Notas iniciais
Quem acabou de chegar com um capítulo novinho?? EU! Quem devia estar se preocupando com o estudo em vez da fanfic?? EU! Olá amoreees! Estou animada, dá para acreditar que já estamos no capítulo 10? Parece que está passando tão rápido e como sempre, estou incondicionalmente animada com a fic e muitooo feliz por cada comentário! Espero que gostem desse capítulo, pois finalmente Stiles e Lydia vão começar a se entender.. Boa leitura!

— Está melhor, Lydia? — Ele perguntou com a voz doce, preocupada, após longos minutos de silêncio, eu estava deitada em uma cama grande e ele estava abaixado, perto de mim.

— Por que vocês foram lá depois de um ano? Se não me tiraram antes, por que vieram agora? — Ignorei a falsa preocupação de Stiles e perguntei, arfando, ainda com dificuldade de respirar, encarando o teto claro.

— Nós nunca paramos de procura-la, você não tem ideia de como tudo virou um caos quando você sumiu.

— Então fala, conta o que aconteceu e me convença de que não está mentindo. —Permaneci sem o encarar, me perguntando se era uma boa hora para chamar Allison.

— Não sei por onde começar. — O sussurro, aparentemente cabisbaixo do garoto, me fez encara-lo por um instante, irritada.

— Como eu fui levada? Scott só disse que eu estava com você e que bateram na sua cabeça. — Cuspi o nome de Scott, enojada por proferir aquilo e vi Stiles estremecer.

— Você tinha ficado na minha casa até de madrugada e eu estava a levando para casa, já estávamos chegando e paramos para conversar. — Ele suspirou no meio da fala. — Você estava linda com um vestido azul e animada porque me fez não sair com a Malia naquele dia e ficamos vendo todos os filmes bobos que você queria. — Stiles soltou uma risada baixa, como se lembrasse e eu senti minha garganta fechar, pois flashes daquele dia me invadiram. — Aí veio uma dor aguda na minha cabeça, só tive tempo de ver sua expressão de pavor e tudo ficou escuro. Quando abri os olhos, estava caído no chão e um homem a segurava, você gritava muito, me chamava.

Ele parou de falar e eu me senti desconfortável de um jeito estranho. Não queria acreditar no que ele dizia, não podia, mas sua voz grave parecia sincera, a expressão era de culpa e algo em meu subconsciente gritava que eu me lembrava daquele desespero, que lembrava de vê-lo caído no chão, sem que eu pudesse me refugiar em seus braços.

— O homem que estava com você correu até um carro preto, bateu na sua cabeça até você desmaiar e te colocou lá. — Observei que as mãos de Stiles tremiam. — Fui para o Jeep, que estava perto, persegui o carro e não consegui ligar para ninguém porque meu celular tinha descarregado. Eu o segui por vários quilômetros, até que ele parou perto da floresta e te levou para lá. Desci do Jeep e continuei seguindo, não sabia o que fazer, mas precisava tentar, então corri atrás do homem, na esperança que conseguisse bater nele, mas foi aí que ele virou e me deu um tiro.

— Um tiro? — Pateticamente, repeti o que o garoto falou, o que Scott também tinha dito.

Stiles, visivelmente transtornado, ergueu o corpo e levantou um pouco a blusa. Em seu abdômen, do lado esquerdo, tinha uma pequena cicatriz, mais funda e rosado do que o resto de sua pele, redonda e se destacando no corpo muito pálido.

Se ele estivesse mentido, como teria uma marca de tiro?

— No tempo que eu fiquei caído, perdi vocês de vista. Continuei a procurando por horas, me perdi na floresta e segundo Melissa, desmaiei porque perdi muito sangue. — Ele revirou os olhos e pela sua expressão, pude perceber que julgava aquilo como besteira. — Scott me encontrou no dia seguinte, passei a noite lá, no meio do nada e aquela foi a primeira vez que me arrependi de não ter me transformado em lobisomem. Nunca tinha desejado isso, mas se eu fosse rápido o suficiente, forte o suficiente, se me curasse, nada disso teria acontecido. — Ele encarou o chão e eu voltei a olhar para o teto. — Se você não tivesse comigo naquela hora, se fosse qualquer outra pessoa, isso não teria acontecido.

Ainda tinha muitas perguntas, aquilo não explicava porque fiquei tanto tempo lá, mas desisti de perguntar qualquer outra coisa. O silêncio pairou sobre nós, pois eu estava ocupada com meus questionamentos internos e ele parecia entretido com as mãos trêmulas.

