Aniquila-me

40 Rendição


Notas iniciais
Depois de 39 capítulos e quase um ano de fic...finalmente um dos momentos mais aguardados por vocês. Espero que eu não decepcione ninguém! Boa leitura.

Terceira Pessoa

A blusa foi a primeira peça a cair no chão. Os olhos famintos de Lydia percorrem as costas nuas repletas de pintinhas. Stiles tirou a calça e ela precisou morder a boca para não arfar com a visão.

Quando a cueca preta do Homem-Aranha foi arrancada do corpo, Lydia achou que não suportaria apenas olhar. Teve que fechar as mãos em punho e controlar a respiração. Se escondeu melhor atrás da porta e buscou o máximo de autocontrole.

Apenas observou. Analisou cada pintinha, os ombros largos, costas pálidas, o bumbum empinado que se destacava. As pernas magras, no entanto, bem definidas. Poucos pelos cobriam seu corpo, em uma penugem fina.

Lindo. Lindo. Lindo.

A mesma palavra preenchia os pensamentos de Lydia enquanto via Stiles entrar no chuveiro. Ele ligou a água quente o suficiente para formar vapor por todo banheiro. Isso a impediu de ter uma visão completa do corpo dele, mas ainda assim, continuou olhando. Porém não por muito tempo.

A ansiedade, a expectativa, o desejo, tudo cresceu dentro de Lydia. Stiles permanecia o tempo todo de costas para ela, sem nem notar sua presença. Tomava banho lentamente, deixando a água cair no corpo, se ensaboando.

Aquilo era sexy demais, lindo demais, para ela somente olhar. Não aguentava a tortura de apenas observá-lo. Por isso, com passos silenciosos, entrou no banheiro. Aproveitou a distração dele e abriu o vidro do chuveiro bem lentamente.

Totalmente vestida, entrou no boxe. Ficou calada e totalmente parada. Viu Stiles estremecer de susto e a pele toda se arrepiar, ao perceber a presença muito próxima de seu corpo exposto.

Com um suspiro entrecortado, Stiles virou na direção dela. O rosto repleto de surpresa, timidez e satisfação. Virou até se deparar com a menina angelical, sexy, a sua frente, completamente encharcada.

— Lydia. — Ele só teve força, coragem para sussurrar o nome dela.

Mesmo sabendo que Lydia já tinha visto seu corpo, não pode evitar a vergonha, a insegurança. O rosto ardeu como se brasas incandescentes esmagassem suas bochechas. Ele desviou o olhar, encarando o próprio peito, respirando com dificuldade.

Os olhos grandes e verdes, analisaram com muita atenção o corpo a sua frente, observando cada detalhe, cada mínima curva. O peitoral liso, magro e perfeitamente desenhado, a pele muito pálida, manchada por diversas pintinhas que o adornavam, contrastando com a brancura.

Lydia pressionou o lábio um no outro quando seus olhos alcançaram o abdômen, onde a pequena cicatriz do tiro se escondia. Ela amava aqueles pouquíssimos pelos curtos, surgindo após o umbigo, criando um desejo incontrolável de descer o olhar para encontrar a parte mais intima.

Ela soltou um longo suspiro, piscou diversas vezes por causa das gotas incessantes que desabavam do chuveiro e tendo consciência de que Stiles a observava, tirou lentamente a blusa que usava e a jogou para fora do boxe. Foi a vez dele suspirar.

Levou as mãos ao short de tecido e empurrou pelas pernas grossas, deixando que Stiles a devorasse com o olhar, admirando cada parte que era exposta a ele. Quando ficou somente com a lingerie azul, finalmente olhou para o ponto entre as pernas dele.

— Deus! Você é perfeito. — Soltou sem pensar, olhando descaradamente para a ereção que se iniciava.

Stiles foi capaz de rir, uma risada baixa e rouca, ao mesmo tempo que negou repetidas vezes com a cabeça, sem acreditar na afirmação dela. Com o som nervoso da risada dele, Lydia parou de encarar aquele ponto especifico que estava chamando sua atenção.

— Você que é perfeita, Lydia. — Ele estava ansioso o suficiente para soltar uma nova risada, que dessa vez, foi correspondida com um sorriso dela.

