou um chef e você me botou pra picar cenouras!
– Nisso eu concordo com o Edward tia Esme! — Emmett disse. Ele estava picando as batatas.
– Tudo bem, tudo bem, mas lembre-se que estão na minha cozinha e eu que mando aqui! — é agora que ela vai começar a dar ordens. — Edward faça as tortas e Emmett você cuida dos molhos entendido?
– Sim senhora! — respondemos juntos.
– Então, você não vai mesmo me contar quem é a sua namorada misteriosa? É verdade que ela mora nos EUA? — Emmett me perguntou. Depois que a Bella tinha inventado essa história para a Vic ela foi perguntar pro Emmett, e é claro que ele não acreditou e fica me enchendo com isso o tempo todo.
– E não vou te contar nada Emm. — eu respondi. Eu sou péssimo em mentir, se eu começasse a inventar alguma coisa eu ia me atrapalhar, e ia acabar falando a verdade.
– Por que não? O que tem de errado com essa garota? — ele perguntou curioso.
– Não tem nada de errado Emmett, eu apenas não vou apresenta-la agora a família. — será que ele não ia desistir desse assunto?
– Tudo bem. Eu vou descobrir seu segredo! — ele me disse.
Passamos a tarde toda cozinhando, e eu estava morrendo de saudades da Bella, ela tinha ido ao shopping com as minhas irmãs, pois segundo a Alice a véspera de Natal é o melhor dia pra ir ao shopping, porque é o dia em que ele está mais cheio e fazer compras é como uma aventura. Vai entender!
E eu estava com pena da minha Bella. Elas saíram por volta das dez da manhã e não voltaram até agora, e já anoiteceu.
Fui para o meu antigo quarto tomar um banho, as comidas para ceia estavam praticamente todas prontas, só precisariam ser aquecidas mais tarde. E agora era só me arrumar para festa.
Tomei meu banho, demorado e relaxante, e fui para quarto enrolado na toalha, não fiquei surpreso ao encontrar em cima da cama a roupa que eu deveria usar essa noite, calça social preta, blusa social branca e blazer preto, e sapatos pretos, junto tinha um cachecol verde musgo, um sobretudo grafite e um par de luvas. Isso é sinal de que a Alice já tinha chegado e invadiu meu quarto pra deixar as roupas pra mim, o que significa que a Bella também já estava aqui, e eu estava louco para vê-la, como que eu pude viver vinte três anos sem ela? Hoje eu não consigo aguentar nem vinte quatro horas.
Vesti a roupa, ignorando os acessórios de frio, não estava nevando hoje, mas fazia muito frio, mas não estaria frio dentro de casa por causa dos aquecedores. Passei um pouco de gel no cabelo e o baguncei deixando o mais natural possível.
Fui até o close e peguei o presente que eu tinha comprado para Bella, na verdade eu tinha comprado dois presentes, um que eu tinha mandado fazer, um colar de ouro branco com um pingente de anjo cravejado com delicados diamantes, era pra ela não se esquecer de mim, e o outro eu comprei por acaso, eu estava passando na rua e vi, eu não o daria a Bella na frente da minha família, e sim quando chegasse em casa, espero que ela goste e não ache precipitado.
Olhei no celular e já era 20h00min, resolvi descer. Meus pais, Emmett e Rosalie estavam na sala, conversando e tomando vinho, e nem sinal da Alice e da Bella.
– Nossa que bonitão! — Emmett! Rose e meus pais riram do elogio do Emm.
– Sai pra lá seu boiola! — falei me servindo de vinho.
– Cara eu sou muito macho! — Emm disse. — Fala pra ele Rose, fala o quanto eu sou macho.
– E bota macho nisso… — meu pai olhou de cara feia pro Emmett. — er… quer dizer… Ah para de falar besteira Emmett! — Rose disse dando um tapa no braço dele.
– O que foi que eu fiz ursinha?! — ele perguntou esfregando o braço. Minha irmã tinha uma mão pesada, eu sabia bem disso.
– Senhoras e senhores! — a voz da Alice no alto da escada chamou nossa atenção. Ela estava parada no topo da escada com um vestido Rosa e com detalhes pretos, seus agora mais compridos estavam cacheados, que não a conhecia diria que ela era mais velha, tinha que admitir, a baixinha estava bonita. — A partir de agora vocês vão ter direito a companhia das damas mais lindas de todo Reino Unido. — ela falou enquanto descia as escadas. E nenhum sinal da Bella.
