Angel's Black and White
8 Capitulo 7
Notas iniciais
Estou parada de frente para o Paria que ainda está caído aos meus pés reclamando de dor. Estou assustada, como assim eu estou correndo perigo? Como assim minha cabeça está a prêmio? O que está acontecendo?
— Como assim minha cabeça está a prêmio? — eu pergunto ainda digerindo toda aquela conversa — eu estou sendo jurada de morte? — olho para ele que me olha com um olhar debochado — É isso mesmo o que eu estou entendendo?
— Interprete como quiser Nora — ele diz ainda com aquele olhar debochado — Mas nós fomos contratados para te bater — ele dá um sorriso — Mas não somos nós que vamos dar um fim em você e sim aquele que nos contratou.
— E quem seria essa tão ilustre pessoa? — pergunta Scott com visível preocupação — O que ele quer com Nora e o que ela fez para ele?
— Não posso contar quem ele é, pois nem eu sei quem ele é — ele diz fazendo uma careta de dor — só sei que pediu para atacarmos Nora e foi o que fizemos. — ele tenta se sentar, mas Cam pisa no peito dele — o que foi dessa vez?
— Resposta errada — Cam está visivelmente irritado — Vocês estão procurando Nora simplesmente porque um alguém que pelo o que eu entendi é homem, está atrás dela. — ele se abaixa se aproximando do rosto do Paria — Agora a pergunta é para quê?
— Já disse que não sei cara! — ele grita com Cam — já disse tudo o que eu sei, mesmo não sendo nada! — ele tira o pé de Cam de seu peito e se senta — A única coisa que sei é que Nora está correndo perigo.
— Cam, vamos levá-lo ali atrás — diz Patch se aproximando — Anjo, vai com Vee e Luce de volta para casa que Cam e eu vamos resolver isso — ele se aproxima e deposita um beijo em minha testa — e eu não me esqueci de que eu quero conversar com você. — e saí com Cam e com o Paria em direção à floresta que tem próxima a minha casa.
Dou um suspiro, pego meus saltos do chão e sigo para casa com Luce, Vee e Scott. Chegando lá, eles vão para o banheiro onde tem um kit de primeiros socorros e eu para não ficar sem fazer nada, comecei a recolher os copos e pratos que estão jogados pela casa, amanhã de manhã faço a limpeza mesmo. Logo aparece, Luce e Vee e começam a me ajudar. Scott provavelmente está tomando banho. Quando estamos quase terminando Cam e Patch aparecem, sozinhos.
— Onde está aquele cara? — eu pergunto curiosa e logicamente que pensando o pior — O que vocês fizeram com ele?
— Bom Raio de Sol, digamos que ele não aparecerá mais — diz Cam com um sorriso sádico no rosto — Nós o mandamos para o Inferno, local que ele nunca mais saíra.
— Como assim? — eu pergunto confusa — Inferno?
— Nora eu não me lembro de se já te disse isso — diz Cam se aproximando e se sentando no sofá — Mas anjos não morrem... — Luce se senta ao lado dele e pega em sua mão enlaçando seus dedos aos dele — A única forma de se “matar” um anjo — ele faz aspas com as mãos — é queimando a pena dele e assim ele é acorrentado no Inferno para sempre.
— Hum... — é a única coisa que consigo pronunciar e fico pensativa. E um pensamento me faz ficar apreensiva — Mas com qualquer um de vocês também? — eu pergunto apontando para os três.
— Sim Nora — diz Luce e dá um suspiro — Infelizmente até conosco isso pode ocorrer — ela me lança um olhar estranho e dá um sorriso que eu sei que é falso — Mas não se preocupe, não somos besta para deixarem pegar nossas penas.
Olho para ela e deixo que ela veja meu olhar de medo e receio, por eles. Scott resolve dar o ar da graça, descendo para a sala somente de calça moletom azul marinho — isso mesmo sem camisa e deixou aquele peito e abdômen definido a mostra — e Vee quase baba olhando para ele, preciso despertá-la, antes que ele perceba. Concentro-me e grito na mente dela “VEE! você vai babar assim”. Com o susto ela dá um pulo do sofá e caí de bunda no chão. Todos olham para ela com cara de interrogação e eu começo a rir que nem uma louca.
— VOCÊ ESTÁ LOUCA NORA?? — ela grita comigo e eu continuo rindo — Precisava fazer isso? Dessa forma? — ela começa a gesticular com as mãos e elas parecem ter vida própria — Tudo bem que você salvou minha vida, mas dá próxima vez não grita!
— Tudo bem Rosquinha! — digo parando de rir — Mas você fica aí quase caindo de cara que não sei em... — volto a rir de novo.