Com aquele lindo sorriso fixo na boca grossa, ela tirou o próprio sutiã, jogando para algum canto do banheiro da mesma forma que fez com o resto da roupa. Stiles parou de rir, engolindo a saliva e mordendo o interior da bochecha ao ver os seios que amava.

Em vez de tirar a calcinha, como Stiles queria, Lydia se aproximou mais um passo dele. Automaticamente, se sentindo intimidado, ele encostou as costas na parede atrás de si e a encarou com os olhos levemente arregalados.

Ela segurou os pulsos dele e puxou até que as mãos grandes estivessem no seu quadril, na altura da lateral da calcinha. Com mais um suspiro, Lydia apoiou a cabeça no ombro esquerdo de Stiles e deixou o corpo mole, permitindo que ele sustentasse seu peso, relaxando os músculos em uma rendição muda.

— O que você quer, anjo? — Ao ver que Lydia fechou os olhos, Stiles ficou mais à vontade com a própria nudez e foi capaz de falar com a voz tranquila e repleta de afeto.

Ele sabia muito bem o que ela queria, mas era tentadora a ideia de ouvi-la falar, de deixar que ela clamasse por seu toque. Só de pensar nisso, sua ereção se firmava, crescendo ao ponto de tocar o abdômen de Lydia.

— Carinho. — Ela ronronou a palavra de um jeito manhoso, esfregando a testa contra a clavícula dele, suspirando baixo de satisfação pela sensação de segurança e confiança.

— Você gosta do meu carinho?

Após perguntar, os dedos de Stiles se entrelaçaram no tecido muito fino da calcinha. Apertou com tanta força e a renda era tão frágil, que em poucos instantes, sentiu o tecido rasgando em suas mãos.

Lydia teve um pequeno sobressalto, mas continuou na mesma posição, com os olhos fechados. Seu corpo estava com uma distância mínima de Stiles e isso era o suficiente para sua pele se arrepiar e pequenas descargas elétricas provocarem choques em sua coluna.

Stiles jogou a calcinha no chão do próprio boxe, sem se importar nenhum pouco por ter rasgado. Colocou as mãos espalmadas na base da coluna dela, bem próximo as nádegas avantajadas e arfou de expectativa.

— G-gosto.

Ele fechou os olhos para se deliciar com aquele gaguejo fino e falho. Deixou as mãos deslizarem para a barriga de Lydia. Ela se contorceu de ansiedade, abriu os olhos para ver aqueles dedos compridos descendo até sua virilha.

Soltou um gemido muito baixo quando a mão direita dele, alcançou sua intimidade. Stiles deu um pequeno sorriso de orgulho, observando as reações de Lydia quando com muita lentidão, começou a estimular o ponto inchado e úmido que fazia ela separar as pernas em uma tentativa de diminuir o desconforto.

— Isso é bom, não é? — Era a primeira vez que Stiles tinha coragem de tentar provocá-la com as palavras.

— Muito. — Ela confessou sem dificuldade, grunhindo de satisfação.

Stiles aproveitou instantes em silêncio. Massageava a região úmida de Lydia, esfregando os dedos, pressionando. Escutava como ela arfava, grunhia, se remexia, gemia bem baixinho.

A cabeça dela permaneceu apoiada em sua clavícula e as mãos, pequeninas, se apoiaram nos ombros largos. Apertou ali para se manter de pé, buscando equilíbrio enquanto era tocada com extremo cuidado, carinho, lentidão.

— Você confia em mim? — Stiles soltou a nova pergunta ao penetrar um dedo em Lydia.

Ela tremeu quando Stiles continuou a estimulando enquanto o indicador entrava e saia de dentro de si. A sensação era maravilhosa. As pernas de Lydia se tornaram frágeis demais.

Para impedir que ela desabasse no chão, Stiles os trocou de posição. Encurralou Lydia contra a parede do boxe e esmagou o corpo contra o dela, deixando a ereção se espremer contra o ventre dela.

— Confio. — A resposta foi um gemido sôfrego.

Lydia abriu os olhos. A íris verde brilhava com um fogo invisível, um desejo devastador. Automaticamente, ela impulsionou o quadril para frente, facilitando que ele a estimulasse.

