Anjo Protetor

30 Como dois viramos um...


Notas iniciais
Olá meus amores! Eu sei que estou atrasada, mas minha vida estava um caos na última semana e começo desta. Semana de provais finais na faculdade, aí já viu, né? Mas já acabaram, e consegui ter minar esse capítulo que era para estar pronto desde sexta passada. Gente, eu quase surtei quando depois do capítulo passado vi que tinha recebido quatro recomendações. Ana_96, rack_chan, samara stefaan e thaty, muito obrigada pelas suas palavras maravilhosas e inspiradoras, amo vocês! Quero agradecer a todas que comentaram também, vocês são maravilhosas! Nem posso acreditar que esse é o penúltimo capítulo. Ele está docinho, docinho... Nos vemos lá em baixo!

*POV EDWARD*

Eu estava em choque. Eu esperei todo o tipo de coisa, mas não podia imaginar que depois de horas viajando até aqui para poder tentar ter minha Bella de volta eu teria essa... surpresa.

— Edward? – ela me encarava tão surpresa quanto eu. Era incrível como ela podia ficar ainda mais linda.

— Meu Deus! Você está... – apontei para sua barriga imensa. Era impossível não notar. Parecia não fazer sentido. Minha Bella estava grávida. Eu não sabia o que pensar. Será que eu cheguei tarde demais? Ela colocou a mão na imensa barriga e respirou fundo, parecia sentir algo.

— Eu sei, mas... Ai! – ela choramingou e seu corpo se contraiu um pouco. – Eu... por favor preciso que me ajude. Nosso... Nosso filho quer nascer, minha bolsa estourou. – ela disse com dificuldade. Ela disse nosso?

— Nosso? – perguntei desnorteado. Ela veio pra cá há sete meses, se o bebê estava nascendo isso significa nove meses. Deus! Eu vou ter um filho!

— Sim. Nosso filho, nosso menino. – ela disse, mesmo com dor pude ver um lindo sorriso em seu rosto.

— Menino? – íamos ter um menino?

— Por favor anjo, não fique repetindo minhas palavras, precisa reagir ou nosso bebê vai nascer aqui. – ele disse nervosa. E eu despertei do torpor da surpresa, mas minha ficha ainda não tinha caído. Isso era muito surreal.

— Claro. O que preciso fazer? – perguntei agora muito nervoso com a situação. Meu filho não podia nascer aqui.

— Precisamos ir para a maternidade. Uma ambulância vai demorar para chegar, tem um ponto de táxi aqui na frente me ajude a chegar até lá. – ela disse tentando manter a calma.

— Ok. – respondi pegando a bolsa que ela trazia consigo e colocando no ombro junto a minha pequena bagagem e em seguida a pegando no colo.

— Edward, não precisa me carregar, eu consigo andar. – ela disse desconfortável. Algo em mim doeu, era muito estranho ela se sentir assim perto de mim.

— Eu faço questão. Nada pode acontecer a você e ao nosso filho. – ela sorriu fazendo meu coração acelerar.

Talvez tenha sido a adrenalina do momento, porque eu não sei como consegui carregar tanto peso. A Bella havia ganhado alguns quilos a mais com a gravidez e somando as bagagens... Assim que entramos no táxi, com a ajuda de um porteiro que não estava ali quando cheguei, Bella disse um endereço ao motorista e a partir daí foi só loucura. As dores ficaram mais fortes e mais constantes fazendo a Bella dar uns gemidos de dor que estavam quase virando gritos, deixando eu e o motorista do táxi em pânico. Ela apertava minha mão com força por todo o caminho. Bella fez uma ligação no caminho e pude perceber que era para a médica que ia fazer o parto. Assim que finalmente chegamos a maternidade uma mulher esperava na entrada com uma cadeira de rodas para a Bella. Ela me olhou desconfiada quando eu entrei com elas no hospital, a Bella em momento nenhum soltou a minha mão.

— Bella querida, a partir daqui terá que vir sozinha. – a médica falou parando em frente a uma porta dupla. Bella apertou a minha mão ainda mais forte.

— Por favor ele precisa ir comigo. – Bella pediu.

— Bem, aqui só é permitido ao pai da criança entrar na sala de parto com a mulher. – ela explicou se lamentando. Eu sorri.

— Então significa que eu vou poder assistir ao parto do meu filho. – falei. A Dra. me olhou surpresa.

— Desculpe, eu não sabia. Sendo assim senhor...

