Notas iniciais
Olá, lindinhos! Confesso que estou meio desanimada e por isso demorei para postar... Nem estava com vontade de postar esse capítulo, porque estou com a sensação de que vocês não estão mais tão animados com essa fic. Espero, realmente, que isso seja só impressão minha, mas me deixou triste achar que vocês não gostaram do capítulo passado e não estão empolgados como eu (estava) com essa fic! De qualquer forma, aqui estou. Eu amo essa história e por isso jamais deixaria ela sem final. Por sinal, se tudo der certo, vou finalizar a fic ainda esse ano! Boa leitura.

Terceira Pessoa

Dois meses depois.

Lydia era refém de braços muito amorosos. Era envolvida, acolhida pelo abraço quente de Stiles. As mãos deles estavam repousadas sobre o quadril dela, os dedos a acariciavam de maneira delicada.

Seus corpos nus estavam completamente grudados. O rosto dela mergulhado na clavícula dele, as respirações se misturavam. Aquilo era maravilhoso, poderiam permanecer naquela cama por toda a eternidade.

— Todo mundo deve estar preocupado com você, Stiles. — Ela sussurrou muito fraco, espremendo os dedos na pele do pescoço dele.

— Aposto que eles nem lembram que eu existo.

As unhas curtas de Lydia encontraram a nuca de Stiles. Ela arranhou de leve ali, sentindo ele estremecer e a puxar para mais perto. O corpo dele era quente o suficiente para protegê-la do frio que entrava pela janela entreaberta.

— Stiles, você está não liga para ninguém desde que...

— A gente fez sexo. — Ele complementou rouco de desejo.

Lydia ergueu a cabeça para encontrar olhos castanhos transbordando de sentimentos. Ele tinha um sorriso satisfeito, sem vergonha, fixo naquela boca gostosa. Quanto mais Stiles ficava nu na frente de Lydia, ele ganhava um pouco mais de segurança em si mesmo.

— Sim. — Ela concordou tonta.

— Eu prefiro fazer sexo com minha namorada do que ouvir meus amigos reclamando porque eu não volto para Beacon Hills.

Lydia quis responder, mas só uma risadinha escapou de sua boca quando Stiles atingiu seu rosto com pequenos beijos. Os lábios dele caminharam por toda extensão de seus traços finos até, finalmente, alcançar a boca carnuda.

— Você não quer voltar para lá?

A pergunta impediu que Stiles começasse um beijo profundo. Ele grunhiu de insatisfação e depositou diversos selinhos nos lábios que amava. Lydia fechou os olhos e suspirou enquanto era beijada. Ela se sentia incondicionalmente amada e desejada.

— Eu vou ficar em qualquer lugar que você queira estar.

Ela voltou a abrir os olhos. Comprimiu os lábios um no outro e fixou o olhar em Stiles. Ele a encarava com intensidade, analisando cada centímetro de seu rosto enquanto as mãos caminhavam pelas costas nuas da namorada.

— Pensei que você quisesse que eu morasse lá.

— Não, Lydia. Está tudo bem se você não conseguir mais viver lá. — Stiles murmurou compreensivo. Moveu as pernas para deixá-las ainda mais entrelaçadas com as de Lydia. — A única coisa que eu peço é que você vá comigo visitar todo mundo, só isso. Eu vou morar onde você quiser.

— Mas... e seu pai?

O que Stiles falava parecia tão maravilhoso, tão impossível, que era difícil acreditar. Aqueles meses tinham sido, sem dúvidas, os melhores meses da vida de Lydia. Ela não tinha mais medos, receios ou vergonha, podia ser ela mesma perto de Stiles, podia se expor, se entregar, confiar. Era inacreditável pensar que aquela situação ainda podia ficar melhor.

