Aniquila-me
37 Carinho
Notas iniciais
Stiles Stilinski
Em algum momento, entre uma infinidade de beijos, eu tirei a camisola linda de Lydia e me deparei com uma lingerie ainda mais linda, preta e transparente. Em outro momento, ela tirou minha calça com tanta agilidade, que só percebi que estava de cueca, quando ela soltou uma pequena risada.
— Então você gostou do presente do Scott.
Justo no dia em que Lydia me vê mais uma vez somente de cueca, eu resolvi colocar a boxer azul do Capitão América que ganhei de Scott. Jamais confessaria que amei aquela peça para juntar a minha pequena coleção de cuecas estampadas, mas definitivamente, escolhi um péssimo dia para usar.
Não respondi, apenas corei ao sentir os olhos verdes analisando a estampa da máscara do super-herói que ficava bem no centro do tecido azul.
— Eu também gostei.— Ela balançou os ombros com uma tranquilidade que permitiu que eu voltasse a respirar.— Ficou bem em você.
Com a última afirmação, o momento constrangedor foi substituído por mais um longo beijo. Um beijo que levou a outro e mais outro e eu não conseguia e não queria, parar de beijá-la.
Estávamos na minha cama, seu corpo pequeno por cima do meu e então, ela rompeu o beijo para fazer algo ainda melhor: Morder meu pescoço. Seus dentes cravaram em uma parte sensível e puxaram para sua boca de maneira prazerosa.
Soltei o primeiro gemido. O som foi muito alto e muito inapropriado para a situação, considerando que ela só explorava meu pescoço. Ela sorriu como se tivesse gostado de me ouvir e voltou a morder e a sugar minha pele repetidas vezes.
— Você precisa ficar quietinho, Stiles.
O sussurro dela, com a voz extremamente provocadora, sugou a pouca coragem que me restava, fazendo eu ser dominado por um calor insuportável nas bochechas, denunciando o quanto eu devia estar vermelho.
— Desculpa.— Sussurrei automaticamente.
Tiras as mãos de suas costas, deixando meus braços caírem ao lado do corpo em total rendição. Desviei o olhar para que seus olhos verdes e intimidantes não fizessem eu ter vontade de sair correndo por culpa da vergonha.
Sua expressão mudou tão repentinamente, que não pude acompanhar a linha de seus pensamentos. Ela se remexeu, saindo de cima de mim e puxou um dos lençóis estendidos sobre a cama.
Fiquei parado, não ousei perguntar nada enquanto a observava enrolar o lençol em suas pequenas mãos, torcendo o tecido com precisão, diminuindo consideravelmente o seu tamanho.
— O que você está fazendo?— Quando finalmente tomei coragem para falar, ela encostou o lençol na minha boca e me encarou com receio.
Demorei longos segundos para entender o que ela queria.
— A gente não pode fazer barulho e...
— Eu não sou silencioso como você.— Corei ainda mais com minha própria confissão, tendo vergonha dela perceber o quanto eu sou capaz de gemer em um momento mais intimo.
— Se você n-não...
Odeio deixá-la insegura. Odeio ver minha Lydia com receio.
Antes que ela ficasse ainda mais sem jeito, ou achasse que eu não queria, separei bem os lábios, deixando que o lençol invadisse minha boca. Seus olhos verdes se arregalaram e logo em seguida, se desmancharam de satisfação.
Meu Deus! Ela queria mesmo me ver amordaçado!
Lydia ajeitou o lençol sobre minha boca de maneira que meus lábios ficaram bem separados de um jeito desagradável, porém, acima de tudo, excitante. Sim, a ideia de estar sendo controlado de alguma forma por ela, fez um incômodo surgir entre minhas pernas.
Estava desesperado para que Lydia tirasse aquele incômodo.
Fechei os olhos para tentar manter a calma, porém, o nervosismo continuou me açoitando com uma força cada vez maior.
Não sei dizer o que aconteceu nos minutos seguintes, pois, por um tempo, fiquei simplesmente aéreo, sem noção do tempo, sem noção do que acontecia, até é claro, sentir aquelas pequeninhas mãos em meu abdômen.
Minhas mãos pareciam petrificadas ao lado do corpo, as pálpebras estavam bem apertadas contra os olhos. O suor se formava e escorregava em gotículas por minha pele fria de nervosismo.
Respira, Stiles. Respira!