— O que eu perdi? — pergunta Cam curioso — Nossa tenho que ficar esperto com vocês duas — ele me lança um olhar reprovador — Vocês estão com namorados novos?
— Não Cam — diz Vee com um sorriso amarelo — Mas que irmão mais ciumento!
— Isso mesmo eu apoio Cam! — diz Scott cruzando os braços na altura do peito — Pode falar quem é! — mas logo depois ele dá um sorriso — é brincadeira, eu sei que vocês sabem se cuidar.
— Bom mesmo, porque se não pensei que ia ter que te finalizar aqui e agora! — eu digo dando um sorriso, mas paro de repente. Finalizar? Hum... Sinto que eu to esquecendo de algo, passo a mão no queixo e fico pensativa, mas a resposta vem com tudo — AI MEU DEUS! — eu grito ao me lembrar — FODEU!
— O foi Nora? — pergunta Patch, tinha até esquecido da existência dele aqui.
— Bolinha, amanhã eu tenho treino. — ele olha para mim e depois arregala os olhos — e você também! — passo as mãos pelos cabelos — Ou seja, nada de bebidas alcoólicas um dia antes — dou um suspiro — e amanhã é Jiu-Jitsu. Bom eu não vou mesmo — Olho para o relógio e já está tarde — Bom cambada podem dormir aqui se quiserem, só que temos um problemas — olho para Cam e Luce — vocês se importam em dormir separados hoje?
— Não tem problema Nora — diz Luce dando um sorriso — Uma noite não mata ninguém.
— Bom então vocês — apontei para os meninos — dormem no quarto de Scott e as meninas comigo — dou um sorriso — Vai ser mais ou menos como nos velhos tempo.
— Como assim? — pergunta Luce.
— Antigamente eles — apontei para Vee e Scott — fazíamos isso, dormíamos na casa um do outro e no final dormíamos os três num colchão no chão e com Scott no meio, ele era gordinho e usávamos ele como travesseiro — dou um sorriso nostálgico — Bons tempos!
Patch nos olha como se estivesse deslocado e com ciúmes — Bom podemos dormir?
— Sim — eu digo e todos subiram. Logo todos nos arrumamos e deitamos para dormir, minha cama é de casal, então as meninas estão dormindo junto comigo, cada uma usando roupas delas mesmo para dormir — deixamos nossas coisas na casa um do outro — me ajeito melhor. — Boa noite — elas respondem e logo todas nós dormimos.
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Acordo com um peso em minha cabeça e outro em minhas pernas — sim eu dormi no meio — quando reparo melhor, percebo que Vee está com o braço em cima da minha cabeça e Luce com as pernas nas minhas. Dou um suspiro, já vi que levantar vai ser uma tarefa difícil. Tiro o braço de Vee de minha cabeça e as pernas de Luce das minhas, ambas viram uma para cada lado, como dormimos com uma coberta só, elas puxaram para elas e eu vou ter que sair por cima. Fiquei em pé na cama e começo a andar em direção aos pés da cama, só que eu não esperava que Luce fosse esticar a perna e me dar uma rasteira, já próxima ao fim da cama e lá vou eu de cara ao chão.
— FODEU!!! — grito antes de cair, é serio, caí de cara no chão — AI — grito de novo. Luce e Vee acordam assustadas e no pulo jogam a coberta em cima de mim e descem da cama por onde? Então né, em cima da minha pessoa. Só sei que uma pisou nas pernas e outra em minha mão — AI CARALHO! — eu grito de novo. Nisso a porta é aberta violentamente e escuto vozes masculinas confusas e sonolentas.
— O que foi?
— Não sei, Nora gritou, mas não sei onde ela está — diz Vee nervosa — Nora! — ela me chama.
— Aqui — eu digo me levantando e tirando o cobertor de cima de mim. Todos me olham com aquela cara de como você foi parar aí? — Bom antes que vocês me perguntem como eu fui parar no chão, a culpada é a Luce.
— Eu, mas porque eu Raio de Sol? — ela pergunta confusa.
— Da próxima vez eu durmo na ponta! — eu digo balançando a cabeça em negativa — Quando fui levantar a senhorita colocou o pé na frente, não sei como não me sentiu tropeçando em você — eu digo a olhando seriamente — Ai depois as duas belezas me descem da cama me pisoteando — olho para Vee em descrença — Como não percebeu que pisou em minhas pernas?
— Bem que eu achei que o chão estava macio demais — ela diz pensativa — desculpa Nora.
— Tudo bem — olho para todos — ah, vamos tomar café.
Depois disso cada um foi para o quarto — no caso os meninos — fazer a higiene matinal e trocarmos de roupa, descemos para tomar café e ficamos o dia inteiro vendo filmes. Claro que depois que arrumamos tudo, quando deram umas 19h00min eles foram embora dando um até amanhã. Scott e eu pedimos pizza daquela pizzaria que mostrei a Patch, comemos e depois fomos dormir, pois amanhã seria um dia com aula — CHATOOOOO.