— Quer ver o resto da casa?

Concordei em silêncio, desistindo por um dia dos meus planos de vingança. Estava assustada, confusa e após o que Stiles falou, não conseguia sentir o desejo desesperador de mata-lo.

Com muita dificuldade, levantei da cama e cambaleei, seguindo Stiles.

— Só tem um banheiro, que é esse. — Logo em frente ao quarto que nós estávamos, tinha um cômodo branco, relativamente espaçoso, com um chuveiro grande, uma pia pequena, um vaso sanitário de porcelana e uma banheira para duas pessoas. — Como esse era um apartamento para meus pais, as coisas estão adaptadas para um casal. — Acrescentou constrangido quando viu meu olhar curioso para a banheira.

Balancei a cabeça e o segui para fora do banheiro bonito, indo até outro cômodo que ficava logo ao lado do quarto que eu estava deitada.

— Demos sorte de ter dois quartos, então esse vai ser o que eu vou ficar. — Era tudo bem simples, com cores frias, uma cama de casal e um armário pequeno; era harmonioso. — A sala você já viu e aqui é a cozinha. — Anunciou ao entrarmos no cômodo ao lado da sala, era pequeno, com bancadas brancas, fogão e a geladeira pretos.

— E era aqui que você estava, seu quarto. — Só aí, observei que o quarto em que estava deitada era sem dúvidas o lugar mais decorado.

As paredes eram cor de creme, tinha um armário grande, uma pequena televisão, um espelho de corpo inteiro, alguns quadros delicados pendurados e uma cômoda com pequenas caixinhas, que pareciam porta-joias e duas bonecas de porcelana.

— Eu só tive uma semana para ajeitar tudo, então espero que goste, pedi ajuda da Kira para comprar as roupas. — Ele foi até o armário e abriu, revelando uma variedade de peças. — Tudo aqui é novo, tentei ver peças confortáveis e parecidas com seu gosto. — Fui até onde ele estava, encarando, curiosa, as peças e o vi ficar corado repentinamente. — E-eu não sabia que tipo de calcinha e sutiã que você gosta, então comprei variadas.

Arregalei os olhos ao escutar sua frase gaguejada e senti minhas mãos ficarem frias. Timidamente, ele abriu uma gaveta, revelando as peças intimas, em sua maioria eram rendadas e coloridas, alguns sutiãs tinham bojo, outros não, algumas calcinhas eram extremamente pequenas e sensuais, enquanto outras eram grandinhas com estampas infantis.

Limitei a um movimento mínimo com a cabeça, sem saber o que dizer. Por que ele estava fazendo tudo aquilo para mim?

Tive vontade de chorar, só ao encarar as roupas intimas, pois no inferno não permitiam que eu usasse, mas me controlei, desejando apenas tomar um banho e desfrutar de uma calcinha de algodão.

Com esse pensamento, lembrei do que Stiles disse ao enfermeiro que tentava me dar banho. Tinha dito que ele mesmo daria.

Será que ele estava falando sério?

A resposta veio alguns segundos depois.

— Então, acho que preciso dizer como as coisas vão funcionar agora. — Ele indicou que eu sentasse e ainda corado, começou a falar. — Você sabe que precisa de ajuda, Lydia, então por favor, eu preciso que você colabore. Ainda não tem como se virar sozinha, tem muita dificuldade para andar, muitos remédios para tomar. Eu sei tudo que você precisa, cada detalhe, mas você precisa deixar que eu te ajude.

— Como assim? — Perguntei rouca, sentada na ponta da cama.

— Você precisa aprender a confiar em mim, Lydia, porque eu que vou te dar banho, dar os remédios, trocar seus curativos. — Senti o pânico voltar a invadir meu corpo. — Eu jamais vou te desrespeitar, Lydia, não vou fazer nada que você não permita e não quero assusta-la, mas precisa tentar confiar em mim, eu vou cuidar de você.

Neguei com a cabeça, já conhecendo aquele discurso e lembrando de todos os “cuidados” que Kevin me dava. Eu não podia passar por aquilo de novo. Com medo, me encolhi e senti algumas lágrimas escaparem dos meus olhos.

— Você não pode fazer isso comigo, por favor.

— Lydia, shhh, olha para mim. — Como fez diversas vezes, sua voz calma e segura me fez obedecer ao que ele dizia. — Eu te amo e nunca te machucaria, agora por favor, deixa eu te ajudar no banho, você precisa descansar. Só quero que fique limpa e relaxe na cama enquanto eu preparo algo para a gente comer.