Com um sorriso encantado e corajoso, Stiles colocou o segundo dedo dentro dela. Foi abrigado pelo interior quente, úmido, apertado. O desejo o fazia se esquecer momentaneamente da timidez.

Para buscar ainda mais coragem, desejoso para fornecer prazer a Lydia, a beijou. Os lábios grossos, quentes, a língua macia, fazia com que Stiles se sentisse poderoso, capaz de qualquer feito.

Se perdeu na textura gostosa. Deixou as salivas se misturarem e continuou tocando Lydia em um ritmo constante, a fazendo gemer durante o beijo. Seus lábios se moviam lentamente, mas as línguas eram intensas ao redescobrir cada canto da boca do outro.

— Então vou fazer algo diferente que eu juro que você vai gostar, tudo bem? — Entorpecido com o sabor impregnado na boca, finalmente soltou as palavras que queria.

— Por Deus, Stiles! Você pode fazer qualquer coisa comigo.

A confiança e a entrega completa, transbordaram da confissão de Lydia enquanto sentia o ventre se contorcer. As contrações prazerosas faziam com que ela apertasse os dedos de Stiles dentro de si. Tinha o controle de suas paredes internas, apertando para sentir mais prazer.

Isso enlouqueceu Stiles. Ele soltou um gemido muito mais alto do que os de Lydia. Imaginou a sensação de penetrá-la e sentir o interior dela apertando seu comprimento, lhe abraçando, dando um prazer indescritível.

Tomado pela excitação, parou de estimular Lydia quando ela estava muito, muito perto de alcançar o alívio. Ela arfou, o encarou repleta de confusão, porém a maneira como os olhos chocolates a olharam com um desejo assustador, a fez paralisar.

— Chupa para mim. — Mais uma vez, Stiles estava tão entorpecido, que falou de forma indecente.

Ergueu os dedos melados com o desejo dela, misturado com a água insistente do chuveiro. Sem nem pensar, Lydia afundou a boca nos dedos longos que a enchiam de prazer.

O membro de Stiles doía, pulsava, enquanto via Lydia sugar seus dedos. A forma como ela agia por impulso, desejo, sem medo, enchia o coração dele de alegria. Ela agia como se não tivesse traumas, agia com o mesmo desejo sexual da antiga Lydia.

Ela estava bem, curada de seu passado, confiante. Não havia alegria maior para Stiles e isso fazia com que ele a desejasse ainda mais. Queria fazê-la esquecer de cada toque que recebeu sem sua permissão, de cada abuso. Queria dar a ela, o melhor sexo de sua vida.

Stiles desejava desesperadamente se enterrar dentro de Lydia e dizer o quanto a amava ao proporcionar prazer para os dois. Desejava demonstrar que ela era única para ele, que era a mulher mais linda, mais sexy do mundo e a que ele sempre amou e sempre amaria.

Estava decidido a provar com atitudes de que de fato, sexo era carinho. Era uma demonstração amor, era a forma de declarar sua devoção a ela, de mostrar o quanto era especial e única.

Cada célula de Stiles necessitava, precisava, provar o amor por aquela mulher. Precisava satisfazê-la de todas as formas possíveis e saciar cada desejo, cada vontade que o corpo lindo exigisse dele.

— Isso anjo, está bom assim. — Ele elogiou em um misto de provocação e afeto.

Tirou os dedos da boca de Lydia, quando já estavam cheios de salivas e vermelhos de tanto que foram chupados pelos lábios grossos. Com uma confiança incomum, Stiles levou aquela mão para as nádegas arrebitadas de Lydia.

Ela o olhou sem entender e Stiles, beijou suas bochechas diversas vezes. O carinho naquele ato, a água gostosa que caía em seus corpos, o desejo incontrolável que causava palpitações em sua intimidade, a fez fechas os olhos e relaxar, confiando nele.

Os dedos melados de saliva, tatearam a bunda de Lydia. Com uma mão, ele apertava aquela carne macia e separava as nádegas uma da outra, abrindo o espaço que queria.

Distraiu Lydia deslizando a boca para o pescoço dela. Depositou novos beijos, mordiscou. Percebeu o quanto ela estava relaxada, pronta para ele e então, posicionou um dedo melado na entrada do ânus dela.