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Levantei um pouco antes do horário de sempre, e aproveitando isso decido lavar meus cachos. Tomo um banho longo e demorado, saio do banheiro com o roupão e uma toalha enrolada nos cabelos. Fui em direção ao meu guarda roupa, coloco um conjunto de lingerie preto de renda, coloquei uma calça jeans justa de cor preta, com uma regata também preta escrita “Aviso! Não perturbe. PSICOPATA em tratamento” e uma jaqueta preta no tamanho de um bolero coloquei uma bota estilo militar também preta, gente parece que to indo para um velório e não para a escola, me sentei na cama e comecei a desembaraçar os cabelos, quando terminei coloquei um brinco em forma de algemas, um colar do cogumelo vermelho do Mario — sim eu também sou um pouco nerd — e um anel com a palavra LOVE, passei meu perfume Carpediem e desci para a cozinha.
Tomei meu café com Scott e Dorothea e logo fui para a garagem atrás do meu bebê, entramos nele e fomos em direção à escola. Assim que cheguei tinha um ser parado no carro de Cam escorado e assim que me viu se desencostou e me esperou descer do carro. Esse ser era, nada mais, nada menos do que Marcie Millar.
— Quero falar com você — ela olha para Scott e continua — a sós.
— Scott vai indo na frente, mas eu não demoro não — eu digo para e ele e ele me dá um beijo na testa e murmura um vem logo e saí — Pronto Millar, fala o que você quer!
— Só um recado querida irmã — ela diz a palavra irmã com nojo — Fica longe do meu namorado! — aquelas palavras me acertam pior do que um soco na boca do estomago — Patch só está te usando Nora, você não percebe? — ela dá um sorriso sádico — ele só quer me fazer ciúmes e por isso usa você para me atingir.
— Não sei do que você está falando Marcie — eu digo me mantendo fria — Eu e Patch não temos nada a não ser amizade, eu nunca fiquei com ele — o que é mentira, vocês sabem disso... Vocês meus caros amigos e leitores sabem o que aconteceu naquela manhã na casa de Patch — E espero de coração que vocês sejam felizes... Vocês se merecem — a olho com um olhar frio e um sorriso de canto, uma expressão bem maligna — e dá próxima vez que me chamar de irmã, eu te arrebento os dentes! — ela arregala os olhos em espanto — Entendeu? — ela balança a cabeça afirmativamente — Que bom, agora já deu seu recado e eu já cansei de sua presença. — Saí logo em seguida.
Ando para onde os outros estão e eles assim que me veem abrem um sorriso — Até que enfim Nora! — diz Vee com um sorriso malicioso.
— Não é nada disso do que vocês estão pensando — eu digo sorrindo — O que Scott falou?
— Que você estava tendo uma conversa interessante com alguém — diz Patch com um olhar frio.
— Entendo — eu disse dando um sorriso — Estava falando com sua namorada Cipriano — ele arregala os olhos e faz uma expressão confusa — Ela veio mandar eu me afastar de você, disse que você estava me usando para fazer ciúmes a ela — começo a gargalhar — Que loucura não é? Nós nunca nem ficamos nem nada. — dou de ombros.
— Anjo, eu não to namorando com ela — ele diz com uma cara de confuso.
— Bom aí eu já não tenho nada a ver com isso — eu digo com um olhar frio — Bom vamos para nossa sala? — todos assentem — E Patch pode sentar com sua namorada — saio logo após dizer isso.
— Mas Anjo... — eu o cortei.
— É sério Patch eu já cansei disso! — eu digo andando em direção à sala e falei para ele “Finja que eu não existo e seja feliz com sua namorada, não quero que ela me interprete como eu sendo da laia dela” dou um sorriso — Até mais tarde pessoal.
Entrei na sala e comecei a assistir aquela aula chata. Patch realmente se sentou com Marcie, mas depois de um tempo veio se sentar ao meu lado. Tentei ignorá-lo de todas as maneiras, mas ele não para de me olhar e isso me irrita, odeio que os outros fiquem me encarando.
— O que foi Cipriano? — eu pergunto ainda escrevendo em meu caderno a matéria que a professora escrevia na lousa — Vai ficar me encarando o resto das aulas?
— Anjo — ele dá um suspiro, mas eu ainda não o olho — Eu vim te falar que eu conversei com Marcie, é serio Nora. Nós não temos nada — ele dá outro suspiro — Porque não acredita em mim?
