Anjo Protetor
16 Amor
Notas iniciais
*POV BELLA*
– Que eu quero ser sua! — disse olhando profundamente em Seus olhos. — Me faz sua Edward? — eu não acreditava que eu tinha tido coragem de pedir isso a ele. Mas eu precisava dele, sentia essa necessidade de estar com ele desse modo. Ele levou um tempo pra responder. Apenas me encarava, seus olhos cheios de duvida, mas havia outra coisa ali, algo que eu não podia identificar, havia algo em seu olhar que me fazia sentir um arrepio, mas era um arrepio bom. Eu não sabia explicar, mas fazia todo meu corpo se acender.
E num piscar de olhos eu tinha o Edward novamente sobre meu corpo. Isso significava que…
– Isabella… — ele disse depois de tomar uma profunda respiração. Eu o olhava com expectativa e algo a mais. Ele estava em cima de mim, era difícil ter pensamentos coerentes. — Você tem certeza? — ele perguntou me olhando profundamente.
– Sim. Eu te amo Edward e quero ser completamente sua. — levantei minha mão e acariciei seu rosto.
– Eu posso até estar parecendo meio relutante, mais isso era tudo o que eu queria ouvir. — e dizendo isso ele me beijou. Esse beijo foi completamente diferente de todos os outros que ele já tinha me dado, ele estava faminto, foi algo cheio de luxúria, posso dizer que fome até. Eu me sentia ofegante, não queria parar de beija-lo, mas eu precisava respirar, e parece que ele também, pois antes que eu o fizesse ele separou seus lábios dos meus, milímetros, nossos lábios praticamente roçavam um no outro. — Eu preciso te dar seu presente antes. — ele disse levantando-se, e indo até o closet.
– Outro presente? — perguntei frustrada por ele ter interrompido o momento.
– Sim. — ele respondeu saindo do closet sorrindo com uma pequena caixinha vermelha revestida de veludo da mão. Eu me sentei na cama, e Edward sentou ao meu lado. — Eu quero que essa noite seja perfeita Bella, você merece, na verdade você merece tudo de bom que eu possa lhe dar. Você pode até pensar que fui eu que te ajudei, que fui eu quem cuidou de você, que sou eu que faço você feliz, mas é exatamente o contrário. Antes de você chegar eu não percebia o quanto eu me sentia sozinho, não percebia que eu não conhecia a felicidade, você me ajudou Bella, você me mostrou o amor, e você é tudo o que eu preciso pra viver feliz e completo para o resto da vida. Sem você eu não sou nada e por isso eu queria te fazer um pedido. — eu apenas olhava pra ele, não sabia o que pensar. Será que ele iria me pedir em casamento? É claro que eu aceitaria, mas não era muito cedo pra isso? Mas eu não queria pensar em nada agora, tudo o que ele disse foi tão lindo, nunca, nem nos meus melhores sonhos eu imaginei ouvir isso. Ele percebeu que eu não iria falar nada e riu. — Eu não vou te pedir em casamento Bella. Bem, ainda não. — ele abriu a caixinha e lá tinha uma linda aliança, era de ouro branco e tinha pequenas pedras em volta dela. — Eu só quero te pedir que fique comigo pelo tempo que me amar, e prometo que vou rezar todos os dias para que esse tempo seja para sempre.
E reforço aqui uma promessa que já te fiz, eu vou te proteger e te fazer feliz, só que agora acrescento uma coisa, eu vou te amar, vou te amar até meu ultimo suspiro Bella, mesmo que você não me ame mais, não importa o que aconteça, pode ter um oceano entre a gente, mas eu vou continuar te amando. — ele pegou minha mão direita na sua e colocou a aliança no meu dedo anelar. Depois deu um beijo na minha mão.
– Eu não sei o que dizer. — disse.
– Primeiro me responda por que esta chorando? — ele secou uma lagrima que escorria pela minha bochecha.
– Por que isso foi a coisa mais linda que eu já ouvi. — respondi. Sinceramente eu não havia percebido que estava chorando. — Quer que eu diga mais alguma coisa? — perguntei.
