Anime Oscure
1 L'inizio di tutto
Notas iniciais
Elena conversava com a mãe ao telefone, havia se afastado da festa e agora estava sozinha. Estava chateada, havia brigado com Matt e não queria ficar mais nem um minuto ali.
Assim que desligou, respirou fundo e sentiu um calafrio. Elena sabia que não deveria ficar sozinha a beira de uma estrada deserta, tudo em seu corpo dizia para correr de volta para a festa onde não estaria só. Estava prestes a fazer isso e quando se virou havia um garoto atrás dela, a distância em que estavam ela deveria sentir sua respiração ou sentir sua presença, mas não havia sentido nada.
– Me desculpe eu não queria assusta-la. – se pronunciou e Elena o encarou ainda assustada e com raiva
– Sério? Eu quase tive um infarto!
– Katherine... – disse e ela o encarou sem entender
– Desculpa, mas acho que você me confundiu com outra pessoa. Meu nome é Elena.
– Perdoe-me é que você se parece com uma pessoa que eu conheci... – disse vagamente como se estivesse se lembrando de algo – O que está fazendo aqui? Não deveria estar sozinha a essa hora.
– É Mystic Falls, nada de ruim acontece aqui.
– Mesmo assim é melhor ter cuidado. – se aproximou
– Eu briguei com meu namorado, não sei onde minhas amigas estão e queria ficar sozinha.
– Qual o motivo? – perguntou se sentando e mesmo receosa Elena sentou-se ao seu lado
– Ele praticamente já planejou nossa vida inteira. Vamos terminar a escola e irmos para Withmore juntos e quando terminarmos a faculdade voltaremos para cá e nos casaremos e seremos uma família grande e feliz. – disse sem muita animação
– E você não quer nada disso eu imagino.
– Eu quero, por um tempo eu quis... Matt e eu dividimos o berço praticamente e quando crescemos...
– Vocês queriam saber se era apenas uma grande amizade ou algo mais. – disse e Elena assentiu
– E agora eu não tenho certeza do que eu quero.
– Sou muito bom para sentir as pessoas, sei exatamente o que você quer.
– Então me diga, senhor misterioso que sabe tudo – riu – O que eu quero?
– Você não quer um amor de rotina, deseja ter paixão, aventura e até um pouquinho de perigo. Você quer um amor que a consuma, deseja conhecer o mundo e não ficar presa em uma cidade pequena tendo a mesma rotina todos os dias pelo resto de sua vida. Você quer viver... – disse e Elena ficou encantada
Antes estava com um pouco de medo, um estranho chega do nada e logo começam a conversar sobre sua vida, sobre suas expectativas de futuro e só agora ela havia reparado que ele não era um homem comum, com certeza era estrangeiro. Havia algo diferente nele, era muito bonito, isso ela não podia negar. Tudo que vestia era preto, botas pretas e macias, jeans preto, um suéter preto e uma jaqueta de couro preta. Ele poderia muito bem se misturar na noite, era bem pálido e mesmo no escuro, Elena podia ver luzes em seu cabelo, refletiam como um arco-íris e seus olhos eram de um azul que ela nunca havia visto.
– Então senhor sabe tudo do destino, ainda não me disse seu nome.
– Damon, Damon Salvatore. – pegou uma de suas mãos e beijou-a
– Que cavalheiro. – disse uma voz desconhecida e meio embolada e fez com que os dois se virassem
– Elena, estávamos te procurando. Matt está mal pela briga e está preocupado. – foi Meredith uma garota de cabelos negros como a noite que se pronunciou
– E Jeremy e Dick brigaram. – dessa vez foi Bonnie, uma garota pequena e de cabelos ruivos cheios de cachos
– De novo? – disse Elena já se levantando preocupada com o irmão
– Acho que foi algo sobre a Bennett.
— Vick é sempre o centro das atenções já perceberam isso? – disse a garota pequena com o rosto em forma de coração
– É melhor você ir e ver como o seu irmão está. – disse e Elena assentiu
– Foi um prazer conhecer você Damon.
– O prazer foi meu. Tenho a sensação de que em breve vamos nos ver de novo. Tenham uma boa noite garotas. – disse e desapareceu na noite
– Quem era aquele? Podia ter ficado mais...
– Bonnie!! – Meredith a repreendeu
– O que foi? Ele era um gato, com certeza estrangeiro.
– Depois você faz essas suas previsões de bruxa. – disse Elena as puxando de volta para a festa
Assim que Elena encontrou Jeremy, viu que Matt estava com ele. Matt explicou a situação e Elena não ficou nada contente com o irmão mais novo, mas estava mais preocupada com o que os pais iam pensar, afinal ela disse que cuidaria dele e falhou. Assim que os pais de Elena chegaram e eles entraram no carro ficaram em silêncio.
– Jer tá dodói... – disse Margaret abraçando o irmão
– Não se preocupe pequena, eu estou bem. – disse o garoto retribuindo o abraço
Quando chegaram em casa Elisa, mãe de Elena disse que conversaria com eles amanhã e os mandou para o quarto. Elena subiu com Margaret no colo e foi direto para o quarto da garota. O quarto era repleto de bichinhos de pelúcia e outras coisas do gosto de uma menina de 4 anos. Margaret já dormia quando Elena a colocou na cama e ficou ali brincando com os cabelos loiros da irmã, depois de um tempo deixou o quarto, desceu para pegar água e deu boa noite aos pais.