Ela estava tão entregue, que Stiles não precisou forçar. Lydia estava disponível, com os músculos flácidos, quando arriscou colocar o dedo ali. Entrou aos poucos, penetrando o lugar inexplorado, repleto de desejo.

Lydia reagiu melhor do que Stiles julgava ser possível. Jogou a cabeça para trás, apoiando na parede e suspirou de satisfação. A água atingia seu rosto com violência e Stiles, só conseguia distribuir milhares de beijos por seu pescoço.

O desconforto de ser invadida foi muito pequeno. Stiles foi tão delicado com seu dedo longo, porém magro, que não causou nenhum tipo de dor. Inesperadamente, ela se sentiu bem de imediato. Gostava da ideia de ser preenchida por Stiles de todas as formas possíveis.

— É bom. — Ela elogiou com um grunhindo.

A satisfação de Stiles foi tão grande, que ele soltou uma risadinha contra o pescoço dela. Pois desde que viu aquele bumbum lindo, ele teve vontade de alguma forma, se enfiar ali, percebendo que apertar e alisar não seria o suficiente para saciar sua vontade.

— Eu posso fazer ficar melhor. — Sussurrou entre os infinitos beijos que distribuía na pele molhada.

Bem lentamente, outro de Stiles acariciou a entrada de Lydia. Ela arfou, percebendo o que Stiles queria e agarrou seus ombros nus com mais força. Então, ele pressionou aquele novo dedo contra o ânus dela e facilmente, foi recebido em seu interior.

Lydia se retesou bem de leve, se acostumando com a sensação de ter dentro de si, dois dedos cheios de sua saliva. Stiles percebeu sua reação e por isso, deixou a mão parada, enquanto mordia e chupava o pescoço esguio.

— Está incomodando? Quer que eu tire? — Atencioso, Stiles perguntou carinhosamente. A voz mostrava preocupação.

Lydia sorriu com aquilo, se sentindo completamente protegida. Afinal, aquele homem nu a sua frente, que esmagava a ereção em seu corpo e tinha dois dedos dentro de si, era o homem mais respeitoso, amoroso e gentil que ela conhecia.

— Não! Quero que continue. — Foi a vez de Stiles arfar, encantando com a resposta.

Com um sorriso vitorioso, Stiles começou a mover os dedos. Entrava e saía da entrada apertada, cutucando o mais fundo que seus dedos alcançavam. Começou um ritmo lento e contínuo.

— É gostoso. — Mais uma vez, ela elogiou, começando a gemer bem baixinho, aprovando os movimentos. — Muito.

Lydia estava enlouquecendo Stiles. Os seios arrebitados com os mamilos completamente duros, pressionando contra o peitoral magro. Ela gemia baixo e em algum momento, começou a rebolar, fazendo os dedos se moverem ainda mais, incentivando que ele fosse mais fundo.

As pernas dos dois estavam entrelaçadas, grudadas uma na outra. Seus corpos tão próximos, que a ereção de Stiles doía, sendo esmagada pelos dois abdomens. O cheiro de Lydia era afrodisíaco e a forma como ela estava rendida, provocava muitos pensamentos impuros no Stilinski.

Ele aumentou o ritmo do vai e vem. Colocando e tirando como mais força no ânus. Sem esperar uma reação de Lydia, enfiou o terceiro dedo em se interior. Lydia gemeu mais alto do que o normal e em resposta, rebolou ainda mais, mostrando como estava à vontade com aquilo.

Quanto mais Stiles enfiava os dedos, mais ele queria aliviar a ereção entre as nádegas de Lydia. Naquele momento, tudo que ele desejava era penetrá-la por trás, beijando suas costas nuas e declarando seu amor enquanto se movia com violência, descarregando todo o desejo.

— Lydia. — Tudo era tão excitante, que Stiles gemeu o nome dela.

Sua voz rouca, grave, começou a competir com os murmúrios baixos de Lydia. Mesmo sem nenhum estimulo, dar prazer para a garota daquela nova forma, o fazia gemer repetidas vezes. Ele achava que a qualquer momento, iria se derramar no abdômen de Lydia de tanto que aquela cena era sexy.

