Aniquila-me

26 Desajeitado


Notas iniciais
Gente, vou confessar...AMEI escrever esse capítulo, entãoooo realmente espero que vocês amem, pois estou mega feliz com todos os comentários e recomendações que estou recebendo! Sério, estou muito feliz mesmo, pois sei que tenho os melhores leitores do mundo!! Não vou falar muito aqui, prefiro escrever nas notas finais. Boa leitura!

— O-obrigado? — Ele falou tão tímido, que o agradecimento pareceu uma pergunta e eu presenciei, curiosa, o rosto dele ficar vermelho ao ponto de parecer vinho, cobrindo cada centímetro de sua pele. — Você é a primeira pessoa que acha isso.

— Duvido muito, eu apenas fui a primeira que disse isso.

— Não é possível, você quer me enlouquecer, Lydia.

— Por quê? — Perguntei, sentindo vontade de rir da expressão engraçada do garoto.

Com relutância, enquanto encarava seu rosto, tirei a mão de seu abdômen. Meus dedos formigaram, como se lamentassem a quebra de contato, por isso, imediatamente, segurei a mão do garoto.

— Você me abraça duas vezes, diz que me ama, fala que estou com o corpo bonito e agora, fala que sou sexy!

Balancei os ombros, sorrindo e apertei a mão dele com mais força, encarando as águas cristalinas e calmas como uma piscina. Com a segurança dos dedos longos que envolviam os meus, flexionei os joelhos e mergulhei brevemente, molhando meu cabelo.

Quando voltei a superfície, joguei a cabeça para trás, deixando os fios embaralhados caírem em minhas costas. Fechei os olhos com força e sorri, sentindo o sol quente contra meu rosto e a água gelada cobrindo meu corpo.

A sensação era boa, fazendo com que eu ficasse eternamente grata por Stiles ter me convencido a sair de casa. Abri os olhos e o encarei, ainda sorrindo, pretendendo agradecer.

O rosto de Stiles fez com que as palavras sumissem de minha garganta. Ele estava com a boca aberta, balançando a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse incrédulo, os olhos avelãs, claros, brilhavam com a luz solar.

Ele estava incondicionalmente lindo, mas eu já sabia disso, já tinha percebido o quanto suas feições se tornaram lindas para mim. O que me surpreendeu, o que fez com que as palavras ficassem entaladas dentro de mim, foi a forma que ele me olhava, pois não tinha somente admiração, tinha paixão.

Stiles me olhava do mesmo jeito que fazia anos antes, quando eu finalmente percebi que o pirralho magricela e desajeitado tinha uma paixão platônica por mim.

Fiquei presa naquele olhar, paralisada, de frente a ele, nossas mãos entrelaçadas e os corpos distantes. Stiles, em silêncio, deu dois passos em minha direção.

A água batia com leveza em nossos corpos, minha respiração acelerou aos poucos. O humano se aproximou mais, os olhos castanhos continuavam a brilhar e eu, me sentia reconfortada pelas reações imediatas que aquela aproximação provocava em meu corpo.

O rosto dele se aproximou e eu desejei ardentemente provar os lábios finos e rosados, mas Stiles, depois de milhares de segundos, pareceu perceber o que estava prestes a fazer.

Em um instante, a sua expressão era séria e tranquila, enquanto olhava para minha boca e então, no instante seguinte, Stiles arregalou os olhos e deixou o ar escapar pela boca, como se estivesse surpreso, isso fez com que seu hálito fresco banhasse meu rosto.

Estremeci ao inspirar a fragrância inebriante de sua boca, me sentindo fraca, tonta pela expectativa.

Completamente desajeitado, sem graça, Stiles tentou beijar minha bochecha, mas seus lábios escorregaram na minha pele molhada, até atingir o canto da minha boca. Minha pele e minha boca, formigaram, disparando um calor que perfurou meus ossos, atingiu meus órgãos internos.

Eu nunca me senti daquele jeito, nunca ninguém foi capaz de provocar em mim o que Stiles provocava com um mínimo encontro de nossas bocas. Ele se afastou, os olhos esbugalhados, abrindo e fechando a boca várias vezes, como se tentasse falar, sua mão começou a tremer sobre a minha.

Aquela reação era tão adorável e eu me sentia tão incrivelmente segura, confiante, que não pude resistir ao desejo que fazia minhas pernas tremerem. Não tive medo, não tive insegurança, pois mesmo estando fora do apartamento, mesmo exposta com a roupa de banho, eu tinha a proteção da presença de Stiles.

Eu amava o jeito inseguro que ele agia perto de mim, amava enxergar a fragilidade em seu olhar pelo nervosismo de perceber que estava prestes a me beijar. Andei mais um passo uma sua direção, forcei os dedos dos pés a se curvarem sobre a areia, ficando na meia ponta para alcançar a altura do rosto do humano.

Com a mão livre, joguei meu braço por cima de seu ombro e apertei o pescoço magro. Desabei o peso do meu corpo sobre o dele, deixando minha pele exposta entrar em contato com seu tronco molhado e rígido.