Não conseguia. Desaprendi a respirar, não lembrava como impedir os tremores das mãos, minha pele arrepiada estava dolorosamente sensível, tinha consciência de cada terminação nervosa do meu corpo.
Eu estava congelando. Eu estava fervendo.
Lydia vai me enlouquecer! Seus lábios vão me enlouquecer. Seu cheiro, sua presença, a textura da sua pele...ela é linda, é irresistível e sinto que morro a cada segundo perto dela, morro a cada segundo longe dela.
Ia ter uma síncope, ia desfalecer diante dos olhos verdes. Não precisava enxergá-la para sentir o poder de seus olhos sobre mim. Ela me consumia, me analisava, observava cada imperfeição do meu corpo, seus dedos traçavam linhas imaginárias por meu abdômen.
Mordia o lençol que me amordaçava. Além de Lydia colocar em minha boca, fez questão de amarrar com força atrás da minha cabeça, mantendo meus lábios separados de maneira desconfortável, a saliva escapava e inundava o tecido.
Apesar desconforto, estar amordaçado me excitava muito. Cada vez que eu mordia o tecido com mais força, cada vez que sentia o lençol puxando a pele das maçãs do rosto, meu membro se agitava, endurecendo ainda mais, me preenchendo de desejo e expectativa.
— Você é muito gostoso. — Ela murmurou com a boca contra o meu pescoço. — Você é lindo.... — E eu não lembrava da última vez que alguém me elogiou daquela forma e eu, nunca me senti tão desejado quanto naquele momento.
Lydia me mordia, beijava, apertava, sugava. Seus lábios caminharam do pescoço até minha clavícula, alcançaram meu peito. Sua língua deslizou por minha pele, roçando, se esfregando.
Gemi por antecipação e o som soou abafado por causa da mordaça improvisada. Não conseguia esconder o fato de que era barulhento em momentos como aquele, não tinha autocontrole o suficiente para reprimir os gemidos, os suspiros, os grunhidos e os sons completamente desconexos.
Tremi, me contorci, os músculos se tencionaram quando a língua de Lydia encontrou meu mamilo esquerdo. Jamais pensei na possibilidade de explorar àquela zona e jamais pensei, que fosse tão sensível ali e que a sensação seria tão boa.
Ela lambeu repetidas vezes, mordiscou. Gemi, apreciando aquele carinho desconhecido e Lydia em um movimento rápido, ocupou toda a boca no mamilo esquerdo e levou a mão para o direito.
Céus! Como vou sobreviver a isso?
Meu corpo convulsionava de desejo, Lydia mordia, beliscava, apertava, beijava e lambia. Estava cada vez mais sensível, mais arrepiado, mais excitado. Meu membro doía de um jeito insuportável, o sentia pulsando dentro da cueca, clamando por libertação.
Quando ela abandonou meus mamilos, abri os olhos e o novo gemido que saiu da minha garganta foi de reclamação, frustração. Olhei em sua direção e percebi que ela estava completamente concentrada no meu corpo.
Será que está excitada como eu estou? Queria ser capaz de ler seus pensamentos. A ideia de que ela pudesse estar insatisfeita com meu tronco pálido me preocupava.
Parei de pensar quando recebi a primeira mordida no abdômen, seguia por muitas outras. Ela mordia com força, sem medo de me machucar e isso, como tudo nela, me deixava ainda mais excitado.
Ela cravou as unhas no quadril com tanta força, que lágrimas involuntárias surgiram em meus olhos. Eu gostei daquela dor, gostei de sentir suas unhas se arrastando por minha pele, alcançando minha cueca.
Estava tão excitado, meu membro estava tão dolorido e estava tão rendido, tão entregue as mordidas e lambidas no abdômen, que não tentei impedir quando ela começou a se livrar da última peça que cobria meu corpo, que escondia o único lugar que ela não conhecia.
Corei automaticamente e precisei fechar os olhos com força, quando a cueca foi abaixada consideravelmente. Eu esperava qualquer atitude de Lydia, menos que ela fosse parar de puxar a cueca e que seus dedos fossem começar a brincar com os poucos pelos acumulados em um caminho que levava do abdômen até meu membro.
Ela puxou de leve. Fiquei ainda mais constrangido, ela lambeu e eu ardi em desejo. Ela arranhou o caminho, maltratando minha pele, fazendo os pelos se friccionarem contra mim como se de alguma forma, aqueles pelos a agradasse ou até mesmo, a excitasse.
