Anja Solitária
20 Febre e um acontecimento
Notas iniciais
P.O.V ( Ikuto )
Acordei com os raios do sol atravessando as brechas da cortina, demorei um pouco para conseguir levantar, mas sabia que não ia demorar muito para Anlu vir nos acordar da maneira dela...rsrssrsr.
Levantei e fui primeiramente ao banheiro fazer minha higiene, pois quando se divide um banheiro com outros dois homens fica difícil poder usá-lo. Depois voltei para o quarto e coloquei uma blusa, já que eu estava só de calça ( autora: Tentação =D’ ), primeiro fui em direção da cama de Teito e o balancei um pouco.
– Teito acorda, temos que levantar, já esta na hora, lembra ? E ainda temos que acordar a outra peste. – falei vendo que ele não queria abrir os olhos, mas foi obrigado para depois se dirigir a cama de Natsume com irritação.
– Acorda, anta ! — Teito chutou Natsume, que caiu de cara no chão e assim começando mais uma discussão matinal, até lembrarem que tinham que usar o banheiro e ver quem ia primeiro. Foram ambos em disparada para a porta, mas Natsume acabou tropeçando ainda com sono, fazendo Teito chegar no banheiro primeiro e dando para ouvir suas risadas abafadas pela porta, com Natsume resmungando que foi trapaça.
Depois de um tempo Teito saiu e Natsume entrou sem reclamar dessa vez. Quando terminamos de nos arrumar, nos dirigimos a cozinha, mas quando chegamos lá....
– Hm ???? Cadê a Anlu ?? — perguntou Teito vendo que o café estava pronto, mas a Anlu não estava lá.
– Será que ela saiu ? — perguntou Natsume, para depois perceber que ela não havia deixado bilhete, como normalmente fazia sempre que saia sem a vermos.
Fiquei um pouco preocupado e deixei Teito e Natsume na cozinha e fui ver se Anlu estava no quarto. Bati duas vezes e como ninguém atendeu e a porta estava destrancada, entrei devagar.
– Anlu, estou entrando ! – avisei já entrando, pois ela poderia estar se trocando ou algo do tipo, mas estava na cama dormindo. Será que ela não está se sentindo bem ?
Cheguei mais perto de sua cama e me ajoelhei ao seu lado, Anlu estava com o rosto vermelho, soando um pouco, com uma expressão contorcida e se mexendo bastante, parecendo estar tendo um pesadelo.
– P-para.... não.... encos- .... mim ! – ela começou a murmurar, mas como eu estava em frente a ela, consegui escutar – NÃO ! – gritou e eu que estava muito perto acabei me assustando e quase cair para trás.
Com o que ela esta sonhando para parecer tão assustada ? Para ela chegar a chorar ? ..... Chorar ? Anlu esta chorando ! Meu coração começou a acelerar, não quero que ela fique assim, não gosto de vê-la assustada, com medo...chorando, como ontem. Espera, será que ela esta sonhando com o que aconteceu ontem ? Agora meu sangue ferveu, aquele tal de Eudniz, fez algo horrível a Anlu, e agora ela tem que ficar chorando por causa dele. Em meio a esses pensamentos sinto algo pegar na minha blusa de leve, mas tremendo muito.
– Ikuto ? — perguntou Anlu ainda chorando um pouco e depois corando, ficando mais vermelha do que já estava – O-o que esta fazendo aqui ? — corei também ao perceber a situação.
Anlu estava sentada se cobrindo com o cobertor, pois pelo o que percebi ela estava com um babydoll fino, segurando minha blusa como se fosse seu porto seguro, e isso me deixou mais alegre.
– D-desculpa, é que... já que você não estava na cozinha e o café estava pronto, pensei que algo tinha acontecido. – disse a verdade e foi quando ela percebeu que estava chorando e ainda segurando minha blusa, a soltando para secar seu rosto. Fiquei com vontade de repreendê-la por ter soltado minha blusa.
– S-sumimase, eu estava com um pouco de dor de cabeça e ainda estou. – percebi que o rosto dela estava bem vermelho.
Aproximei-me um pouco e colei nossas testas para ver sua temperatura e ela estava com muita febre, vi que Anlu estava ainda mais vermelha, acho que foi por causa da minha aproximação repentina.
– Você esta queimando ! É melhor ficar de cama hoje. – falei um pouco mais alto, acho que acabei ficando mais nervoso.
– Ei !!! O que esta acontecendo ? — perguntou Teito entrando no quarto e logo parando para observar a situação – Oh ! Desculpa não queria atrapalhar... – falou um pouco envergonhado e acabei corando com o comentário.
– Não pense besteira Teito, a Anlu esta com febre e vai ter que ficar de cama por hoje ! – disse vendo Teito arregalar um pouco os olhos.
– Febre ??? — ele se aproximou do outro lado da cama e colocou a mão de leve na testa de Anlu, mesmo eu lhe lançando um olhar mortal pelo ato – É verdade ! Vou falar para o Natsume ir comigo comprar algum remédio – disse saindo em disparada do quarto.
– Não... – Anlu começou, mas Teito já havia saído — ...precisa ! – falou em vão e suspirou – Acho que não vou poder fazer nada, desculpa pelo incomodo. – disse sorrindo para mim.
– Você trabalha de mais para nós e ainda treina muito, agora é a nossa vez de cuidar de você ! – falei fazendo carinho em sua cabeça, vendo que ela estava gostando.– Agora durma um pouco e .... – lembrei do ocorrido de quando entrei no quarto – Anlu, não se preocupe com aquilo de ontem, Teito, Natsume, eu e até o Antonio queremos te ver sorrindo e não chorando por aquele pervertido – falei a vendo abaixar a cabeça lembrando do ocorrido.
– Eu sei, mas não consigo somente esquecer ! – Anlu pareceu tão indefessa falando daquela forma, que quando percebi já a estava abraçando de olhos fechados.
– I-Ikuto ? — falou Anlu baixo, um pouco surpresa com meu ato, mas não fez nada para sair dali.
– Anlu, estou querendo te dizer isso a muito tempo. E-Eu... EU TE AMO ! – soltei de uma vez – Não quero lhe ver infeliz e chorando, sempre que te vejo sinto meu coração disparar e não como minha amiga do meu mundo, não desse jeito, eu te amo por você ser quem você é ! – falei com medo do que ela fosse falar e a soltei abrindo meus olhos para ver seu rosto.
Anlu estava com o rosto surpreso e mais vermelho que antes, mas logo se formou num rosto carinhoso e por um momento achei que ela fosse me rejeitar de forma calma para não me magoar. No entanto, ela colocou uma das mãos em meu rosto e se aproximou colando nossos lábios de forma lenta, me deixando surpreso.
– Sabe a quanto tempo fiquei com medo de não ser correspondida ? — falou Anlu depois de separar nossos lábios – Também te amo seu bobo ! – falou abrindo o mais lindo sorriso que já vi.
Eu fui correspondido ? Isso não é um sonho, é ? Não ! Não é.... estou sentindo a pele dela em meu rosto. Abri um sorriso maior que meu rosto, a abraçando mais uma vez, só que menos desesperado e sim mais fraco, mas não com menos amor ou carinho, pelo contrario, cheio de sentimentos de amor e proteção.
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