Quanto mais o quadril de Lydia se movia, mais os seios balançavam, se roçando contra o peitoral de Stiles e exprimia ainda mais, o membro dele. Foi por causa disso, que Stiles largou o pescoço pálido e afundou a boca no seio direito dela.

Lydia arquejou, tremeu. Sentia tanto desejo, que o centro de suas pernas estava mais molhado do que o resto de seu corpo que era atingido pela água do chuveiro. Sua pele queimava, seu ventre se contorcia, a intimidade pulsava, implorando atenção.

A boca de Stiles sugava seu seio, chupando, lambendo, mordiscando. Seu mamilo estava cada vez mais sensível com aquele estimulo saboroso. Suas mãos pequeninas, tremiam, agarrando os ombros dele. Parecia que suas pernas iam falhar, mas Stiles impedia que ela caísse. Com uma mão, penetrava os três dedos dentro dela e com a outra, agarrava a bunda arrebitada com força, lhe dando equilíbrio.

Stiles abandonou o seio repentinamente. Lydia arquejou, empurrando a coluna para frente, tentando manter seus corpos mais pertos. Sentir a ereção pulsando em sua pele, estava lhe tirando a sanidade. Precisava dele por inteiro, precisava que ele continuasse a tocando enquanto a água escorria por seus corpos.

— Eu amo tanto você, anjo. — A voz dele falhou ao sussurrar aquilo contra a orelha de Lydia.

Ela pensou em responder, mas Stiles não permitiu que nada saísse dos lábios grossos. Ele mergulhou o rosto na clavícula de Lydia, esmagando a boca contra seu pescoço, a lhe preenchendo de arrepios incontroláveis e então, flexionou os joelhos.

Abaixou delicadamente o corpo, se esfregando em Lydia, criando um atrito delicioso. Seus dedos se tornaram mais fortes, entrando e saindo com mais força em seu bumbum. Isso deixou Lydia entretida o suficiente, para não perceber as intenções de Stiles.

Com muita calma, muita gentiliza, muita lentidão, Stiles posicionou o membro pulsante entre as coxas grossas. Foi esticando novamente as pernas, bem devagar, aproximando a ereção do lugar que já conhecia perfeitamente. Gemeu quando sentiu a umidade dela contra seu desejo e sem hesitar, começou a penetrá-la.

Ela era mais estreita, mais úmida, mais quente, do que Stiles podia sonhar. Foi a preenchendo aos poucos, sem nenhuma pressa. Parou de mover os dedos, os deixando parados no interior dela.

Lydia parou de gemer. A sensação era boa demais, gostosa demais, indescritível. O som ficou entalado em sua garganta enquanto sentia Stiles se enterrando dentro de sua intimidade pulsante. Cada centímetro da extensão dele se acomodava em seu interior.

Stiles deslizou até seu membro ser completamente abraçado por Lydia. Ele suspirou, trêmulo, não sabia como voltar a respirar. Seu coração disparado latejava em seus ouvidos. Mesmo estando imóvel dentro dela, sentia um enorme alivio por estar sendo exprimido na intimidade encharcada.

— S-stiles. — A voz dela estava tão chorosa, que sobressaltou Stiles.

Ele ergueu a cabeça, preocupado. Grudou o nariz com o de Lydia e viu os olhos verdes com poucas lágrimas acumuladas. O medo que sentiu de ter a machucado ou de ter a deixado desconfortável, fez seu rosto perder a cor. Estava pronto para sair de dentro dela e pedir desculpa, quando Lydia finalmente voltou a falar.

— Não doeu, não machucou! — A surpresa de Lydia, a incredulidade na voz dela, estraçalhou o coração de Stiles.

Ele percebeu que no fundo, ela ainda achava que sentiria dor, que seria algo ruim. Aliviado por perceber que ela estava bem, Stiles abriu um sorriso doce e uma das mãos, abandonou o bumbum dela, enquanto a outra continuava com os dedos enterrados no seu corpo.

Levou a mão ao rosto dela, deslizando os dedos por suas bochechas. Admirou o sorriso encantado, aliviado, que surgiu nela. Lydia estava maravilhada por não sentir nenhum tipo de dor, de desconforto. A única sensação que a invadia era de preenchimento.

