Anja Solitária
19 A maldita festa
Notas iniciais
Depois que conversamos um pouco começou a tocar umas musicas bem animadas, e como eu vim aqui para me divertir, puxei os meninos para a pista de dança. ( Isso mesmo, a mansão tinha uma pista de dança, que antes deveria ter sido a sala, mas isso não importa né. )
Começamos a dançar, e estava bem divertido, Antonio já tinha achado umas meninas com quem dançar, Natsume ficou mais na dele, diferente de Teito que chegou a ser o centro das atenções, as pessoas acabaram por fazer uma roda com ele no meio dançando. Fiquei surpresa com aquilo, e ele dançava bem, mas não ia deixá-lo me vencer nisso e fui para o meio da roda onde ele estava e comecei a dançar sensualmente, fazendo vários meninos ficarem de boca aberta enquanto eu gargalhava por dentro.
Depois de ganhar aquela disputa de melhor dançarino, que eu nem percebi quando começou, vários meninos vieram até mim com o possível objetivo de quererem dançar, mas como já estava um pouco cansada, decidi ir pegar um ar livre, mas antes de sair senti alguém me pegar pelo pulso, não muito forte.
– Ei, o que foi aquilo agora pouco? Onde aprendeu a dançar daquele jeito ? — perguntou Teito me olhando com um sorriso malicioso, o que me fez corar, pensando agora aquela dança foi um pouco pervertida.
– Quem deveria estar perguntando isso era eu, não? — respondi com o mesmo sorriso – E mais, aprendi vendo minha mãe dançar nos shows, ela me ensinou também, disse que se eu fosse para uma festa seria bom saber alguns passos básicos.
– Básicos? Aquilo eram passos básicos? Devo tirar o chapéu para sua mãe, ela realmente te ensinou bem. – depois que ele viu o que falou se arrependeu – Ah, desculpa... não queria...
– Não se preocupe, esta tudo bem, acho que ela ficaria feliz em ouvir isso, ela amava elogios ! – falei abrindo um sorrido pequeno, mas feliz. – Vou lá fora tomar um ar, depois eu volto e vamos competir de novo, o que acha ? — perguntei mudando de assunto.
– Ai sim, pode ir e quando voltar pode ter certeza que vai perder. – disse, convencido, e isso me vez rir.
– Disso não tenho tanta certeza ! – falei confiante, indo para fora relaxar um pouco.
P.O.V. (Ikuto)
Depois que entramos aqui foi uma serie de acontecimentos, conhecemos o dono da festa, que por sinal não fui com a cara dele, acho que nem Teito e Natsume também, e depois Anlu nos puxou para dançar, mas não consegui ficar muito tempo e sai para ficar só observando, até que uma roda se formou no meio da pista.
Quando fui ver o que era, não me surpreendi muito, Teito começou com a sua habitual necessidade de chamar atenção, ele começou a dançar e as pessoas estavam gostando, só que depois de um tempo alguém entrou lá e começou uma espécie de competição para ver quem era o melhor.
Aproximei-me mais para ver quem era que estava conseguindo competir com Teito, pois desde que eu o conheço não há ninguém que consiga vencê-lo em uma competição de dança, mas o que vejo me surpreende, Anlu dançando de forma sensual deixando vários homens de boca aberta e eu também, não sabia que ela podia dançar assim, e o pior ela ganhou de Teito o que me deixou mais impressionado.
O que aconteceu depois foi o que eu temia, vários meninos ficaram em volta dela pedindo para dançarem; aquilo estava me tirando do serio. Quando minha paciência já estava no limite, Anlu apenas recusou os pedidos dizendo estar cansada e depois a perdi de vista, mas aonde será que ela foi ? Cada vez mais a querodo meu lado, esse sentimento cresce cada vez que ela se afasta, procuro por toda a festa ate que a vejo indo para fora.
Antes que eu possa segui-la alguém se pôs naminha frente bloqueando minha passagem, quando vejo é uma menina, aparentemente um pouco mais velha que a Anlu.