Voltei a abrir os olhos quando ela parou de usar a língua em mim, quando parou de brincar com meus pelos. Deparei-me com os olhos verdes voltados em minha direção. A encarei envergonhado e ela sorriu. Um sorriso repleto de satisfação e confiança.
Eu poderia morrer naquele momento. Morreria feliz.
Perceber o quanto ela estava a vontade, segura ao explorar um corpo masculino por seu próprio desejo, me encheu de uma satisfação plena. Eu consegui de alguma forma ajudá-la e naquele exato instante, ela estava perdendo mais um medo, confiando completamente em mim.
Eu a amava e mesmo sendo impossível, sabia que ela correspondia meu amor com a mesma intensidade. Não há nenhuma felicidade no mundo que se compare a essa.
Se eu tivesse forças para mover os braços, se tivesse coragem, seguraria seu lindo rosto e me livraria da mordaça só para repetir diversas vezes que eu a amo. Diria até ela ter a certeza absoluta do quanto é amada, desejada.
Ela ficou parada por tempo demais. Não conseguia entender sua expressão. Deus! Será que ela sentiu medo? Ela estava insegura?
Só assim, consegui mover as mãos até o lençol em minha boca, segurando para me libertar e falar com ela. Lydia precisava saber que eu não ia obrigá-la a nada. Mesmo com a excitação doendo, pulsando, eu não me importava com aquilo, só queria que ela se sentisse segura e querida.
— Não! Não tira! — Ela me repreendeu, saindo do transe, segurando meus braços. — Eu gosto de ver você assim.
Tentava imaginar o quanto meu rosto estava vermelho com aquela afirmação. A olhava intensamente apesar da vergonha, buscando algum mínimo sinal de medo que fizesse eu impedi-la de continuar.
Lydia desviou o olhar, mordeu o lábio inferior.
— Eu posso prender seus braços?
Céus! Era nisso que ela estava pensando? Senti meus olhos se arregalando e em reposta, vi a preocupação e arrependimento surgindo no rosto de Lydia.
— Desculpa, eu não.... — Só então, percebi a rejeição em sua voz.
Antes que ela achasse que eu não queria, concordei com a cabeça de maneira brusca, apesar da surpresa fazer meus olhos continuarem arregalados. Ela me olhou em dúvida e eu concordei mais vezes, em um movimento contínuo com a cabeça.
Tremi ao me dar conta de aquela era uma fantasia de Lydia. Levantei aos braços, os cruzando e apoiando pouco acima da minha cabeça, completamente rendido a ela, mostrando que não tinha nenhum problema em ser preso.
Ela me desejava. Apesar disso parecer impossível, ao olhar para ela, sabia que era verdade. Entendia que ela querer me prender, que me ver submisso era uma forma dela se sentir mais segura e que provavelmente, se excitava com aquilo.
Talvez se eu ficasse completamente entregue e rendido, ela tivesse mais confiança em si mesma, se sentisse mais confortável para me explorar, sabendo que nem se quisesse, poderia me mover, impedir ou controlar o que ela fazia.
Lydia pareceu encontrar algo em meu rosto que a deixou satisfeita, pois voltou a sorrir. Um sorriso genuíno e realizado, antes de pegar mais um lençol da cama, o torcer em suas pequenas mãos e levar aos meus pulsos.
Deixei os braços moles, olhando hipnotizado para ao seios pouco cobertos pelo sutiã preto. Queria rasgar aquele tecido inútil, porém, fiquei completamente imóvel, submisso, sentindo a dor insuportável no meu membro, deixando Lydia amarrar o tecido, me prendendo.
Era apaixonado por Lydia há tanto tempo, que já tinha tido todo tipo de fantasia erótica com ela. Já tido milhares de sonhos pervertidos, já tinha me tocado pensando se um dia ela faria aquilo por mim. E certamente, entre minhas várias fantasias, ficar amarrado, amordaçado, era uma das que eu mais imaginei e que já usei incontáveis vezes para me masturbar.
Além de prender um braço com o outro, Lydia amarrou o lençol na cabeceira da cama e sua expressão de satisfação quando se afastou, mostrou o quanto gostou das algemas improvisadas.