— Patch, primeiramente você não me deve satisfações da sua vida — eu digo finalmente o olhando nos olhos — Segundo se ela veio até mim, algo vocês têm sim, não que eu me importe com isso, terceiro não sei de onde ela tirou que eu tenho algo com você, se fosse com Scott eu até entenderia, mas com você — faço uma cara de dúvida — não sei e quarto — diminuo o tom de voz num cochicho — Só eu e você sabemos daquele único beijo que aconteceu entre nós então não tem cabimento, até uns dias atrás você não falava comigo.
— Nora eu já te disse eu e ela não temos nada, foram só alguns beijos e nada mais — ele me olha de maneira intensa e eu desvio o olhar — Não é ela que eu quero.
— Bom esse papo já me cansou. Eu não tenho nada a ver com sua vida, torno a repetir, então não me fale mais disso tá bem? — Na verdade eu estou fugindo do assunto, não quero que ele diga na minha cara que ama outra, isso iria doer muito. O sinal bate indicando o fim da aula — Bom o sinal acabou de bater vamos para o intervalo?
Ele murmurou um tudo bem e foi até sua mesa, pegando suas coisas e indo na frente, junto com Scott e Vee. Eu fiquei terminando de arrumar minhas coisas, percebi que Marcie me lançava um olhar furioso que eu logo tratei de ignorar. Saí da sala e fui em direção ao pátio, mas quando estava chegando próxima à mesa, sinto meu braço ser puxado bruscamente virando meu corpo e alguém me dá um beijo, sim com o susto eu abri a boca o que fez com que a pessoa tivesse livre acesso a minha boca, mas quando senti aquele toque eu percebi que já conhecia aquele beijo. Tratei logo de retribuir, mas como tudo que é bom dura pouco, ele se afastou.
— Como você beija alguém que você nem sabe quem é, Nora? — pergunta Traves com uma cara de desgosto.
— Mas eu sabia que era você, então qual o problema com isso Traves? — eu pergunto fazendo um biquinho — Qual é?
— Nada não pequena — ele diz dando um sorriso de canto — Só queria te dizer um oi.
— E que oi em — dou um sorriso — Mas você não pode ficar fazendo isso a todo instante, vai que sua namorada descobre — dou um suspiro — é serio, não quero problemas com ninguém.
— Mas Nora eu não tenho namorada — ele me olha confuso — Alguém te disse que eu tenho? — ele dá um sorriso de canto, mas depois o desfaz — e você tem namorado?
— Não tenho namorado — eu digo emburrada — e eu pensei que você tivesse, bonito como é, é inacreditável que você não tenha uma — dou um sorriso. — Mas agora eu vou para onde meus amigos estão depois conversamos mais — e saio em direção à mesa. Chegando lá percebo o olhar de surpresa de todos sobre mim, o que eu resolvo ignorar — Olá.
— Nora é melhor você se afastar desse Traves — diz Cam com um olhar sério — você sabe quem ele é?
— Não sei quem ele é, mas até você com esse papo pra cima de mim Cam — eu digo magoada — eu esperava isso de qualquer um menos de você! — levantei da mesa irritada — Vee você leva Scott em casa pra mim, por favor? Eu tenho que resolver umas coisas. — Saí antes de alguém falar algo.
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Já se passaram duas semanas desde que briguei com Cam por causa de Traves, no mesmo dia ele veio aqui em casa e conversou comigo, mas o que ele me contou não me convenceu, não é possível que aquilo seja verdade, mas vou ver, vou ficar de olhos abertos como prometi a Cam, acabei descobrindo também que Patch e Traves são conhecidos de longa data e que algo entre eles aconteceu e Cam desconfia que Traves esteja me usando para atingir Patch, o que eu acho impossível porque quem é apaixonada por Patch sou eu e não o contrário.
Hoje é o dia em que minha mãe volta de viajem e amanhã é meu aniversário de 17 anos. Estou tão feliz. Ouço a campainha tocar e vou correndo até a porta, pensando ser minha mãe, mas não, quem está à porta é o Hank Millar.
— O que você faz aqui? — educação mandou lembranças Nora, mas fazer o que depois daquele dia passei odiá-lo cada vez mais — Minha mãe ainda não chegou.
— Mas chega hoje certo, então hoje teremos aquela conversa — ele diz me dando um sorriso — posso entrar?
— Pode — disse contra minha vontade — A sala é por aqui — o levei até a sala e fui ao pé da escada — Scott vem aqui, por favor. — quando ele apareceu e viu Hank já entendeu desceu e ficou na sala com ele.
— Sua mãe demora Nora? — me pergunta Hank curioso.
