Anime Oscure
2 Primo giorno di scuola
Notas iniciais
Era o primeiro dia de aula e Elena já estava atrasada. Desceu as escadas, passou pelos pais dando um beijo na bochecha de cada um e na sala se deparou com a tia.
— Tia Jenna!! — sorriu e foi até ela a abraçando — Quando chegou?
— Cheguei um pouco depois que você ligou para a Lis.
— Elena nós vamos chegar atrasados
— Bom eu preciso resolver umas coisas, vamos eu deixo vocês na escola
Assim que o carro de tia Jenna parou na porta da escola, haviam várias pessoas de fora. Não estávamos tão atrasados como pensei, nos despedimos e saímos do carro. Jeremy foi direto para onde Vick e alguns outros alunos estavam. Vi Matt de relance e Meredith e Bonnie também estavam lá.
Me aproximei e logo fui recebida por vários Oi Elena. Matt me encarava e eu sabia que precisávamos conversar, mas não seria agora.
O sinal tocou e fomos todos para a aula, o primeiro tempo seria História com o Sr. Tanner e para a minha alegria todos estavam na mesma aula. Tanner começou a explicar que não seria tão bondoso como quando foi nosso substituto no ano passado e logo começou a bombardear os alunos de perguntas.
**
Pedi ao Matt que me esperasse depois da aula, nós dois estávamos nervosos, dava para se notar de longe.
— Então sobre o que quer conversar? – Matt foi o primeiro a falar
— Aqui não... Vem vamos caminhar
Seguimos a pé para o bosque, havia um lugar que Matt e eu descobrimos quando éramos pequenos e fugíamos para explorar tudo. O caminho foi em completo silêncio e assim que subimos para a casa na árvore, Matt se encostou no canto inquieto e eu estava debruçada a janela observando o céu cinzento tentando encontrar as palavras certas.
— Matt... – começou, mas ele a interrompeu
— Eu sei o que você vai falar. Mas primeiro me ouve ok? Sim eu planejei nossa vida, mas era o que fazíamos quando éramos pequenos Elena, estivemos juntos desde que me lembro. Eu sei que te pressionei ontem e peço desculpas, eu te amo Elena e por isso eu devia ter respeitado o seu tempo, me desculpe.
— Ei, está tudo bem. Olha não vamos falar sobre isso ok? – o abraçou – Eu também te amo, sempre vou amar
Ficaram um tempo abraçados em silêncio apenas ouvindo a respiração um do outro, depois seguiram pelo bosque, Elena queria visitar o túmulo do avô no cemitério e Matt tinha de ir para casa.
Caminhei pelo cemitério e assim que cheguei ao túmulo do vovô, me sentei de frente para ele e fiz como de costume: peguei meu diário e comecei a escrever. Eu sei, é estranho uma adolescente passar horas em um cemitério, é até meio mórbido. Mas eu gosto, eu era muito ligada a meu avô e quando ele morreu a dois anos, parece que uma parte de mim se foi com ele.
16 de Setembro
Querido diário, o primeiro dia de aula foi como qualquer outro. Matt e eu nos resolvemos, ou pelo menos acho que sim.
Agora estou no cemitério, vim visitar o vovô, sinto saudades... Sinto muita falta dele, eu amo minha família, amo a todos, mas ele em especial parece que me entendia mais. Sinto falta até de suas histórias de terror, vampiros, bruxas e toda aquela baboseira. Nunca acreditei em nada, mas ainda sim adorava ouvir suas histórias malucas.
Uma coruja acabou de pousar sob a lápide de vovô. Ela é tão linda, diferente, seus olhos são de um castanho tão claro e brilhoso, suas penas se alternam entre o castanho claro e escuro.

Fazia tempo que eu não desenhava... Jeremy e eu sempre tivemos paixão por desenhos, já Margaret prefere música, ela está decidida que quer ter aulas de violino.
Elena ficou maravilhada com a coruja e nem percebeu o que acontecia a sua volta. Só voltou a si quando sentiu um arrepio em sua nuca, viu que havia névoa por toda parte e que a coruja a observava de um jeito estranho. Decidiu ir embora, enfiou tudo na bolsa e começou a se afastar. Ao olhar para trás viu uma silhueta escura em meio a névoa e sabia que algo estava errado, não deveria estar ali e precisava colocar o máximo de distância entre ela e o que quer que aquilo fosse. Começou a correr, correu pelo bosque assustada, não estava prestando atenção em nada em seu caminho tudo que sabia era que precisava se afastar daquilo, acabou se descuidando e tropeçou, mas logo se levantou e estava prestes a voltar a correr quando deu de cara com alguém.
— Nós temos que parar de nos encontrarmos assim – disse e Elena logo reconheceu a voz gentil com um toque de maldade e que tinha um sorriso de tirar o fôlego
— Tinha uma coruja, uma nevoa e depois um homem... – disse tudo apressadamente – Foi tudo tão estranho, eu não sei explicar. Era você que estava atrás de mim? Você me seguiu? – perguntou o encarando com uma mistura de medo e raiva
— Eu? Não, eu não estava te seguindo
— Então porque está aqui no meio do bosque? Isso não é estranho?
— Disse a garota que saiu correndo do cemitério falando coisas sem nexo – riu e Elena acabou rindo, era verdade ela estava parecendo uma maluca – Você se machucou?
— O que?
— Se machucou?
— Não sei, acho que não... – disse se examinando e percebeu que havia um corte não muito grande em sua mão e que Damon encarava sem piscar – Damon?