– Diga apenas que me ama. — ele respondeu acariciando meu rosto, seu olhar era tão apaixonado, tinha um brilho especial ali.
– Eu te amo Edward, e pode ter certeza que também vou te amar pra sempre. Quero esta sempre ao seu lado e vou rezar todos os dias para que esse sonho nunca acabe. — minha vida realmente parecia um sonho.
– Isso não é um sonho Bella. — ele respondeu.
– É difícil de acreditar, eu queria ter alguma prova, queria ter alguma garantia de que eu não vou acordar de uma hora pra outra e descobrir que nada disso é verdade.
– Eu vou provar. — ele disse determinado.
– Como? — perguntei.
– Fazendo amor com você. — ele disse isso olhando bem no fundo dos meus olhos. Aproximou-se de mim lentamente e me beijou. O beijo começou calmo, mas foi acelerando aos poucos e logo estávamos ofegantes mais uma vez, só que dessa vez ele não parou. Quando o ar nos faltou Edward desceu seus lábios pelo meu pescoço, distribuindo beijos molhados e pequenas mordidas. Minhas mãos foram para seus braços fortes e os apertaram, sentindo seus músculos bem definidos. Senti as mãos de Edward adentrarem por baixo da minha blusa, apertando levemente minha cintura, e passando pelas minhas costas, meus corpo estava quase em convulsão apenas com essas caricias. — Bella, eu prometo que vou tentar ser o mais romântico e delicado possível, mas talvez eu não consiga me controlar tanto. — ele sussurrou. Seus lábios próximos ao meu ouvido, eu me arrepiei toda. E percebendo isso ele passou a língua pelo lóbulo e depois deu uma leve mordida, eu gemi. Ele voltou a beijar minha boca, sua língua acariciava a minha. Suas mãos saíram de baixo da minha blusa. Pensei que ele iria parar de novo, mas Edward começou a levantar a blusa do meu pijama. Nesse momento eu desejei ter posto uma roupa mais adulta. Céus! O que ele diria quando visse minha calcinha, era de algodão simples e não era tão grande, mas tinha estampa de coelhinhos cor de rosa. Esqueci completamente meus pensamentos sobre minhas roupas no momento que Edward parou de me beijar e passou a blusa pela minha cabeça, eu levantei os braços para facilitar, e por um momento a blusa tapou minha visão. Eu sei que não era hora, mas eu tenho certeza que eu corei, eu estava sem blusa na frente dele, e ele estava olhando focado para os meus seios. — Não vai me dizer que esta com vergonha de mim Bella?! — Edward perguntou com um sorriso malicioso. Seus olhos eram desejo puro.
– Eu não estou com vergonha, é apenas inevitável corar. — tentei ser firme, mas minha voz estava fraca, eu estava muito afetada pelo homem a minha frente.
– Não precisa ter vergonha princesa, você é minha. — ele disse se aproximando de mim, seu corpo encostou-se ao meu, e meus mamilos ficaram turgidos com o contato. Ele me deitou na cama e deitou por cima de mim, olhando em meus olhos, deu um leve beijo em meus lábios, depois no canto da boca, foi descendo pelo meu queixo, e depois pescoço. Eu me contorcia sob ele, suas mãos seguravam meus cabelos com um pouco de força, e traziam minha cabeça para o lado deixando meu pescoço exposto, onde ele beijava e mordia levemente, eu estava quase louca apenas com isso e nossos corpos tão colados, podia sentir sua ereção. Eu estava completamente encharcada, tenho certeza que minha calcinha tinha dado perda total. Minhas mãos estavam nas costas de Edward, eu o apertava e arranhava. Ele desceu seus beijos para meu ombro. E meu corpo arqueou em expectativa; ele beijou meu colo e suas mãos roçavam levemente em meus seios. Eu arqueei ainda mais meu corpo, forçando meus seios contra sua mão, ele os segurou e apertou-os soltando um gemido. O que me fez gemer também. — Cabem perfeitamente em minhas mãos. — ele os apertou mais. Mas eu ansiava pelo toque de sua boca, mesmo sem nunca ter sentido isso antes, eu queria que ele o fizesse, logo! Mas Edward estava sem pressa, como ele mesmo disse estava tentando ser delicado, ele falou algo sobre descontrole também. Como eu o queria descontrolado…
Resolvi tomar alguma iniciativa, segurei firmemente seus cabelos e guiei seu rosto para meu seio esquerdo, ele não se mostrou relutante e entendeu o que eu queria, seus lábios se fecharam em vota do meu mamilo e ele chupou.