— Não, já deve estar chegando. — eu disse de maneira fria, não queria esse homem em minha casa. Muito pior me tratando dessa forma como se fossemos íntimos — Scott vou lá ao meu quarto pegar meu celular já volto — subi as escadas e fui até o meu quarto, mandei uma mensagem a minha mãe perguntando se demorava e ela respondeu que não. Desci novamente e Hank olhava umas fotos nossas que tinha espalhada pela sala, isso me irrita profundamente, mas me controlo. — Ela já está chegando Hank — eu disse chamando a atenção dele.
Ele somente balançou a cabeça em afirmativa. Passou mais uns 10 minutos e escutamos o barulho de um carro encostando próxima a entrada da casa, Scott foi em direção à porta e assim que a abriu minha mãe surgiu na ponta da escada. Scott foi até ela dando um beijo em seu rosto, murmurando um “Oi tia, como foi de viagem?” minha mãe respondeu um “cansativo” Scott pegou as malas dela subindo as escadas em seguida. Aproximei-me de minha mãe — Olá mamãe, estava com muitas saudades suas! — e a abracei em seguida.
— Olá minha pequena — ela me dá um beijo na testa — Senti tanto sua falta e de Scott também! — ela dá um sorriso — Por falar nisso a mãe de Scott me ligou e disse que está procurando uma casa por aqui! Isso não é ótimo? — mas assim que ela termina de entrar em casa já vê Hank e seu sorriso some — Mas já está aqui?
— É um prazer vê-la também Blythe! — diz Hank sorrindo cinicamente — Vim ter nossa tão querida conversa com nossa amada filha!
— Eu já disse que você não é meu pai! — eu disse irritada — Vamos logo acabar com isso Hank! Mamãe vamos para seu escritório? — ela acena positivamente — Então vamos logo dar um fim nisso!
Mamãe nos leva até o escritório de nossa casa, Hank está o tempo todo com aquele sorriso idiota na cara dele e um olhar vitorioso que dá uma vontade enorme de desfazê-lo com um soco! Minha mãe se senta em sua cadeira e Hank se senta em outra que está do outro lado da mesa em frente à mesa de minha mãe, eu me escoro na parede atrás de minha mãe ao lado da janela e fico olhando para um ponto qualquer na parede.
— Bom Hank pode começar a falar o que quer e vazar daqui depois! — eu digo muito séria, para ele entender que eu realmente não o quero aqui! E também quero logo sair daqui já estreou a 9º temporada de Supernatural e eu quero ver os lindos dos irmãos Winchesters! Vai passar a reprise do primeiro episódio.
— Você não vai se sentar? — balanço a cabeça em negativa — Bom... — ele passa a mão na testa em sinal de nervoso — Nora, como você já sabe, Blythe e eu tivemos um envolvimento, que resultou em você. Eu sempre fui apaixonado por sua mãe e ela sabia, mas nunca me deu uma chance se quer! Como ela não me dava oportunidades eu acabei “tocando” minha vida — ele fez aspas com os dedos e eu revirei os olhos — Um dia em uma festa encontrei sua mãe e acabamos passando a noite juntos, nessa época eu já era casado com a mãe de Marcie e vou te contar a verdade sua mãe já não me interessava mais, sua mãe nesse dia era somente uma diversão, eu já disse isso para ela — ele dá um suspiro — Mas agora eu percebo que fui um tolo! Que eu fui muito errado e quero assumir minha responsabilidade como pai, mesmo tendo sido negligente e um canalha em não assumir minha responsabilidade!
Olho para ele sem acreditar no que eu estou ouvindo. Depois de quase 17 anos de existência, depois de quase 17 anos de sofrimento por parte da minha mãe em cuidar sozinha de uma criança e se desdobrar na função pai e mãe, depois das noites em claro que minha mãe passou cuidando de minhas doenças, ele quer assumir a responsabilidade de um pai? Ele quer viver como se nada tivesse acontecido? Ah! Mas ele está muito enganado!
— Hank, Hank, tsc... Eu não podia esperar outra coisa vinda de você! — eu digo com um olhar debochado — É muito fácil para você querer um filho depois de criado, depois de ser quase adulto, afinal, são quase 17 anos, mas comigo isso não funciona. Você me abandonou no momento em que descobriu minha existência, sinto muito, mas você não é meu pai e nunca será. Você pode ter me gerado e tal, mas pai, isso você não é! — eu digo ficando cada vez mais nervosa — Pai é aquele que cria, educa, protege e acima de tudo ama! — eu estou muito nervosa, tenho que me acalmar logo — Eu não te aceito como meu pai! Não quero saber de suas desculpas esfarrapadas e muito menos que apareça em minha frente novamente!
— Nora calma, vamos conversar — diz Hank assustado com minha reação — Eu quero te assumir como minha filha!