— É claro que não doeu, Lydia. Sexo é um carinho delicioso. — A voz mansa dele, aumentou o sorriso dela. Ele era completamente paciente, não demonstrava nenhuma pressa para se mover. — E do jeito que você está molhada, foi fácil entrar. — A frase indecente fez cada célula de Lydia entrar em combustão.

Com os dois ainda mais relaxados, com o peito de Lydia ardendo de emoção, Stiles mais uma vez, dobrou os joelhos, tirando boa parte da ereção. Ela arquejou, tremeu, ele mordeu a boca enquanto grunhia de satisfação.

Tirou muito, muito devagar, em uma tortura de prazer. Voltou mais rápido, firme, alcançando o fundo de Lydia. Ela tremeu, ele forçou mais os dedos em seu bumbum, pressionando com força.

Stiles saiu mais uma vez com a mesma lentidão e Lydia soltou um gemido alto. O tipo de gemido que Stiles achava que nunca a ouviria dar. Isso o fez entrar com mais força, duro, porém com a mesma lentidão.

— Mais. — Ela clamou baixo.

Stiles rosnou de desejo. Sem aviso prévio, mordeu o lábio inferior grosso de Lydia e chupou para a boca. Voltou a mover os dedos em seu bumbum, dessa vez bem lento e bem forte. Desceu a mão que estava em seu rosto, até alcançar um de seus seios, começou a massagear.

Lydia estava paralisada de prazer, com as pernas bem separadas, temendo desabar no chão a qualquer momento. Stiles novamente, se abaixou, tirando a ereção. Aquela posição era difícil para ele se mover, no entanto, isso deixava Stiles mais excitado.

A dificuldade para penetrá-la, parecia deixar o sexo mais duro, mais difícil, do jeito que ele ansiava que fosse. Entrou novamente bem forte, confiante de que Lydia estava confortável com a situação. Aquela força deixou o movimento extremamente prazeroso, gostoso.

Sedento por mais, Stiles voltou a sair com lentidão e a entrar com a mesma força. Foi surpreendido pela reação de Lydia. Ela estava sendo estimulada por tanto tempo, que não conseguiu suportar. Era penetrada com força na frente e invadida atrás pelos dedos longos, enquanto um seio recebia uma massagem deliciosa.

A junção de tudo, fez com que ela chegasse ao orgasmo rápido demais. Seu pequeno corpo se contorceu, as unhas cravaram nas costas de Stiles. O ventre se espremia, sua intimidade apertou o membro dentro de seu corpo, sentiu o líquido exagerado escorrendo pelas pernas, se misturando com a água morna.

Gemeu o nome de Stiles, repleta de satisfação. Ele mal acreditou no que via, a mulher que amava chegando ao ápice com tanta facilidade, se derramando, repleta de prazer. Os olhos verdes estavam cobertos pelas pálpebras enquanto sua expressão se transformava pelo alívio que a dominou.

— Gostosa. — Com a declaração, Stiles agiu rápido.

Arrancou os dedos de dentro do bumbum de Lydia, tirou o membro dolorido de sua intimidade. A garota abriu os olhos, arfou e gemeu, completamente inconformada. Ela se deparou com os olhos castanhos ardendo de desejo, luxuria. Ele estava enlouquecido.

As mãos grandes, fortes, agarram o quadril de Lydia. Ele a virou de costas sem delicadeza, puxou os braços dela e fez com que os apoiasse na parede do chuveiro. Posicionou o quadril largo para trás, fazendo ela se empinar para ele.

Stiles gemeu, satisfeito, quando colocou Lydia na posição que queria. Completamente rendida, empinada, se oferecendo para ele. Com aquela visão enlouquecedora, Stiles voltou a penetrá-la.

Com as mãos firmes nas ancas de Lydia, Stiles moveu o quadril. Os movimentos continuaram lentos, fortes, precisos. Fechou os olhos, jogou a cabeça para trás e sentiu a água escorrer por sua pele enquanto se aliviava, descontava todo desejo, toda excitação dentro de Lydia.