– Nossa! A Alice foi promovida de anão da Branca de Neve, para a própria Branca de Neve! — se não falasse besteira não seria o Emmett. — Não, agora falando sério, você esta linda baixinha.
– É claro que ela esta linda, puxou a mim! — disse levantando a mão da Alie e a fazendo dar uma voltinha.
– Ei, assim eu vou ficar com ciúmes! — disse a Rose.
– Ainda é cedo para elogios gente, esperem até ver a Bella. — a baixinha falou piscando pra mim. A Bella tinha contado a Alice sobre nós dois, coisa que se ela não fizesse eu mesmo acabaria fazendo, é impossível esconder alguma coisa da Alice. — Vamos Bella, desça logo. — Alice chamou e eu me virei pra escada. Só para ter a visão mais linda da minha vida até hoje. Bella estava deslumbrante, com um vestido azul escuro até um pouco acima do joelho, e marcava perfeitamente a sua cintura fina, e salto alto, ela estava com uma maquiagem escura e batom vermelho, eu nunca desejei tanto beijar aquela boca.
Só havia uma palavra para descrevê-la. Perfeita.
Ela desceu as escadas sorrindo pra mim, e por um momento eu me esqueci de que tinha mais gente na sala, mas logo o Emmett fez questão de me lembrar disso.
– UOU! — ele disse se levantando. — Nossa Bellinha você está linda! — sei que não tinha nada a ver, mas olhei de cara feia pro Emmett.
– Por que tá me olhando assim Edward? Enxuga essa baba aí vai! — ele disse rindo. Eu passei a mão em meus lábios, procurando alguma baba. O que fez o Emmett rir mais ainda. Aí entendi que ele só estava me zoando. Será que estava tão na cara assim? Eu tinha que disfarçar melhor.
– Esta maravilhosa Bella. — disse segurando sua mão e levantando para que ela desse uma voltinha, assim como fiz com Alice.
– Obrigada Ed. — ela disse me dando um beijo no rosto. Eu estava doido pra virar o rosto e tomar seus lábios nos meus, mas infelizmente eu não poderia fazer isso, mas o magnetismo entre a gente era palpável.
– Ficou com marquinha de batom aqui. — Alice disse rindo vindo limpar meu rosto. A Bella riu.
– Então já podemos abrir os presentes? — Alice perguntou animada.
– Alice não é nem 21h00min ainda. — meu pai disse.
– E você sabe muito bem que só poderemos abrir os presentes após a meia-noite. — minha mãe completou.
– Isso é tão injusto! Quem inventou essa regra?! — ela se sentou no sofá contrariada.
– Pensa pelo lado bom Alie, quando éramos crianças só podíamos abrir quando amanhecia. — Bella falou.
– A Alice nunca esperou o outro dia de manhã. — disse a Rose. — Ela sempre acampava ao lado da árvore de natal, pra esperar o papai Noel chegar. — Todos na sala riram com a lembrança. A Alice sempre foi uma figura!
– Eu não acredito nisso! — a Bella falou.
– E ela não pegava no sono de jeito nenhum enquanto não abria os presentes. — eu disse.
– E como faziam par colocarem os presentes na árvore? — Bella perguntou.
– Como assim colocarem os presentes?! — a Alice perguntou alarmada. — Não era o papai Noel?! Ele não existe?! — olhamos pra cara dela assustados. E de repente ela caiu na gargalhada. — Ai… gente… eu não acredito… que vocês… acharam mesmo que eu… acredito em papai Noel. — ela disse se contorcendo de tanto rir. Todos na sala começaram a rir, inclusive eu. E a campainha tocou.
– Deve ser o Jazz! — Rose levantou toda sorridente pra atender a porta. — Mel! — ouvi a Rose gritar da porta. O Jasper era primo da Rosalie por parte de mãe, filho irmã da mãe dela. Ele tinha a mesma idade que eu, e costumávamos brincar juntos quando ele ainda morava aqui em Londres, mas ele se mudou para o Texas com os pais quando tínhamos uns quatorze anos, eu sentia falta do meu amigo, mas nos falávamos de vez em quando, ele tinha uma filha, Melyssa, pelo que ele me mandou nas fotos era uma coisa fofa. Eu adorava crianças.
– Olá! — ele disse entrando na sala. Rose veio logo atrás com uma garotinha no colo, uma meninha linda, ela devia ter um três ou quatro anos. Sério eu amo crianças. Melyssa era branquinha e tinha os cabelinhos ondulados bem compridos pra uma criança tão pequena, eles eram bem negros, ela não tinha nada a ver com o Jasper, exceto pelos olhinhos azuis.
