Anime Oscure

3 Tornare ai vecchi modi


Notas iniciais
Oi gente, eu queria dizer que apesar de poucas pessoas estarem lendo, eu estou feliz. Pensei que não teria nem 5 visualizações então... Obrigada! Lembrando que não estou postando só no Nyah, estou postando no Wattpad e no spirit. Também quero dizer que recentemente estou tendo alguns problemas, então se demorar a postar é porque estou fazendo o máximo para tentar escrever algo descente e que vou começar a escrever pelo menos uns 3 capítulos a frente para depois ir postando assim não corro risco de perder criatividade e deixar vocês sem nada, eu queria avisar também que esse capítulo vai ser dividido em duas partes, por isso não estranhem se virem o mesmo título. Mas agora chega de enrolação e vamos ao que interessa. PS: links da fic no wattpad e spirit: https://www.wattpad.com/story/137162191-anime-oscure https://www.spiritfanfiction.com/historia/anime-oscure-11504167

17 de Setembro 7:00 AM

Querido diário, Matt dormiu aqui ontem e ficamos conversando até tarde como sempre fazíamos quando éramos pequenos e depois ele foi para o quarto do Jer. Sim nós nunca tínhamos dormido juntos exceto a vez em que acampamos, mas dormimos nós dois e Margaret em uma barraca e quando caímos no sono na maratona de Halloween no ano passado.

Ontem depois que Matt saiu, uma coisa estranha aconteceu. Um corvo pousou no parapeito da janela, mas não era um corvo comum… Esse era enorme e suas penas reluziam, mesmo com pouca luz e estando de noite era como se o arco-íris estivesse em suas penas, ele era lindo, não pude não admira-lo. Havia algo familiar em seus olhos, como se já tivesse visto-os em algum lugar, eram negros como a noite, eram intensos e com um ar debochado, mas por trás havia muita dor. Onde eu havia visto esses olhos? Não eram completamente iguais, mas eles me lembravam alguém…

Precisava me levantar e arrumar-me para a escola. Hoje o dia seria cheio e ainda precisava encontrar com Bonnie e Meredith antes da aula. Estou preocupada com a Bonnie, desde que voltou da viagem com sua avó, ela não para de falar em druidas e bruxas. Eu não acredito nessas coisas, acho uma completa bobagem…

Me arrumei e me encontrei com Matt e e Jeremy lá embaixo. Matt me roubou um selinho de bom dia e começamos o café da manhã, logo depois meus pais e tia Jenna apareceram, me despedi deles e Matt me acompanhou.

Andamos de mãos dadas pela Maple Street observando as árvores, era outono e na minha opinião era a estação em que a cidade ficava mais bonita. Chegamos a escola e fomos direto para os fundos onde as meninas já me esperavam.

— Te vejo na aula de história – disse e me beijou

— Até mais tarde – sorri e observei ele se afastar

— Parece que as coisas estão boas – Bonnie sorriu para mim e Meredith concordou

— Podia jurar que depois da última briga vocês terminariam

— Não… Por enquanto estamos bem

— O que quer dizer com “por enquanto”? – perguntou Bonnie

— Que resolvi dar mais uma chance para descobrirmos realmente o que somos…

— Isso não tem nada a ver com o bonitão misterioso que vimos você conversando aquele dia, não é?

— Não, claro que não. Isso não tem nada a ver com o Damon

— Uh… Então finalmente temos um nome. Damon... – sibilou o novo nome sorrindo

— Bonnie!! – Meredith a repreendeu – Ele é bem mais velho que você

— E daí?

— E daí que ele tem namorada, ou pelo menos um amor mal resolvido…

— Explique

— Bom, ele me chamou de Katherine. Disse que eu me parecia muito com alguém que ele conheceu e o jeito como me olhava…

— Com certeza um amor mal resolvido – disse Meredith

— E quem sabe ele não precisa esquecer?

— Bonnie, menos bem menos. Obrigada. Agora você nos chamou aqui por que motivo? E não vá me dizer que tem a ver com essas suas maluquices de bruxaria

— Não são maluquices – bufou – Elena eu tive um sonho bem estranho…

— Sonhou que estava aos beijos com Tyler Smallwood? – ri

— Por Deus espero que não seja por isso

— Não, credo… Eu sonhei com você Elena. E pode ser uma premonição, um sonho que serviu como aviso. Você estava no cemitério e um corvo a observava, ele era enorme, nunca havia visto algo desse tipo. Depois havia uma névoa como se ela estivesse surgindo do chão.

— Tá espera ai, corvo, névoa... Isso tá parecendo até um dos filmes do Hitchcock.

— E depois uma coruja surgiu – disse e Elena a encarou – e parecia que ela queria atacá-la, mas o corvo a impediu... – começou, mas a garota ruiva com o rosto com formato de coração a interrompeu

— Eu sei, vai dizer que isso é uma maluquice e eu também não entendi o que o sonho queria dizer, mas sei que não é algo bom.