– Ed… — gemi. Nossa! Isso era tão bom. Com a outra mão ainda em meu seio ele segurou meu mamilo entre o polegar e o indicador e apertou. Eu gemi ainda mais. Não sabia que essa parte do meu corpo era tão sensível, eu gemia descontroladamente. Edward sugava como um bebê faminto, e revezava entre um seio e outro, acariciando com as mãos e com a boca. Eu comecei a sentir espasmos, e minha intimidade estava completamente encharcada, podia até sentir minha calça de pijama molhada. Comecei a sentir uma coisa estranha por dentro, um formigamento, era difícil de explicar, mas tenho certeza que nunca senti nada parecido antes. Edward pareceu perceber e passou a sugar com mais vontade, eu já não tinha mais controle sobre meu corpo, minhas mãos apertavam os ombros de Edward, tinha certeza que ficaria a marca das minhas unhas ali. Edward pressionou seu membro duro contra minha intimidade e movimentou causando uma fricção gostosa, senti meu corpo todo tremer e se esticar ao máximo, minha respiração vacilou por um estante e de repente eu estava n o céu, nunca tinha sentido algo assim, era como estar nas estrelas. Deixei escapar um gemido mais alto fechando meus olhos com força.
Quando os abri ainda ofegante Edward me encarava, ele parecia admirado.
– Bella… — sua voz pareceu mais um gemido. — Assim?
– Assim o que? — perguntei confusa. Meu corpo estava meio mole.
– Você gozou. E… — ele parecia incrédulo. — E eu nem precisei fazer muita coisa.
– Com certeza isso foi muita coisa! — eu disse. Isso foi maravilhoso! Se isso era ter um orgasmo, eu os queria sempre. Edward era perfeito.
– Você não viu nada ainda meu amor. — e dizendo isso ele me beijou. Depois se ajoelhou na cama e começou a tirar minha calça, logo eu estava de calcinha, que estava muito encharcada, o que não passou despercebido pelo Edward. Ele passou sua mão pela minha intimidade ainda por cima da calcinha, eu gemi.
– Coelhinhos? — ele perguntou divertido. Eu fiquei vermelha de vergonha, estava praticamente nua na frente dele, usando uma calcinha de coelhinhos cor de Rosa. Por que eu não coloquei uma das inúmeras lingeries que a Alice me obrigou a comprar? Pelo menos numa coisa eu tinha que agradecer a ela, o fato dela ter me obrigado a me depilar, ela era tão controladora ao ponto de querer controlar a depilação intima das pessoas. — Eu gostei dos coelhinhos. — a voz de Edward me tirou dos meus devaneios. Como assim gostou dos coelhinhos?! — Mas eu acho que vou ter que me livrar deles. Ele enfiou os dedos pelas laterais da calcinha e a puxou pra baixo, me fazendo ficar completamente nua. Ele gemeu ao ver minha intimidade lisa. — Você é perfeita Bella. — ele disse me olhando, ele passou as costas das mãos levemente sobre minha intimidade, fazendo uma leve caricia.
– Edward… — gemi ao sentir seus dedos escorregarem entre minhas dobras tocando minha intimidade encharcada.
– Você esta tão pronta pra mim. — ele disse tirando seus dedos de mim, me fazendo gemer em protesto. Ele tinha os dedos molhados por meus fluidos em frente ao rosto. Ele os levou ao nariz e cheirou. — Tem um cheiro maravilhoso Bella. — ele aproximou os dedos dos lábios. Ele não faria o que eu estava pensando faria, ou faria? Edward pôs os dedos na boca e os chupou e isso foi a cena mais quente que eu já vi em toda minha vida. — Deliciosa como eu sempre imaginei que fosse.