Lydia respirava com dificuldade. Arfava, o coração disparado, as mãos escorregavam na parede molhada do boxer. O centro de suas pernas queimava de desejo enquanto era invadida.

Stiles não deixou que Lydia se recuperasse do orgasmo, mas ainda assim, ela conseguiu arranjar forças para mover o quadril. Enquanto era penetrada com força e lentidão, começou a rebolar, girando a bunda, provocando Stiles, deixando tudo mais prazeroso.

— Céus! — Ele exclamou excitado entre os gemidos. Com uma das mãos, começou a acariciar o bumbum que se arrebitava e girava, alisando aquele lugar. — Você gostou dos meus dedos aqui, não foi? — Ele foi mais fundo, mais lento. Sem parar de acariciar as nádegas pálidas. — Eu ainda vou enfiar algo muito maior, muito grosso aqui. E você sabe que vai amar, não sabe? Vai gemer muito mais. — A adrenalina, o prazer, deu a Stiles uma coragem surpreendente. — Vou fazer você minha de todas as formas possíveis, anjo.

Lydia nunca se sentiu tão amada em toda sua vida. Nem mesmo seus pais, nem seus amigos ou ex-namorados, conseguiram transmitir tanto amor, tanto afeto. Enquanto era penetrava daquele jeito delicioso, ela percebia o cuidado de Stiles. Ele inclinava o corpo para pressionar o clitóris dela em cada movimento e as mãos em suas ancas, faziam um carinho discreto.

O tempo todo ele parecia preocupado com o prazer dela. Queria se certificar de que Lydia estivesse se sentindo bem, confortável. Se importava mais com o bem-estar dela, do que proporcionar prazer a si mesmo. Pois para ele, a visão dela rebolando, gemendo, sentindo prazer, já podia provocar seu ápice.

O sexo era muito calmo, muito gostoso. Os movimentos do casal eram lentos e precisos, intensos, sentimentais. O amor entre eles transbordava de seus corpos e cada balançar de quadril, cada penetração, parecia ser a maneira deles declararem sua paixão.

O conforto, o prazer, o desejo e a alegria, era a mistura perfeita que dominava aquele momento. Foi assim, com um turbilhão de sentimentos, sensações, que os corpos de ambos os jovens, entrou em colapso, anunciando o alivio final.

Lydia arfou, perdeu completamente o fôlego. Stiles soltou o gemido mais alto da noite. Com a água morna caindo sobre eles, as paredes internas de Lydia começaram a se apertar em torno do membro de Stiles e então, ele se derramou dentro dela.

O liquido quente e apressado de Stiles, correu pelo interior de Lydia. Ela se desmanchou com aquela sensação deliciosa, sentindo o prazer do garoto a encher e escorrer por suas pernas separadas.

Ela quase desabou no chão, mas Stiles impediu com as mãos no quadril largo. Ele saiu de dentro dela logo após se derramar e a virou de frente, a espremendo contra a parede.

Lydia ainda estava tonta, confusa. Ela quis reclamar por ele ter abandonado seu corpo rápido demais, mas os lábios finos atingiram os seus. Stiles a beijou com carinho, paixão, sua língua massageou a língua dela e suas bocas se proporcionaram prazer.

— Quer namorar comigo? — A pergunta quase medrosa e fora contexto, acelerou o coração de Lydia.

— O quê? — Ela não pode entender a pergunta. Não sabia há quanto tempo Stiles tentava tomar coragem para dizer aquelas simples palavras.

— Eu quero chamar o amor da minha vida de namorada.

Os olhos castanhos estavam derretidos, repletos de expectativa. O rosto dele estava completamente corado de vergonha e pelo esforço físico. A respiração falha, o coração se contorcia no peito.

— Eu pensei que já fosse sua namorada. — A confissão dela fez os dois rirem baixinho.

Aquele momento era sem dúvidas, um dos melhores momentos de suas vidas.

Notas finais
Prefiro não falar nada sobre o capítulo hahhaha..estou muito nervosa e ansiosa para vocês darem opinião! Essa fic foi feita especialmente para vocês, leitores de Aniquila-me, então não deixem de ler: https://fanfiction.com.br/historia/706855/As_musicas_que_me_guiaram/