Aniquila-me

36 Distrações


Notas iniciais
Lindinhos, como vão?? Capítulo novinho para vocês! Estou realmente animada e com esperança de que vocês gostem bastante, porqueee fiquei até quase duas horas da manhã escrevendo para conseguir postar hoje hahah Vou dedicar esse capítulo a leitora que consegue superar todas as outras na hora de me cobrar por capitulos hahahha! Parabéns, Beatrice, acaba de ganhar o título de leitora mais chata e que me cobra mais hahah (por favor, não me mate por falar isso!) É isso, lindinhos. Boa leitura!

Meu cabelo estava molhado e desajeitado por causa da água salgada e o vestido azul claro que usava, pareceu se tornar inapropriado quando o biquíni úmido grudou no tecido, fazendo o vestido colar no meu corpo.

Tudo isso me incomodava, fazia com que ficasse mais insegura. Cada olhar das pessoas em minha direção, pareciam ser cheios de crítica, raiva e até mesmo, medo, como se soubessem por tudo o que passei e o que me tornei, do que sou capaz de fazer.

Por isso, não gostava de sair de casa. Odiava ter que enfrentar outras pessoas, quando já tinha Stiles ao meu lado. Não precisava conviver com ninguém além dele, porém, era justamente por ele que sugeri que fossemos sair. Qualquer esforço valia a pena para ver o sorriso enorme em seus lábios.

Em algum momento, depois que saímos da praia e voltamos para o Jeep, indo para o único shopping da cidade, Scott e Stiles entraram em um assunto que pareceu deixá-los animados. Não fiz questão de prestar atenção, pois assim que saímos do carro, percebi que tinha coisas melhores para me concentrar.

Se alguém me perguntar como é a entrada do shopping ou onde fica, não vou saber responder. Tudo o que prestei atenção, tudo o que senti, tudo o que enxerguei, foram as mãos de Stiles apertando minhas ancas, foram os olhos cor de uísque deslizando por meu corpo com admiração, foi a forma como que ele andava e ria, o jeito como a cada instante, me lançava um olhar que trazia segurança.

— Lydia? — A voz de Scott me fez piscar um par de vezes. — Não escutou nada do que eu falei, né?

— D-desculpa.

Scott revirou os olhos, Stiles me lançou um sorriso torto. Será que ele sabia o motivo da minha distração? Será que percebia o quanto é difícil olhar para sua boca e não beijá-lo?

Pensar que pouco tempo atrás, a ideia de ser tocada, ser beijada e me expor pareciam tão repugnantes, era estranho. Agora, o tempo todo, só consigo sentir desejo, só consigo me expor, me expor para ele.

— Lydia!

— O que? — Percebi que mais uma vez, Scott tentava falar comigo.

— Vocês não têm jeito. — Ele murmurou e bufou, andando vários passos a nossa frente.

Encarei Stiles em uma pergunta muda. Ele balançou os ombros e deu um beijo estalado na minha testa. Deus! Como ele conseguia fazer eu me sentir amada daquela forma? Como, com um único gesto, ele era capaz de trazer tanta segurança a mim?

— Ele só está chateado porque você está muito distraída. — Pela forma como sussurrou e manteve o andar devagar, percebi que ele não queria que Scott ouvisse. — Posso saber no que está pensando?

E ao olhar bem de perto para seu rosto, só consegui me perguntar como era seu corpo. Se ele tinha aquele peitoral lindo, se tinha traços tão perfeitos, como seria ver ele sem aquelas roupas?

Minha própria imaginação, pareceu tentadora.

— Eu preciso fazer carinho em você. — Foi a terceira vez no dia que falei isso. — Eu quero muito.... — Confessei sem me sentir envergonhada.

Parecia tão natural desejar um corpo lindo como aquele, que não tinha como me envergonhar. Ele já me enlouquecia com o poder de suas mãos e de sua boca habilidosa, então a cada segundo ficava mais ansiosa para saber o que Stiles causaria em mim com cada centímetro do seu corpo.

— Você... — A voz dele ficou subitamente fina, o rosto se tornou vermelho e essa combinação, de alguma forma, era sexy. — Por favor, guarda esse pensamento para hoje mais tarde.

A expetativa que sua fala criou, me fez abrir um sorriso gigantesco. Pelo modo como que ele arregalou os olhos, pareceu se surpreender com a própria fala, pois logo em seguida encarou o chão e acelerou o passo até alcançarmos Scott.