– E ai gatinho ? Quer dançar ? – falou a menina de cabelos curtos róseos (não, não é Sakura Haruno) com um top quase deixando seus peito exageradamente grandes ( viram, não é a Sakura..rsrsrsr) saírem e usando um short que mais parecia uma calcinha. Ela estava segurando meu braço fazendo ele colar com seus peitos, mas aquilo estava me dando nojo.
– Perdoe-me, mas minha NAMORADA esta me esperando lá fora ! – falei quase gritando o "namorada", mesmo sendo mentira, infelizmente.
Larguei-me daquela mulher vulgar e fui para fora, mas vi que Anlu estava conversando com alguém, que por estar escuro não deu para ver direito, mas fiquei por perto esperando a conversa terminar até que eles começam a andar e os sigo, o que acontece depois é o que me deixa morto de raiva e ódio.
P.O.V. (Anlu)
Depois que sai me deparei com o Eudniz, não queria ter que encontrá-lo tão cedo, mas ele por outro lado pareceu bem feliz por me ver, por um momento achei que ele não era uma má pessoa e sorri de volta.
– Fico feliz em vê-la novamente Hime. – ele pegou minha mão e a beijou como antes, mas desta vez já estava esperando, então não fiquei surpresa.
– É bom vê-lo outra vez, mas o que faz aqui fora ? Não deveria estar la dentro recebendo seus convidados ? — perguntei fria, mas com um sorriso educado, já que ele estava cherando a álcool.
– Ora, minha Hime, até mesmo o anfitrião tem o direito de relaxar um pouco, não acha ? — perguntou me olhando nos olhos e logo desviei para a piscina mais a frente.
– Realmente – suspirei sabendo que não ia me livrar dela tão fácil – Às vezes dar um tempo é bom. – falei deixando com que o silencio pairasse e aquilo me fez sentir melhor, mesmo com a música que vinha de dentro da casa, estava confortável ficar sem ninguém falando com você.
– Ei Hime, sabia que tenho cães ? — Eudniz começou a puxar assunto de novo, mas logo que ouvi a palavra ‘ cães ‘ me animei, amo animais, de todos os tipos, até mesmo cobras. Sei o que vocês devem estar pensando: como assim até cobras ? É, mas eu não tenho medo, pretendo virar uma veterinária e acabo por gostar de vários tipos de animais, e eles por algum motivo gostam de mim também.
Não sei ao certo, mas quando eu tinha uns 10 anos fui em uma viagem com meus pais para a India e numa excursão em uma floresta me perdi de meus pais e encontrei um urso, diziam que esse urso era um assassino, que matava sem dó nem piedade, mas quando me aproximei dele, ele foi bem manso e fiquei brincando com até meus pais, os policiais e os ambientalistas me encontrarem e verem esse meu ‘ dom ‘ . Depois disso não tive nem um problema em ficar perto de qualquer animal, não importa o perigo que ela represente para os outros.
– Verdade ? Adoro animais. – falei entusiasmada demais.
– Que bom, e então gostaria de vê-los ? — falou Eudniz esperando minha resposta, fiquei um pouco receosa, mas acabei por aceitar, queria muito ver os lindos cachorros.
– Mas de que raça são ? — perguntei curiosa em saber a raça dos cães.
– São três, um rottweiler, um chow chow e um pastor alemão. – depois que ele falou fiquei mais animada, amo a raça pastor alemão e chow chow, o rottweiler não é muito meu estilo, mas ele também é lindo, pois é bem másculo.
Fomos andando ate uma área menos movimentada e de repente Eudniz para e me prende entre ele e a parede da casa, não deu tempo para eu reagir, pois ele já estava com seus lábios colados nos meus e pelo bafo ele devia estar mesmo bêbado, ele pede passagem, mas não concedo. Esse nojento começou a pegar na minha coxa, foi ai que minha perna foi parar em sua área mais sensível. ( Muahahahahah, só esta começando. )
Eudniz se afastou colocado a mão naquela área, se contorcendo de dor, mas antes que eu pudesse fazer mais alguma coisa, Ikuto aparece e lhe dá um belo soco na barriga, que o faz parar mais a frente por causa do impacto.
