Aniquila-me
25 Muito
Notas iniciais
Um mês depois.
Abri os olhos lentamente, tentando disfarçar.
— Eu estou vendo isso, Lydia. Fecha os olhos.
Suspirei ao escutar a voz grave de Stiles e voltei a apertar as pálpebras.
— Respira fundo.
— Isso é uma idiotice.
— Não é nada, eu li em algum lugar que isso ajuda. — Bufei, mas não o contrariei, tentando relaxar as mãos suadas. — A força está dentro de você, Lydia. Basta se concentrar, que você vai perceber que...
— Stiles, isso é Star Wars e não uma técnica de meditação.
— Você já assistiu Star Wars? — A voz dele subiu uma oitava e ficou claramente animada.
Abri novamente os olhos, virando em sua direção. Stiles estava deitado de cabeça para baixo no sofá, com as pernas no encosto e a cabeça roçando o chão, o cabelo todo bagunçado, grande demais e uma expressão travessa.
— É claro que eu já vi. Que tipo de pessoa não viu?
— Scott.
Ergui uma sobrancelha e sai da minha pose de “meditação”. Stiles me fez sentar com as pernas cruzadas a sua frente, com as mãos sobre os joelhos e de olhos fechados, durante uma eternidade, dizendo que aquilo me ajudaria a controlar a raiva e a ter concentração, para, segundo ele, “parar de ver meus amigos imaginários”.
— Ele não conta.
— E você gosta dos filmes?
— Eu não seria uma nerd completa se não gostasse.
Stiles abriu um sorriso tão grande, que senti minha respiração ficar descompassada. Logo em seguida, ele soltou uma pequena e deliciosa risada, que fazia parecer que não tinha nenhum problema no mundo, só existia eu e o garoto virado de ponta cabeça.
— Você, cara Lydia, acabou de subir no meu conceito. — Ele proferiu a frase com lentidão, de um jeito tão provocativo e encantador, que me fez sorrir.
Um silêncio pairou sobre nós, mas não era um silêncio incômodo, pesado, era leve e descontraído. Eu encarava seu rosto, que ficava vermelho de acordo com que o sangue se acumulava na cabeça e ele devolvia o olhar com intensidade, um sorriso meio escondido nos lábios finos e eu, não conseguia esconder os dentes, os exibindo como fosse a mulher mais sortuda na face da terra.
E naquele momento, mesmo sem nenhum acontecimento especial, eu de fato me sentia a mulher mais sortuda, por ter ao meu lado alguém que abria mão da própria vida por mim, alguém que cuidava de mim de um jeito que nunca fui cuidada, alguém que me amava com palavras e ações, que me trazia consolo e conforto.
Stiles interrompeu o olhar para se ajeitar no sofá, sentando como uma pessoa normal e levantando logo em seguida. Ele estendeu a mão para me ajudar a sair do chão e naquele exato segundo, a verdade escondida nos meus lábios, guardadas em meus pensamentos, pareceu pesada demais para que eu pudesse suportar.
Aceitei a sua ajuda, segurando firme em sua mão. Assim que minhas pernas se firmaram no chão, taquei o peso do meu corpo sobre o tronco do garoto, envolvendo meus braços em seu pescoço.
Stiles arfou, surpreso, mas correspondeu o abraço, segurando minha cintura e me puxando com força, fazendo nossos corpos se colidirem, se esmagarem. Afoguei o rosto na curva do seu pescoço e respirei bem fundo, tomando coragem para despejar as palavras.
— Eu amo você, Stiles. — Eu falei como uma confissão, como um segredo que escondia de mim mesma e senti o peso sair de dentro do meu ser, fiquei leve novamente. — Obrigada por não desistir de mim.
Ele não respondeu, seus braços fraquejaram a minha volta e sua cabeça se afastou da minha para que pudesse me encarar. O garoto parecia assustado, envergonhado, seus olhos castanhos brilhavam.