— Bonnie, esqueça o corvo, junte a coruja à névoa e não vai parecer tão maluco...

— E como isso seria mais sensato? – perguntou Meredith a encarando

— Porque ontem eu estava no cemitério e isso aconteceu. Uma coruja pousou no túmulo do meu avô e ficou me encarando, ela não parecia querer me atacar, mas me encarava de um jeito estranho. Passei horas lá a desenhando – pegou o diário e mostrou o desenho

— É essa a coruja do meu sonho!! – disse Bonnie

— E depois apareceu uma névoa, e sim parecia que estava vindo do chão. Eu resolvi ir embora e quando virei-me para encarar a coruja uma última vez, havia uma forma escura na névoa, parecia ser um homem. Me assustei e corri como uma louca pelo cemitério indo para o bosque e depois dei de cara com Damon

— O que o Damon fazia no bosque? Isso não é meio estranho?

— Não acho nada estranho é até meio romântico

— Elena, as duas vezes que vocês se encontraram, você estava sozinha em um lugar deserto. Isso é no mínimo muito estranho para mim

— Sim eu também acho, mas Damon parece ser um cara legal, até insistiu em me deixar em casa

— Que cavalheiro

— Mesmo assim ainda acho que tem algo estranho nele... – disse Meredith e ouvimos o sinal

— Bom melhor irmos, me conta se descobrir algo sobre o sonho – disse e a garota ruiva assentiu

Demos a volta e fomos para a entrada do colégio, havia uma pequena multidão parada perto da porta e fomos ver o que era. Aparentemente Caroline havia voltado, ela estava na Flórida há dois anos. Apesar de ter se passado tanto tempo, Caroline não havia mudado nada, exceto que estava mais bronzeada. Quase não nos falamos depois que ela foi embora, Caroline era um pé no saco, sempre muito metida e queria competir em tudo comigo.

Agora ela parecia mais madura, diferente até, estava mais simpática, mas ainda se mostrava controladora. Assim que nos viu, veio em nossa direção e nos abraçou, ou esmagou, acho que seria uma definição melhor.

— Eu estava morrendo de saudade de vocês, precisamos conversar. – disse e ouvimos o outro sinal

— Podemos conversar depois da aula – disse Meredith nos puxando para a aula de história

Caroline também estava na nossa turma, que ótimo pensei... Hoje vai ser um dia daqueles...

O dia passou devagar e eu já estava ficando irritada. Porque eu estava tão irritada? Eu adorava a escola. Algo estava me perturbando, mas eu não fazia ideia do que era. Depois da aula Caroline praticamente nos obrigou a ir para sua casa e começou a contar tudo sobre esses anos.

Bonnie precisava ir para casa ajudar a irmã e Meredith iria com ela, aproveitei e iria me juntar a elas para não ter que ficar ali, mas Caroline pediu que eu ficasse por mais tempo, queria conversar comigo. Respirei fundo, me despedi das meninas e voltamos para o seu quarto.

— Eu queria me desculpar com você por tudo que eu fiz antes de ir embora.

— Olha Caroline... – comecei, mas ela me interrompeu

— Não, por favor me deixe terminar. Eu fui uma...

— Uma vadia desalmada?

— Exatamente, me desculpe por tudo...

— Caroline vai ser meio difícil, você tentou jogar nossas amigas contra mim, tentou roubar meu namorado e como se já não fosse o bastante... – cuspi com raiva e ela me interrompeu novamente

— Eu sei, eu sei que fui uma vadia

— Que bom que sabe.

— Mas Elena eu mudei, é sério. Não sou a mesma garota infantil que deixou essa cidade para trás há 2 anos, por favor me escuta. Primeiro, eu sinto muito por não estar aqui quando o seu avô morreu. Sinto mesmo, eu queria vir e ficar com você o tempo que precisasse, mas era impossível largar tudo e depois do que eu fiz eu não sabia se você e as meninas iriam me perdoar.

— Olha Caroline, você fez coisas horríveis e mesmo depois desse tempo não acho que seja fácil de se perdoar, Bonnie pode até te receber de braços abertos, mas não espere obter perdão facilmente pelo menos não de mim, nem de Meredith. O que você fez com ela foi uma das piores coisas que você poderia fazer.

— Eu sei, eu sei. Me admira muito ela não ter me recebido a tapas

— Você sabe como ela é, Meredith sempre irá manter as aparências mesmo que esteja morrendo por dentro.

— Eu sei, espero que eventualmente vocês me perdoem, quero que tudo volte a ser como antes

— Acho que isso será meio difícil, não há como ser como antes. Você destruiu uma amizade de anos entre nós e há coisas que não se esquecem facilmente

— Então espero que possamos ter um recomeço, o que acha?