– Por favor, Ed... — gemi. Eu não aguentava mais, precisava dele agora. Estava tão quente.
– Por favor, o que delicia? — ele perguntou malicioso.
– Eu preciso de você. — pedi. Eu precisava imediatamente de alivio. E ele parecia querer me torturar.
– Não fale assim Bella, se não eu não vou resistir. — ele respondeu.
– Não resista! — disse rapidamente.
– Há uma coisa que eu preciso fazer antes. — ele disse se posicionando de joelhos entre minhas pernas. — Você é gostosa demais Bella, quero provar seu gosto direto da fonte. — eu não entendi o que ele quis dizer. Ele segurou minha perna esticada e começou a distribuir beijos desde meu pé até o joelho, repetiu o mesmo processo com a outra perna, só que dessa vez não parou, continuou beijando a parte interna da minha coxa, e foi subindo… subindo… Meu coração perdeu uma batida assim que percebi o que ele pretendia. Ele estava com o rosto a centímetros da minha intimidade completamente exposta, meu rosto estava vermelho como um pimentão.
– Edward não… — tentei fechar minhas pernas, mas ele as segurou.
– Confie em mim Bella, eu quero muito fazer isso, não precisa ter vergonha. — ouvi-lo dizer isso me tranquilizou, e minha vergonha foi substituída por expectativa. Não durou muito, pois logo pude sentir sua língua quente em mim. Ele lambia minha intimidade delicadamente e num ritmo muito gostoso, eu comecei a sentir meu corpo adormecer novamente. Edward segurava firmemente em minhas coxas apertando com vontade enquanto sua língua trabalhava em minha intimidade. Comecei a ver estrelas quando ele fechou sua boca ao redor do meu broto e sugou, senti o impulso de fechar as pernas, mas consegui mantê-las abertas. Ele continuou sugando com vontade, e meu corpo todo já tremia, ainda mais forte que da primeira vez, eu sentia minha libertação vindo novamente.
– Vem pra mim meu amor. — Edward falou, e em seguida me penetrou com sua língua. O que me vez vir forte em sua boca, minhas pernas se fechando prendendo sua cabeça entre elas. Minhas mãos agarrando-se aos lençóis, meu corpo convulsionando-se. Ele sugou todo o meu prazer enquanto meu corpo ainda tremia.
Aos poucos minhas pernas se afrouxaram e liberou sua cabeça que estava presa entre elas, Edward olhou pra mim lambendo os lábios e me olhando com fome. Ele subiu por cima de mim atacando meus lábios, sentir meu gosto em sua boca foi excitante, eu me via pronta novamente, nossas línguas dançavam num ritmo alucinante. Edward terminou o beijo e se ajoelhou novamente, retirando sua calça, logo seu membro enorme estava apontado na minha direção, um liquido transparente escorria por sua cabeça. Eu queria toca-lo. Edward me olhava em expectativa. Eu me sentei na cama e ele ainda permanecia ajoelhado entre minhas pernas. Eu levei minhas mãos até seu membro e o segurei. Edward gemeu. Eu o pressionei um pouco e movimentei minhas mãos massageando, era duro e quente. — Bella… — ele gemeu meu nome. Eu estava dando prazer a ele, eu era tão inexperiente, mas ele parecia estar gostando. Mas de repente ele se afastou.
– Fiz alguma coisa de errado? — perguntei.
– Pelo contrário, se você continuasse eu não aguentaria muito tempo. — ele disse se esticando na cama e alcançando a gaveta do criado mudo, e tirou um preservativo de lá. Ele chegou mais perto de mim segurou meu rosto e me beijou. — Você tem certeza Bella? — ele me perguntou me encarando seriamente.