Eles voltaram a conversar e mais uma vez, não prestei atenção, não me importei em entender o que falavam. Só conseguia pensar em “hoje mais tarde”, só conseguia olhar para o corpo vestido ao meu lado e tentar acreditar que teria total liberdade para tocá-lo.

— Anjo? — Aquela voz grave, rouca. Oh! A voz que causa arrepios até na minha alma.

— Aposto o meu rim que ela está pensando em sexo! — A segunda voz pertencia a Scott. — Juro que se ela não tiver, arranco meu rim agora com minhas próprias garrar!

Um suspiro, um bufar. Demorei alguns minutos para focar o olhar nos homens a minha frente. Os dois pareciam curiosos, me observando. Encarei o chão e passei a língua sobre os lábios.

Vamos, Lydia! Presta atenção neles...você consegue parar de pensar no Stiles por um instante!

Voltei a olhar para cima e...Deus! Flagrei os olhos castanhos me devorando, consumindo com o olhar cada parte do meu corpo da mesma forma que faz enquanto me toca, enquanto afunda a boca em cada ponto sensível e usa a língua macia, delicada para me presentear com um prazer delicioso.

Bastou aquilo, para eu desejar ser tocada. Bastou isso, para sentir meu interior se contorcer e um incômodo surgir entre minhas pernas. Em silêncio, meu corpo berrou ao meu sistema nervoso, gritando para que eu fizesse aquele homem lindo me estimular até eu desmanchar repetidas vezes em sua boca, em suas mãos.

— Vocês falaram alguma coisa? — Ousei perguntar, engolindo em seco.

— Estamos tentando escolher um filme, anjo.

Olhei atordoada para o que existia a minha volta e só assim, percebi que estávamos no andar do cinema do pequeno shopping. Eu nem percebi quando entramos naquele lugar! Tive a certeza que Stiles percebeu minha confusão, quando uma risada travessa surgiu de seus lábios lindos.

Fazendo um incrível esforço para não me distrair, encarei os cartazes a minha frente que anunciavam os filmes que passavam.

— Scott queria ver esse. — Stiles acrescentou quando eu demorei a falar, apontando para um cartaz. — É um suspense que parece ser bom, mas não precisa ver se não se sentir confortável.

Ao ler a classificação indicativa como dezoito anos e ver que possuía cenas de sexo explícito e violência, entendi o motivo de hesitação de Stiles. Soltei um suspiro e o encarei.

— Você também quer ver esse, não quer? — Murmurei me perdendo em seus olhos expressivos, sempre atentos a mim.

— Parece ser bom. — Encolheu os ombros ao falar e eu entendi que ele não queria que eu me sentisse obrigada a escolher aquele. — Eu gosto dos atores, mas não tem problema se você não quiser ver, anjo.

— Eu vejo. — Interrompi, desviando o olhar para Scott que sorriu com minha resposta.

— Tem certeza? — Ele voltou a perguntar, receoso.

— Tenho.

Meus olhos por algum motivo, se prenderam a Scott. Algo cutucou meu estômago enquanto observava o rosto moreno, os olhos escuros. Percebi os movimentos de sua boca, denunciando que falava alguma coisa, porém, não consegui escutar. Não consegui desviar o olhar.

Um som agudo, fino, irritante, preencheu meus ouvidos, perfurando os tímpanos, tornando minha consciência embaçada. Minhas mãos começaram a suar, o cutucar do estômago se intensificou.

Deus! O que é isso?

Fechei os olhos e os abri novamente. Cerrei as mãos em punho, tentei controlar a respiração, senti o coração disparar e então, ao lado de Scott, uma figura conhecida se solidificou, surgindo do vazio e eu finalmente entendi o que acontecia.

— Allison. — O nome escapou da boca quando reconheci minha melhor amiga olhando para Scott.

Ela virou a cabeça em minha direção e ali, encontrei algo diferente, algo que não vi em todas as vezes que alucinei com ela. Sim, alucinei.

Depois de muitas conversas, Stiles me convenceu de que todas as vezes que vi Allison e Aiden, me incentivando a matar meus amigos ou brigando comigo, não passava de fruto da minha imaginação. Fiquei tempo o suficiente presa no inferno, para enlouquecer, fantasiando eles para não me sentir sozinha.