Não tive pressa, agi lentamente, provando a sensação dos nossos corpos se unindo aos poucos, nossas peles molhadas se misturando, as pernas encostando uma na outra, as barrigas se colidindo.

Em algum momento, percebi que Stiles parou de respirar, ele finalmente conseguiu fechar a boca, os olhos permaneceram arregalados, me encarava fixamente, surpreso. Estava tão envolvida pelas chamas que consumiam meu corpo, que só conseguia enxergar a sua boca, todo o resto parecia embaçado, sem foco.

Juntei nossos lábios, deixando a minha boca infinitamente mais grossa cobrir a dele. Aquele contato prazeroso permaneceu por longos segundos, deixei meus dedos encontraram o cabelo da nuca de Stiles, enquanto a outra mão continuava entrelaçada com a dele.

O garoto continuava paralisado, sem respirar. Abri a boca e a movi lentamente, fazendo uma fricção boa em nossos lábios que me provocou arrepios incontroláveis. Percebendo que Stiles continuava parado, movi com força a minha boca e lambi seu lábio inferior delicadamente.

Ele suspirou alto, voltando a respirar e sua boca, lentamente, abriu, me dando espaço para beija-lo como desejava. Minha língua teve a coragem de invadir sua boca quente, fazendo com que o seu sabor refrescante se misturasse a minha saliva.

Movi minha língua por alguns instantes, provando a sensação boa, até que, timidamente, com um movimento atrapalhado e inseguro, Stiles mexeu a língua pela primeira vez, deixando que a dele esbarrasse contra a minha.

Foi a minha vez de parar de respirar. A língua de Stiles, saborosa, se movimentou, colidindo com minha língua, entrando na minha boca de um jeito delicado, sutil, como se tivesse vergonha e ao mesmo tempo, ânsia para provar meu gosto.

Eu achava que não seria capaz de beijar novamente, que não seria capaz de sentir desejo e só percebi o que estava conseguindo fazer, quando nossas línguas começaram a se conhecer, bem lentamente, de um jeito saboroso. Aquele beijo parecia dissolver todas lembranças ruins, parecia relaxar cada músculo tenso e curar cada cicatriz presa ao meu corpo.

A mão livre de Stiles, foi com muito cuidado para meu quadril, ele parecia ter medo que eu não aprovasse o movimento. Seus dedos alcançaram minha pele exposta e se acomodaram ali, fazendo com que eu empurrasse meu corpo para mais perto do dele.

A cada segundo, me sentia mais deliciada, mais envolvida no beijo e Stiles, aos poucos, tomava mais coragem para me beijar de um jeito intenso. Eu não sabia explicar como, mas ao mesmo tempo que seu beijo provocava ondas de desejo, era um beijo engraçado, como se a boca fina fosse desastrada, desajeitada, como se sua língua esbarrasse na minha sem querer e ele não conseguisse fazer o que pretendia, errando nos movimentos que queria e mesmo assim, provocava prazer em mim.

Em algum momento, puxei o lábio inferior de Stiles para minha boca e mordi, sugando para que continuasse refém de meus dentes. Percebi que agi da forma certa, pois senti o garoto estremecer e arfar.

Demorei para libertar sua boca saborosa e assim que fiz isso, Stiles pareceu querer me recompensar da mesma forma, pois puxou meu lábio inferior, sugando, passando a língua quente sobre minha pele e mordiscando várias vezes, bem delicadamente, bem lentamente.

Eu mesma estremeci, surpresa ao perceber o quanto aquilo era bom. Ele soltou meu lábio e com uma sincronia satisfatória, selamos castamente nossas bocas diversas vezes e nos separamos aos poucos.

Não conseguia abrir meus olhos, minhas pálpebras estavam pesadas e sentia que se me afastasse um milímetro de seu corpo, eu iria desabar e me afogar na água gelada que continuava a bater calmamente contras nossas pernas.

Deixei meu calcanhar alcançar novamente a areia, saindo da meia ponta, fazendo com que minha cabeça ficasse na altura do peito de Stiles. Ainda de olhos fechados, aproveitei a nova posição para repousar meu peso sobre ele.

— Isso foi muito, muito bom, Stiles. — Sussurrei baixinho e sorri abertamente, sentindo meus músculos molengas, relaxados. — Se eu soubesse que você beijava tão bem, teria feito isso antes. — Acrescentei em um tom leve, finalmente abrindo os olhos.

Levantei a cabeça para o encarar e o garoto soltou uma risada gostosa, deliciada. Suas bochechas estavam levemente vermelhas e ele exibia no rosto uma felicidade tão pura e radiante, que não conseguia parar de sorrir e rir ao mesmo tempo.

Sem saber o motivo, quando percebi, ria com ele.

Nossas risadas se misturaram e para mim, nada do mundo era melhor do que estar daquela maneira, abraçando o garoto com um braço, a outra mão entrelaçada na dele e rindo sem motivo, com os lábios dormentes e sedentos por mais beijos.