— MAS EU NÃO QUERO! — Eu grito e assusto a ele e a minha mãe — Você não tem esse direito! Chegar assim do nada em minha casa e dizer “Olá Nora, eu sou seu pai, agora vamos viver como uma família feliz!”. Sinto muito, mas isso não funciona comigo! Aliás, agora que eu estou pensando, você não se importou nem em me registrar, nem seu nome tem em minha certidão e agora quer bancar o pai amoroso e fiel a família! Poupe-me de sua vida idiota! Eu não te quero como meu pai!
— Bom Hank como você pode ver Nora se recusa a te aceitar como pai — minha mãe diz séria — e eu não vou forçá-la, até porque tudo o que ela disse é verdade — minha mãe o olha com um olhar superior — eu te disse que minha filha não precisava mais de um pai e que ela iria recusar a presença de um... Ainda mais a sua!
— Tudo bem — Hank nos olha com um olhar superior — Não as procurarei mais! Mas ficarei sabendo da vida de minha filha, ela querendo ou não! — e após dizer isso ele saiu do escritório e depois de minha casa.
— Nora — minha mãe chama minha atenção — Eu vou tomar um banho e depois teremos uma conversa, tudo bem? — eu somente aceno positivamente — Então até daqui a pouco. — e saiu do escritório.
Fui para a sala e logo que entro vejo Scott jogando GTA V e eu fico sentada ao lado dele pensativa... O que será que mamãe quer conversar comigo? Será que ainda é algo relacionado ao meu passado? Scott faz algo engraçado no jogo e eu começo a rir, uns códigos muito loucos que ele acidentalmente acertou uma velinha que passava na calçada e nocauteou a velha muito engraçado, do nada apareceu uma ambulância e levou à idosa... Muito engraçada a cena... Bom fiquei sentada ainda um tempo até que Scott resolveu falar comigo.
— Nora — ele chama minha atenção e eu o olho — Como você está?
Dou um sorriso fraco e aceno positivamente — Estou bem Scott, não se preocupe comigo — dou um suspiro — eu vou ficar bem, não quero ficar com isso na cabeça, estou cheia de problemas com minha vida pessoal e sentimental também — Scott me olha com uma sobrancelha arqueada — O que foi?
— Vida sentimental? — ele dá um olhar sério — Nora eu só não quero que você sofra... Mas se você está confusa tem algum pretendente à vista! — ele me lança um olhar malicioso — Quem é? — e volta a olhar para o jogo.
— Não vou te contar! — eu digo levemente corada — Pelo menos não agora...
— Porque Raio de Sol? — ele faz um bico sem tirar os olhos da TV — Eu sou seu irmão não sou?
— É sim, mas vamos mudar de assunto — eu digo e dou um sorriso malicioso — e você e Vee? — eu dou um sorriso — Como andam?
— Não sei do que você está falando Nora — ele fica levemente corado e dá pausa no jogo — O que tem a Vee?
— Bom você quem sabe, se você quer deixar caminho aberto para outro é opção sua — ele me olha assustado — Quem sabe onde Vee pode estar agora e com quem... — dou de ombros.
— O que você quer dizer com isso Nora? — ele diz visivelmente preocupado — Vee está em um encontro?
— Não sei, mas me diz por que todo esse interesse Bolinha? — dou um sorriso — Que eu saiba você não é afim dela, aquela vez que você quase mata um cara porque passou a mão na bunda dela, não foi porque você gosta dela, nem nada do tipo — dou um sorriso de orelha a orelha, devo estar parecendo o Coringa... — Pode me falar Scott...
Ele dá um suspiro de vencido — Tudo bem Nora, eu gosto da Rosquinha! — ele fica corado — Feliz? — dou um aceno de cabeça — Eu sou apaixonado por Vee desde... Sempre, não sei quando começou a acontecer, mas só sei que aconteceu...
— Porque não falou com ela? — eu pergunto curiosa, pois sei que Vee também é apaixonada por Scott.
— Ela não ia querer nada comigo — ele me lança um sorriso triste — Nora eu era muito gordo e não atraia a atenção de ninguém, como uma menina linda como a Vee ia se apaixonar por mim? — ele dá um suspiro — Preferi esconder esse sentimento dentro do meu ser e não deixar ninguém descobrir, mas parece que alguém me conhece muito bem.
Dou um sorriso — Parnell eu acho que você devia falar e ver o que acontece... — ele me sorri — Vamos à pizzaria com Vee e ai vocês conversam... — ele me olha confuso — Um encontro para você contar pra ela... Mas eu vou embora, invento um telefonema ou algo assim — dou de ombros.
— Faria isso por mim? — ele me pergunta sorrindo.