— Edward Cullen. – ela sorriu ao ouvir meu nome. Não entendi o motivo.

— Sendo assim Sr. Cullen acompanhe a Srta. Adams para se preparar para entrar na sala. – ela falou apontando para a enfermeira que nos seguia.

— Eu não demoro, ok? – disse me abaixando ao lado da Bella e dando um beijo em seu rosto.

Depois disso tudo pareceu um sonho. Nada que eu vivi na minha vida me preparou para esse momento. Quando eu entrei na sala a Bella já estava numa maca e os gemidos tinham evoluído para gritos. Eu me posicionei ao seu lado vendo minha princesa descabelada e suada, mas pra mim ela continuava perfeita. A médica a mandava fazer força e ela obedecia parecendo usar toda a força que tinha em si. Levou muitos minutos assim e nada. A Bella não tinha mais de onde tirar forças e nosso filho não saía, meu coração começou a ficar apertado, será que tinha alguma coisa errada? Comecei a orar silenciosamente para que Deus trouxesse nosso bebezinho logo, e minhas preces foram ouvidas, pois minutos depois eu ouvi um choro, no inicio baixinho, mas depois tão potente que pareceu encher a sala toda.

— Muito bem Bella! – disse a Dra. enrolando meu filho numa manta azul. Ela se aproximou da cabeceira, onde eu estava parado, e eu pude ver a criaturinha mais perfeita do mundo. Nada era mais intenso que o amor que encheu meu coração naquele instante. Foi tão forte que eu cheguei a sentir uma fraqueza, geralmente temos meses para se acostumar com a ideia de ser pai, mas eu tive apenas alguns minutos. Mas isso tornou ainda mais incrível o que eu estava sentindo agora. A Dra. colocou nosso pequeno no colo na Bella que o acolheu nos braços. – Aqui está, seu pequeno Edward. – meus olhos se encheram de lágrimas.

— Ele é perfeito. – Bella disse, seus olhos cheios de lágrimas. – E parece com o papai. – ela falou com o bebê. Meu sorriso estava quase rasgando o rosto. Meu filho tinha nascido bem grande e gorducho, suas bochechinhas eram enormes, tinha muito cabelo e apesar de ainda está todo sujinho de sangue dava pra perceber que era bem loirinho.

— Ele é lindo! – disse segurando a outra mãozinha dele, que agarrou fraquinho o meu dedo. Esse contato era maravilhoso. – Tem o seu nariz. – reparei.

— Mas o resto é todo seu. – ela comentou. Eu sorri.

— Ele vai mesmo se chamar Edward? – perguntei.

— Sim. – Ela sorriu pra mim. – Sempre achei seu nome lindo, você tem nome de príncipe. E agora nosso príncipe também terá.

— Preciso levar ele por alguns minutos. – disse uma enfermeira se aproximando da gente. – Mas o levo para você assim que for para o quarto. Bella deu um beijinho no Júnior antes de entregá-lo para a moça.

— Eu preciso avisar aos meus pais. – eles ficariam loucos quando soubessem que tinham um netinho, já estavam com a gravidez da Rose.

— Ai meu Deus, a Alice vai pirar! – a Bella resmungou. Eu sorri. Imagino o escândalo que minha mais nova vai fazer por não participar do nascimento do sobrinho. Isso era uma coisa que eu teria que conversar com a Bella, afinal as coisas entre a gente não foram esclarecidas, eu precisava saber porque ela tinha escondido a gravidez de mim.

— Eu não vou demorar. – disse dando um beijo em seu rosto e saindo da sala.

Me livrei de toda a vestimenta que tinha colocado para entrar na sala de parto e me encaminhei para o berçário onde meu bebê estaria. Era um corredor com um grande vidro, havia vários bebês naqueles bercinhos transparentes, e eu logo pude reconhecer meu filho que estava sendo vestido por uma enfermeira. Ao olhar envolta pude ver outros pais babões admirando suas crias. A ficha aos poucos ia caindo, eu estava em Nova York com a Bella, apesar de a gente não ter tido tempo de conversar, eu já sabia de toda a verdade e me sentia um estúpido por ter acreditado que a Bella havia me traído e sabia que faria o que fosse preciso para ficarmos juntos novamente, agora mais do que nunca. Nada nesse mundo me tiraria do lado de meu filho. Meu filho. Pensar isso me fazia ter uma sensação de alegria sem tamanho, quando olhava pra meu pequeno anjinho, sentia que não existia nada nesse mundo mais forte que o amor. E ele era a prova disso, era o fruto do nosso amor. Era nós dois em um só. Eu tinha vontade de gritar para o mundo todo que eu era pai, que a minha Bella tinha me dado um filho. Ninguém nesse mundo estaria mais feliz do que eu nesse momento. Peguei meu iPhone e liguei para minha mãe, ela precisava vir pra cá.