Agora, que me sinto melhor, agora, que voltei a vida, não vejo Allison há longas semanas, talvez até há mais de um mês. Por que eu estava vendo ela justo agora?

Alguém encostou em mim, tinha vozes ao lado, mas o som em meus ouvidos era mais alto e a presença de Allison fez com que eu não conseguisse entender o que acontecia perto de mim, só podia enxergar ela.

— O que você está fazendo aqui? — Sussurrei.

Eu estou enlouquecendo de novo? Por que ela parece tão real? O que tem diferente agora? Por que não está igual as minhas outras ilusões?

O mesmo cabelo castanho, a mesma pele muito pálida, usava um vestido branco e tinha uma besta nas costas. Algo em seus olhos era real, profundo. O castanho do seu olhar brilhava, repleto de sentimentos e então, ela sorriu. Céus! Aquele sorriso de covinhas era capaz de iluminar o mundo.

— Eu tenho saudades de vocês. — A voz dela era identifica a de quando estava viva. Exatamente a mesma voz que eu reconheceria em qualquer lugar.

— É você mesmo. Deus! É você mesmo, eu não estou enlouquecendo.

Não sei se eu chorava ou sorria. Podia estar gargalhando ou me encolhendo no chão. Tudo o que entendi, tudo o que senti, foi que era real, que aquela era a real Allison e que ela sorria para mim e que seus olhos brilhavam de emoção.

— Você pode falar com ele?

— Allison. — Minha resposta foi murmurar seu nome. Queria ter forças para correr e abraçá-la.

— Só você pode me ver, Lydia. — Ela disse meu nome. Ela disse meu nome! — Fala para o Scott parar de pensar em mim, que eu ainda o amo, mas...

— Eu sinto tanto a sua falta. — Interrompi com a voz rouca, falha. O sorriso dela aumentou.

— Diga que eu gosto da Malia.

Forcei minhas pernas para frente. Só enxergava ela, nada mais existia. Precisava abraçá-la! Precisava correr até seus braços e provar a minha mesma que ela estava ali.

— Eu amo você, Lydia. Desculpa não ter falado antes. — Do que ela se desculpava? Deus! Ela disse que ama e tudo o queria era trazê-la para mim, fazê-la voltar a vida. Eu também amo você, Alli. Deus! Como eu amo você. — Você e Stiles.... — A voz dela sumiu. Ela sumiu.

Não precisa escutar o resto de sua frase para perceber que ela estava feliz por mim e por Stiles. O tom de sua voz, o seu sorriso denunciou o orgulho dentro dela, pouco antes de se desintegrar no ar, como se nunca tivesse aparecido.

— Anjo, olha para mim. — Atordoada, virei-me na direção de Stiles. — O que aconteceu?

— Allison. — Só pude dizer o nome.

— Você viu ela de novo, anjo? Ela...

— Foi diferente, Stiles. Dessa vez foi real, eu juro que era ela!

— Como assim? — Foi a vez de Scott perguntar, os olhos arregalados em minha direção.

— Ela disse que gosta da Malia — Murmurei sorrindo, vendo o choque no rosto de Scott. — e que ama você.

**

Depois de poucos minutos de conversa, tanto Stiles como Scott, acreditaram que eu vi a real Allison. Eles não duvidaram de mim, nem me olharam como se eu fosse louca, simplesmente acreditaram.

Precisei de algum tempo para me recuperar porque de alguma forma, entendi que Allison não apareceria novamente. Nem como ilusão, nem a real Allison. Aquela foi a última vez, a forma de eu me despedir dela, mesmo sem eu ter conseguido falar direito.

Ao contrário do que esperava, aquilo não me deixou triste, pelo contrário, eu fiquei feliz. A sensação em mim era algo semelhante a “dever cumprido”, como se eu tivesse solucionado um vazio dentro de mim que estava pendente por não ter me despedido dela, por não ter dito uma palavra antes dela morrer.

— Então entre seus superpoderes de banshee, você conversa com os mortos. — Ri com o comentário de Stiles, enquanto pegávamos a embalagem para viagem do nosso pedido em um fastfood.

— Você fala como se eu fosse uma super-heroína e não uma aberração.

Apesar do meu tom de deboche, Stiles fez uma careta, segurando a embalagem com hambúrgueres e agarrando minha mão com o braço livre, entrelaçando nossos dedos.

— Você não é uma aberração, é a criatura mais fascinante que eu conheço.