— A-acho que está bom, podemos sair da água. — Quando paramos de rir, Stiles falou gaguejando, me afastando com delicadeza do abraço, sem abandonar a minha mão.

Concordei com a cabeça e o observei desviar o olhar. Ele tentava esconder, mas podia ver o sorriso que ele lutava para não se formar em seus lábios, mordendo a boca.

Saímos da água com um silêncio agradável e sentamos na canga estendida na areia. Depois de um tempo, tomei coragem para deitar, ignorando o fato de estar exposta com o biquíni, Stiles deitou ao meu lado.

Fechei os olhos e fiquei assim por um bom tempo, quando os abri novamente, virei a cabeça e analisei Stiles, de olhos fechados, com a respiração acelerada e exibindo o lindo tronco que se iluminava com a luz do sol.

Fiquei de joelhos silenciosamente, me inclinei sobre o corpo de Stiles, sem que ele percebesse e não pude resistir, uni novamente nossas bocas. Ele se sobressaltou, pulando de susto, mas logo relaxou e me correspondeu lentamente.

Nossas línguas se encostaram por poucos segundos, puxei seu lábio inferior como tinha feito no primeiro beijo e dessa vez, mordi com força e o libertei rapidamente, me afastando, parando o beijo.

— Por que você está fazendo isso? — Ele sussurrou, a expressão indecifrável.

— E-eu acho que... — Foi a minha vez de gaguejar, ficando subitamente envergonhada com o que estava prestes a dizes. Precisei respirar fundo e tomar coragem para falar. — Acho que estou apaixonada por você.

Stiles lambeu os próprios lábios, balançando a cabeça em afirmação e novamente, desviou o olhar. Sua respiração, acelerada, aumentou consideravelmente.

— Não faz isso comigo. — A voz dele foi como uma suplica baixa, me deixando sem reação.

Como fui estupida! Era óbvio que ele não queria me beijar, ele só correspondeu para não me deixar triste! Como eu fui capaz de achar que alguém sentiria...

— Se você continuar falando essas coisas, agindo assim e me olhando desse jeito, eu vou acabar acreditando que você gosta de mim. — A sua voz, mansa, interrompeu meus pensamentos. — Se estiver me beijando só por desejo ou algo assim, por favor, não me deixa acreditar que está apaixonada, eu tenho o péssimo costume de me iludir e de interpretar as coisas do jeito errado, então não quero criar esperanças falsas para depois...

Quando percebi o quanto ele falava bobagens, despejando as palavras com uma rapidez assustadora, uni nossos lábios uma terceira vez, apenas os selando, fazendo com que Stiles finalmente calasse a boca.

— Stiles, definitivamente, eu estou apaixonada por você. — Conclui, sentindo o desespero do meu coração que se debatia no meu peito.

— Hãn...ok. — Foi a maravilhosa resposta dele, percebia o nervosismo explicito em seus olhos. — Meu Deus! Eu não acredito que disse ok, desculpa! Estou entrando em pânico, não sei o que dizer!

Stiles se atrapalhou completamente, os olhos arregalados, fazendo com que eu risse abertamente. Nervoso, o garoto acompanhou minha risada de um jeito desengonçado, quase histérico.

— É melhor, não sei, saímos daqui. O que você acha de irmos em algum restaurante comer algo bem gorduroso? — O garoto, claramente, tentava sair daquela situação constrangedora.

Ainda rindo, concordei com a cabeça e ele suspirou alto de alívio.

Quando levantamos, pegamos nossas coisas e começamos a andar pela areia, em direção a calçada, Stiles olhou de relance para mim e disparou as palavras com rapidez.

— Você já sabe que eu gosto de você, né? Quer dizer, eu já disse isso, não preciso repetir nem nada para... — Ele abaixou a cabeça, bufando e escutei seu xingamento baixo.

— Se você continuar falando essas coisas, agindo assim e me olhando desse jeito, eu vou acabar acreditando. — Imitei as palavras que ele disse minutos antes, o fazendo sorrir para mim.

Notas finais
E aiiiii?? Gostaram?? Para variar, não tinha planejado escrever o beijo agora hahaha..mas estava escrevendo o capítulo e percebi a oportunidade do beijo. Fiquei com muita duvida se colocava na praia, mas pedi a ajuda de uns leitores lindos e eles me ajudaram a escolher a praia!! Eu já tinha começado esse capítulo com a Lydia narrando e por sorte, a maioria de vocês queria o beijo com a narração dela mesmo, então espero que tenham gostado! No próximo, eu pretendo que o Stiles narre, para vocês entrarem um pouquinho na cabeça dele e ver como ele se sentiu! É isso, espero de todo coração que tenham gostado desse momento especial...eu sou meio que viciada em escrever beijos hahah amoo demais escrever, então, espero que tenha saído legal! Logo, logo eu vou explicar mais sobre a Echein House e vai rolar mais problemas...haha mas fiquem tranquilos que ainda tem muito momento fofo pela frente! Beijinhos ONE NOVA https://fanfiction.com.br/historia/679793/Segundos/