— O que? — Ele perguntou, tão incrédulo, tão lindo; eu sorri novamente.
— Eu amo você.
Stiles concordou com a cabeça, fazendo um biquinho com os lábios, desviando o olhar de mim e se afastando do meu toque.
— Stiles? — O chamei baixinho, tentando reconhecer as expressões em seu rosto pálido.
— Eu esperei por tanto tempo para ouvir você dizer isso.
— Não faz tanto tempo que nós estamos aqui.
— Eu não disse que estava esperando você falar isso desde a Eichen House.
E então eu entendi e procurei nas minhas memórias algum momento que eu tenha dito aquelas palavras para Stiles. Percebi que era primeira vez na vida que eu confessava que o amava.
Aqueles olhos castanhos me encaravam com tanta profundidade, tanto sentimento, que não conseguia distinguir o tipo de amor que sentia por aquele garoto, só sabia que nunca senti nada parecido por ninguém.
— Ok, eu tenho uma proposta para você. — Quando o silêncio durou um tempo muito grande, Stiles forçou uma tosse falsa e falou rápido demais. — O que você acha de finalmente sair de casa?
— Não, Stiles, eu não acho que seja uma boa ideia. — Respondi imediatamente, negando com a cabeça.
— Lydia, vamos, por favor! Eu vou enlouquecer se continuar preso aqui, já faz mais de um mês que você fica trancafiada!
— Não.
— Por que não? — Stiles segurou minhas mãos, entrelaçando nossos dedos e fez uma carinha irritante de tão fofa.
— Porque eu tenho medo, não estou pronta para ver outras pessoas, não quero...
— Lydia, é para seu bem, você não pode deixar que o que fizeram com você estrague a sua vida. A gente tem conversado sobre isso, você precisa superar, precisa provar para si mesma que é forte e capaz de voltar a ter a confiança que sempre teve. — Bufei, pois sabia que ele tinha razão, apesar de não querer ceder. — Você já melhorou tanto, já engordou dez quilos, está conseguindo desabafar comigo, sorri toda hora...
— Continuo tendo pesadelos e Allison ainda fala comigo. — Acrescentei, querendo o desanimar.
Stiles, para a minha surpresa, largou minhas mãos e suspirou, abaixando a cabeça e se afastando de mim.
— Ok, Lydia. Eu desisto, já percebi que não adianta tentar te convencer.
A expressão de decepção que passou em seu rosto, pareceu uma navalha cortando meu corpo. Pensei em todas as vezes que ele tentou me tirar da casa e quando percebi, finalmente cedi ao seu pedido.
— Não! Stiles, desculpa, você tem razão. — Ele olhou para mim, incrédulo. — Promete que não vai me deixar nem um segundo sozinha?
Ele abriu um sorriso tão grande, que eu soube na hora que meu esforço valeria a pena, pois veria Stiles completamente radiante.
— Eu não acredito nisso! Finalmente vamos para a praia!
— Praia? — Tentei contestar, dizer para irmos para qualquer outro lugar, mas Stiles foi para seu quarto completamente feliz.
Como eu iria estragar a felicidade dele?
— Vamos, Lydia, vale a pena ver ele assim. — Murmurei para mim mesma e antes que conseguisse sequer sai da sala, Stiles saiu do quarto já vestindo uma bermuda e uma blusa sem manga.
— O que você está fazendo aí parada? Vem, se veste!
Ri automaticamente com a ânsia do garoto, percebendo o quanto ele estava desesperado para sair de casa. Não precisei escolher a roupa, simplesmente sentei na cama e assisti Stiles revirar meu armário e jogas as peças em cima de mim.
— Vê se você gosta.
Segurei a saia florida e curta que ele escolheu, junto com uma regata branca e um conjunto de biquíni vermelho.
— Não é um pouco... Exposto? — Assim que perguntei, ele ergueu uma sobrancelha, a expressão sugestiva. — É diferente! Estou usando roupas curtas com você, não na frente de muita gente. Como vou ter coragem de ficar só de biquíni?