– Jazz! Quanto tempo! — levantei e abracei meu amigo.
– Edward! É bom te ver. — ele disse me dando tapinhas nas costas.
– Então essa princesa deve ser a Melyssa. — falei me aproximando da garotinha que estava no colo da Rose e segurando sua mãozinha.
– É Mel! Eu gosto Mel. — a garotinha disse. Todos na sala riram. Ela pareceu a Bella falando quando chamamos ela de Isabella.
– Tudo bem, Mel? — perguntei. Ela balançou a cabeça afirmativamente.
– Quem é voxe? — ela perguntou curiosa.
– Eu sou o Edward.
– Edald… Edwd… — ela tentou falar meu nome sem conseguir. E rimos novamente achando bonitinho.
– Pode me chamar de tio Ed. — falei sorrindo pra ela. Ela sorriu de volta.
– Tá bom. — ela disse balançando a cabeça. Ela era uma criança muito esperta. -Voxe é munito tio Ed. Voxe é um plincipe?
– Eu não. Mas acho que você é uma princesa. — falei.
– Papai eu sou uma plincesa! — ela disse batendo palminhas. Uma miniatura da Alice? Ou melhor, a Alice já era uma miniatura.
– Sim querida você é uma princesa. — Jasper disse sorrindo para a filha.
– Tio Ed, elas também são plincesas? — Mel perguntou apontando o dedinho para a Bella e a Alice, que observavam encantadas a minha conversa com a menina.
– Sim, elas também são princesas. — respondi sorrindo para a Bella e para minha irmã.
– E eu? Não sou uma princesa? — Rose perguntou ciumenta.
– É clalo que voxe é uma plincesa também tia Lose. — a pequena disse se virando e colocando as duas mãozinhas no rosto da Rose.
– Own! — Alice e Bella disseram juntas.
Depois eu apresentei o Jasper a Bella, e ele me olhou com um olhar questionador. Caramba, será que meus sentimentos estavam tão na cara assim?!
Hoje principalmente estava muito difícil de manter meus olhos longe da Bella, ela estava tão linda. Por varias vezes na noite ela me pegou olhando pra ela, e eu também reparei que ela estava olhando pra mim, era horrível não poder beija-la, não poder toca-la da forma que eu queria, eu tinha vontade de contar tudo sobre a gente para minha família, mas tinha medo da reação deles, e se não aprovassem? E se me achassem um pervertido aproveitador? Será que eu devia correr o risco, eles eram minha família, eles não iriam me julgar, ou iriam? Ô vida difícil essa minha em!
A ceia foi servida às 22h30min, e estava tudo magnifico, é claro eu tinha feito metade disso tudo. Eu e a Bella passamos o jantar todos trocando olhares. E eu percebi que eu precisava dizer a ela enquanto a amava.
Já era quase meia noite, e eu precisava dar um jeito de falar a sós com a Bella, sabe aquelas horas que você precisa falar o que tá sentindo, e não dá pra esperar?!
– Bella acho que esqueci o presente da Alice lá no quarto, me ajuda a procurar?- isso! Era uma boa desculpa pra ficar sozinho com ela.
– Er… Claro! — e ela me seguiu escada acima. Abri a porta do quarto e fiz sinal para que ela entrasse. Fechei a porta atrás de mim, Bella andou até mim e me abraçou.
– É horrível ficar tão perto de você e não poder te abraçar assim, e nem te beijar. — ela me disse. Eu a envolvi em meus braços. De repente ouvimos as badaladas que anunciaram a meia noite.
– Feliz Natal Bella! — disse e a beijei. Até que enfim pude sentir seus lábios nos meus, essa estava sendo sem dúvida a noite mais longa da minha vida. Nosso beijo não durou muito, pois tínhamos que descer logo antes que alguém viesse aqui.
– Feliz Natal Ed! — Bella disse ofegante por causa do beijo, era impossível evitar o sorriso.
– Eu te amo Bella! — disse de uma vez, parecia que um peso tinha saído das minhas costas. Era tão bom falar isso pra ela.