Respirava com dificuldade, tremia, meu rosto queimava de vergonha e desejo. Estava ansioso para que ela continuasse e ao mesmo tempo, a ideia dela ver meu membro, era de alguma forma apavorante. E se ela não gostasse? E se decepcionasse com meu corpo?
Urrei por debaixo do tecido na minha boca, sem conseguir controlar a voz, grato pelo lençol impedir que o som soasse tão alto, quando as mãos pequenas de Lydia foram repentinamente para minha ereção ainda coberta.
Se controla, Stiles! Lembra de respirar!
Oh, não! Céus, ela está tirando minha cueca.
Ela arrancou o tecido. Virei minha cabeça para baixo ao ponto de ver minha ereção sendo liberta, pulando do tecido e se exibindo. Estava tão excitado que o membro apontava para o alto, completamente duro.
Os olhos verdes se fixaram naquela parte do meu corpo. Meu rosto esquentou ainda mais, eu estava morrendo de vergonha, completamente inseguro. Droga! Ela vai se decepcionar com meu corpo!
Uma mulher tão linda com Lydia, jamais me admiraria. O corpo dela era feito de perfeições e o meu, feito de imperfeições, defeitos visíveis. Sabia o quanto era...sem graça, magro demais, com pintinhas demais, pálido demais.
Fechei os olhos. Trinquei a mandíbula contra o lençol na minha boca, que já estava encharcado de saliva. Movi os braços e gemi baixo de dor ao perceber o quanto o tecido estava apertado, impedindo qualquer mínimo movimento.
— Tão lindo... — Foi o que ouvi, seguido de um arfar pesaroso.
Só podia estar delirando, aquela frase não fazia sentindo, no entanto, no segundo seguinte, sua pequena mão apertou a base do meu membro com muita determinação.
Gemi, me remexi, tirei as costas da cama e voltei a desabar. Arrisquei abri os olhos e a visão era tão excitante, que poderia ter tido um orgasmo só de olhar. Lydia estava inclinada em direção ao meu membro, os olhos transbordando de luxúria, sua mão não conseguia agarrar toda minha espessura, mesmo com os dedos o mais esticados que conseguia.
Ela moveu a mão e a sensação era maravilhosa. Sua mão pequenina, macia, começou a subir e descer bem devagar, por todo comprimento, como se estivesse tentando conhecer aquela parte do meu corpo. Seu pulso girava vez ou outra, ela apertava com muita força, sem medo.
Derreti, morri ao seu toque e me resumi a gemidos e grunhidos incontroláveis. Se não fosse pela mordaça, não sabia se clamaria por Lydia e ou se diria todos os palavrões que conheço.
Arquei a coluna, forcei os braços com tanta brutalidade, que a cama rangeu. Não me importaria nenhum pouco se quebrasse a cabeceira para ter a liberdade da arrancar a estúpida lingerie que ela usava. Por que Lydia não me masturbava nua? Estava desesperado para ver seu corpo.
Ela aumentou a intensidade, concentrando os movimentos da mão na ponta do meu pênis, enquanto a outra apertava pouco a baixo. Se não fosse pelo lençol na boca, eu teria acordado não somente Scott, como os vizinhos mais próximos.
Não conseguia ter controle com a mulher tão linda que eu amo. Seu cheiro me inebriava, seu toque causava pontadas de prazer que dominavam meu corpo por inteiro.
Tremia como se estivesse tendo uma convulsão. A sensação era tão boa, que não conseguia aguentar por muito tempo, sentia o conhecido formigamento, minhas mãos estavam encharcadas de suor, respirava com muita dificuldade.
E então, me desmanchei em suas mãos. Eu estava com desejo acumulado há muito tempo, precisava urgentemente de alívio e quando finalmente chegou, fui dominado por novos tremores ainda mais fortes.
Meus olhos se encheram de lágrimas inexplicáveis, apesar daquele prazer imensurável eu não estava satisfeito, queria mais, precisava de mais. Precisava daquilo há muito tempo, meu corpo clamava, implorava de desejo.
Queria de alguma forma, me enterrar dentro dela. Meu membro precisava descobrir qual era a sensação de ser abrigado por seu corpo, precisava sentir um alívio maior.
Só percebi que algumas lágrimas escaparam, quando Lydia tirou o lençol da minha boca. Seus dedos estavam melados de branco, era o líquido resultante do meu prazer. Sua expressão era preocupada, mas eu só conseguia raciocinar que tinha alcançado o orgasmo em suas mãos delicadas.