Oi filho. – ela atendeu no segundo toque.

— Mãe, preciso que você venha pra cá urgente. – falei.

O que foi meu filho? Aconteceu alguma coisa? Você está bem? ela perguntou preocupada.

— Calma mãe. Aconteceu sim, mas é uma coisa boa. – ela suspirou do outro lado da linha.

Menino você precisa ter mais jeito para falar as coisas, não tenho mais 30 anos! – ralhou.

— Desculpa mãe. É que eu estou meio eufórico. – olhei novamente pelo vidro, vendo o Jr. agora já vestido com um macacãozinho azul num dos bercinhos. Ele estava dormindo.

Tudo bem, estou indo. Agora me conte o que aconteceu. — ela exigiu. E depois dizia que não sabia a quem a Alice tinha puxado.

— Então, eu não estou em casa. Estou em Nova York. – minha mãe arfou do outro lado.

Nova York? Ah meu Deus! Não me diga que você e a Bella se acertaram?

— Eu estou com a Bella sim. Mas tem mais.

E o que é? – ela perguntou.

— Isso a senhora só vai saber quando chegar aqui. Sei que estão todos de férias, por favor peguem o voo mais próximo.

Edward... – e desliguei. Eu não queria dar essa notícia por telefone, e eu como ninguém sei como vai ser mais impactante se eles receberem a notícia aqui. Minha podre mãe não aguentaria a ansiedade para conhecer o neto se soubesse que ele existia desde agora.

Vi a enfermeira pegar meu filho nos braços e sair do berçário. Ela se aproximou de mim. Vou levá-lo para ficar no quarto com a mãe, ele precisa mamar. Agora ele chorava, nem parecia que há alguns minutos atrás dormia como um anjinho.

— Posso segurá-lo? – perguntei.

— Claro. – ela respondeu. E depois me ensinou como pegar o meu bebê. A segui até o quarto onde minha Bella estava, agora numa maca maior e mais semelhante a uma cama, ela tinha os olhos fechados. Mas assim ouviu o barulho da porta e o choro do nosso filho ela os abriu.

— Alguém está com fome. – falei me aproximando da cama. A enfermeira apertou em algum botão que fez a cama mexer e a Bella ficar numa posição mais sentada. Ela estendeu os braços me pedindo nosso menino. Eu o coloquei delicadamente nos braços dela, ela sorriu pra mim.

— Ai, eu não acredito que finalmente estou com ele em meus braços. – ela falou acariciando a cabecinha do neném. Eu apenas sorri.

— Precisa dar de mamar a ele. – a enfermeira falou. – Vou te ajudar. – momentos depois nosso filho sugava avidamente o seio da mãe, que não pude deixar de reparar que estavam enormes. Mas não pude pensar com nenhuma malícia ao ver esse ato, era uma cena sublime. Merecia até uma foto. – Vou deixar vocês curtindo o seu filho. Qualquer coisa é só chamar.

— Acho que ele tem seus olhos. – a Bella comentou assim que a moça deixou o quarto. – Apesar dele não ter aberto os olhinhos ainda eu tenho certeza disso.

— Como sabe disso? Ele pode ter olhos lindos como os seus. – ela corou.

— Intuição de mãe. Tenho certeza que são verdes.

— Veremos depois. – disse como um desafio. Ela riu. Havia tantas coisas que eu precisava dizer.

— Ligou para seus pais? – assenti com a cabeça. – Preciso avisar a Ângela, ela vai ficar se culpando por ter me deixado sozinha.

— Ela está morando com você? – perguntei. Eram bom saber que tinha alguém fazendo companhia para a Bella.

— Só esse último mês. Era perigoso eu ficar sozinha com o bebê quase nascendo, e também eu precisava de ajuda para coisas simples como levantar da cama. – explicou. Eu precisava perguntar.

— Princesa, por que escondeu de mim que estava grávida?