Antonio aparece do meu lado como se me defendendo, mas em seus olhos mostravam que ele queria era acabar com a raça de Eudniz tanto quando eu e Ikuto. Aquele nojento se levanta e fica com uma cara de ódio.
– MALDITOS O QUE PENSAM QUE ESTAM FAZENDO ME ATRAPALHANDO ? — ele gritou olhando de Ikuto para Antonio e por fim para mim. – Essa putinha é minha então vão embora e procurem a de vocês. – depois que ele falou isso as folhas em volta de mim começaram a murchar, e Antonio já tinha se afastado para dar um soco na cara daquele bêbado, mas quando percebeu o ar parou e me olhou assim como Ikuto, assustados.
– Do.Que.Me.Chamou ? — perguntei bem devagar fazendo meu cabelo ficar branco e meus olhos vermelho sangue. Foi quando Natsume e Teito chegaram, devem ter sentido a pressão do ar e vindo ver o que era.
– Ficou surda agora Hi- hiccup -me, se quiser eu posso ir ai limpar sua- hiccup — linda orelhinha. – Eudniz falou entre soluços, com uma voz de bêbado e com um sorriso sacana no rosto. Acho que o efeito do álcool começou a ficar mais vísivel, para não ter percebido minha mudança de aparência.
Isso me fez perder a paciência, criei uma pequena esfera de energia em volta da minha mão, não podia matá-lo até porque ele esta bêbado e não tinha certeza de seus atos, o que não estava confiando muito nisso, mas mesmo assim isso não é motivo para perdoá-lo. E fui em sua direção bem rápido o socando no rosto, e fazendo-o cair quase inconsciente no chão, voltei ao normal e olhei friamente para seu rosto, bem machucado com o soco.
– Isso é para aprender a respeitar uma menina, e Hime é uma péssima maneira de tentar persuadir alguém a ficar com você, o pior é ficar chamando todas da festa assim, se não percebeu eu vi muito bem. – falei fria o vendo cair na inconsciência.
Virei-me para os meninos que estavam atrás de mim com os rostos assustados, somente suspirei e deixei algumas lagrimas saírem de meu rosto, foi horrível, nojento, totalmente diferente do que eu havia tido com o Ikuto e ele ainda ficou tentando entrar na minha boca.
– Anlu ! – foi tudo o que Ikuto consegui dizer antes de me abraçar, me agarrei em sua blusa esperando as lagrima cessarem, mas quando pensei na possibilidade dele ter visto tudo aquilo acabei por chorar mais e a soluçar. Consegui ver que Antonio colocou o Eudniz sentado na parede da casa, mesmo que a contra gosto, mas minha visão estava tão embaçada por causa das lagrimas que não consegui ver mais nada.
Fiquei um tempo assim até conseguir me acalmar completamente, me soltei da camisa de Ikuto, vendo que deixei ele molhado.
– D-d-desculpa, snif, por m-molhar sua camisa ! – falei pegando um pano da minha bola e secando o restante das minhas lagrimas.
Antonio, Teito e Natsume se aproximaram para ver se eu já me encontrava melhor, consegui sorrir minimamente para eles, que não se acalmaram mesmo assim. Todos pareciam estar com muita raiva, mas sabiam que o Eudniz estava bêbado e depois do que me viram fazer com ele, não precisariam mais fazer nada.
– Realmente Anlu, faz muito tempo que não vejo seus poderes, mas ao que parece seus amigos não ficaram tão surpresos assim. – falou Antonio tentando mudar de assunto e colocando outro também complicado, mas como sei que não vou conseguir mentir para ele acabo por decidir contar toda a verdade.
– Minna, posso falar com vocês por um momento ? — falei me referindo a Ikuto, Teito e Natsume, que logo assentiram e ficamos mais afastados de Antonio, que entendeu a situação e somente ficou esperando. – Acho que já esta na hora de contar para ele, não consigo mentir para Antonio e ele já percebeu que tem algo errado, confio nele e sei que vai entender.