— O que foi, Stiles? Eu fiz alguma coisa errada?
— Mais, por favor, Lydia. — Choraminguei com a voz rouca, necessitado. Minha garganta estava seca. — Por favor, usa a boca, por favor.
Vi a compreensão alcançando os olhos verdes aos poucos. Estava tão desesperado, que mesmo com as bochechas ardendo de vergonha, fui capaz de dizer aquelas palavras. Contorci meus braços ainda presos e gemi de frustração por não poder tocar em Lydia.
Ela olhou para baixo, na direção do meu membro. O desejo era tão grande, que sentia a ereção voltando, mostrando o quanto eu necessitava de mais. Antes dela ter uma reação, uma de suas mãos acabou tocando em meus lábios.
Senti o gozo na minha boca e automaticamente, lembrando o quanto achei excitante Lydia lamber os meus dedos repletos do seu desejo, passei a língua pelos lábios sentindo pela primeira vez o meu próprio gosto.
Lydia arfou, me encarou com uma insanidade explícita. De alguma maneira, ela realmente estava excitada. Parecia impossível para mim ela se excitar daquela forma somente com o meu corpo, porém, em seu rosto estava claro os sinais de excitação.
— Por favor? — Voltei a choramingar, me perguntando se a falta de resposta era por estar sem reação ou porquê não queria.
Esperei uma resposta que nunca veio.
Em uma atitude muito rápida, Lydia engatinhou de volta a direção do meu quadril e sentou nas minhas pernas. Grunhi ao perceber que ela ia atender o meu clamor. A expetativa fez a ereção ficar completa, e o desejo, fez com que eu conseguisse ignorar a vergonha.
— Não. — Sussurrei mais uma vez. — Fica nua antes.
Quando me dei conta do meu pedido, meu rosto queimou ainda mais. Porém, não me arrependi, pois imediatamente, Lydia se livrou do sutiã e da calcinha, se expondo para mim.
Ela jogou o cabelo para o lado, em cima do ombro e me olhou com certa curiosidade, como se esperasse que eu desse outra orientação. Apenas me remexi, forçando mais uma vez os braços, querendo poder tocá-la, ao mesmo tempo que aquela impossibilidade me excitava.
Por poucos segundos, observei o corpo lindo. Conseguia ver o quanto a sua intimidade estava molhada, chegava a escorrer pelas pernas brancas de tanto desejo. Os seios estavam rígidos do jeito que eu amava.
Depois desses segundos, as mãos de Lydia foram mais uma vez para meu membro. Ela apertou as duas mãos na minha base, com força o suficiente para eu soltar um gemido constrangedor. Aquilo, para minha surpresa, a fez sorrir para mim.
— Você consegue se controlar, ou eu preciso te amordaçar de novo?
Não tive coragem para responder. Não quando sua voz estava repleta de sensualidade, não quando ela me olhava com desejo e sorria com segurança, afeto.
Mordi o lábio inferior na esperança de impedir que eu soltasse algum som muito alto e dessa vez, mantive os olhos bem abertos para presenciar a cena maravilhosa que estava prestes a acontecer.
Ela se inclinou tanto que seus seios quase tocaram em minhas coxas. Pensei em pedir para ela libertar minhas mãos, na esperança de agarrar seu cabelo sedoso e incentivar o que ela ia fazer, porém, Lydia passou a língua pela primeira vez no meu membro ereto.
Mordi a boca com tanta força, que senti o lábio rompendo. Fechei as mãos em punho e pela milésima vez, forcei os braços causando um novo ranger da cama. Mesmo com a mordida, um som abafado e arrastado escapou.
Não conseguia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo.
Ela olhava para mim com o rosto a centímetros da ereção. Os olhos que eu amava estavam atentos, curiosos, ansiosos. Não existia medo ali. Lydia confia em mim, ela quis tocar no meu corpo imperfeito.
Lydia me lambeu mais uma vez. Dessa vez sua língua percorreu lentamente toda extensão da minha ereção e eu, observei hipnotizado, incrédulo aquela cena erótica, irresistível.
Tive a impressão de que Lydia nunca esteve tão linda, tão sexy.
Fui lambido mais um par de vezes. Mordi o lábio inferior até sentir o sabor do sangue e mesmo assim, o gemido escapou, me dando a certeza de que Scott em algum momento, ia acordar por minha causa.