No quarto de Elena, ela começou os preparativos para dormir, fez tudo o que queria e depois deitou-se e pegou seu diário e começou a escrever.
15 de Setembro
Querido diário, o dia de hoje foi cansativo. Matt e eu brigamos, Jeremy arrumou briga com Dick por causa de Vick, de novo... As coisas estão ficando repetitivas, a mesma rotina de sempre. Conheci um garoto que parece ser legal. É incrível o que se conversa com estranhos misteriosos quando se está com raiva. Damon Salvatore é o nome dele, Damon foi gentil e disse coisas sobre mim que eu nem sabia ou que ainda não descobri. Mas me fez perceber uma coisa, não quero cair na mesma rotina de sempre. Não quero viver e morrer em Mystic Falls sem conhecer o mundo, ou pelo menos, boa parte dele.
Elena parou e riscou a parte da morte em seu diário, leu novamente o que havia escrito e o colocou na mesinha ao lado, desligou o abajur e se deitou esperando que o sono viesse.
**
Eu precisava espairecer, a última vez que a vi foi em 1864, quando resolvi deixa-la, quando resolvi deixá-los. Tudo estava voltando muito rápido, era como se eu estivesse revivendo as memórias tudo de uma vez só. Eu estava voando, meus sentidos estavam mais aguçados graças à forma do corvo. Estava com raiva, muita raiva e não consegui evitar, afinal eu sou um caçador e minha caça estava tão indefesa e só, não pude deixar de matá-la. Era o que eu fazia, eu sou um assassino e não podia e nem queria ou quero negar minha natureza. Suguei até a última gota e depois voltei para casa.
Casa, era estranho referir-se ao pensionato assim, já tive muitos lugares, muitas tocas e esconderijos nesses 500 anos, mas poucos foram os lugares que pude chamar de casa, ainda estou me decidindo se poderei me referir a este lugar assim. Cumprimentei a senhora Flowers que ignorou o estado em que me encontrava: estava completamente sujo de sangue, não posso negar que brinquei com a comida. Fui direto para o meu quarto e tomei um longo banho, quando sai, dei de cara com Lexi.
– Eu sei que você não é dessa era, mas as pessoas ainda costumam bater.
– Como se você fosse... – se aproximou – Se veste, vamos sair para caçar.
– Não obrigado, já comi. – disse me jogando na cama ainda de toalha
– Como assim já comeu Damon? O que eu disse sobre nada de comer os locais?
– Mas é tão divertido! – sorri – Deveria experimentar caçar de verdade ao invés de hipnotiza-los.
– Nós não somos assim, pedimos permissão ou em caso muito extremo usamos o poder e você sabe.
– Você não é assim, eu não nego o que sou, não nego minha natureza.
– Qual é o seu problema? Estávamos indo tão bem e agora parece que você regrediu. – tentou me agarrar, mas fui mais rápido e me coloquei de pé começando a trocar de roupa
– O problema é que eu cansei de ser bonzinho Lexi. É uma completa chatice e perda de tempo. – esbravejei e ela me observava – Está gostando do que vê? – ri
– Não é nada que eu já não tenha visto. – revirou os olhos pronta para sair do quarto, mas eu a parei
– Ei, não fica zangada. – a puxei para perto
– Não vou cair nesse seu truque barato te conheço a 200 anos garoto... – revirou os olhos
– Que truque? – sorri e comecei a beijar seu pescoço
– Esse truque...
— Vocês não se cansam não? – disse uma voz encostada no hall da porta
– Enzo o estraga prazer!! – revirei os olhos
– Vamos caçar ou vocês vão ficar brincando?
– Aparentemente, o disattento do Damon já caçou.
– E pela sua cara ele fez de novo. Ele não pode evitar está no sangue, ele é um estripador como o irmão.
– Enzo?
– O que?
– Vai pro inferno e fique lá. Agora saiam do meu quarto tenho mais o que fazer...
Depois que fui deixado em paz, meus pensamentos voltaram para os dias que ainda era um fraco, que era a caça... De quando eu era humano.
– Damon, por favor não irrite mais papà, ele o colocará para fora!
– Stefan, você sempre foi o preferido. Papà quer me colocar pra fora há anos, pois que coloque. Assim terei a liberdade que desejo.
– E nos deixaria por essa liberdade? – dessa vez foi uma voz doce que se pronunciou – Não sentiria nossa falta? – sussurrou em meu ouvido
– Deixe ele ir Katherine e ficaremos juntos, apenas nós dois.
– Não pretendia ir e deixa-la com esse garoto. Fugiríamos juntos, viajaríamos pelo mundo, quem sabe até voltar para sua aldeia e vivermos nossa vida lá.
– Eu já disse, não vou me decidir entre vocês. Eu amo os dois e quero que fiquemos juntos, não só durante uma vida, mas para sempre.
– Meu irmão é muito sentimental, ele não irá aguentar tirar vidas humanas, ele é fraco e só irá nos atrapalhar.
– Eu não sou fraco!! – esbravejou o garoto mais novo
– Quietos! – Katherine se colocou no meio dos dois – Stefan vai dar conta, eu o ensinarei, como ensinei a você.
Damon voltou a si e viu que estava sendo observado, foi até a janela e havia uma coruja. Havia algo de semelhante no animal, mas ele deixou para lá e a espantou, fechou a janela e voltou para cama e logo depois caiu em sono profundo.
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