— Faz algum tempo que eu falei isso com ele. — Confessou um pouco sem jeito. Concentrou o olhar nas marcas roxas de chupão no pescoço de Lydia. — Ele sabe o quanto eu amo você, então a maior preocupação foi só que eu consiga uma transferência da faculdade e volte a fazer logo o curso antes que eu perca a bolsa.

— V-você corre o risco de perder a bolsa por minha...

— Não se preocupe com isso. — Mais uma vez, Stiles selou os lábios com os dela. — A única coisa que você tem que pensar é se quer continuar morando aqui.

Lydia sabia que era inútil tentar discutir sobre aquilo. Stiles já tinha mostrado de todas as formas possíveis e impossíveis que faria qualquer coisa por ela e que se preocupava muito mais com o bem-estar dela do que quaisquer outras questões de sua própria vida.

— Você tem certeza que quer nessa idade já morar com a namorada? — Lydia amava dizer aquela palavra. Sempre que possível ela repetia: “namorada, namorado, namorados”.

— Nós já estamos morando juntos, anjo. — Lembrou com delicadeza.

Ficaram alguns instantes em um silêncio agradável. Eles já estavam há horas sem roupa, ainda melados de suor pelo sexo recente, mas sem nenhuma disposição para levantar da cama. Amavam ficar daquela maneira, ainda mais com o clima frio que fazia ser ainda mais delicioso se abraçarem.

Lydia começou a beijar o pescoço cheio de pintinhas. Apertou os lábios grossos várias vezes ali, mordiscou, deixou a língua recolher o sabor salgado de sua pele. Stiles ficou arrepiado com aquilo, estremecendo, suspirando.

— Para ser sincero, eu não queria sair daqui e morar com minha namorada.

Lydia franziu o cenho. O coração falhou em uma batida insegura, parou de beijar o pescoço dele e o encarou, morta de medo das próximas palavras que ele estava prestes a dizer.

— Eu queria que você já fosse minha esposa. — Ele falou tão baixo, que Lydia não sabia distinguir se tinha escutado certo.

— O quê?

— Sei que pode parecer bobo, já que nós já moramos juntos. — Stiles encolheu os ombros, desviou o olhar e corou. Com medo de que Lydia se afastasse, pressionou ainda mais as mãos na sua coluna. — Mas eu sempre sonhei em ver você vestida de noiva.

— Eu... — A voz dela falhou.

Stiles tomou coragem para encará-la e reconheceu a emoção mal escondida nos olhos verdes. Ele a conhecia o suficiente para entender os sentimentos que passavam naquele lindo rosto.

Ao ver a alegria e incredulidade da menina, Stiles abriu um sorriso radiante. Os olhos chocolates brilhavam insanamente, os lábios se curvaram ao ponto das bochechas doerem.

— Nada me faria mais feliz ou mais completo, do que chamar você de minha esposa.

— Se você der um anel para mim e ficar de joelhos, eu...

Stiles não deixou que ela terminasse de falar. A interrompeu com um beijo desejoso e a empurrou até conseguir se colocar por cima dela na cama. Deixou que as mãos encontrassem a nudez que ele amava e sentiu uma nova ereção se formar.

O sexo que eles fizeram naquele momento, como todos os outros, parecia uma boa definição para “fazer amor”. Seus corpos se conectavam, se acariciavam, cuidavam um do outro.

Os movimentos de seus quadris eram acompanhados por beijos, abraços e declarações mudas de amor. Eles se entregavam completamente um para o outro. Enquanto demonstravam tantos sentimentos através do sexo, se tornavam uma única pessoa.

**

Já estava no final da tarde quando Stiles mexeu no seu celular pela primeira vez naquele dia. Ele pegou o aparelho com um enorme sorriso no rosto. Estava ansioso para Lydia sair do banho para, finalmente, começarem uma maratona com todos os filmes de Star Wars.