Ela me olhava com os olhos arregalados, talvez ela ainda não sentisse isso por mim. Será que ela estava se sentindo pressionada? — Bella você não precisa me dizer…
– Eu também te amo Edward! Amo muito! — ela me disse com o sorriso mais lindo do mundo. Eu já tinha ouvido um eu te amo de uma mulher antes, da Tanya pra ser mais preciso, mas nada se compara a ouvir isso da Bella, sabe a melhor noticia, ou coisa que você gostaria de ouvir na vida? Então, eu ouvi. Ela me ama! Era a única coisa que se passava na minha cabeça nesse instante. Era tudo o que eu podia querer, eu não me achava bom o suficiente pra ela, eu não entendia como ela podia me amar, ela era tudo que um homem podia querer, e eu a tinha, ela me amava. — Está tudo bem meu amor? — a voz da minha Bella me tirou de meus devaneios.
– Está tudo mais que bem! — disse e a beijei novamente. Um beijo cheio de paixão, cheio de amor. Bella era minha vida agora e eu não sei o que seria de mim sem ela.
– Acho bom vocês estarem vestidos, eu to entrando. — nos afastamos imediatamente. Alice entrou no quarto. — Feliz Natal casal! — ela se jogou encima da gente abraçando nós dois juntos.
– Feliz Natal Alie! — Bella disse sorridente.
– Feliz Natal baixinha! — disse ameaçando bagunçar o cabelo dela. Ela se afastou imediatamente.
– Nem ouse meter a mão no meu cabelo! Eu vou lá em baixo e falo pra todo mundo o que vocês estavam fazendo aqui — ela ameaçou.
– Nós não estávamos fazendo nada Alice. — eu disse.
– Sério?! Então quer dizer que agora você usa batom? — ela perguntou apontando pra minha boca. A Bella me olhou e riu. A boca dela também estava toda borrada.
– Não ria de mim princesa, você não esta melhor que eu! — disse a virando para o espelho que tinha no quarto. Ela tentou limpar a boca com os dedos, mas não deu muito certo.
– Vem cá Bella me deixa ajeitar essa maquiagem! Todos estão ansiosos para abrirem os presentes. — ela estava querendo dizer que ela estava ansiosa para abrir os presentes. Eu fui até o banheiro limpar minha boca e a Alice levou a Bella até o quarto dela. Quando desci a Alice e a Bella estavam na sala junto com os outros. A Alice estava mesmo ansiosa para abrir os presentes.
Desejei feliz natal para minha família.
– Pronto agora podemos abrir os presentes! — Alice bateu palminhas saltitando. O Emmett disfarçava, mas não estava muito diferente. — Os meus primeiro!
E assim todos trocaram presentes, exceto a pequena Mel que já estava dormindo no antigo quarto da Rose. O Jasper quis ir embora quando a pequena dormiu, mas a mamãe insistiu pra que ele ficasse aqui essa noite, ele tinha se mudado pra cá essa semana, e estava dormindo num hotel, pois a obra do apartamento dele atrasou.
A Bella adorou o presente que eu dei a ela, só a gente sabia o que significava. Ela só não sabia que teria mais, depois que ela falou que me amava tive certeza de que ela iria gostar.
A Alice ficou radiante com o presente que os meus pais deram a ela, um apartamento em Paris, para quando ela fosse estudar moda lá ano que vem. E não parava de falar que não via a hora de terminar o ensino médio e se mudar para a França.
Meus pais juntamente com a Rosalie, deram um carro de presente para Bella, eu já tinha pensado nisso antes, mas tinha certeza de que ela jamais aceitaria se viesse de mim. Aí minha irmã teve essa ideia e veio falar comigo, eu aprovei e ajudei a escolher o modelo do carro, eles compraram um Mercedes Guardian preto, minha única condição é que fosse um carro muito seguro, e tinha que ser bonito também. E eu sabia que a Bella adorava carros pretos, estava pensando até em trocar meu Volvo prata por um preto.
A Bella tinha comprado pra mim vários livros, uma coleção dos romances preferidos dela. Na parte de dentro da capa de cada um deles ela tinha escrito versos pra mim. Eu adorei. Era algo com muito significado.
Minha mãe insistiu muito para que a gente dormisse lá, mas eu insisti em ir pra casa, queria ter algum tempo com a Bella de qualidade com a Bella antes de voltar pra cá para o almoço de Natal de amanhã. Na verdade me desesperava a ideia de dormir longe dela, isso tinha se tornado impossível para mim.
Chegamos em casa era um pouco mais de duas da manhã. Estava muito frio eu tinha que concertar os aquecedores do meu apartamento. Hoje eu e Bella dormiríamos bem grudadinhos. Ou melhor, acho que eu não conseguiria dormir.
– Vou tomar um banho bem quentinho. — Bella disse algum tempo depois que chegamos.