*POV BELLA*

Eu havia imaginado situações parecidas com essa diversas vezes, mas, na prática, tudo era diferente. Edward me olhava esperando uma resposta. Eu sabia meus motivos, mas ainda estava tudo tão confuso. Ainda não tinha caído a ficha de que ele estava aqui comigo, que ele tinha estado do meu lado no nascimento do nosso filho. Mas o que eu mais pensava era no porquê dele ter voltado. Será que de alguma forma descobriu a gravidez e veio atrás do filho? Mas ele parecia bem surpreso quando abri a porta horas atrás.

— Edward eu... – fui interrompida pelo barulho da porta se abrindo. Uma Ângela ofegante passou por ela.

— Ah meu Deus Bella! Quando cheguemos em casa e o porteiro disse que... – mas ela se interrompeu ao notar que eu não estava sozinha. – Edward! Você está aqui! – ela exclamou surpresa.

— Ér... sim. – ele respondeu timidamente. Meio assustado com a eletricidade de minha amiga, ela era uma pessoa tímida, mas quando estava agitada superava a Alice.

— Oh, estou tão feliz! Que bom que você veio atrás da Bella. Ela já sofreu tanto... – Por favor Ang pare de falar... Desejei mentalmente, com medo dela falar demais. – e o bebê, ele prec... Céus o bebê! – ela se interrompeu novamente, se aproximando mais de mim para ver o embrulhinho que mamava, em meus braços. – Own... ele tão lindo!

— Sim, ele é. – confirmei. – Como conseguiu entrar aqui a essa hora? – perguntei. Eu não sabia que horas eram, mas tinha uma ideia que já era bem tarde.

— Dra. Kim. Encontrei com ela na recepção, e como você está em um quarto privativo não viu problemas em me deixar entrar. – ela explicou agora mais calma.

— Onde está o Ben?

— Está esperando na recepção. O deixei para trás assim que a Dra. me mostrou o quarto. Eu sabia que não poderia ter deixado você sozinha. – resmungou. Tinha certeza de que Ang ia me dizer que estava certa sobre isso pelo resto da vida. – Quem te ajudou a chegar aqui? – quis saber.

— Edward chegou bem na hora. – esclareci. A conversa que havia sido interrompida ainda pairando pelo ambiente.

— Isso é que eu chamo de destino. – ela falou sorrindo. EJ largou meu seio, dormindo. Eu sorri. Eu não conseguia acreditar que estava com meu filho nos braços, se eu o amava antes mesmo dele nascer, agora então... Amamentá-lo era mágico, doía um pouco, acho que por ser a primeira vez, mas era uma laço único entre mim e o meu bebê. Ele apoiou suas mãozinhas miúdas em meu colo, isso me fez suspirar enquanto ajeitava a roupa, ele era tão fofo, tão Edward...

— Sem dúvida. – Edward respondeu o clima pela conversa interrompida ainda pairando pelo ar.

— Ai, Bella ele é a coisinha mais linda! – Ângela sussurrou sentando na poltrona ao lado da cama. – Não vou consegui mais sair de perto de vocês. Me conta tudo amiga, desde que sentiu a primeira contração até o primeiro choro...

***

Ang passou a noite ali, assim como Edward que não falou mais nada desde que minha amiga chegou, EJ foi posto no bercinho ao lado da cama, e acordou diversas vezes chorando para se alimentar, acordando todos nós também com seu potente choro.

Quando amanheceu, Ben entrou no quarto para conhecer meu bebê. Conversamos por um tempo, até que antes da hora do almoço ele e Ângela foram para casa, me deixando sozinha com Edward novamente. Mas ele não voltou a fazer nenhuma pergunta. E só fazíamos comentários a respeito do nosso menino. Como na hora em que a primeira fralda precisou ser trocada, Edward fez questão e com a ajuda da enfermeira trocou EJ pela primeira vez. Ele também acompanhou com quando levaram nosso filho para fazer os exames de praxe. Desse modo o dia passou rapidamente, entre cochilos e mamadas, assim como a noite seguinte.

Pela manhã Dra. Kim nos apareceu e nos deu alta, dizendo que estava tudo bem e que poderíamos ir para casa.

Ângela foi nos buscar no hospital e fomos para o apartamento. Estava um clima desconfortável entre mim e Edward, ele agora parecia perdido sem saber o que fazer ou falar, assim como eu.

Não tinha mais escapatória, nós precisávamos conversar. Não havia como esquecer tudo o que aconteceu e nem as condições que nos fizeram ficar separados.