Suas palavras pareciam sedutoras, sentia meu corpo sujo e clamando por água quente, mas o medo do que ele podia fazer comigo me paralisou. Não respondi, assustada e não consegui me afastar quando ele me abraçou.

Meu corpo tremeu e entrou em combustão com aquele toque carinhoso que há muito tempo não sentia. Stiles envolveu minhas costas e fez com que eu apoiasse a cabeça no seu ombro, onde solucei por minutos, até ele segurar minha mão e me colocar em pé.

— Só olha para meu rosto. — Orientou baixinho, quando minhas lágrimas diminuíram e ele me guiou até o banheiro.

Tinha tanto medo, esperando a humilhação e o toque invasivo que costumava receber, que deixei meus músculos tensos, ficando completamente imóvel quando as mãos quentes foram aos meus ombros e abaixaram a roupa hospitalar.

Fechei os olhos quando senti minha nudez sendo exposta e mordi a boca com força, sem querer ver sua expressão de desgosto quando visse meu corpo asqueroso. Com um toque nas minhas costas, ele liberou correntes elétricas por minha coluna e me guiou para alguns passos à frente, em seguida senti a água morna caindo em mim.

Chorei novamente, pela vergonha, pelo medo, pelo prazer indescritível da água acariciando meu corpo dolorido, mas quando abri meus olhos e encarei o rosto de pintinhas, percebi que ele não olhava para meus seios ou minha intimidade, ele apenas encarava com atenção o curativo no meu abdômen e tirava com tanta delicadeza que mal sentia seu toque.

Senti meu corpo ceder e sua mão em minha cintura, foi que me impediu de cair no chão. Tentei esconder minha nudez, querendo fugir de seu toque, desejando me proteger de um olhar maldoso, contudo, em sua expressão, só encontrei nervosismo.

Suas mãos tremiam ao meu segurar, os olhos avelãs demonstravam uma insegurança quase infantil e as bochechas estavam completamente vermelhas, como se estivesse tão envergonhado como eu, como se não estivesse acostumado com o corpo de uma mulher e não pensasse na possibilidade de se aproveitar da situação.

Ele não impediu que eu chorasse, não me olhou com maldade, nem tentou tocar em minha nudez. Stiles apenas me sustentou, completamente tímido, colocou sabonete líquido em minhas mãos e, com muita delicadeza, limpou somente onde eu tinha machucados costurados, impedido que eu me machucasse e esperou com paciência que eu mesma limpasse as partes mais intimas do meu corpo.

Em um momento, vi os olhos castanhos encararem meus seios, mas não tive tempo de sentir medo, pois Stiles arfou, desviou o olhar e corou ainda mais. Quando o cheiro do sabonete já dominava minha pele, ele fez com que eu virasse de costas.

Fiquei com mais medo, sem parar de chorar por nenhum segundo, transbordando minhas emoções, mas senti os dedos longos massageando meu couro cabeludo. Stiles acariciou a raiz do meu cabelo até as pontas, colocando produtos cheirosos e fazendo meu corpo se derreter ao toque gostoso.

A sensação era tão boa, que não me preocupei em esconder meu bumbum exposto. Apenas joguei a cabeça para trás, diminuindo o choro e sentindo minha garganta vibrar com sons de prazer, acho que gemi de satisfação, pois não estava acostumada com um carinho tão puro e satisfatório, sem consegui conter os sons baixos que escapavam de minha boca.

Quando ele desligou a água, minhas pernas estavam moles, trêmulas, meu coração disparado, a respiração falha e me perguntava se o carinho de suas mãos seria tão prazeroso pelo meu corpo como foi no cabelo. Ainda estava com medo, mas acima de tudo, estava encantada, sentindo meus músculos derretidos, minha cabeça leve.

— Não foi tão ruim, não é? — Foi a única coisa que ele sussurrou, ao me enrolar com delicadeza em uma toalha felpuda e me ajudar a sair do boxer.

Não respondi, entretanto, minha mente gritava que tinha sido bom o suficiente para eu duvidar do que tanto tinha convicção. Como um homem daqueles poderia ser tão mal como o doutor me falava?

Notas finais
Então o que acharam? Odiaram? Amaram? *sim, estou meio hiperativa nesse exato instante rsrsrs* Próximo capítulo será a narração do Stiles...então até semana que veeem!