— Não sei, preciso de um tempo para pensar. Eu quero mesmo conseguir te perdoar, prometi a mim mesma que esse ano na escola e em minha tudo seria diferente, mas eu não serei mais a garota boba e egoísta que competia com por qualquer coisa com você. Então que fique claro que se quer tentar ser minha amiga de novo, nada de segredos e nada de planos, entendeu? Nunca mais vai tentar fazer algo contra mim ou as meninas, naquela época eu era uma garota boba que não tinha maturidade para tentar tomar controle da situação, mas isso mudou.

— Ok eu entendi, nada de planos. Espero que a gente se resolva...

— Isso vai depender de você, mas agora eu preciso ir – me levantei e ela fez o mesmo me acompanhando até a porta

— Te vejo na escola

Após deixar a casa de Caroline, eu precisava conversar com alguém ou iria explodir. Resolvi que iria até a casa de Matt, estava tão distraída que acabei esbarrando em algum no meio do caminho. Me desculpei rapidamente voltei ao meu caminho, não pude ver muita coisa ele estava de óculos escuros, mas ele não era tão alto e tinha cabelos castanhos levemente ondulados, estava todo de preto e algo me chamou a atenção em seu sotaque, onde eu havia escutado algo parecido? Não conseguia me lembrar, decidi ignorar e logo me dei conta que já estava parada no hall da casa de Matt. Toquei a campainha e foi a Sra. Donovan.

— Elena – sorriu para mim – Entre, entre! Matt querido, Elena está aqui

— Já vou! – ouvi a voz de Matt e em seguida ele apareceu nas escadas

— Oi – sorri

— Oi – me abraçou

— Bom eu preciso sair, vou me encontrar com a Lisa

— Lisa Bennett? – pergunto o loiro e a mãe concordou

— Boa sorte

— Vou precisar… E vocês dois se comportem

— Mãe! – a repreendeu ficando corado e eu ri

— Pode deixar Sra. Donovan

— Elena, já disse que pode me chamar de Kelly – disse e eu assenti e vimos ela sair

— Então… o que faz aqui? Pensei que estaria na casa da Caroline

— Eu estava, mas pensei em ir para um lugar mais agradável

— Bom saber que prefere a minha companhia

— Ela quer que tudo volte a ser como antes, quer que sejamos amigos e com certeza nada será como antes. Estou com sérias dúvidas em aceita-la novamente.

— Eu nem sei o que dizer

— Não precisa, eu só quero ficar aqui com você- o abraço

— Claro – sorriu e depositou um beijo em minha testa – Vem vamos subir

Subimos as escadas e adentramos seu quarto, estava bem arrumado até. Nos deitamos lado a lado e ficamos em silêncio apenas nos encarando. Era bom estar com Matt, ele me entendia mais do que ninguém, provavelmente era a pessoa que mais me entendia depois de meu avô. Ficamos assim por um bom tempo, ouvimos alguns barulhos no andar de baixo e resolvemos descer. Encontramos Kelly conversando com Joshua, o tio de Matt. Ele nos cumprimentou e depois nos despedimos e fomos para o Grill.

Ben, ex-aluno e agora garçom do Grill nos atendeu e não demorou muito Dick e os outros já nos cercavam. Dick queria uma partida, eu e Matt contra ele e Vicki e claro que eu aceitei, Dick estava menos idiota que o normal e eu queria me distrair daquela coisa toda com a Caroline.

Jogamos por um tempo e acabamos ganhando dos dois, depois eles se juntaram a um pessoal estranho do colégio. Matt havia ido pegar algo para bebermos e eu estava arrumando a mesa.

— Até quem enfim, você estava demorando – disse ao encara-lo

— Está tão ansiosa para perder Gilbert? – ri

— Quem disse que eu vou perder? – o desafiei

— Veremos — me abraçou por trás e roubou um selinho

— Você está me desconcentrando, isso é trapaça – ri

Pela primeira vez em muito tempo eu estava me sentindo feliz, a vida parecia mais leve e talvez o que eu senti sobre algo ruim acontecer esse ano era só uma coisa boba.

Tudo estava bem, bem até demais, não, eu preciso ser mais positiva. Por Deus, voltei a prestar atenção em Matt e ele parecia muito feliz, consequentemente eu também estava. Ele era um garoto incrível, era gentil e muito compreensível. Era a minha vez de jogar e foi uma ótima tacada, também fiquei surpresa e bom, acabei ganhando de Ryan, graças ao Matt. Sorri e ele me beijou, tive una sensação estranha… Não sabia dizer o que era, mas me incomodava, parecia que alguém estava nos observando. Me virei e não havia nada, mas uma coisa chamou minha atenção, um cara que estava vestido todo de preto estava saindo do bar, ele me lembrava alguém…

Notas finais
Espero que tenham gostado, como eu disse o próximo será um breve continuação, como eu não terei muito tempo para ficar postando vou programar as postagens e espero que gostem do decorrer da história.