A oportunidade veio quando depois do almoço, meus amigos precisaram ir trabalhar. EJ havia adormecido depois de mamar e eu o deixei no berço em seu quartinho todo azul, estava meio relutante de tirar os olhos dele, mas era importante, para o bem dele, que eu e seu pai resolvêssemos de uma vez por todas nossa situação. Liguei a babá eletrônica e sai do quarto indo para o quarto, Edward saia do banheiro nesse momento, ele havia ido tomar um banho, pois ficou com a mesma roupa por mais de vinte quatro horas. Ele estava vestido com uma calça justa e uma polo preta, seu cabelo um pouco mais comprido do que o habitual pingava fazendo gotinhas escorrerem pelo seu pescoço, ele também tinha uma barba por fazer de alguns dias.

Ele parou assim que me viu entrando no quarto.

— Ele dormiu, preciso descansar um pouco. – disse sentando na cama. – Você também deveria dormir um pouco, não dormimos quase nada nas últimas 48 horas.

— Não estou com sono. – ele respondeu, seu olhar perdido como se tivesse pensando em muitas coisas.

— Por favor Edward, deite-se aqui comigo. – falei batendo na cama. Ele me olhou por um instante e veio para cama, se deitando e me puxando para junto de si.

— Você não tem noção de como eu senti sua falta Bella. – ele sussurrou cheirando meus cabelos. Meu coração s aqueceu com isso. Será que agora ele acreditaria em mim? Será que tínhamos a chance de sermos felizes outra vez?

— Eu também senti sua falta anjo. – disse olhando em seus olhos. Havia lágrimas ali, eu tinha certeza de que não estava muito diferente.

— Por que não me contou Bella? Você já sabia quando veio para cá? – ele quis saber. Respirei fundo antes de responder.

— Eu descobri um dia antes da formatura. Eu não te contei imediatamente porque sabia que desistiria do programa para vir comigo, sabia que não me deixaria grávida sozinha em outro país, mesmo que por algumas semanas. E depois... – não consegui completar.

— Depois eu fui um idiota e não quis te ouvir. Por favor Bella, você precisa me perdoar. – ele disse acariciando meu rosto.

— Você acredita me mim agora? – perguntei. Eu tentei dizer tantas vezes, mas ele não quis saber, não acreditou. O que o teria feito mudar de ideia.

— Sim, me desculpa por não ter te ouvido antes. Por causa disso eu perdi todos os momentos de sua gravidez, eu não pude ver meu filho crescendo dentro de você, não pude te acompanhar nas consultas, comprar roupinhas, eu não pude estar ao seu lado nos momentos de enjoo, não pude realizar seus desejos. Eu nunca vou me conformar por ter perdido isso. – ele falou, quase aos prantos.

— O importante é que está aqui agora. – falei secando suas lágrimas. – E eu te amo, sempre amei e sempre vou amar. – era tão bom poder falar isso para ele novamente.

— Eu também te amo princesa. Amo muito. Não poderia tê-la deixado partir. Nunca vou me perdoar por isso, mas depois do que eu vi, não consegui pensar direito, eu fiquei destruído.

— O que te fez mudar de ideia Edward? Por que acredita em mim agora? – eu não entendia o que havia mudado.

— Jacob. – estremeci ao ouvir o nome do meu ex amigo, ele quase arruinou a minha vida. – Ele me disse a verdade. Desculpa por não ter acreditado em você Bella.

— Ele... Ele te contou que armou para separar a gente? – ele me olhou sério, seu olhar me dizia que havia mais coisas, eu podia sentir raiva em seu olhar, uma coisa que não combinava com ele, que eu nunca havia visto antes.

— O Black não armou nada Isabella, foi Victória. – ele disse com raiva.

— Victória??? Como??? – perguntei. Eu sabia que ela era uma cobra e que queria o Edward para ela. Mas ela havia sumido, pensei que tivesse nos deixado em paz.

— Jacob foi me procurar Isabella, ele me mostrou um exame. Disse que vocês foram dopados. Tinha um cara lá a mando dela. – ele explicou como podia. – Me desculpe dor não ter te ouvido amor, eu vou entender se nunca mais me quiser por perto. – Riley Estava com Victória? Eu já havia desconfiado que ele tinha sido cúmplice de Jacob, mas... Ah meu Deus! Jacob! Eu disse coisas horríveis para ele. Da mesma forma que o Edward não acreditou em mim, eu não acreditei no meu amigo. Eu poderia matar Victória com minhas próprias mãos por todo mal que ela nos causou. – Eu fui procurá-la antes de vir para cá. – Edward voltou a falar.