— Lydia, por favor, por mim! — Ele fez uma carinha suplicante, os olhos castanhos brilhando. — Você sabe que sempre usou saias curtas e biquíni nunca foi um problema, está na hora de perder essas inseguranças.
Suspirei, derrotada, mas levantei para colocar a roupa. Ele, novamente, abriu um sorriso lindo e eu comecei a tirar a roupa que usava, sem me dar ao trabalho de mudar de cômodo.
Stiles já tinha me visto nua diversas vezes, então não parecia lógico ir para outro lugar, contudo, por algum motivo, isso pareceu o surpreender. Quando abaixei a calcinha e coloquei o biquíni, percebi os olhos arregalados e surpresos do garoto na direção do meu corpo; tentei ignorar, apesar de parecer impossível não notar o deus grego paralisado, olhando para minha nudez e desviando o olhar para o chão, como se não conseguisse resistir à tentação de espiar.
Quando coloquei o biquíni, a saia e a blusa, fiz questão de desviar do espelho para não ficar ainda mais apavorada com a ideia de sair de casa. O garoto me encarou dos pés à cabeça e agarrou meu braço, me arrastando pela sala e abrindo a porta com uma rapidez assustadora.
— Você está linda, Lydia Martin.
Encarar novamente o corredor do prédio. Entrar no elevador já pareceu estranho, assustador, mas nada se comparou a sensação de ficar do lado de fora. Assim que meus chinelos encostaram no chão da rua, fui invadida por um medo absurdo e aparentemente sem motivo.
Meu sangue parecia congelado, olhei em volta e tinha a sensação que todas as pessoas da rua olhavam para mim, riam de mim. Fiquei paralisada no lugar, sem conseguir me mover e quando um vulto passou perto de mim, instintivamente, agarrei com força o braço da pessoa.
— Lydia! — Quando a voz de Stiles me alertou, percebi que eu segurava o braço de um senhor de idade, que estava com a expressão repleta de medo.
— Desculpa, desculpa, eu me assustei. — Murmurei para o velhinho desconhecido e larguei imediatamente seu braço. — Eu disse que não estava pronta, eu quero voltar para casa.
— Anjo, ei, calma, está tudo bem. — Stiles segurou meu rosto com as duas mãos, algo que sempre fazia, mas o que me surpreendeu foi ele ter aquela atitude em lugar público, onde qualquer pessoa poderia nos ver, como se não tivesse motivo para se envergonhar. — Eu estou com você, está tudo bem, ninguém vai machucá-la.
Eu queria negar novamente, porém recebi um beijo estalado na testa e a mão reconfortante de Stiles segurou a minha, ele cruzou nossos dedos, me dando segurança, e me encarou com aqueles olhos castanhos sinceros e gentis.
Quando nos movemos, começando a caminhar pela rua, eu fiquei tão encantada pela forma como Stiles agarrava minha mão, apertando meus dedos gentilmente, que não prestei atenção em mais nada. Eu gostava da sensação que ele provocava em mim, me sentia cuidada, zelada, como se perto dele fosse um lugar completamente seguro.
— Você só está esperando eu melhorar, não é? — Quando percebi, já perguntava em voz baixa, olhando distraída para as pedras da calçada.
— O que?
— Quando eu melhorar você não vai querer continuar comigo.
Stiles ficou por tanto tempo em silêncio, enquanto continuávamos caminhando, que precisei encara-lo, me deparando com uma expressão completamente confusa e surpresa.
— Eu sempre achei que... — Ele parou no meio da frase, me olhando com insegurança. — Você quer continuar morando comigo?
Balancei os ombros, sem saber se aquilo era um convite ou uma pergunta. No fundo, eu tinha medo de melhorar até o ponto que o humano queria e então, ele simplesmente me deixaria, afinal Stiles tinha para onde morar, devia estar com saudades de morar com o pai. Enquanto eu, ficaria completamente sozinha.