Quando os tremores voltaram ao meu corpo e minhas mãos agarravam o lençol que me prendia a cama, a boca carnuda abocanhou uma parte bem pequena do meu membro.
Arquejei, tirei a coluna da cama, contorci as pernas. Só me dei conta de eu sussurrava “mais”, repetidas vezes, ao ver Lydia abrindo mais a boca para receber dentro dela uma parte maior do meu membro.
Ela foi bem as poucos, provavelmente para me torturar. Apertava meus testículos, fazendo pequenos movimentos de massagem e lentamente, colocava um novo centímetro dentro da boca.
Cheguei ao limite de sua boca, com parte do meu membro ainda do lado de fora. Questionei internamente se ela conseguia me colocar na sua garganta, me engolindo por inteiro, porém, seus lábios pressionarem delicadamente contra mim, espremendo meu membro dentro de sua boca.
A sensação era maravilhosa. Sua boca era muito quente, úmida e deliciosa. Eu nem sentia seus dentes, sentia somente a sensação de conforto, abrigado naquele lugar irresistível.
Então, Lydia começou a movimentar.
Tirava quase tudo da boca, para voltar a afundar bem fundo. Sugava, chupava, continuava me massageando com as mãos ágeis. Mudava frequentemente o ritmo do vai e vem, parava para depositar beijos molhados no membro pulsante, mordiscava bem de leve para me provocar.
Eu me derretia, gemia, grunhia. Falava seu nome, soltava palavrões, mordia meu lábio ferido com cada vez mais força. Saltava da cama, me contorcia, tentava soltar os meus braços e ainda assim, não pedia que ela me soltasse porque aquilo me deixava mais excitado.
Queria agarrar seus cabelos e forçar que ela me levasse mais fundo, fazer com que fosse mais rápido e parasse de me torturar, no entanto, sabia que não poderia ter uma visão mais excitante do que a ver fazendo aquele sexo oral gostoso do seu próprio jeito, no seu ritmo.
Ela fazia bem gostoso, bem torturante, bem excitante. Parecia segura, confortável e isso aumentava meu tesão, meu prazer.
O primeiro sinal do meu segundo orgasmo, foi o formigamento seguido do revirar incessante do estômago. O prazer percorria em ondas avassaladoras que batiam mim, espancando meu corpo.
A sensação que vinha do membro invadia cada terminação nervosa minha. Estar dentro da boca de Lydia era muito melhor, muito mais prazeroso do que poderia imaginar, além de que, ela mostrava um talento inigualável para fazer aquilo.
Derramei meu líquido dentro dela com fúria. Senti os jatos sendo liberados, trazendo o alívio que eu ansiava, dentro da boca dela. Não tentei conter o gemido, pronunciando seu nome de forma lenta.
Esperei que ela tirasse meu membro de sua boca, esperei que ela cuspisse enquanto eu ainda ejaculava. Esperei tudo, menos que ela fosse chupar com maior intensidade, espremendo meu pênis em sua boca, sugando o líquido que eu despejava.
Ela me engoliu. Chupou com tanta voracidade que por um momento engasgou, antes de voltar a engolir. Só acreditei que aquilo não era um sonho, porque a visão foi real demais e porque meu corpo todo ardia de satisfação.
Lydia me engoliu até a última gota. Chupou até meu membro se tonar flácido e só então, parou. Tirou a boca lentamente, eu soltei diversos gemidos de frustração e ela, soltou um longo suspiro.
Não conseguia parar de tremer, de arfar, suava muito. Finalmente me permiti fechar os olhos, sentindo os músculos moles e o sono vindo aos poucos de maneira reconfortante.
Depois de tanto tempo sem ser tocado por alguém, era difícil acreditar que tinha sido aliviado duas vezes seguidas.
Senti as mãozinhas de Lydia em meus pulsos, ela me libertou do lençol que me prendia. Meus braços desabaram pesados ao lado do corpo e se eu abrisse os olhos, sabia que encontraria marcas vermelhas nos pulsos devido a força que tentei me soltar.
— Vem cá. — Murmurei ainda que fraco, estendendo com dificuldade um braço pesado.
Ainda sem abrir os olhos, aproveitando a satisfação que me dominava, senti Lydia desabar sobre meu braço e se aconchegar a mim, sua cabeça apoiou no meu peito e as mãos que me deram prazer descansaram na minha barriga.