— Sempre! — o abraço — vai se arrumar que vou ligar para Vee e para Cam — ele arregala os olhos — meu álibi para ir embora — ela dá um suspiro — agora vai. — assim que Scott saiu liguei primeiro para Cam explicando para ele mais ou menos o porquê dele me ligar e depois para Vee, marcando de nos encontrar naquela pizzaria que eu frequento. Fui até o quarto de mamãe — Mãe — chamei a atenção dela — Podemos conversar amanhã?
— Porque Nora? — ela me pergunta confusa.
— Vou sair com meus amigos — ela então dá um aceno de cabeça e murmura um tudo bem, subi para meu quarto e me arrumei.
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Já tem 30 minutos que estamos na pizzaria e nossa pizza acabou de chegar, já vou comendo um pedaço porque já vou ter que sair, ó vida cruel, só porque eu amo a pizza daqui! Scott e Vee trocam olhares discretos e tímidos. O meu Deus, já to sobrando! Pegou meu celular discretamente e mando a seguinte mensagem para Cam “Pode me ligar, de preferência AGORA!” e enviei. Não se passou nem 1 minuto e Carry On My Wayward Son do Kansas toca e dou um sorriso. Vee e Scott me olham curiosos.
— Alô? — eu digo séria, escuto Cam fazendo palhaçadas do outro lado da linha e quero rir, mas não posso — Já estou indo pra sua casa — ele me pergunta se eu vou mesmo para lá — Sim, beijos. — e desliguei na cara dele, fiz isso porque sou rebelde! — Bom Vee e Bolinha eu já vou preciso passar no Cam — dou um olhar para Scott e ele entende — Vee leva Scott pra mim? — ela acena positivamente e dou um sorriso — Até amanhã então e Scott até mais tarde.
Saí da pizzaria deixando meu futuro casal de pombinhos para trás, entrei no Porsche e dei a partida, coloquei a musica Só Rezo do Nx Zero e aumentei o volume bem alto e fui em direção à casa de Cam, não demorei e logo cheguei e imagine que surpresa quando vi um Jeep Comander estacionado em frente é hoje que te mato Cameron. Desci do carro e o tranquei, logo subi as escadas indo para o apartamento de Cam, milagre eles estarem na casa dele. Bati a porta que nem uma baterista e Cam já sabe que sou eu, pois só chego assim na casa deles — desculpa eu posso tá — logo a porta é aberta e um Cam sorridente aparece.
— Você deveria entrar para uma banda Nora! — ele diz sorrindo — Mas você já tentou e não deu certo por isso quer derrubar minha porta? — e dá uma gargalhada.
— É bom ver você também Cameron! — eu digo o empurrando e entrando na casa dele — Olá Luce — digo assim que entro na sala — Olá Cipriano — ele me olha de forma estranha e responde um olá.
— Nora pode nos explicar o porque disso tudo? — ele diz sobre minha roupa e mostra também o celular — Você está vindo de onde?
— Pizzaria — dou de ombros — missão cupido — dou de ombros novamente. — Já sei não estão entendendo nada — dou um sorriso — eu estava em minha casa com Scott e ele começou a perguntar por quem eu era apaixonada e como não queria responder foquei nele e Vee — sinto um olhar sobre mim e quando percebo quem é vejo Patch me olhando intensamente, resolvo ignorar — pois os dois são apaixonados desde sempre — dou de ombros — só resolvi ajudar sem Vee saber...
— Então nesse momento Vee e Scott estão em um encontro, mas só Scott tem conhecimento desse fato? — me pergunta Luce sorrindo.
— Sim! — eu disse pulando no outro sofá vazio — É bom Scott fazer algo se não eu encontro um namorado de verdade para Vee — faço um olhar psicopata — É bom ele agir se não vou matar ele durante a noite com o travesseiro — começo a gargalhar que nem uma louca, depois respiro e continuo — Ai eu precisava de uma “desculpa” para sair de lá — dou de ombros.
— Mas Nora agora sobre outro assunto — Cam chama minha atenção — mais cedo eu te liguei de tarde e seu celular estava com Scott, ele disse que você estava tendo uma conversa com sua mãe e — ele me olha serio e dá um suspiro — Hank.
— Sim — dou um sorriso fraco — ele apareceu lá em casa antes de minha mãe ainda — dou um suspiro e me esparramo no sofá apoiando a cabeça nas costas do sofá e ponho o braço em cima dos olhos, sinto alguém sentando ao meu lado e aquele cheiro de menta e terra molhada me invade os sentidos e já sei que é Patch — logo minha mãe chegou e fomos para o escritório, assim que ele se sentou começou a conversar conosco, me mantinha indiferente, mas a cada palavra dita eu ia perdendo o controle, vocês acreditam que ele disse que minha mãe não passava de uma diversão! Que ele já era casado com a mãe de Marcie e que não me queria naquela época, mas que agora depois de quase 17 anos quer assumir a responsabilidade como pai! — tirei o braço dos olhos e olhei para o teto, na verdade estava com o braço em cima dos olhos para ninguém ver a dor neles, apesar de tudo eu tenho coração — e eu o rejeitei é óbvio! Não preciso de um pai que me abandonou no momento em que descobriu minha existência! — Levantei com tudo — Ele não tinha esse direito! — dou um suspiro — Mas deixa isso pra lá, ainda preciso ter uma conversa com minha mãe.