– Absoluta. — respondi olhando profundamente em seus olhos pra que não lhe restasse mais duvidas que eu o queria muito. O sorriso malicioso estava novamente em seu rosto. Ele me fez deitar na cama. Abriu o preservativo e o vestiu em seu membro. Finalmente! Eu estava ansiosa, e cheia de desejo. Edward veio pra cima de mim e se posicionou entre minhas pernas, senti seu membro em minha entrada. Edward tinha seus olhos conectados aos meus. Ele forçou seu membro em minha entrada, parecia que não ia caber, mas ele avançou mais, e assim foi até encontrar minha barreira, eu senti um leve incomodo, ele forçou mais um pouco e isso me fez soltar um gemido de dor. Edward distribuía beijos por meu rosto, e sussurrava que me amava. Ele prosseguiu e logo estava completamente dentro de mim. Ele ficou um tempo parado enquanto me beijava profundamente. Ele arriscou um movimento, e depois outro. E logo a dor por substituída por prazer, eu não imaginava que pudesse sentir tal coisa. Nós éramos apenas suor e gemidos, no começo ele entrava e saia lentamente, mas depois aumentou o ritmo e começou a investir mais rápido e com um pouco mais de força. Ele abaixou um pouco a cabeça e se apossou dos meus seios, eu estava quase nas estrelas novamente, minhas mãos puxavam o cabelo da sua nuca, e se essas paredes não fossem a prova de som meus gemidos seriam ouvidos pelo prédio todo. Senti meu corpo se apertar em torno de Edward.
– Vem pra mim delicia… Goza pra mim. — Edward pediu. E eu obedeci prontamente. Foi o orgasmo mais poderoso da noite. E duas estocadas depois ele veio junto comigo e caiu exausto sobre mim.
– Edward… — minha voz era fraca. Ele levantou a cabeça e olhou pra mim. Seus olhos brilhavam.
– Isso foi maravilhoso. — ele disse. Sua voz rouca não estava muito diferente da minha.
– Sim, foi perfeito. — eu disse. Ele se esticou e depositou um beijo em meus lábios.
– Você esta bem? — ele perguntou.
– Como que se descreve a sensação de estar nas nuvens? — ele abriu um sorriso maravilhoso.
– Não sei como se descreve, mas é exatamente assim que estou me sentido. — ele disse.
– Eu te amo! — eu falei afastando seu cabelo que estava grudado na testa pelo suor.
– Eu também te amo Bella, mas do que você possa imaginar. — ele me respondeu.
***
Acordei sentindo um cheiro delicioso de bacon, tinha cheiro de panquecas também. Eu estiquei meu corpo me espreguiçando e logo me senti um pouco dolorida, o que fez um sorriso brotar em meu rosto, pois me lembrei da maravilhosa noite de ontem, bem na verdade de hoje, pois chegamos em casa de madrugada e só fomos dormir quando o sol nasceu. Abri os olhos e olhei para o relógio no criado mudo, constatando que já era quase meio dia. Sentei-me na cama e percebi que Edward não estava no quarto, provavelmente era responsável pelo delicioso cheiro que vinha da cozinha, eu estava faminta. Levantei da cama e fui até o banheiro lavar o meu rosto, encontrei uma blusa do Edward no caminho e me cobri com ela. Quando sai do banheiro Edward estava deitado na cama, apenas com uma boxer preta e uma enorme bandeja de café da manhã ao seu lado.
– Hmmm, delicia. — eu disse me sentando na cama.
– Eu ou o café da manhã? — ele me perguntou divertido.
– Os dois. — respondi dando um beijo de bom dia nele. — Você esta me acostumando mal sabia? Me traz café da manhã na cama pelo menos três vezes na semana.
– A intensão é exatamente essa, quero te deixar tão mal acostumada que você não vai querer viver sem mim. — ele disse pegando um morango e trazendo até minha boca, eu o mordi. Nossa! Eu estava com tanta fome.
– Estou faminta. — disse pegando um pão quentinho e passando geleia.
– É normal sentir fome após fazer amor tão intensamente como fizemos essa madrugada. Suga todas as nossas energias. — ele disse sorrindo maliciosamente. Eu corei. — Bella eu não acredito que você ainda possa ter vergonha de mim!
– É mais forte que eu, não consigo evitar. — disse. E pequei um pedaço de bolo na bandeja.
– Na verdade eu não tenho o que reclamar, você fica linda corada desse jeito. — ele disse se aproximando e beijando minhas bochechas e depois beijando. — Precisamos nos arrumar já estamos atrasados para o almoço de Natal. — ele disse assim que o beijo começou a se aprofundar demais.