— Você esteve com ela? – quis saber. Será que de alguma forma ela tinha conseguido o que queria. Mesmo que por pouco tempo.

— Depois de um tempo que você veio para cá, ela voltou como se nada tivesse acontecido. Eu estava tão atordoado, simplesmente me esqueci de tudo que você havia dito. – ele lamentou.

— Ela em algum momento conseguiu o que queria Edward? – perguntei olhando em seus olhos.

— Não. Eu jamais ficaria com ela Bella. Nunca. Nem com nenhuma outra mulher. Só existe você para mim. – ele se apressou em dizer.

— Oh, Edward! O que importa é que estamos aqui agora. Ela não conseguiu o que queria.

— Isso quer dizer que me aceita de volta? – ele acariciou meu rosto. Eu olhei em seus olhos.

— É claro que sim. Eu te amo. Tudo que eu mais quero é nossa família junta. – respondi recebendo em troca um lindo sorriso.

— Obrigado por essa nova chance princesa. – e então ele me beijou. Um beijo cheio de saudade. Eu estava nas nuvens. Finalmente juntos novamente. Meu filho iria ter o pai ao seu lado, e eu o meu amor.

— Eu não suportaria mais um minuto longe de você. – falei assim que precisamos respirar.

— Estaremos sempre juntos agora. – ele prometeu. E nosso momento foi interrompido por um choro baixo vindo da babá eletrônica.

— Acho que alguém acordou. – sorri.

— Pega ele pra ficar aqui com a gente. – Edward pediu. Eu me levantei da cama e fui ao quarto do meu pequeno que já se esgoelava no berço.

— Ei, calma. A mamãe está aqui. – falei pegando no colo e ele imediatamente parou de chorar. Caminhei com ele de volta para o meu quarto. Edward ainda estava deitado na cama. E sorriu ao nos ver.

Voltei para cama e coloquei EJ agora calmo entre a gente. Edward começou a brincar com suas mãozinhas. Nosso filhinho agora olhava atento para o pai. Seus olhinhos muito claros, tinha certeza que seriam verdes iguais aos do pai.

— Bella, que tal a gente continuar de onde parou? – Edward perguntou agora me olhando.

— Como assim? – perguntei confusa. Ele enfiou a mão no bolso e tirou de lá um anel.

— Casa comigo? – ele pediu. Imediatamente as lágrimas vieram. Depois de todas as dificuldades que nos impediam de ficarmos juntos, agora teríamos a chance de sermos felizes plenamente, de sermos uma família.

— É claro que eu aceito meu amor! É tudo o que eu mais quero. – e então ele se esticou para me beijar. Mas não demorou muito fomos interrompidos por um resmungo. Nós rimos.

— Que isso filho, a sua tia Alice ainda nem te conheceu e você já está igualzinho a ela? – Edward perguntou para o bebê que o olhava atento.

— Eu só quero mais atenção papai. – eu falei como se fosse nosso menino. Fazendo eu e Edward rir. Até que Edward Júnior abriu sua boquinha sem dentes em seu primeiro sorriso, fazendo nossos corações explodirem de tanto amor.

Notas finais
Então? Gostaram? Nosso casal finalmente juntos, com o baby mais fofo do mundo... Agora que as coisas já se resolveram entre eles, só nos resta as emoções finais nos últimos capítulos. Não se enganem pensando que as coisas vão ficar monótonas, porque esse último capítulo promete. Altas revelações e emoções... Vai ter a família Cullen conhecendo o seu mais novo membro. Victória. Reencontro da Bella com o Jacob. Bebê da Rose. Todas as respostas para os mistérios da fic (patrão do Jacob, de onde a Victória conhecia a Bella...). E... casamento. Gente, são muitas surpresas... Então, eu ainda nem comecei a escrever o capítulo, mas prometo que vou tentar ser o mais rápida possível, mas acredito que ele não deve sair semana que vem, vai ser um capítulo muito grande, e como é o último tem que ser perfeito. Mas vai que... Mais uma vez obrigada pelas recomendações e comentários, vou arranjar um tempo para respondê-los. Espero que esteja perdoada por todo o sofrimento que fiz nosso amado casal passar, as coisas estão melhores agora. Por favor comentem muito, e recomendem também! Nos vemos nos comentários. Beijinhos! P.S. Alguém aí faz capas? Quero postar umas ones, mas não sou muito boa com capas. E minha design sumiu. Se alguém puder me ajudar, entre em contato por MP por favor.