Aquelas palavras me deixaram desnorteada. Se qualquer pessoa falasse isso, não teria tanto significado quanto o garoto que me trouxe de volta a vida, que é humano e convive com diversos seres sobrenaturais.

— Não tem nada de fascinante em prever a morte. — Falei muito baixo e não deixei que ele falasse. — Se eu pudesse ser outra coisa, seria lobisomem.

— Aposto que você se tornaria alfa. — O sorriso sarcástico e familiar tomou sua boca enquanto andávamos até Scott. — Eu seria o Nogitsune.

O comentário completamente descontraído me pegou desprevenida, ainda mais quando ele piscou o olho na minha direção de um jeito sexy e provocador. O modo como ele soube brincar com algo tão sombrio de seu passado, me fez perceber o quanto Stiles estava sério e diferente quando eu estava mal.

É óbvio que eu sempre percebi minha melhora, minha evolução por causa dele, porém, aquela foi a primeira vez que percebi, que de acordo com que eu melhorava, ele voltava a ser ainda mais... Stiles.

Não existi nada mais encantador, adorável, lindo e sexy do que ver Stiles sendo Stiles. Seu humor, seu carinho, sarcasmo, timidez, insegurança e coragem ao mesmo tempo, cada parte dele me torna mais apaixonada.

Ri tardiamente do seu comentário e foquei os olhos em Scott. Depois que falei sobre Allison, ele ficou repentinamente calado. Não sabia dizer se estava triste, alegre ou emocionado, em seu rosto demonstrava uma mistura de todos esses sentimentos.

— Scott? — Stiles perguntou e observei o McCall, mesmo distraído, sorrir.

— Comprei um bando de doce e biscoito para a gente comer!

Isso foi o suficiente para fazer nós três rimos. Já tínhamos comprado o ingresso, então, depois de compramos hambúrgueres e várias besteiras para substituir nosso almoço, finalmente deu o horário da sessão e fomos para a sala do filme.

— Ele está bem? — Sussurrei no ouvido de Stiles, na esperança que Scott não ouvisse. — Estamos sentados por uns dez minutos e ele ainda não fez nenhuma piadinha.

— Ele vai ficar bem, só precisa de um tempo. — Automaticamente, olhei para Scott. Estávamos na sala do cinema e Stiles ficou no meio, entre nós dois. — Se quiser, eu também sei fazer piadas!

— Acho que você pode fazer algo melhor. — Abri um sorriso malicioso que o fez arfar e corar com a mesma intensidade.

Mesmo com as bochechas em tom de vinho, foi Stiles que uniu nossas bocas em começo desajeitado de beijo. Nem tive tempo de abrir a boca para degustar sua saliva, já que o pigarrar de Scott nos interrompeu.

— Está quebrando sua promessa, Lydia. — Scott disse de forma acusadora e Stiles bufou com tanta raiva, que me assustou.

— Foi ele que me beijou! — Tentei me defender, jogando as mãos para o alto e encarando a tela ainda escura do cinema.

— Se você me atrapalhar mais uma vez, vou consertar seu queixo com um murro no meio da cara!

Se o trailer que antecede o filme não tivesse começado, tenho certeza que Stiles iniciaria uma discussão. Começamos a comer as infinitas besteiras e eu me distraí com a tela gigante, me dando conta de quanto tempo não ia ao cinema.

Stiles ficou o tempo todo, visivelmente irritado, de braços cruzados e com um bico enorme na boca. Mesmo quando o filme começou, ele soltou ameaças a Scott que eu não pude evitar de ouvir e rir baixinho.

Ele só pareceu se acalmar, quando as cenas de ação começaram na tela. Sua mão buscou a minha e eu aproveitei sua calma para me aconchegar em seu ombro, me apoiando completamente nele.

As cenas de sangue e violência, me incomodaram o suficiente para eu estremecer no lugar e afundar o rosto no peito de Stiles por alguns instantes, porém, não foi o suficiente para despertar nenhuma lembrança. O problema foi quando começou a primeira cena de sexo.

— Anjo, você está chorando. — Só percebi que as lágrimas escorriam dos meus olhos, com o sussurro preocupado de Stiles.

— Estou bem. — Menti.

— Vamos sair um pouco daqui.

— O quê?

— A gente volta depois, para dar tempo dessa cena acabar.