– Eu tinha me esquecido completamente. — falei me levantando. — Vamos Edward levante-se!
– Calma Bella! Termine de tomar seu café da manhã, eles podem esperar. — ele disse calmamente pegando mais morangos na bandeja.
– Sua família pode esperar, mas te digo que se não estivermos lá em meia hora a Alice estará aqui em um pouco mais que isso. Bem e não seria legal ela nos pegar assim. — falei apontando para nossas roupas.
– Já te falei que fica linda com minhas roupas?! Por mim poderia andar assim o dia inteiro pela casa. — ele levantou-se e andou até mim. — Mas como temos que nos arrumar, vai precisar tirar isso pra eu te dar um banho. — ele disse retirando sua camisa de meu corpo.
– Sei, como aquele que me deu algumas horas atrás? — perguntei me lembrando de quando após fazermos amor Edward me deu um delicioso banho, onde acabamos nos amando novamente. O abracei pela cintura e colei meu corpo ao seu.
– Exatamente, só que deva vez tem que ser um pouco mais rápido. — e dizendo isso ele me pegou no colo e caminhou em direção ao banheiro.
***
O almoço na casa dos Cullen foi divertido, e a presença da Mel só deixou as coisas ainda melhores, ela era um doce com todo mundo, mas principalmente com o Edward, era tão lindo ver os dois juntos, tão lindo quanto naquele dia em que ele brincou com a Kate, ele tinha muito jeito com crianças, principalmente as menininhas que como as adultas se encantavam por ele. Mas o que mais me surpreendeu foi a interação entre a Alice e a garotinha, ela era simplesmente a versão mais nova da Alice, eram realmente muito idênticas se não fosse pelo meio metro que eles tem de diferença daria até para confundir.
Passamos a tarde toda na casa dos Cullen e só voltamos pra casa por volta das 18h00mim.
Agora eram 19h30mim e o Edward se encontrava dormindo, tínhamos tomado outro banho juntos, mas dessa vez foi só banho mesmo, e ele havia desmaiado exausto logo após. Afinal não tínhamos dormido quase nada essa noite.
Ainda era Natal e eu queria fazer algo especial para ele, só que eu não sabia se ele ia gostar muito da ideia, afinal ele era um chef de cozinha, em minha opinião o melhor do mundo, é claro que eu era suspeita pra falar né?!
Eu queria fazer um jantar pra ele, mas estava meio insegura, bem, todos que já provaram elogiavam minha comida, mas eu sei que não era nada comparada a do Ed.
Resolvi arriscar esperava sinceramente que ele não se importasse que eu invadisse sua cozinha.
Fui até a geladeira ver se tinha ingredientes para fazer o que eu desejava, é claro que teria nesse apartamento tem ingredientes pra fazer tudo o que se imagina. Fiz o prato mais sofisticado que sabia risoto de camarão e estava com um cheiro e uma cara boa, preparei uma salada para acompanhar. E pra sobremesa fiz pudim de leite condensado, preparei também um suco de laranja.
Arrumei a mesa, e fui acordar o Edward pra jantar. Ele parecia um anjinho dormindo, todo encolhidinho na cama agarrado aos travesseiros. Sumi na cama e comecei a distribuir beijos por seu rosto.
– Amo acordar assim sabia? — ele disse ainda de olhos fechados com um meio sorriso nos lábios.
– Posso te acordar assim pra sempre, sem problemas. — eu disse.
– Com certeza eu vou ser o cara mais feliz do mundo. — ele disse abrindo os olhos me encarando docemente. — Dormi por muito tempo? — ele perguntou.
– Mais ou menos. — respondi.
– Que horas são? — ele perguntou.
– Hora do jantar.
– Desculpa princesa, você deve estar com fome, e eu aqui dormindo. — ele disse levantando-se. Bem, era agora.
– Er… é que eu preparei o jantar. — falei. Edward me olhou espantado. Será que ele ia reclamar por eu ter me metido na cozinha dele?
– Desde quando você sabe cozinhar Bella? — ele perguntou desconfiado.