Mesmo se eu tivesse sanidade para morar sozinha, talvez, a mais pura verdade seja que eu gostava de morar com ele, gostava das sensações que Stiles causava em mim e não queria perder isso.
Percebi tarde demais a maneira como Stiles me analisava, daquele jeito que eu soube imediatamente que ele foi capaz de decifrar meus pensamentos, pois me conhecia como ninguém nunca me conheceu.
— Lydia Martin, estou fazendo um pedido formal, para oficialmente ser a minha... — Ele fez uma careta, como se tentasse achar a palavra certa. — Colega de quarto? Nossa, isso soa tão ruim! Mas você entendeu, estou pedindo que more comigo, mesmo quando estiver bem, mesmo quando estiver completamente independente e não precisar de mim para mais nada.
— Você é a única pessoa que eu tenho, Stiles, eu perdi minha família, meus amigos. — Estava tão perdida na conversa que só percebi que estávamos em frente à praia, quando o garoto parou de andar. — Mas não precisa fazer isso por mim, não precisa morar com um fardo só porque eu não tenho onde ficar. Um dia você pode se interessar por alguma garota ou...
— Lydia, eu estou olhando para a única garota que tenho qualquer tipo de interesse.
Sabe aqueles momentos, que por mais que seja óbvio, você não consegue entender? Quando virei a cabeça em sua direção, eu esperava que alguma garota tivesse se materializado ao meu lado e que Stiles estivesse falando dela, pois qualquer coisa parecia mais real, mais possível do que o que meus ouvidos enganosos captaram.
Porém, Stiles olhava fixamente para mim, comprovando os significados de suas palavras. Nós ficamos em silêncio nos encarando.
— Vocês são fofos juntos. — Uma mulher, que andava perto de nós, falou sorrindo, olhando para a gente, fazendo com que instantemente nós pulássemos de surpresa.
Estávamos parados na calçada em frente à praia, um de frente para o outro e com os dedos entrelaçados. Para piorar, eu não fazia ideia de quanto tempo ficamos daquele jeito, pois Stiles me deixava completamente desnorteada.
— Vamos, não vejo a hora de dar um mergulho. — Quando Stiles falou, ele estava visivelmente tímido, talvez por causa do que ele falou, ou da mulher que nos elogiou.
Só sabia que meu próprio rosto estava corado e me sentia estranhamente nervosa, me dando conta do quanto andávamos próximos um do outro, os braços se roçando.
Tirei os chinelos, os segurei com a mão livre e finalmente senti a areia contra meus dedos. A sensação era boa, os grãos da areia estavam mornos e o sol batia contra minha pele gelada.
Nós andamos, constrangidos, mas sem soltar a mão um do outro, até Stiles dizer que achamos um lugar bom e esticar duas cangas para sentarmos. Ainda de pé, o garoto arrancou a camisa, expondo o peitoral magro e pálido, que me parecia extremamente atraente.
Com receio, sentei sem tirar minha roupa e abracei meu próprio corpo, olhando em volta, analisando as poucas pessoas na praia, com medo que alguém estivesse olhando na minha direção.
— Lydia, vamos, tira essa roupa.
— Você está com quantos anos? — Sem responder ao que ele dizia, fiz a pergunta que por algum motivo, nunca tinha feito.
— Dezenove, por quê?
— Você não tinha um corpo tão bonito antes de eu ir para o inferno. — A resposta foi automática, enquanto olhava para o abdômen levemente definido, com músculos magros querendo se exibir na pele clara.
— Você acha meu corpo bonito? — Ele sentou ao meu lado, com os olhos arregalados e novamente, ignorei o que ele falou, para fazer outra pergunta.
— Então eu também estou com dezenove?
— Sim, a gente estava no final do ensino médio quando foi pega. Você estava perto de você fazer dezoito.