Com aquela breve explicação e um sussurro para Scott, Stiles me arrastou para fora da sala do cinema, agarrando minha mão e me guiando até o... banheiro?

— Eu não quero ir para o banheiro. — Murmurei confusa quando ele parou em frente a porta a um banheiro individual para pessoas com crianças pequena ou deficiência.

— Não perguntei se você queria.

Sua voz mais grave do que o normal e a maneira como falou, fez cada pelo da minha nuca arrepiar e um calafrio subir por minha coluna. Ele nunca, jamais, falou comigo daquela forma.

Stiles empurrou a porta do banheiro com ansiedade e me puxou para entrar com ele. O lugar era mais amplo do que eu esperava e tinha um fraldário pequeno no canto esquerdo.

Não tive tempo de entender, Stiles segurou meu quadril e me colocou em cima do fraldário que rangeu em resposta, mostrando que meu peso era excessivo para um objeto destinado a aguentar apenas o peso de bebês.

— O que você está fazendo?

— Tira a calcinha, Lydia.

A coragem que ele teve dizer àquilo de forma tão inesperada e explícita, me fez abrir a boca em choque e sentir minhas bochechas corarem. Paralisei por alguns instantes, observando, surpresa, que ele nem corou.

— Vou lembrar a você o porquê não precisa ter medo de sexo. — Como eu continuei parada, ele mesmo levantou meu vestido e puxou calcinha do biquíni até a altura dos joelhos.

Ainda surpresa demais para reagir, abri as pernas por instinto, ansiosa para ele fazer o que queria. Sem perder tempo, Stiles ficou de joelhos na minha frente, desceu mais minha calcinha, até os tornozelos e colocou o rosto em minha intimidade sem nenhuma hesitação.

Percebi que toda minha provocação, toda interrupção de Scott e meu pedido para ele me tocar na praia, resultou naquela coragem atípica para tomar aquela atitude maravilhosa.

Stiles usou a língua e os dedos com destreza e domínio. Ele já conhecia muito bem o meu corpo, sabia como eu gostava e usou isso para me estimular freneticamente, me penetrando com o indicador, lambendo, sugando, beijando.

Enrosquei os dedos em seu cabelo bagunçado. Meu coração batia tão forte, que pulsava em meus ouvidos. Minhas mãos suavam e mal conseguia respirar, gemidos baixos e trêmulos escapavam sem minha permissão.

O estimulo foi tão intenso e durante aquele dia eu acumulei tanto desejo, que não demorei para me desmanchar naquela boca habilidosa e macia. Ele continuou me lambendo, continuou me sugando, limpando todo resquício de umidade que o desejo provocou.

Minha cabeça girava e só conseguia me perguntar se aquilo era um sonho, ou se de fato aconteceu. Seria possível Stiles ter acabado de fazer sexo oral em mim, dentro do banheiro do cinema?

A resposta veio quando ele ficou de pé e colocou minha calcinha no lugar. Não sabia como respirar, enquanto ele parecia... aliviado. Stiles me beijou e seus lábios estavam cheios do meu líquido. Senti meu próprio sabor por alguns instantes, até ele se afastar sorrindo.

— A sorte é que você geme baixo. — Arfei e arregalei os olhos ao ver a enorme ereção escondida mal escondida na sua calça. — Vamos, a gente precisa voltar.

Quando voltamos a sala do cinema, eu nem lembrava sobre o que era o filme.

**

Nosso passeio prolongou tanto depois do cinema, que quando voltamos para casa, já era noite. Corri para ir ao banho antes dos garotos, sendo a primeira a tomar banho e enquanto colocava a camisola, trancada do quarto de Stiles, ouvi os dois discutindo sobre quem era o próximo a tomar.

— Que camisola é essa? — Foi a primeira pergunta de Stiles quando entrou no quarto.

Demorei alguns minutos para responder, pois Stiles estava apenas com uma calça moletom, sem camisa, o tronco ainda molhado por causa do banho. Quem já viu o corpo perfeito dele, sabe o motivo daquela visão fazer todas as palavras sumirem de minha boca.

— Não gostou? — Consegui dizer.

Olhei para mim mesma. A camisola era preta e consideravelmente transparente. Coloquei pensando que agradaria Stiles e a ideia dele não gostar, fez com que por instinto, eu abraçasse meu próprio corpo, tentando me esconder de seus olhos.