Como se Malia tivesse poderes de telepatia, assim que Stiles desbloqueou o celular, o nome “Malia Tate” brilhou na tela anunciando uma ligação da coiote. Stiles estranhou aquilo, afinal, Malia era uma das únicas pessoas que não reclamava por ele só estar mandando mensagem, sem ligar ou atender ligações para focar todo o tempo somente em Lydia.

Ele quase rejeitou a ligação, quase. No entanto, lembrou do que Lydia falou sobre seus amigos estarem preocupados e considerou o fato de que Malia nunca ligava. Por isso, mesmo a contragosto e decidido a não demorar na ligação para poder agarrar Lydia assim que ela surgisse na sala, ele atendeu Malia.

— Malia. — Assim que ele murmurou o nome da amiga, a campainha do apartamento tocou estridente. — Espera um minuto!

Ele não deixou que Malia falasse nada, nem mesmo um cumprimento. Tirou o celular da orelha e abriu a porta com curiosidade. Se deparou com o porteiro do prédio com um sorriso tímido e uma caixa nas mãos.

— Acabou de chegar uma encomenda para vocês.

— Tem certeza? — Curioso, Stiles analisou a caixa parda nas mãos do homem.

— Tem o seu nome e o da... senhorita.

O porteiro, assim como alguns vizinhos curiosos, nunca sabia como se referir a Lydia. Afinal, Stiles sempre era simpático e se comunicava com todos, mas nunca dizia nada sobre Lydia e a garota, ainda não conseguia se sentir à vontade com pessoas estranhas, então sempre ficava calada.

O homem apontou para o alto da caixa e Stiles ficou ainda mais curioso ao ver escrito com uma letra cursiva: “Stiles Stilinski e Lydia Martin”. Só havia aquelas palavras e nada mais, nenhum endereço nem nada que indicasse de onde aquela encomenda veio.

— Preciso assinar com alguma coisa? — Perguntou com os olhos fixos naquela letra, tentando reconhecer.

— Não. Um homem só deixou na portaria e pediu para eu entregar.

— Obrigado.

Stiles apenas agradeceu com um pequeno sorriso e pegou a caixa das mãos do homem. Percebeu como a caixa era leve, como se estivesse vazia e fechou logo a porta da sala.

— Oi, Malia. Desculpe, é que acabei de receber uma encomenda. — Stiles grudou novamente o celular na orelha.

— S-Stiles.

O gaguejo preocupado de Malia fez a espinha de Stiles congelar. Ele arregalou os olhos ao notar a insegurança na voz dela, mas mesmo assim, abriu a caixa com um rasgo rápido.

— O que aconteceu? Está tudo bem?

Antes mesmo de Malia responder, Stiles sabia que tinha algo de errado. Há muito tempo ele estava esperando um fim para a felicidade que estava vivendo, sabia que em uma hora ou outra, algo ia acontecer.

A simples forma como Malia disse seu nome já foi o suficiente para ter um pressentimento ruim. Como se fosse para confirmar, ele fixou os olhos no conteúdo da caixa.

Seu coração acelerou. Lágrimas involuntárias e repentinas surgiram, fazendo seus olhos arderem. As mãos meladas de suor começaram a tremer. Ele não conseguia parar de olhar, não conseguia se mover, muito menos falar alguma coisa.

— O Scott sumiu! Você precisa me ajudar! Ninguém acredita em mim, mas eu tenho certeza que...

— Malia. — Stiles não soube como teve forças para falar. Sua voz saiu rouca, falha, grave demais. — Eu vou agora com a Lydia para Beacon Hills.

Notas finais
É isso, gente... espero que tenham gostado! Já escrevi boa parte do próximo capítulo, então não devo demorar muito para postar. Se vocês estiverem incomodados com algo da fic, por favor me falem para eu tentar melhorar! Tenho várias opções de finais para a fic, várias situações, mas ainda não consegui decidir qual é a melhor... Só espero conseguir não decepcionar vocês. Não deixem de dar sua opinião! Beijinhos.