Degustei o silêncio por milhares de instantes. Minha cabeça girava, meu corpo estava entregue e satisfeito, os músculos estavam gratos e meu membro finalmente tinha sido aliviado e recebido a atenção que tanto ansiava.
— Isso foi...bom? — A voz dela soou distante, confusa.
O sono tirava parte do meu raciocínio, conseguia escutar e entender, tinha forças para responder, porém, o filtro que normalmente impedia de dizer coisas constrangedoras, não estava funcionando.
— O que? Você me chupar?
Ela arfou, tentou falar e não conseguiu. Abri os olhos preguiçosamente sem ter certeza absoluta se aquilo era um sonho ou não. Ela estava corada, muito corada e naquele momento, só conseguia pensar no quanto a amava.
— Esse foi o melhor beijo da minha vida. — E eu realmente espero que seja apenas um sonho e não um efeito colateral do orgasmo me deixando tão desconexo ao falar.
Ela corou mais, desviou os olhos, mas...foi melhor eu chamar de beijo do que falar “chupar” de novo, não foi?
— Ah. — Somente esse som saiu dos lábios incrivelmente inchados.
— Lydia, como eu não ia gostar? — Estava relaxado o suficiente para ter coragem de falar o que pensava. — Eu amo você, sou apaixonado desde a infância e agora você está nua ao meu lado e tocou em mim. Céus! Você é a mulher mais linda do mundo e agora está com a boca inchada porque me deu orgasmo maravilhoso...
A risadinha que escapou dela, fez com que eu me perguntasse se falava de um jeito engraçado. Não sabia se era esse o motivo, porém sempre amei a risada de Lydia e queria ouvir de novo.
— Você quer saber do que eu mais gostei? — Perguntei percebendo como estava extasiado, me sentia grogue como se estivesse sobre efeito de analgésicos. — Droga! Nem eu sei do que mais gostei, tudo foi tão bom! Não tem noção do quanto foi excitante ver você me lambendo várias vezes e sério, você engolir tudo me levou ao paraíso! — Voltei a fechar os olhos e gemi só de lembrar. — Eu amo ser engolido desse jeito e você me chupou tão gostoso...
Ela corava e ria, corava e ria em um ciclo infinito. O sono tornou minhas palavras incompreensíveis. Agarrei Lydia com força, a trazendo para mim e quando percebi, já estávamos de conchinha.
Foi. ela que puxou um coberto grosso para nos cobrir. Quando o fogo do meu corpo desapareceu, percebi como a noite estava fria.
Apesar da sonolência, não conseguia dormir, pois o cheiro de Lydia me deixava distraído. Ela cheirava a morangos e a suor, uma fragrância muito sexy para mim e então, depois de eu ter um sussurrado um “eu te amo tanto” na orelha dela, percebi que ela achou que eu estava dormindo.
Duvidei de mim mesmo quando notei o que Lydia começou fazer. Senti seu corpo tremer e seu quadril se impulsionar delicadamente para frente e para trás. Ela achava que eu estava inconsciente, pois começou a se masturbar.
Continuei fingindo que estava dormindo e mexi com cuidado a cabeça, vendo o braço de Lydia se movimentando por debaixo do cobertor, tirando toda dúvida que eu tinha. Ela realmente se masturbava com o corpo colado ao meu.
Observei discretamente aquela cena excitante, escutando Lydia resmungar muito baixo de prazer e me dando conta que ela estava aliviando o desejo que sentiu por minha causa, ela estava se tocando porque ficou excitada comigo!
O melhor de tudo era perceber que era a primeira vez que ela tomava a iniciativa de se tocar completamente sozinha, sem que eu a ajudasse. Lydia sentiu desejo e se deu ao privilégio de se tocar, se aliviar, de ter aquele momento gostoso com ela mesma.
Ela estava se curando em cada aspecto sexual, criando confiança, se conhecendo cada vez mais e cedendo aos desejos do corpo, aceitando que tinha total direito ao prazer, percebendo que merecia isso e que de fato, sexo se tratava de carinho e não violência ou dor.
Fiquei acordado até Lydia parar de se masturbar, ficando visivelmente relaxada, soltando um suspiro satisfeito. Dormi tentando acreditar em tudo que aconteceu.
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