— Você está muito gostosa. — As palavras me fizeram sorrir e preencheram as bochechas dele de vermelho. — Nem pense em sair do quarto, não quero que Scott veja você assim!

Meu sorriso aumentou com aquelas palavras, entendendo o motivo de seu incômodo inicial. Concordei com a cabeça e andei em sua direção, apoiando as mãos em seu peito. Ele respirou fundo, olhou com atenção para meu corpo e ficou ainda mais corado, o rosto quase alcançou o tom de vinho.

— Deus! Eu estou muito impulsivo hoje!

E então, com única frase, ele voltou ao estágio de timidez e insegurança que quase sempre o dominava. O conhecendo bem, soube pela sua expressão que ele estava pensando no momento que tivemos no banheiro do cinema e em como me chamou de gostosa.

— Eu gosto quando você está assim. — Ele não me respondeu, continuou corado, com a expressão pensativa e os olhos fixos no meu corpo. — Scott foi dormir?

— Foi. — Uma camada de irritação dominou seu rosto antes de voltar a falar. — Fiz ele prometer que não ia nos interromper sobre nenhuma hipótese! Se ele acordar com algum barulho, é melhor ir dar uma volta rua, porque se reclamar, eu vou...

— Bom saber que você planeja fazer algo barulhento comigo.

Ele corou e corou. Aquilo era adorável e sexy ao mesmo tempo, não sabia como suportar tamanho o desejo que me invadia toda vez que olhava para ele por alguns minutos. Nenhum garoto que já fiquei, foi capaz de fazer que eu sentisse tão excitada.

— E-eu... Você está me enlouquecendo, Lydia.

Colei minha boca na dele, deixando minhas mãos caminharem por seu peito nu, sentindo sua pele gelada. Ele apertou meu quadril com gentiliza no mesmo instante que nossas línguas se chocaram pela primeira vez.

Ele moveu a língua de um jeito gostoso e eu só pude responder roçando meus seios contra seu corpo. Ele arfou em meio ao beijo e mordiscou meu lábio inferior. Eu amo quando ele morde minha boca.

Quando me dei conta, Stiles já me empurrava para cama, sem interromper o beijo por nenhum segundo. Ele movia a boca com força o suficiente para meus lábios formigarem e isso, só fazia eu me sentir mais bonita e desejada.

— É a terceira vez que vou tocar em você hoje, anjo. — Ele falou já puxando o tecido da camisola fina com uma confiança que me alegrou. — Vou acabar transformando você em ninfomaníaca!

Soltei uma gargalhada que ele acompanhou e fez com que por alguns instantes, nós parássemos o que estávamos fazendo. Isso diminuiu minha ânsia para se tocada, diminuiu o suficiente para lembrar o que eu realmente queria, o que pedi para ele diversas vezes durante o dia.

Ele tentou me beijar novamente e um “não “ indeciso saiu da minha boca. Não pude deixar de me surpreender em como ele parou imediatamente, se jogando ao meu lado na cama, rompendo o contato e me olhando com preocupação.

— Eu fiz alguma coisa errada? Ou você não está afim?

Será que ele tem ideia de como aquela reação me encheu de uma segurança absurda? Ele nem tentou me convencer ao contrário, nem reclamou, simplesmente aceitou meu não e me olhou daquele jeito meigo.

— Não é justo só você fazer isso.

— O que?

— Eu quero fazer carinho em você, Stiles.

Ao pronunciar aquela frase, fui atingida por um misto de sentimentos. Não tinha medo dele ou de ver seu corpo, no entanto, temia que eu não conseguisse fazer algo prazeroso ou que ele, finalmente, sentisse nojo de permitir que uma garota que foi abusada tantas vezes, toque em seu corpo puro.

— Você quer mesmo isso? — Um medo diferente do meu, estampava seus olhos. — Sabe que não precisa fazer nada para me agradar, não sabe?

— Acredite, quero fazer isso por mim mesma e não por você.

Mesmo com meus receios, sei que não posso esperar mais. Quero aquele corpo inteiro para mim.

Notas finais
Então o que acharam?? ~ Depois de séculos, voltei com um capítulo narrado pela Lydia. ~ Aparição final da Allison que eu já tinha planejado desde o início da fic. ~ E sim, gente...o próximo capítulo vai ser dedicado ao carinho que vocês tanto querem ler hahah Não deixem de comentar, até porque, eu adiantei o próximo capítulo e ele está prontinho para ser postado! Beijinhos