Os três me olharam e acho que por minha condição não estar as das melhores eles assentiram, voltamos para contar toda a verdade para Antonio. Ele que estava esperando um pouco mais longe veio depois que o chamamos, contamos tudo, dês da batalha no mundo dos meninos até o momento um pouco antes do beijo, quando chegamos nessa parte.
– ...Depois começamos a continuar nossas vidas e houveram....bem alguns acontecimentos. – depois que Ikuto disse isso, nós dois coramos, enquanto Teito e Natsume abriram um sorriso bem feliz e ao mesmo tempo pervertido. E por essa reação Antonio começou a desconfiar.
– Agora fiquei curioso, Anlu o que foi esses ‘ acontecimentos ‘ ? — Antonio me olhou como se estivesse me culpando de algo, mas antes que aquele olhar me matasse, Teito o puxou e cochichou em seu ouvido algo que o fez ficar mega corado, acho que Teito contou a verdade.
– V-v-vocês....se...b-b-bei... – ele parou a frase ai e depois se acalmou – Não acredito, bem, mas fiquei mais aliviado, pelo menos agora sei que sua primeira vez não foi com aquilo, que foi um acidente e que já se entenderam. – ele falou apontando para Eudniz que ainda estava no chão inconsciente. – De todo o jeito, fico feliz por ter me contado a verdade, mas como posso ter certeza de que eles realmente possuem poderes também ? Não que eu desconfie de sua palavra Anlu, só que a única pessoa que conheci ate agora que tinha poderes era você e agora 3 meninos de outro mundo aparecem com poderes também, para te proteger, quero ter certeza de que eles podem fazer isso.
Os meninos não acharam errado ele perguntar, até porque ele tinha razão em querer ver se eles tinham poder para me proteger, já que sou a melhor amiga dele. Quem começou mostrando seus poderes foi Teito, mas bem discreto para não chamar atenção, ele fez sua mão ficar envolva pelo vento, depois Natsume somente estralou os dedos e fez aparecer uma chama em seu indicador, na vez do Ikuto ele apenas fez a água brincar entre seus dedos.
– Tudo bem acredito em vocês e peço para que cuidem bem da minha amiga, e não permitam que esse mal que vocês falaram a pegue, entenderam ? — Antonio perguntou serio, era a primeira vez que o via tão serio, tirando o rosto dele depois do ocorrido de hoje.
– Sim ! – disseram em uníssono.
Fomos para casa depois daquele ocorrido, já tinha perdido toda a animação da festa e os meninos também, decidimos sair antes que o ‘dono’ da festa acordasse, então fomos todos para casa, pegamos um taxi e o primeiro a descer foi Antonio que me deu um beijo na testa e se despediu. Quando chegamos e casa ficamos sem dizer nenhuma palavra, apenas fui para meus quarto tomar um banho e dormir.
Quando cheguei ao banheiro me olhei no espelho e realmente estou horrível, meu cabelo esta todo bagunçado, meus olhos vermelhos e um pouco inchados, mas pelo menos minha maquiagem não borrou muito, por milagre, pois depois de tudo o que chorei achei que ia ficar pior, mas dou graças a Deus por ela ser a prova de água.
Despi-me e entrei na banheira quente, fiquei pensando nos locais que aquele monstro me tocou, minha boca, minha perna, estava me sentindo mais suja do que já estava, deixei mais lagrimas caírem, como pude deixá-lo me tocar ? E ainda mais Ikuto viu, foi ai que me desesperei, sou a pior.
Sai da banheira, pois já estavacomeçando a sentir a água ficando fria, me sequei e coloquei um babydoll azul bebe , deitei na cama e fiquei chorando até cair no sono. Acordei com os raios de sol atravessando a cortina, minha cabeça estava latejando e doendo muito, mas tinha que fazer o café dos meninos. Fui mesmo que a contra gosto até a porta, voltamos muito tarde ontem, acho que já era meia noite quando chegamos em casa. Fiz o café deles e depois voltei para meu quanto, não estou com vontade de acordá-los, acho que daqui a pouco eles levantam e vão comer, como estou com mais dor do que com fome, apenas vou para o quarto e volto a dormir em minha cama imersa em pensamentos.
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