Anjo Caído
2 Capítulo Primeiro
Notas iniciais
Capítulo Primeiro
Tessa, Jem e Will passeiam pelo parque perto do Instituto. Will fazendo aquelas piadinhas extremamente sarcásticas, Jem sendo um cavalheiro e Tessa se divertindo com eles, um dia normal.
- Vamos, Bottomless! Não a deixem escapar! – Um dia normal, aparentemente. Alguns seres estranhos saem dos arbustos e param ao vê-los. Eram azuis, tinham orelhas pontudas viradas para trás, baixinhos e gordos. Pareciam pedras ambulantes. Ah, não possuíam narizes e os olhos eram como os de sapo. Realmente, eram tão bizarros que, creio eu, a palavra "bizarro" fora criada para eles.
- Olá, seu bando de pedras. Perseguindo um esquilo ou coisa do tipo? – Will comenta.
- Nossos negócios não interessam a humanos! – Um deles retruca, provavelmente o chefe.
- Isso! Vocês não precisam saber que nós estamos seguindo alguém! – Outro exclama. Outra coisa, Bottomless não eram inteligentes e, portanto, facilmente enganáveis.
- Oh, então estão seguindo alguém? – Jem pergunta inocentemente e Tessa percebe a brincadeira.
- Nossa, então vocês devem ser bons nisso, não?
- Cale-se! Não precisamos de um elogio vindo de uma humana! – O chefe se pronuncia novamente.
- Sim! Nós somos os melhores para pegá-la!
- Idiota! Cale a boca!
- Ela? Oras, e o que seres tão dignos como vocês estão fazendo indo atrás de uma moça? – Will fala com sarcasmo, mas, os Bottomless não notaram, pois eram... Bem, eu definiria como exemplo de burrice.
- Não te interessa!
- Ela é uma pessoa importante para os planos do Zhǔ!
- Idiota! Já disse para calar a boca! – O chefe repreende.
- Mas ela é! – Insiste.
- Mas eles não precisam saber que ela é necessária para o culto que o Zhǔ quer fazer para se tornar imortal!
- Mas, chefe! O senhor falou mais do que eu! – O primeiro reclama.
- Já mandei calar a boca, seu idiota! – Pula em cima do outro e os dois começam a brigar.
- Adoro vê-los brigar. – Will comenta – É soquinho, chutinho, mordidinha, puxãozinho, empurrãozinho... (N/A: Will mó #PirraçaFeelings)
- Will! – Tessa dá um leve tapa no ombro dele e ri – Seu sádico! – Então eles ouvem arbustos se mexendo.
- Ela deve estar lá! – O chefe, ainda todo embolado com o outro Bottomless, aponta para uma direção – Vamos! Temos que pegar o ingrediente do Zhǔ! VAMOS! – E saem correndo.
- O que foi isso? O que são eles? – Tessa pergunta curiosa.
- São Bottomless, Tessa. – Jem explica – E é estranho eles estarem em sua verdadeira cor. São como camaleões, mudam de cor de acordo com o ambiente para se camuflarem. – Completa diante o olhar indagador da moça – Mas quem será esse "ingrediente"? Quem é Zhǔ?
- E você está perguntando para mim por quê? – Will pergunta – Não sou adivinho e nem tenho bola de cristal.
- Se tivesse, talvez fosse mais útil. – Tessa retruca.
- Não comecem, por favor.
- Eles já foram? – Se assustam ao ouvir uma voz entre as árvores, uma voz humana bem baixa e fraca. De mulher, certamente.
- Quem? Os Bottomless? – Will pergunta para uma das árvores.
- Não, o Papai Noel e seus elfos. – "Voz irônica. Parece o Will." Jem pensa com si – E eu estou atrás da moça. Na árvore atrás da moça, para ser claro o suficiente para você entender.
- Sinto muito, senhorita, mas não vi nenhum Papai Noel. – Will sorri com muito sarcasmo.
- Nossa, a queda do trenó foi pior que eu pensei. Afinal, você se esqueceu de seu próprio chefe!
- Com licença, mas essa guerra de ironia vai demorar e ainda não sabemos quem, ou o que, está aí. – Tessa resolve se pronunciar.
- Oh, mil perdões, my lady. Ou devo dizer Theresa Gray?
- Como você sabe...?
- O seu nome? Não me diga que já se esqueceu! – Os arbustos se mexeram, dando espaço para a moça, que se escondia atrás da árvore, sair.
Os olhos de Jem se arregalaram. Os olhos! Os olhos cinza que ele vira em seu sonho! Ela trajava um vestido negro que ia até os tornozelos, uma sapatilha também negra com detalhes brancos, um colar negro com uma pedra branca e um enfeite de cabeça, uma tiara cinza com uma flor branca. O vestido era bem simples com um leve decote e as longas mangas estavam meio rasgadas. Toda essa combinação realçava seus cabelos negros, sua pele branca e a cicatriz em um dos olhos. Olhos cinza. Jem não conseguia parar de olhá-los.
- Impossível! – Tessa leva as mãos á boca;
- Nada é impossível, a não ser que você acredite que é. – A mulher sorri.
- É... É você mesma?
- Não, não. Eu sou o Conde Drácula. O que você acha, Resa?
- Com essa ironia toda, só pode ser você. Não muda mesmo. Né, Dama?
- Acha que eu preciso? – Dama sorri marotamente.
- Olha, não querendo interromper, mas já interrompendo, eu acho melhor alguém contar o que está acontecendo aqui. – Will interrompe, seco. O fato de existir alguém ainda mais sarcástico que ele era meio incômodo.
- Sonhar é bom, meu caro Watson. Mas creio que não poderei responder suas digníssimas perguntas agora.
- Por quê? – Preocupação é o que a voz de Tessa deixa passar.
- Usei força demais para fugir de lá. Irei desmaiar logo. Na verdade, se algum cavalheiro, ou elfo, tanto faz, se importar de me segurar... Ficaria grata. – "Ela está fraca. Vai desmaiar. Melhor ajuda-la." Jem parecia ser o único que notara o estado da moça.
- Como você pode ter tanta certeza que vai...? – Will não pode terminar, pois a moça cai no chão completamente sem forças.
- DAMA! Jem, Will, me ajudem! Vamos leva-la ao Instituto.
Notas finais
Ass.: Kurara Black
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