– Eu também vou. Te espero lá no quarto. — falei dando um leve beijo e indo em direção ao meu quarto. Bella só dormia comigo, mas suas roupas e suas coisas estavam no outro quarto, então ela usava o banheiro de lá. Tomei um banho rápido, coloquei somente uma calça de pijama e uma blusa de moletom, felizmente o aquecedor do meu quarto estava funcionando bem, mas o resto do apartamento estava um gelo. Fui até a cozinha preparar um chocolate quente para gente.
Minutos depois Bella apareceu na cozinha, com um pijama comprido rosa com estampa de um boneco de neve. Eu ri. Ela estava fofa.
– O que foi?! Não ria de mim. Esse é meu pijama especial de natal e, além disso, esta frio. — ela me olhou com um bico. Eu me aproximei dela e beijei o biquinho que ela fazia. Mas como sempre foi impossível parar o beijo aí. Colei o corpo dela no balcão da cozinha e aprofundei o beijo, eu não me cansaria nunca de beija-la. Quando o ar nos faltou, me afastei dela com um sorriso.
– Fiz chocolate quente. — peguei a caneca e entreguei a ela.
– Eu já falei que te amo? — ela perguntou retoricamente. Eu sorri e dei mais um beijo nela.
Ficamos na cozinha tomando o chocolate e logo percebi que a Bella estava quieta demais, seu rosto um pouco abatido.
– O que há de errado Bella? — perguntei preocupado. Ela estava sorrindo a instantes atrás.
– E que esse clima de Natal, onde toda família esta reunida me deixou com saudades dos meus pais. — ela disse triste.
– Não fique assim Bella. É horrível te ver assim e não poder fazer nada sabia? Eu queria poder pegar todo seu sofrimento para mim.
– Você já faz muito por mim anjo. Se não fosse você eu não sei o que seria de mim. — Ela disse e veio me abraçar.
– Eu é que não sei o que seria de mim sem você meu amor. — dei um beijo em seus cabelos. Eu não sei o que seria de mim sem ela, ela era a coisa mais importante da minha vida. Eu levei anos procurando um amor e aí a Bella veio, com seu jeito meigo, ingênua, e com sua força de vontade e superação, e me mostrou que eu era capaz de sentir coisas que eu nunca imaginei sentir, e agora estamos aqui vivendo uma verdadeira história de cinema. — Vamos dormir já esta tarde. — disse pegando ela no colo pra da uma descontraída no clima triste. Ela se assustou quando a levantei do chão e nós quase que caímos. Fomos rindo até o quarto. Que bom que minha tática tinha funcionado!
Deixei-a em cima da cama e tirei minha blusa de moletom. Eu não gostava de dormir com roupas, mas desde que a Bella chegou aqui eu coloco pelo menos uma calça para dormir. Bella estava me olhando diferente, eu não pude deixar de notar seu olhar. Parecia desejo, amor, admiração, alguma coisa inflou dentro de mim ao vê-la me olhar assim. Eu subi na cama me aproximei lentamente dela, nossos olhares conectados. Meu coração estava acelerado, e eu pude reparar que a sua respiração estava descompassada. Rocei meus lábios nos seus. Uma corrente elétrica passou por todo meu corpo, nós continuávamos a nos olhar, tinha mais que amor ali, tinha desejo e eu tinha medo de não consegui parar dessa vez. Talvez eu não devesse parar. A beijei profundamente. As mãos de Bella foram para meus cabelos e ela os puxou com força. Meu corpo pressionava o seu abaixo de mim. Minhas mãos apertavam suas coxas.
– Edward… — ela gemeu meu nome em meio ao beijo. O que me fez ter um momento de lucidez. Eu retirei meu corpo de cima do seu e deitei ao seu lado tentando acalmar minha respiração.
– Desculpe, é que é difícil de me controlar perto de você. — falei assim que recuperei meu folego.
– Eu nunca pedi pra você se controlar. — ela disse me olhando da mesma forma que antes.
– Bella… — eu tentei falar, mas ela me interrompeu.
– Edward eu te amo, você me ama, eu confio em você e tenho certeza absoluta que quero ser sua pra sempre. O que mais falta? — ela perguntou.
– O que você esta querendo dizer Bella? — perguntei. Minha mente esta uma bagunça eu não sei mais o que pensar. Mas eu a queria, queria muito.
– Que eu quero ser sua! — ela disse olhando profundamente em meus olhos. — Me faz sua Edward?
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