— Bom Nora, mas saiba que estaremos sempre aqui para o que der e vier! — Luce se levanta e me abraça e eu devolvo o abraço — Você sempre será nosso Raio de Sol! — ela me lança um sorriso e eu seguro o choro, ainda estou muito magoada — O que foi?
— Nada! — eu digo tentando dar um sorriso, mas falhei consideravelmente — Esquece isso Luce! — me solto do abraço dela — Bom preciso ir embora, amanhã minha mãe vai conversar comigo e tenho certeza que ela me levanta cedo! — agora sim dou um sorriso.
— Se não for ela, será a gente! — diz Cam pulando em cima de mim — até porque amanhã é um dia de comemoração! — ele me dá um beijo na testa — Seu presente já está guardado...
— Cam! — eu digo o repreendendo — eu disse que não precisava! Você é um irmão muito mal. — começo rir — Mas tudo bem — olho a hora e já são quase 22h00min — Bom eu já vou — me despeço dos dois com um beijo no rosto e fui em direção à porta — Tchau Patch.
— Espera Anjo, eu também já vou — ele vem em minha direção — Tchau Cam, tchau Luce, até amanhã — e saiu junto comigo, fomos em direção à escada e ele me seguiu, quando estava chegando a meu carro, ele me prensou contra o dele — Anjo, estou com saudades! — e nem me esperou responder e já selou nossos lábios, não me lembrava de que gostava tanto do beijo de Patch, sua língua está em perfeita sincronia com a minha, minhas mãos não me obedecem e vão parar na nuca de Patch puxando os cabelos dali Patch deixa um gemido sair entre o beijo e me aperta mais contra o carro, uma de suas mãos está em minha cintura e a outra segurava minha cabeça, logo o ar começa nos faltar e ele termina o beijo me dando vários selinhos. — Anjo, vai com cuidado e fique sabendo que não gostei nada de te ver beijando aquele lá. — ele passa a mão em meu rosto — Nora eu quero ser o dono de seus pensamentos, nunca se esqueça disso.
— Patch bateu com a cabeça? — eu pergunto, mas no fundo estou muito feliz com o que ele me falou. Só não vou demonstrar! — Já te disse Patch, sua namorada vai achar ruim, você tem que parar com esses beijos e tem também que pensar no efeito que ele pode ter na pessoa que esta o recebendo — passo a mão pelo seu rosto e dou outro selinho nele — Não que eu não tenha gostado, mas é bom parar — me afasto dele gentilmente e começo a andar até meu carro, antes de entrar no mesmo me dirijo a ele novamente — e Patch vai com cuidado e fique sabendo que não gostei nada de te ver beijando aquela lá! — dei um sorriso e entrei no carro, saindo logo em seguida.
Patch ficou vendo Nora se afastar e diz: Anjo eu não podia querer outra pessoa para mim a não ser você, você é diferente de tudo o que eu já vi em toda a minha existência, se prepare, pois vou lutar por você — entrou em seu carro e foi para sua casa.
Nora chegou em casa cansada, tomou um banho e logo dormiu, mas não antes de se perder em olhos negros como a noite e pensar naqueles lábios que ela tanto amou beijar.
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Acordei com um peso sobre mim, mas ao contrário do que pensei não foi mamãe e sim Scott.
— Parabéns Nora! — ele me dá um beijo na testa — felicidades!
— Obrigada Scott! — eu digo dando um sorriso enorme. Peguei meu celular e tinha quatro mensagens, uma de Vee, uma de Cam, uma de Luce e uma de Patch, todos me desejando feliz aniversário e felicidades, coisas assim, dei um sorriso enorme. Depois disso me levantei e fui em direção ao banheiro, fiz minha higiene e desci. Mamãe me desejou felicidades e eu agradeci, mas não me esqueci da conversa. — Mamãe o que a senhora queria falar comigo? — perguntei assim que terminamos de tomar café da manhã.
— Vamos ao meu escritório — eu segui mamãe até o escritório, ela se sentou em sua cadeira como de costume e me sentei na cadeira a sua frente, ela deu um suspiro cansado — Nora Hank não é seu pai — mas como assim? Ela disse que ele era! Agora estou confusa! — Nora seu pai ele é um Arcanjo...
Não posso acreditar nisso! Minha mãe realmente disse isso o que acabei de escutar?!
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