— Eu perdi tanto tempo. — Murmurei, entendendo o porquê, quando vi Scott e Stiles pela primeira vez, os achei tão maduros e diferentes, principalmente Stiles. — Você entrou para faculdade?
— Sim, para direito, estou cursando na verdade. Quando fizemos o plano para resgatar você, eu tranquei a matricula e bem, quando você estiver boa o suficiente para voltarmos para Beacon Hills, eu volto a fazer.
— Por que você não contou isso antes?
— Não sei, você nunca perguntou. — Ele respondeu simplesmente, balançando os ombros como se não fosse nada demais ele estar cursando direito. — Você também recebeu milhares de cartas de universidades praticamente implorando para você entrar. Eu fui em cada uma delas, consegui atestados falsos e convenci que você estava com problemas de saúde, ia se tratar fora do país e que quando recebesse alta, poderia cursar.
— Então, eu ainda tenho vaga nas universidades? — Aquilo me encheu com uma alegria inesperada ao pensar que poderia voltar a minha vida normal, recuperar o tempo perdido.
— Eu resolvi tudo para você, Lydia, até seu cachorro infeliz está com meu pai.
— O Prada está vivo? — Quase gritei de felicidade, agarrando o braço do garoto. — Como você não me fala essas coisas?
— Quando seus pais... Você sabe, o Prada estava sozinho, então levei para minha casa, mas aquele cachorro me odeia, vive me mordendo, rosnando para mim, só ama meu pai. — Ele sorria para mim e eu não conseguia acreditar na sorte que eu tinha por ter alguém como Stiles ao meu lado. — Eu sei o quanto você ama esse cachorro, então agora ele está com meu pai, sendo muito mimado, com ração de primeira linha, esperando você voltar.
Por instinto, abracei Stiles com força, sendo a segunda vez que eu fazia isso, provocando um sorriso ainda maior em seu rosto.
— Agora, por favor, vamos para água.
Dessa vez, não tive como resistir ao pedido; Stiles me deixava tão entretida, tão desnorteada, que eu conseguia esquecer as pessoas ao meu redor. Levantamos e eu finalmente tirei a roupa, ficando somente com o biquíni vermelho.
— Você está tão gostos... — Stiles parou de falar no meio da frase quando eu o encarei, surpresa, fazendo ele ficar repentinamente tímido. — Linda, você está linda.
Tentando disfarçar, ele agarrou minha mão e já me puxou em direção a água. Por algum motivo, eu não me sentia ofendida ou ameaçada quando Stiles se referia ao meu corpo, pois a forma como ele falava era espontânea, tímida e acima de tudo, eu tinha a certeza de que ele me amava, independente de como estivesse minha aparência.
A água fria do mar alcançou minhas pernas, ganhei segurança apertando a mão de Stiles, que permanecia entrelaçada na minha e juntos, andamos para mais fundo, até o mar bater na altura do nosso quadril.
Ele virou para mim, como se fosse dizer algum comentário engraçado, mas me distrai com seu corpo muito próximo do meu. Stiles chegou a falar, entretanto eu não escutei, ele mergulhou rapidamente a cabeça na água, fazendo seu cabelo molhado cair sobre os olhos e deixando seu tronco ainda mais atraente.
O garoto fazia com que eu me sentisse tão segura, tão confiante, que tive coragem de espremer uma mão contra seu abdômen, sentindo os músculos retraídos, formando o início de pequenos quadrinhos; aquilo era delicioso e fascinante.
— O que você está fazendo? — A pergunta foi tímida e curiosa, percebi que eu encarava fixamente a sua barriga e quanto mais olhava, quanto mais apertava os dedos sobre sua pele, mais eu tinha vontade de sentir todo o seu corpo.
— Eu acho você muito sexy, Stiles. — Falei com uma segurança, que só a antiga Lydia conseguia falar, uma segurança que o garoto a minha frente conseguia transmitir para mim. — Muito.
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