— O que? Ah desculpe...
— Não, tudo bem. Você não gosta de ver sangue
Pelo contrário minha cara pensou Damon
— Você quer que eu a acompanhe até sua casa? Está começando a escurecer
— Não precisa
— Vamos, eu faço questão, não quero que seus pais fiquem preocupados, aposto que eles não sabem que está aqui
— Tudo bem... Vamos – disse e eles começaram a caminhar lado a lado para fora do bosque
O caminho todo foi coberto de risadas, eles podiam não se conhecer direito, mas Elena sabia que se dariam bem. Ele seria um bom amigo.
— Bom... Chegamos – disse assim que se aproximaram da casa de Elena
— Obrigado... – disse e Elena ficou sem entender – Fazia muito tempo que eu não ria, foi bom conversar com você Elena Gilbert – disse pegou em sua mão que não estava machucada e a beijou como na noite anterior que se conheceram
— Eu quem agradeço Damon Salvatore – sorriu – Obrigada por me acompanhar até em casa. Boa noite – disse ao subir as escadas
— Boa noite – disse e desapareceu na noite como havia feito antes
Assim que Elena adentrou em casa houve uma chuva de perguntas de como “Onde você estava? ” “O que houve com sua mão? ” “Você está bem? ” Elena tranquilizou a todos e depois subiu para o quarto. Depois de tomar um bom banho e jantar com a família, subiu novamente e pegou em seu diário se lembrando do que havia acontecido, observou o desenho da coruja e logo depois começou a escrever.
16 de Setembro 11:30 PM
Querido diário, ainda estou meio atormentada com o que houve no cemitério... Foi tudo tão estranho, desde o aniversário de morte do vovô a quase uma semana, eu tenho tido uma sensação estranha. Uma sensação de que algo ruim aconteceria esse ano. Eu quis dizer algo bom irá acontecer, eu preciso parar com esses pensamentos negativos.
Encontrei com Damon de novo, ele estava no bosque e viemos até minha casa conversando. Ele é da Itália dá para acreditar? Ele não me disse muita coisa, não sei sobre sua família, pretendo perguntar quando nos vermos de novo. Sim, espero que possamos nos ver de novo. Damon é uma pessoa divertida, mas por trás daquele sorrisinho cínico que as vezes tem o orgulho de estampar em seu rosto, eu sei que alguma coisa o perturba.
Eu sei, mal nos conhecemos e você deve estar pensando que eu estou louca querendo descobrir os profundos segredos de um desconhecido. Mas tem algo nele que me atrai e preciso descobrir o que é.
Elena leu a última frase em seu diário e sacudiu a cabeça refletindo, com certeza ela estava ficando louca, mas não se importava nem um pouco.
**
Estávamos no bar da faculdade e Enzo chamava minha atenção, não havia ouvido nada que ele tinha dito. Estava com os pensamentos em outro lugar.
— Terra para Damon!! O que há com você? Está estranho desde que chegamos
— Estou bem
— Isso me cheira a mulher, cuidado Damon da última vez você se meteu em uma grande enrascada
— Não o irrite Enzo
— É Enzo, não me irrite, escute a loira aqui e vá dar em cima de alguma universitária – disse e ele deu de ombros se afastando de nós
— Agora que ele se foi, diga-me, o que o perturba?
— Vocês com essa insistência. Não posso ficar quieto apenas pensando?
— Não, não pode
— E porque não?
— Porque não é do seu feitio ficar remoendo alguma coisa. Você apenas age sem pensar e nem se preocupa em lidar com as consequências depois
— Me conhece tão bem... – sorri de lado
— E é por isso que sei que há algo de errado, vamos diga-me o que é
— É a Katherine
— Não vai me dizer que aquela vadia está aqui? Se ela estiver vamos sair imediatamente
— Você fugindo? Não é do seu feitio
— Não se lembra do que houve na última vez que trombamos com eles?
— Se está falando do Klaus... Não acho que ele é um problema, soube que Bonnie e Clyde deram um jeito no maluco
— Mesmo assim não é bom arriscar
— Mas relaxa, eles não estão aqui. Pensei que a havia visto ela noite passada, mas não era ela
— Então Enzo acertou quando disse que o problema aqui era mulher... Vai me diz quem é essa misteriosa que se parece com a vadia que te iludiu
— Não tenho problema algum com mulher. Eu nem a conheço e não pretendo conhecer, não nos misturamos com a comida – digo e Lexi revira os olhos
Lexi finalmente me deixou e resolvi me distrair voando pela cidade, nem me toquei quando havia pousado em um velho marmeleiro de frente a uma casa. Aquela casa não me era estranha e logo vi o porquê, era a casa de Elena... Mas porque diabos eu havia vindo para cá? Eu não fazia ideia, mas já que estava ali resolvi observar mais de perto.
Pousei no parapeito da janela e observei o quarto da garota que se parecia com o meu antigo amor. As luzes ainda estavam acesas e a vi transitar pelo quarto e depois um garoto loiro a acompanhava, então era esse o namorado controlador, pareciam estar se despedindo e logo ele foi para o que parecia ser outro quarto.
Me demorei mais alguns minutos ali e acabou que ela percebeu minha presença e foi até a janela. Me encarou por alguns minutos parecendo um pouco assustada, mas depois parecia encantada. Nunca vi um humano que não tivesse medo ou que não quisesse nenhum “pássaro” tão perto o observando, mas ela parecia a vontade. Agora ela sorria, sorria para mim e algo em seu sorriso me fez relembrar o passado novamente...
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