– Desde que eu tinha aproximadamente uns doze anos. — respondi. Ele abriu um lindo sorriso. O que me fez ficar mais calma.
– E por que nunca me disse antes? — ele perguntou.
– Por que você nunca perguntou ué!
– Um quer dizer que minha menina é mais prendada do que eu pensava em! — ele disse me abraçando e me dando um beijo no rosto.
– Então, vamos jantar? — perguntei ansiosa.
– Claro. Não vejo a hora de provar sua comida, se tiver boa te contrato para trabalhar no meu restaurante. — ele brincou enquanto nos encaminhávamos para cozinha.
– Olha que eu posso aceitar o emprego. Já disse que não gosto de ser sustentada por você. — eu realmente não gostava. Meus pais não me deixavam trabalhar, mas eles eram meus pais e eu menor de idade, então era normal eles me sustentarem, mas o Edward além de meu tutor é meu namorado e eu sentia que ser sustentada por ele era errado.
– Não vamos começar com isso de novo Bella. E eu acho melhor se acostumar, pois vai ser assim até que se forme na faculdade. — eu olhei pra ele de cara feia. Mas não disse nada, não queria começar uma discussão.
– Sente-se Edward, vou servi-lo. — falei toda séria. Edward puxou uma cadeira e se sentou, mas me puxou junto fazendo-me cair em seu colo.
– Você é muito marrentinha ás vezes sabia?! — ele disse enchendo meu rosto de beijos.
– Você quer ou não quer experimentar minha comida? — perguntei para que ele me soltasse.
– Eu quero. — ele disse me soltando, eu me levantei. — Mas antes me dá um beijinho. — e ele me puxou novamente me tomando num beijo cheio de carinho. Após o beijo ainda ofegante eu me levantei e nos servi. Edward elogiou o cheiro do risoto, ele realmente estava com um cheiro de dar água na boca. Estava sentada de frente pro Edward observando-o provar o risoto. Ele pegou um pouco do alimento e levou o garfo a boca, mastigou vagarosamente e até fechou os olhos se concentrando apenas no gosto. Engoliu e não disse mais nada.
– E então? — perguntei, não aguentando mais ficar calada. Edward me olhou sério.
– Você aceita trabalhar no meu restaurante Bella? — ele perguntou abrindo um sorriso. Soltei o ar que eu nem tinha percebido que estava prendendo.
– Isso quer dizer que esta bom? — perguntei.
– É duro pra mim admitir isso, mas esta melhor do que o meu. — ele disse comendo mais.
– Não exagera Ed! — disse e comecei a comer também.
– Eu não estou falando isso só por que eu te amo. — ele disse fazendo carinha de anjo. — To falando muito sério.
– Que bom! Então quando começo? — perguntei me referindo ao restaurante.
– Começa o que?! — ele perguntou confuso.
– A trabalhar no restaurante.
– Ah isso! — ele disse. — Então eu repensei aqui e acho melhor te manter cozinhando apenas para mim. Que tal? — ele perguntou divertido.
– Ai você vai estar sendo egoísta com o resto da humanidade. — entrei na brincadeira. Edward riu.
– A gente elogia e já fica convencida!
– Aprendi com você! — disse mostrando a língua pra ele.
– Isabella… Isabella…
– O que? — perguntei debochada.
– Acho melhor você guardar essa língua dentro da boca! — ele disse me encarando malicioso.
– Se não vai fazer o que? — perguntei.
– Isabella. — e ele se levantou da cadeira vindo em minha direção. Eu saí correndo e ele veio atrás de mim. Mas tropecei na mesinha de centro da sala e cai no tapete. Edward me pegou e começou a me encher de cosquinha. Eu gargalhava sem parar. — E então vai mostrar essa língua pra mim de novo? — perguntou.
– Não! Por favor… para… ah… para. — ele parou de fazer cosquinha e começou a me beijar nem me dando tempo de recuperar o folego.
– Esse esta sendo o melhor Natal da minha vida sabia? — ele perguntou assim que nossas bocas se separam.
– Pra mim também. — respondi lhe dando um selinho.
– Apenas o primeiro de muitos. — ele disse e me beijou profundamente.
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